Combater o Aedes deve ser hábito automático assim como outros, diz Tombini

Aline Moraes – Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Denise Griesinger



Brasília - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, participa do Dia de Mobilização Nacional contra o Mosquito Aedes aegypti, em Brazlândia, no Distrito Federal Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Mosquito Aedes Aegypti no Distrito Federal começou cedo, na manhã deste sábado (13) em Brazlândia, região administrativa com maior incidência de dengue.

Os governos distrital e federal se uniram para fazer panfletagem de conscientização na residência dos moradores da cidade. Na primeira casa visitada, Ismael Lopes contou que sua mãe teve dengue no final do ano passado. "Não sei onde ela pegou, porque aqui em casa ela sempre cuida para não deixar água parada", disse o carregador, de 45 anos.

Representando o governo federal, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, comparou o hábito de procurar e eliminar criadouros do mosquito ao de usar o cinto de segurança. "Tem de virar um hábito automático, saudável, assim como outros hábitos",  disse.

No Distrito Federal, cerca de 18 mil pessoas, entre bombeiros, agentes de vigilância ambiental, Exército, Marinha e Aeronáutica vão visitar hoje casas e prédios e distribuir panfletos informativos.

O agente de vigilância ambiental Lourenço Pereira, que há 12 anos faz visitas a residências procurando focos do mosquito, disse que a população está mais consciente, mas muito lixo ainda é encontrado nas residências. "Muita gente guarda potes, garrafas, vidros, com a intenção de usar depois, mas aí mora o perigo".

PRINCESA, NÃO! 'Meninas Superpoderosas' voltam à TV contra o machismo

HuffPost Brasil  |  De Ana Beatriz Rosa



"Se você está procurando uma treta, a Docinho aqui pode saciar a sua vontade... de ser derrotado!", diz Docinho a um lenhador metido a machão.

É assim que o Cartoon Network anuncia o retorno do trio mais colorido, amado e poderoso da televisão: As Meninas Superpoderosas estão de volta às telinhas depois de dez anos.

Florzinha, Lindinha e Docinho não estão para brincadeiras. As meninas vão se envolver em novas aventuras pela cidade de Townsville e a primeira delas é contra o machismo, como se pode ver pela primeira cena divulgada da nova temporada.


O lenhador ~~ todo-poderoso~~ decide devolver as ~~raízes do macho~~ e acabar com o "carnaval hippie" na cidade. Docinho não assiste calada ao machão, que só faz se gabar da sua força, e logo decide detê-lo. Ao ver a atitude da menina, ele a chama de "princesa". Foi a gota d'água para a nossa Docinho mostrar para o que veio.

O retorno da animação foi anunciado ainda em 2014 e os novos episódios devem ser lançados em abril.

Estados Unidos querem ajudar a Europa diante da crise migratória

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto


Os Estados Unidos querem ajudar a Europa a lidar com a crise migratória que representa uma ameaça “quase existencial” para o Continente Europeu, declarou hoje (13) o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

“Os Estados Unidos compreendem a natureza ‘quase-existencial’ desta ameaça para a vida política e o tecido da vida [social] na Europa”, afirmou Kerry na Conferência de Segurança de Munique, de acordo com informação da agência France Presse.

O secretário norte-americano declarou ainda que os Estados Unidos têm “profundo interesse” em manter o Reino Unido na União Europeia.

Sobre as sanções impostas à Rússia pela crise ucraniana, John Kerry disse que elas devem ser mantidas, enquanto for necessário, enquanto alguns países europeus defendem a suspensão.

“Estou confiante de que a Europa e os Estados Unidos continuarão unidos tanto para a manutenção das sanções enquanto for necessário quanto para conceder a assistência necessária à Ucrânia”, afirmou Kerry na Conferência sobre Segurança.

Para o secretário, “as sanções não são um fim em si mesmas”. Ele lembrou que elas que foram impostas “em primeiro lugar para defender os direitos fundamentais da Ucrânia – a sua soberania e integridade territorial”.



Milícia Ansar Dine reivindica ataque a missão da ONU no Mali

Da Agência Lusa Edição: Denise Griesinger


A milícia Ansar Dine, do Mali, reivindicou, em comunicado divulgado pela agência mauritana Al Akhbar, a autoria do ataque contra a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) em Kidal, no Nordeste do Mali, nessa sexta-feira (12) à noite.

O grupo, dirigido pelo ex-chefe rebelde tuaregue Iyad Ag Ghaly, informou que “explodiu um veículo carregado de explosivos na base chamada Kandi, no coração de Kidal, sede dos franceses e da Minusma”, designação da missão da ONU, o que deixou dezenas de mortos.

Fontes militares e da ONU admitiram à agência France Presse a morte de seis capacetes azuis e a existência de dezenas de feridos em consequência do ataque.

Antes, um porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban ki-moon, tinha informado a existência de 30 feridos.

Esses ataques “não enfraquecerão a determinação das Nações Unidas de apoiar o governo do Mali, as partes signatárias do acordo de paz e o povo nos seus esforços para alcançar a paz e uma estabilidade durável”, assegurou Ban Ki-moon, referindo-se ao acordo assinado em maio de 2015 pelo governo e a ex-rebelião tuaregue.



Estados Unidos liberam mais mísseis Patriot para a Coreia do Sul

Da Agência Lusa


Os Estados Unidos liberaram temporariamente mísseis Patriot adicionais para a Coreia do Sul, após o recente teste nuclear e o lançamento de um míssil de longo alcance pela Coreia do Norte, anunciaram hoje (13) as forças norte-americanas na Coreia.

A decisão é  tomada no momento em que os dois aliados planejam iniciar, na próxima semana, negociações sobre a instalação de um sistema de defesa antimíssil avançado, a que a China se opõe.

“Esse destacamento faz parte de um exercício de emergência conduzido em resposta às recentes provocações da Coreia do Norte”, afirmaram, em comunicado, as forças norte-americanas na Coreia do Sul.

Uma bateria de mísseis Patriot, localizados em Fort Bliss (estado do Texas) foi adicionada às duas já ativadas na Base Aérea de Osan, a 55 quilômetros de Seul, para realizar exercícios de defesa antimíssil.

Os Patriot, que podem superar velocidade de Mach 4 e alcançar altitude de 40 quilômetros, podem ser usados para interceptar os mísseis norte-coreanos KN-01 e KN-02, bem como os Hwasong e Rodong, de maior alcance e com capacidade para chegar praticamente a qualquer ponto da Coreia do Sul.

“O contínuo desenvolvimento norte-coreano de mísseis balísticos contra a vontade da comunidade internacional requer que a aliança [entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul] mantenha preparadas as suas defesas mísseis”, acrescenta o comunicado.

Nessa sexta-feira (12), o Pentágono declarou que a Coreia do Norte não tem capacidade tecnológica para cumprir o seu objetivo de lançar ataque com míssil nuclear contra os Estados Unidos.

A posição foi expressa em relatório entregue ao Congresso norte-americano, elaborado antes do quarto teste nuclear da Coreia do Norte, no mês passado, e do lançamento de um míssil de longo alcance, no início deste mês.

O míssil balístico intercontinental KN-08 da Coreia do Norte “seria provavelmente capaz” de atingir os Estados Unidos se fosse bem desenhado e desenvolvido, indica o relatório.

No entanto, o país não tem sido capaz de realizar voos de teste no sistema altamente complexo, e a sua "confiabilidade como sistema de armas é reduzida”


Primeiro-ministro francês alerta para novos ataques terroristas na Europa

Da Agência Lusa


O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse hoje ser uma “certeza” a ocorrência de mais ataques terroristas de “grande escala” na Europa. "Haverá ataques. Ataques de grande escala. É uma certeza. Este hiperterrorismo está para ficar", disse o governante na Conferência de Segurança de Munique, de acordo com a agência France Presse.

Na semana passada, em Paris, Valls afirmou que o nível de ameaça de ataques é agora "provavelmente" mais elevado do que antes dos ataques jihadistas de 13 de novembro.

"Entramos numa nova era caracterizada pela presença contínua de hiperterrorismo. Um hiperterrorismo localizado na confluência de um pseudomessianismo religioso e do uso do terror em massa", disse o primeiro-ministro na conferência chamada Davos da Segurança.

"Temos de estar plenamente conscientes e agir com grande força e grande clareza. Repito diante de vós, como digo aos meus concidadãos: nós mudamos o tempo", acrescentou durante mesa-redonda da qual participou também o primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev.

Tal como o presidente francês, François Hollande, afirmou quinta-feira (11) à noite, Manuel Valls apelou à Rússia para que cesse a  ofensiva na Síria, que afeta a população civil.

"Digo, sem qualquer ambiguidade e com confiança, a Dmitry Medvedev: a França respeita a Rússia e os seus interesses, mas sabemos que para voltar ao caminho da paz e da discussão, o bombardeio da população civil tem de acabar ".

Quanto ao acordo alcançado em Munique entre os Estados Unidos, a Rússia e os seus principais aliados, para parar as hostilidades na Síria, Valls saudou a decisão, mas defendeu que sua concretização é urgente.

O primeiro-ministro francês reiterou mensagem sobre o risco de colapso do projeto europeu, tendo como pano de fundo a crise migratória e o risco de saída do Reino Unido da união dos 28.

"O projeto europeu pode mover-se para trás e pode até desaparecer se não tivermos cuidado", advertiu, acrescentando que o projeto “pode recuar perante o aumento do egoísmos e do populismo”.


Da Agência Lusa


Papa Francisco  chega ao MéxicoAlessandro di Meo/ Agência Lusa

O México saudou, nessa sexta-feira (12), o papa Francisco com a música mariachi (tradicional do país) e multidões de fiéis nas ruas, após o encontro do pontífice com o líder da igreja ortodoxa russa, Kiril, em Cuba.

O presidente Enrique Peña Nieto deu as boas-vindas a Francisco no aeroporto, enquanto uma banda mariachi tocava. O papa subiu  então para opapamóvel, de onde acenou à multidão na capital do segundo maior país católico do mundo.

“Francisco, irmão do povo mexicano!”, gritavam os fiéis nas ruas, estimados em 300 mil.

Antes de iniciar a visita de cinco dias ao México, o papa parou em Cuba para um encontro com o patriarca ortodoxo russo, o primeiro entre os primados da Igreja Católica e ortodoxa desde a dissidência religiosa de 1054.


Programação da Rádio Cabriola


Programetes:
  • História Hoje: Artista plástica Tomie Ohtake morreu há um ano;
  • Trocando em Miúdo: Entenda como funciona a transferência por TED;
  • Viva Maria: Programa comemora ampliação da licença-paternidade;
Notícias: 
  • Jérôme Valcke é suspenso por 12 anos do futebol;
  • Otávio Ladeira é confirmado Secretário do Tesouro Nacional;
  • OMS avalia que vacina contra zika deve ser testada em 18 meses;
  • Criminosos oferecem restituições em golpe do Imposto de Renda;





'Game of Thrones': HBO divulga 24 fotos da nova temporada da série -- com Bran Stark de volta

HuffPost Brasil  |  De Ana Júlia Gennari



Curioso para saber o que vai acontecer na próxima temporada de Game of Thrones?

Na última quinta-feira (11), a HBO soltou 24 fotos da sexta temporada - e, por meio delas, você já pode ter alguma ideia do que virá. A estreia está prevista para 24 de abril.

Desde o último episódio da quinta, a inquietude sobre Jon Snow (interpretado por Kit Harington) ter ou não de fato morrido de fato continua a ferver nos debates entre os fãs da série de TV.

Sabendo disso, a emissora fez um ótimo trabalho em manter o mistério no ar: dentre todas as fotos divulgadas não há sequer a sombra de Jon Snow para contar história:





Contudo, algumas surpresas interessantes apareceram, como a volta de Bran Stark (Isaac Hempstead Wright) ao seriado!


E outras obviedades: Arya Stark (Maisie Williams) cega e Sansa (Sophie Turner) a caminho de Winterfell.

Aguardamos ansiosos!

Carreira para mulheres no serviço militar do Brasil pode ganhar impulso a partir de 2018

Agência Senado, com HuffPost Brasil



Projeto que dá às mulheres o direito de prestar o serviço militar (PLS 213/2015) está na pauta da reunião da próxima quinta-feira (18) da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado e será votado em caráter terminativo. A comissão realizará reunião deliberativa após sabatina de indicado a embaixador do Brasil na Coreia.

O projeto altera a Lei do Serviço Militar (Lei 4.375/1964) para garantir às mulheres a prestação voluntária do serviço, com alistamento no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica no ano em que completarem 18 anos.

A proposta tem caráter de ação afirmativa, conforme sua autora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), proporcionando às mulheres a oportunidade de seguir a carreira militar.

Favorável ao texto, a relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), apresentou emenda para determinar que “as despesas decorrentes da prestação voluntária do serviço militar por mulheres serão custeadas com recursos orçamentários específicos”.

Como explica, haverá necessidade de construção de alojamentos e vestiários apropriados, além da confecção de vestimenta específica para as mulheres, entre outras despesas. Ainda conforme emenda da relatora, os órgãos responsáveis pelo serviço militar terão até dois anos após a publicação da nova lei para oferecer o serviço às brasileiras.


Por ter caráter terminativo na comissão, se não houver recurso para levar a discussão ao plenário, a proposta segue em seguida para a Câmara dos Deputados. Se aprovada ainda neste ano, a medida poderia começar a partir de 2018.

Aos 11 anos, MC Soffia sonha em 'libertar adultos e crianças do racismo'

HuffPost Brasil  |  De Amauri Terto



“Se alguém xingar o meu cabelo de duro, vou falar: meu cabelo não é duro, meu cabelo é crespo. Duro é seu preconceito.”

Essas palavras de militância não causam surpresa ao serem declaradas por uma pessoa adulta. Mas se dissermos que elas foram ditas por uma criança de 11 anos?

Pois bem, essa é uma das declarações maduras e bem posicionadas que MC Soffia dá em uma entrevista ao UOL.

Revelação do hip hop em São Paulo, elogiada por artistas como Criolo e Karol Conka, a pequena Soffia Gomes da Rocha Gregório Corrêa canta sobre as alegrias de ser criança, o valor da negritude e aceitação da própria imagem.

“Já falaram do meu cabelo e da minha cor, mas eu não gosto nem de lembrar, porque isso foi passado”, diz.

Sim, apesar da pouca idade, Soffia já sofreu episódios de racismo – que felizmente foram transformados em militância com a ajuda da educação de sua mãe, a produtora de eventos Kamilah Pimentel, e a avó, a pedagoga Lúcia da Rocha.

Na entrevista, Kamilah afirma:

“A primeira coisa que falam para uma criança negra é sobre o cabelo dela. Existe uma pressão muito grande na sociedade que valoriza apenas uma estética, a do cabelo liso, e isso se mexe muito com psicológico das crianças e, principalmente, das mulheres."
Com o objetivo de ajudar outras crianças a serem fortes diante de preconceito e racismo presentes no cotidiano brasileiro, mãe e avó são também as parceiras de composição da pequena MC.

"África, onde tudo começou / África, onde está meu coração / África, com sua beleza e tradição / África, é pra você essa canção!”, diz uma de suas rimas.


No final do vídeo que você assiste abaixo, MC Soffia lista seus desejos:

“Eu quero ser tipo uma Dandara (guerreira negra e esposa de Zumbi dos Palmares) e a Nzinga Mbandi (rainha de Matamba e Angola). Eu quero ser uma das rainhas que ajudaram a libertar as crianças, os adultos e o mundo do racismo.”

"Somos irmãos", diz papa Francisco a líder ortodoxo

Da Ansa Brasil


Papa Francisco e o líder da Igreja Ortodoxa Russa, Cirilo I, se reúnem pela primeira vez na história, em Havana Agência Lusa/EPA/Alessandro Di Meo/Direitos Reservados

“Finalmente!”, foi a exclamação do papa Francisco ao se encontrar hoje (12) com o líder da Igreja Ortodoxa Russa, o patriarca de Moscou Cirilo I, na primeira reunião na história entre os líderes religiosos.

“Somos irmãos”, disse o Pontífice logo em seguida, em espanhol. Durante a conversa, Cirilo disse que “agora as coisas serão mais fáceis [entre as igrejas]”.Em resposta, o papa afirmou que “está claro que essa é a vontade de Deus”. Os dois líderes estão acompanhados por tradutores.

O inédito encontro começou logo após o desembarque do papa no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, capital de Cuba. Ao descer do avião da Alitalia que o levou, Francisco foi recebido pelo presidente Raúl Castro, que o acompanhou até o local do encontro com o líder ortodoxo.

Os dois religiosos se cumprimentaram com um afetuoso abraço e beijos na bochecha. A expectativa é que a reunião entre os dois dure mais de duas horas, ao fim das quais eles trocarão presentes, farão um breve discurso para a imprensa e assinarão uma declaração conjunta, já acertada pelos assessores diplomáticos de ambos os lados.

Segundo o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, a reunião é um “grande sinal de esperança” e um “momento que dá coragem e ânimo para continuar tentando construir mais relações de ponte, encontro e diálogo”.

Em 2016, denominado Ano de Jubileu da Misericórdia, o papa já visitou a Sinagoga de Roma, recebeu convite para ir à Grande Mesquita da capital italiana, anunciou que viajará, em outubro, à Suécia para as celebrações dos 500 anos da Reforma Luterana e se reuniu hoje com Cirilo I.

O encontro acontece em um momento no qual Francisco tem insistido na questão da união entre os cristãos, principalmente por conta das perseguições no Oriente Médio e na África pelo jihadismo islâmico. Após a histórica aparição ao lado do patriarca russo, Francisco seguirá para o México, onde ficará até o dia 18 de fevereiro.


Zika: Honduras registra primeiro bebê com microcefalia associada ao vírus

Da Agência Lusa


Responsáveis por um hospital público hondurenho anunciaram hoje (12) que foi registrado o primeiro caso de um bebê com microcefalia associada ao vírus Zika em Honduras, país que contabiliza mais de 11.400 pessoas infetadas. O vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Gonzalo Maradiaga, diretor do hospital Gabriela Alvarado, na cidade de Danlí (leste), disse à imprensa que o bebê nasceu de parto natural às 03:00 locais (09:00 TMG e Lisboa).

A mãe, de 23 anos, teve contacto com o vírus nos primeiros três meses de gestação e não se submeteu a qualquer controlo médico antes do parto.

A microcefalia é uma malformação congênita grave no bebê, que nasce com crânio e cérebro de tamanhos inferiores ao normal.


Menina de 15 anos cria sacos de dormir impermeáveis para moradores de rua

Claudia  |  De Claudia



Emily Duffy tem apenas 15 anos e um projeto capaz de amenizar o sofrimento de pessoas em situação de rua. A jovem desenvolveu um saco de dormir capaz de resistir às mais diversas condições climáticas, desde a chuva até o fogo.

Isso é possível graças ao material usado na confecção: há um revestimento de espesso plástico-bolha, usado para blindar o objeto. Além disso, também conta com adesivos reflexivos, que rebatem a luz.

Agora os sacos de dormir estão sendo produzidos pelos próprio ex-moradores na cidade de Dublin, a fim de incentivá-los a voltar ao trabalho. O salário deles é, inclusive, maior que o salário mínimo na Irlanda.

Bispos católicos não são obrigados a denunciar casos internos de pedofilia, diz Vaticano

HuffPost Brasil  |  De Thiago de Araújo



Novos bispos da Igreja Católica “não são obrigados” a denunciar à polícia de seus países eventuais casos de pedofilia envolvendo clérigos. É o que aponta um documento divulgado pelo Vaticano e que trata da forma de um bispo se portar diante de casos de abuso infantil envolvendo religiosos. O caso foi denunciado pelo jornalista John Allen, veterano na cobertura do Vaticano, no site Cruxnow.com.

De acordo com o documento, a responsabilidade de denúncias sobre casos de pedofilia cabe aos familiares e à própria vítima, não sendo atribuição do bispo realizá-la em outra esfera que não seja a interna.

“De acordo com as leis de cada país onde a denúncia é obrigatória, não é parte das atribuições de um bispo reportar suspeitas às autoridades, à polícia ou aos promotores locais no momento em que eles fiquem sabendo de crimes ou atos pecaminosos”, diz o documento de treinamento redigido pelo controverso monsenhor francês e psicoterapeuta Tony Anatrella, que é consultor do Conselho Pontífice para a Família e criador da ‘teoria de gênero’, a qual prega que a aceitação da homossexualidade em nações ocidentais está “criando sérios problemas”.

Ainda de acordo com as informações divulgadas por Allen, e reproduzidas pelo jornal britânico The Guardian e pela revista americana Newsweek, a recém-formada Comissão Pontífice para a Proteção das Minorias, criada pelo Papa Francisco, parece não ter tido qualquer participação do programa de treinamento de novos bispos católicos, apesar de ter sido criada justamente para adotar práticas que evitassem a pedofilia dentro da Igreja.

Ao The Guardian, uma fonte da Igreja ligada à comissão informou que é de entendimento de que denunciar abusos infantis trata-se de “uma obrigação moral, seja requerido ou não pelas leis” de cada país. Ainda segundo o jornal, as visões de Anatrella no documento se focam nas visões dele sobre a homossexualidade, ignorando a seriedade da pedofilia na Igreja que “grupos de vítimas dizem continuar a ser um problema até hoje”.




A informação sobre o treinamento de novos bispos vem justamente às véspera do Oscar, o prêmio mais badalado do cinema, o qual tem entre os concorrentes o filme Spotlight, que é baseado em fatos reais e trata dos muitos casos de pedofilia envolvendo padres na cidade americana de Boston. A prova de que a Igreja sabia de pelo menos 150 casos levou, após uma farta pesquisa jornalística, à renúncia do cardeal americano Bernard Law, em 2005.


Esse tipo de treinamento do Vaticano começou em 2001 e é repassado a cerca de 30% dos padres católicos de todo o mundo. As informações repassadas na mais recente versão, datada de setembro do ano passado, colidem com a ‘tolerância zero’ prometida pelo Papa Francisco quanto ao abuso de crianças dentro do ambiente clérigo.

Para o grupo americano SNAP, que reúne vítimas de abusos cometidos por padres, “é perigoso que tantos acreditem no mito que os bispos estão mudando a forma de lidar com a pedofilia e que tão pouca atenção seja dada” ao assunto internamente.

Oficialmente, o Vaticano se recusou a comentar o teor da reportagem de Allen e do treinamento repassados aos bispos.

O que aprendi após começar a beber dois litros de água todos os dias

M de Mulher  |  De Lucas Castilho



A verdade é que sempre fui muito relaxado em questões que envolvem a saúde. E, não, não me orgulho nem um pouco disso, mas, sabe como é, mudar nunca é fácil. Só que, em 2016, resolvi fazer diferente e abandonar alguns péssimos hábitos. Fazer escolhas mais saudáveis mesmo, tanto para a mente, quanto para, obviamente, meu corpo.

E sabe aquele negócio que a sua mãe sempre disse sobre beber dois litros de água por dia? Não saiu da cabeça dela, não. É a ciência que afirma! E, bem, não era algo que eu fazia. Não mais! Propus o desafio de tentar me regrar e por uma semana inteirinha tomar direitinho esse líquido sem gosto, mas essencial para a vida. Eis minhas impressões!




É tudo uma questão de hábito.
O primeiro dia foi o mais difícil e, verdade seja dita, não consegui tomar os dois litros de água que tinha prometido. Metade de mim sabia que era o certo a se fazer, mas a outra metade não deixava. #taurino Mas, vencida a resistência inicial, passei a cumprir o cronograma direitinho. E, melhor: para não esquecer, coloquei uma garrafinha de água do lado da minha mesa na redação. Assim, não teria desculpa para não beber água. E não é que funcionou? Beber água, assim como fazer exercícios, manter uma rotina diária de beleza ou virar uma leitora assídua depende muito do primeiro passo. E assim, meio que de repente, você se acostuma com esse novo - e saudável - hábito.

Sim, sua pele fica ótima.
Imagina só uma pessoa que não tomava nada de água? Era eu. Minha pele não é horrível, mas também não é um grande exemplo, afinal, eu nunca fui lá muito regrado. No máximo, espirrava uma águinha termal após o banho. Cremes e hidratantes? Só quando lembrava (ou quando a preguiça deixava!). Acredite se quiser, isso mudou. Não sei o que aconteceu, mas após decidir beber água, me senti mais encorajado a cuidar melhor do meu rosto e, sim, parece mentira, mas em uma semana pude ver resultados. Minha pele ficou mais firme, mais hidratada e aqueles cravos e espinhas pontuais meio que me deram uma folga. Pois é.

Sua resistência aumenta.
Por algum tipo de coincidência cósmica o ~experimento~ iria atravessar o Carnaval. E, mesmo com os meus planos que incluiam ir todos os dias da festa aos bloquinhos que invadiram São Paulo, eu tinha que continuar minha rotina de tomar água. E, olha, foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Entre uma cerveja e outra, entre uma marchinha e outra, lá estava ela, a garrafinha de água! Me senti mais disposto para a maratona, achei que a minha resistência aumentou muito, e a melhor parte: zero ressaca no dia seguinte. O saldo do Carnaval de rua? Sucesso!

E seu ânimo fica lá no alto.
Há meses que eu prometo a mim mesmo sair para correr todos os dias. Não é uma questão de ter o ~corpo do verão~, mas ter uma vida mais saudável mesmo. E não sei o que rolou, mas no mesmo dia que comecei a beber água, resolvi tomar coragem e colocar os tênis de corrida. E foi assim também no dia seguinte. E no seguinte. E no seguinte. Quando vi, tinha saído para correr a semana toda. E não apenas isso: mudei bastante a minha alimentação. Adeus, montes de produtos industrializados. Olá, frutas e verduras! É, obrigado, água!

E, claro, as inúmeras idas ao banheiro.
Essa é a parte chata e é inevitável: você vai frequentar MUITO MAIS o banheiro. E, não, tem nada de errado com isso. Mas é bom ficar de olho na cor do seu xixi! Se ele estiver totalmente transparente significa que, talvez, o consumo de H2O esteja mais elevado do que o seu organismo realmente necessita. Saiba mais sobre isso aqui. O ideal mesmo é ele sair ligeiramente amarelo.

Basicamente, você só ganha bebendo água direito.
Mais hidratação, mais ânimo, uma pele melhor, um humor melhor... Beber água é demais e só me trouxe coisa boa. Obviamente, o que eu passei não tem valor científico, mas são inegáveis todas as melhoras que senti. Então, se você é do tipo que não gosta de água ou não consegue bebê-la de forma regrada, dê uma chance. Pode ser o start de um alguns hábitos mais saudáveis, como foi para mim. Definitivamente, é a experiência de uma semana que eu vou levar para a vida.

Solução da PM para protestos da torcida do Corinthians foi a de sempre: cassetete

HuffPost Brasil  |  De Rafael Nardini




"Rede Globo, o Corinthians não é o seu quintal".

"Cadê a$ conta$ do e$tádio?"

Foram duas das faixas estendidas por corintianos na região tradicionalmente ocupada pela Gaviões da Fiel na Arena Corinthians, em Itaquera.

Bastou para que a polícia agisse com força.

Fizeram com que os torcedores abaixassem as faixas. Cassetetes, tumulto, correria. Uma das faixas foi tomada, torcedores mais exaltados foram retirados. Pouco depois, a situação voltou ao normal. E os corintianos estenderam novamente uma das faixas.

A velha truculência. A livre manifestação - ainda que possa gerar curiosidade o que traz a politização corintiana de momento - está garantida. Ou deveria estar.



O corintiano Guilherme em ação contra o Capivariano, pelo Campeonato Paulista

O Estatuto do Torcedor fala em proibição para quem ostente "cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo".

Não é uma questão de transformar os torcedores organizados em donos de uma reputação ilibada. Foi a própria torcida corintiana quem "viralizou" o grito de "bicha" para os goleiros nos tiros de meta. Um ato deplorável e sem sentido.

Mas, no episódio da partida desta quinta-feira, ela nada fez senão o que deveria ser garantido para todos os brasileiros: protestar pacificamente sem ser reprimido.

Papa diz que viagem a México e Cuba é "desafiadora"

Da Agência Ansa Brasil


O papa Francisco disse a jornalistas, no avião que acaba de pousar em Cuba e depois segue para o México, que se trata de uma "viagem desafiadora, muito apertada, mas muito querida". "Muito querida por meu irmão Cirilo I [líder da Igreja Ortodoxa Russa], por mim e também pelos mexicanos", acrescentou.

O Pontífice se encontrará com o patriarca de Moscou, após mil anos de cisma entre as ogrejas, em reunião histórica nesta tarde em Havana.

 Sobre a etapa mexicana do roteiro, ele disse que seu "desejo mais íntimo" é contemplar "Nossa Senhora de Guadalupe, aquele mistério que se estuda, se estuda, se estuda e não há explicações humanas. Mesmo o estudo mais científico diz: 'Isso é coisa de Deus'".

Durante a viagem aérea, Francisco aproveitou para enviar mensagens aos líderes de França, Espanha e Portugal.

"Lembro de todos vocês em minhas orações e invoco a cada um a bênção de Deus para a paz e alegria", dizem as mensagens enviadas ao presidente francês, François Hollande, ao rei de Espanha, Felipe VI, e o presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva.


BNDES seleciona 20 projetos para patrocínio cultural

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


Dezesseis eventos musicais e quatro literários, com início previsto entre março e agosto, foram selecionados para receber patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A informação foi divulgada hoje (12) pela instituição.

Os projetos selecionados passarão ainda por etapas de análise e contratação, nas quais serão definidos valor do patrocínio e contrapartidas necessárias, entre outros itens do edital, de acordo com a assessoria do banco.

Para os projetos de música, o patrocínio terá foco em instrumental e clássica. Entre os projetos contemplados nessa área, destaca-se a Brics Conductorless Symphony Orchestra, que é uma orquestra sem maestro, integrada por músicos de países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e que se revezam na liderança da banda.

Segundo o BNDES, o projeto é símbolo da cooperação entre os membros do bloco. O grupo já se apresentou em cidades como Moscou e Rio de Janeiro.

Também foram selecionados na área musical o 5º Festival de Música Barroca de Alcântara (MA), o 36º Festival Internacional de Música de Londrina (PR), a Programação Musical de Concertos e Operas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a Mostra Brasil Musical, entre outros projetos.

Na parte de literatura, terão patrocínio do BNDES neste período a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (SP), a Feira Literária da Periferia do Rio de Janeiro (FLUPP 2016), a 16ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP) e a Bienal da Floresta e do Livro e Leitura (AC). Para o BNDES, esses eventos contribuem para a difusão do livro e da leitura e para o fomento da produção editorial nacional.

As inscrições para o próximo período da chamada pública de patrocínio serão iniciadas em abril, e vai contemplar projetos com início entre setembro deste ano e fevereiro de 2017.


Equipes de combate ao Aedes aegypti vistoriam 23,8 milhões de domicílios no país

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia



Militares da Marinha e agentes da defesa civil participam do combate ao mosquitoArquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Dados divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde indicam que 23,8 milhões de imóveis foram vistoriados por agentes de saúde e homens das Forças Armadas no combate ao Aedes aegypti. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais e representa 35,6% dos 67 milhões de imóveis selecionados para receber visitas em todo o Brasil.

No levantamento anterior, 20,7 milhões de imóveis haviam recebido equipes de combate. Ao todo, 4.251 municípios (dos 5.570 definidos para serem vistoriados) contabilizaram a presença de agentes e militares. Ainda segundo a pasta, todos os estados e o Distrito Federal registraram ações das equipes.

Entre os estados, a Paraíba e o Piauí permanecem entre os que registraram maior percentual de imóveis percorridos: 79,1% e 77,8%, respectivamente. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com 67,7% de cobertura; São Paulo, com 4,3 milhões (26,3%); e Rio de Janeiro, com 3,2 milhões (48,6% do total).

Agentes e militares identificaram, até agora, 844,8 mil imóveis com focos do mosquito. O número representa 3,6% do total de estabelecimentos visitados. A meta é reduzir o índice de infestação para menos de 1%. O levantamento contabilizou ainda 5,6 milhões de imóveis fechados.

Desde o dia 1º deste mês, o governo federal autoriza a entrada forçada de agentes públicos de combate ao Aedes aegypti em imóveis públicos ou particulares que estejam abandonados ou em locais com potencial existência de focos, no caso de ausência de pessoa que possa permitir o acesso ao local.

Ao todo, 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 46,5 mil agentes de controle de endemias, além de aproximadamente 2 mil militares, atuam no combate ao vetor. Durante as visitas, eles procuram por focos, orientam os moradores e aplicam larvicidas quando necessário.

Amanhã (13), o governo federal realiza uma ação nacional de educação em saúde, com 220 mil militares das Forças Armadas, junto a profissionais de saúde de estados e municípios, indo às ruas para orientar a população. A mobilização vai ocorrer em mais de 350 municípios de todas as unidades da Federação.


Otávio Ladeira é confirmado secretário do Tesouro

Daniel Lima - Repórter da Agência Brasil Edição: Lana Cristina


Interino desde dezembro, Otávio Ladeira é confirmado secretário do Tesouro NacionalFabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo Agência Brasil


Otávio Ladeira de Medeiros foi confirmado hoje (12) secretário do Tesouro Nacional pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.

Interino no cargo desde dezembro, Ladeira é formado em economia pela Universidade de Brasília (UnB) e tem mestrado também em economia pela mesma universidade. Funcionário de carreira do Tesouro, ele é analista de finanças e controle.

Na Secretaria do Tesouro, ocupou vários cargos, dentre eles o de coordenador da Coordenação-Geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública (COGEP) e coordenador de Administração da Dívida Pública (Codip). Foi chefe da Divisão de Análise e Planejamento da Dívida Pública (Didip) e presidiu o Conselho Fiscal do Banco do Brasil.






Massa de ar quente enfraquece e aumenta chance de chuva no fim de semana



A massa de ar quente e seco - que atuava desde a semana anterior na Bahia, reduzindo a nebulosidade e a chuva no Estado - começa a perder força. De acordo com informações do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), essa condição aumenta a chance de retorno da nebulosidade e, consequentemente, de chuva. Mesmo assim, a massa de ar prevalece até sábado (13) mantendo o céu ensolarado e pouca possibilidade de chuva.

Já, no domingo (14), o tempo deve mudar em praticamente todo o estado, situação favorecida pelo enfraquecimento da massa de ar e do avanço de uma frente fria pelo litoral do Sudeste brasileiro. A umidade vinda da Região Amazônica também deve contribuir para intensificar a nebulosidade e a chuva na maior parte da Bahia.

Os volumes de chuva mais expressivos são esperados nas regiões da Chapada Diamantina, sudoeste e sul, além do oeste e São Francisco, onde é esperada a temperatura mais alta do estado, com máximas de até 36°C, não estando descartada a possibilidade de trovoada.

Para o Recôncavo Baiano, nordeste e norte, a previsão é de céu parcialmente nublado a claro. Ainda assim, no final da tarde e durante a noite, há chance de ocorrer chuva fraca. Em Salvador e região metropolitana, o predomínio é de céu parcialmente nublado a claro e temperatura elevada, situando entre 25°C e 33°C.

Maré

Desta sexta-feira até domingo (12 a 14), a maré deve atingir altura máxima, entre 6h e às 9h, e das 18h às 21h, oscilando de 1,7 e 2,8 metros. Já a altura mínima deve ser registrada, da zero hora às 3h e das 12h às 15h, variando de 0,1 a 0,8 metro. As ondas previstas para o período devem ter agitação fraca podendo chegar a 1,5 metro.

Radiação

Os Índices de Radiação Ultravioleta (IUVs), entre esta sexta-feira e domingo, devem variar de 13 a 14. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esses valores estão classificados na categoria ‘Extrema’. Isso exige maior atenção quanto à exposição prolongada à radiação solar, principalmente das 10h às 16h, quando os efeitos danosos à saúde são maiores, sendo recomendado uso de protetor/filtro solar, chapéu, boné, óculos escuros e roupas leves.

Fonte: Ascom/Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema)

Ela voltou: Três meses após derrota histórica, Ronda Rousey volta aos treinos

HuffPost Brasil  |  De Rafael Nardini



O nocaute no UFC 193 deixou Ronda Rousey inconsciente e a mandou para o hospital. "Fiquei triste para caralho", ela disse.

Por causa dos socos e chutes que levou, a atleta de 29 anos precisou passar por cirurgia e se recolheu.

Os golpes da adversária Holly Holm também foram fortes o suficiente para deixar Ronda impossibilitada de comer uma maçã.

Bem, como nos grandes filmes de luta e nas histórias reais de grandes lutadores, a maior lutadora de MMA da história - sim, porque uma derrota não destrói tão fácil uma influência tão grande no esporte - está de volta aos treinamentos.



O "furo" foi dado pelo TMZ, que conseguiu imagens da lutadora e seu treinador, Edmund Tarverdyan, na academia Glendale Fighting Club, em Los Angeles, nesta quinta-feira.

Desde que deixou o octógono derrotada, Ronda sempre deixou bastante clara a intenção de revanche. Dana White, presidente do UFC, atendeu prontamente.

Primeiro, agendando a defesa de cinturão de Holm contra Miesha Tate para 5 de março. E, depois, garantindo que Ronda enfrenta a vencedora no segundo semestre.

Ronda tem, então, alguns meses para voltar ao topo.

Brasileiros que têm bens no exterior devem declarar a partir da semana que vem

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Edição: Denise Griesinger


O Banco Central (BC) começa a receber, a partir da próxima segunda-feira (15), a declaração anual da pesquisa de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) relativa ao ano de 2015.

Estão obrigadas a prestar as informações pessoas físicas e jurídicas residentes no país, que tinham, no exterior, ativos de valor igual ou superior ao equivalente a US$ 100 mil, em 31 de dezembro de 2015. A declaração deve ser entregue até 18h do dia 5 de abril de 2016.

O preenchimento da declaração é realizado via formulário eletrônico que estará disponível na página do BC na internet, a partir da semana que vem.

Segundo o BC, o objetivo primordial da declaração é estatístico, pois contribui para que se conheça, de forma ampla e detalhada, os ativos externos que residentes no Brasil têm, auxiliando análises e pesquisas macroeconômicas.


Casos de dengue sobem 48% em janeiro em todo o país

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


De 3 a 23 de janeiro deste ano foram registrados 73.872 casos prováveis de dengue em todo o Brasil. No mesmo período do ano passado, o número de casos prováveis foi 49.857. Os números, divulgados hoje (12) pelo Ministério da Saúde, mostram um avanço de 48% nas infecções por dengue no país.

De acordo com o boletim epidemiológico, o Sudeste registrou o maior número de casos notificados (45.315 casos; 61,3% do total), seguido pelas regiões Centro-Oeste (10.372 casos; 14%), Nordeste (7.862 casos; 10,6%), Sul (6.889 casos; 9,3%) e Norte (3.434 casos; 4,6%). Ao todo, 5.777 casos suspeitos de dengue foram descartados.

A análise da incidência de casos prováveis de dengue (número de casos por cada 100 mil habitantes.), segundo regiões geográficas, demonstra que o Centro-Oeste e o Sudeste apresentam as maiores incidências: 67,2 casos/100 mil hab e 52,8 casos/100 mil hab, respectivamente, mantendo a tendência identificada em 2015.

Entre os estados, as maiores incidências de casos prováveis estão em Mato Grosso do Sul (114,8 casos/100 mil hab), Tocantins (103 casos/100 mil hab), Espírito Santo (93,5 casos/100 mil hab) e Minas Gerais (93,3 casos/100 mil hab).

Já os municípios com as maiores incidências acumuladas de dengue são Rancho Alegre (PR), com 3.609 casos/100 mil hab.; Ubá (MG), com 608 casos/100 mil hab.; Ribeirão Preto (SP), com 338,9 casos/100 mil hab; e Belo Horizonte (MG), com 193,7 casos/100 mil hab.

Durante as primeiras semanas de 2016, também foram confirmados nove casos de dengue grave e 137 casos de dengue 'com sinais de alarme' que, conforme classificação do Ministério da Saúde, são casos que exigem mais atenção e cuidados, pois podem evoluir para um quadro grave. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 80 casos de dengue grave e 542 casos de dengue com sinais de alarme.

A região com maior número de registros de casos de dengue grave ou com sinais de alarme é o Centro-Oeste (dois graves; 78 com sinais de alarme), com a seguinte distribuição: Goiás (um grave; 58 com sinais de alarme), Distrito Federal (15 com sinais de alarme), Mato Grosso (cinco com sinais de alarme) e Mato Grosso do Sul (um grave).

O boletim aponta ainda a confirmação de quatro óbitos por dengue, o que representa uma redução de 92% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 50 óbitos.

Entretanto, existem 45 casos de dengue grave ou com sinais de alarme e 18 óbitos em investigação que, segundo o ministério, podem ser confirmados ou descartados nas próximas semanas.

Reprovamos: New York Times destila preconceito sobre Brasil, zika e Carnaval

HuffPost Brasil  |  De Grasielle Castro





Em um artigo intitulado ‘Brasileiros ignoram o medo da zika para cair na alegria do Carnaval', publicado na quarta-feira de cinzas (10), o New York Times esbanjou preconceito contra a cultura brasileira. A publicação americana minimizou a preocupação da população com o vírus e atacou a maneira como as pessoas se comportam e se vestem.

“Do ponto de vista do mosquito, as multidões suadas e minimamente vestidas nas ruas das cidades do Nordeste na segunda-feira devem ter parecido especialmente deliciosas”, inicia o texto. “Bêbados de cerveja e preocupados com as prodígias possibilidades carnais, jovens dançavam ao longo da Avenida Oceânica (em Salvador) acompanhando ícones da música brasileira”, segue.
A publicação afirma que, apesar da preocupação da comunidade internacional com relação ao vírus, os brasileiros esqueceram o zika para celebrar o Carnaval.

Argumenta que poucas pessoas vestiam calças ou blusas de mangas longas, sem lembrar do verão mais quente de todos os tempos, com o calor de quase 40ºC que atinge algumas cidades brasileiras nesta época do ano.

Ressalta que uma pessoa citada no artigo estava vestida de short curto e top justo, alheia a proliferação do mosquito e “momentaneamente distraída do bacanal”.

O autor do texto diz ainda que, em Salvador, o cheiro dominante é de colônia misturado com suor e não de repelente.

Aproveita para criticar que os brasileiros mal notam o vírus, diante o aumento no desemprego, a queda no valor da moeda e a expansão do escândalo de corrupção que ameaça a presidente Dilma Rousseff, e justifica com a declaração do dono de uma pousada que diz que o Brasil tem problemas maiores que o zika.

"Ainda assim, para estrangeiros, ver tantas pessoas em busca de prazer, em vários estágios de nudez e aparentemente alheios aos perigos potenciais de Zika pode ser impressionante.”
Tratando o Carnaval como válvula de escape dos problemas do País, o New York Times chega a reconhecer que há brasileiros preocupados com o vírus, mas alega que mesmo estes argumentam que os períodos difíceis não os tiram do caminho de uma boa festa.

Mario Sergio Cortella: 'Todo preconceituoso é covarde. O ofendido precisa compreender isso'

Revista Claudia  |  De Patrícia Zaidan



O filósofo e doutor em educação Mario Sergio Cortella, 61 anos, começa a entrevista dizendo: "Hoje, o Boko Haram matou cem pessoas no norte de Camarões... Todo dia há notícias assim". O grupo fanático que ele menciona tenta fazer da Nigéria, vizinha de Camarões, uma república islâmica. E usa a barbárie para suplantar a marginalização política, econômica e social a que fora relegado pelos últimos governos. Essa facção sanguinária se tornou conhecida do público ao sequestrar 200 meninas nigerianas numa escola, em 2014. Muitas foram estupradas. Disputam o noticiário, as degolas de civis por outro bando de radicais, o Estado Islâmico e, ainda, os rescaldos do atentado ao semanário francês Charlie Hebdo, com a rejeição generalizada aos que professam o islamismo, a religião maometana que não prega o ódio muito menos a matança.

Dialogamos com o mestre que fez carreira na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo sobre esses eventos mundiais e sobre os problemas locais que causam angústia. Entre eles, a escassez de água e a falta de luz em São Paulo e outros estados, as balas perdidas no Rio de Janeiro - que, só no primeiro mês deste ano, fizeram 30 vítimas. Em um rápido olhar sobre o quadro atual, nota-se um mundo mais rabugento, intolerante, racista e dando mostras de falência de recursos naturais. Assim, a conversa é sobre nossa impotência diante dos fatos que nos oprimem e deixam a sensação de que não podemos fazer nada para mudá-los. "Mas não é para ficar deprimido com as coisas que nos perturbam", provoca o paranaense em seu escritório, na capital paulista. "É preciso lembrar que todas essas coisas são criações nossas, da humanidade. E devemos refletir sobre elas se quisermos um futuro mais equilibrado e saudável." Cortella lança neste mês Educação, Convivência e Ética: Audácia e Esperança! (Cortez), livro que, como suas palavras aqui, ajuda na travessia destes tempos difíceis.


Como o seu livro entra nesse panorama de inquietação e incerteza?

Ele fala em audácia e esperança, sobre a formação de valores e a recusa à fatalidade. Nosso tempo se caracteriza por coisas bem perturbadoras. Uma delas é o tsunami informacional. Há uma torrente cotidiana de eventos, que chegam de diferentes fontes e veículos, e nos preocupam para além das nossas possibilidades de agir. Temos ciência das coisas e nada podemos fazer, o que gera angústia e impotência. Até pouco tempo atrás, uma notícia ruim envolvia somente a sua comunidade imediata. Você ia lá prestar solidariedade ou saciar a curiosidade. Não é mais assim. No entanto, do ponto de vista da violência, é preciso lembrar que o mundo está muito menos violento que no século 20 e em toda história. Dados epidemiológicos e estudos sociais provam isso. O que ocorre é que somos mais notificados hoje, além de haver uma rejeição maior à violência.

Há episódios mais veiculados na mídia, e de uma forma que leva à comoção. O ataque aos chargistas do Charlie Hebdo, na França, impactou mais os brasileiros do que as notícias sobre as polícias militares terem matado 1,7 mil jovens negros no nosso país em 2013 ou sobre 30 feridos por balas perdidas no Rio só em janeiro. Por que a dor do vizinho não nos mobiliza tanto?

Ela me obrigaria a agir e tomar uma decisão ética. Torna-se fácil prestar solidariedade a um movimento social no Sudão ou ficar com pena de uma vítima de explosão no Iraque. É bem mais simples do que lidar com o menino acampado na porta do meu prédio.

Isso exigiria mais do que consciência tranquila por devotar compaixão ao povo do Sudão. Não é?

Exato. A realidade à minha porta me impeliria a uma ação. Não é qualquer adesão meramente virtual. Tem sido comum alguém postar, nas plataformas digitais, um convite para uma passeata. As pessoas dão um like, mas não vão lá. Pensam que participaram. Assim como se sentem engajadas ao assinar um manifesto qualquer ou comprar a camiseta escrita Je Suis Charlie. A transformação de atos em bits, a virtualização das coisas ocupa várias circunstâncias da vida. É importante, mas não resolve tudo. Madre Tereza de Calcutá tem esta frase imbatível, que captura o conteúdo da sua pergunta: "Difícil é amar o próximo. Amar quem está longe é muito fácil". A ideia do que seja o próximo é complexa. Temos a notícia sobre o que acontece no entorno de casa, mas não nos envolvemos. No fundo, isso também provoca certo desconforto. Embora esse mal-estar não afete a todos. Muitos, neste momento, estão mais preocupados com quem ficará na casa do Big Brother Brasil.

A sensação de desconforto atinge do mesmo modo os jovens e os mais velhos?

A minha geração tinha uma causa: acabar com a opressão. Dos 20 anos aos 30, sob a ditadura, queríamos democracia, liberdade de expressão e de culto, desejávamos escolher os próprios caminhos, uma sexualidade nada amarrada, uma conduta feminina que não fosse secundarizada. A geração atual não vive esses bloqueios nem tem grandes batalhas. A maior das batalhas hoje é a ambiental. Mas não interessa tanto aos novos, porque a minha geração não erotizou a ecologia. Conseguimos erotizar um jeans, um carro, uma balada, uma cerveja... Mas não a causa do meio ambiente. Ela não se tornou um desejo.

Por que a juventude não se preocupa com o fim dos recursos naturais?

Eles deveriam pensar nisso. Mas é uma causa abstrata. Ninguém via o problema da água até poucos meses atrás. Agora temos que tomar providências. A ecologia fala de algo que ao jovem não interessa, que é o futuro. Essa não é uma má geração, ao contrário, tem censo de urgência, é criativa e disponível para uma série de interfaces. Mas vive o dia como se fosse o único. Por quê? Os mais velhos disseram a eles: "Vocês não terão futuro, não haverá emprego, ar puro, segurança". Os pais também vivem repetindo que os filhos não tiveram infância, não souberam brincar e subir em árvores, como eles. Ora, quem acredita que não tem futuro nem teve passado só enxerga a alternativa de viver o presente até o esgotamento. "Aproveite o dia", é o lema atual. Grandes causas, como o fim da homofobia e da violência doméstica, demoram. Leva-se tempo para conquistá-las.

Em um bairro paulistano, moradores fizeram refém um funcionário da Eletropaulo. Disseram que ele só sairia dali se a luz voltasse. Em um condomínio, também da capital paulista, moradores andam pondo o ouvido na parede para fiscalizar quanto tempo demora o banho do vizinho, quantas vezes ele dá descarga ou lava a roupa. Isso pode gerar truculência? Acirra os ânimos e cria um clima de desconfiança? Ou é aceitável?

No caso do refém, é um esgotamento de paciência. O usuário diz à empresa, ali representada pelo funcionário: "Não aguento mais ficar no escuro. Não posso ouvir a mensagem gravada informando que o serviço será prestado em seis horas, depois em oito e, mais tarde, em dez horas". O cidadão já foi enganado demais. A atitude é perfeitamente compreensível, embora possa caracterizar até cárcere privado. Quanto ao controle do banho, penso que a escassez deve se tornar um tema coletivo. Falta de água é grave. Isso é que acirra os ânimos. Num transatlântico, se a terceira classe afundar, a primeira afunda junto. Tomar conta do vizinho é o primeiro passo para organizar uma reação conjunta à falta de água. Se um denuncia o outro por desperdício - e deve haver multa para isso -, não está sendo dedo-duro, mas cuidando do bem de todos. A medida não pode, porém, se tornar uma atividade persecutória, na qual alguém assume uma autoridade que não tem e passa a fazer daquilo uma cruzada. Seria perigoso.

Os autores das ações radicais, no terrorismo, têm entre 20 e 30 anos. Eram crianças no atentado às Torres Gêmeas, em 2001, e, de lá para cá, enfrentaram preconceito e islamofobia. Viram os muçulmanos se tornarem mal recebidos no mundo, com dificuldade de entrar em diferentes países e as mulheres serem proibidas de usar o véu nas escolas. Outro dado: na França, 70% dos presos são muçulmanos. A maioria morava na periferia e, sem estudo e trabalho, cometeu pequenos ou médios delitos. O Estado falhou com eles. Qual é a sua análise sobre as duas coisas?

Não estão presos por serem muçulmanos, e sim porque são estrangeiros pobres, de uma minoria excluída, encostados nas bordas das grandes cidades da Europa. A cadeia deve estar cheia de indígenas, em Dourados (MS); de mexicanos, na fronteira com a Califórnia, nos Estados Unidos; e de sem-terra em áreas de conflito agrário no Brasil. O problema é a exclusão. O jovem muçulmano na França é muito assemelhado ao da periferia das nossas grandes cidades. A arma na mão, no nosso país, é respeito e dinheiro imediato. Na França, é o terror que oferece reconhecimento a esses meninos. Alguns islâmicos entendem o suicídio (caso do homem-bomba) como martírio. Esses jovens se dão importância desse jeito. O propósito dá sentido à vida. De certo modo, eles se ressentem do preconceito no mundo todo, não só na Europa. O véu é problema aqui também. Em Foz do Iguaçu (PR), quem estiver com ele não tira carteira de motorista. A rejeição, porém, não é de natureza religiosa. Uma muçulmana da elite usa o véu onde quiser e é até imitada. Outra coisa é a falta de trabalho para os garotos. Na Arábia Saudita, por exemplo, a economia é restrita ao petróleo, não tem indústria, comércio. Eles vão para o Exército ou cedem ao apelo de psicopatas que recrutam para o terrorismo. Mas eu não tenho uma visão catastrófica do mundo atual. Há muito mais estados com democracia do que antes. Na ausência dela, coloca-se um nível de vitamina mais elevado no terror, caso do Irã e do Iraque, em comparação com a França.

Na democracia, a liberdade de imprensa é imprescindível. Debates após o atentado ao Charlie se deram em torno do limite do direito de expressão. Pode-se ser livre e causar dor no outro?

Não deve haver limite para a liberdade de expressão. E ela não causa dor. Ali ocorreu um excesso de sensibilidade. Quando eu era menino, meu pai dizia: "Se te xingarem na rua e você for aquilo, então não é xingamento, é verdade. E, se você não for, não é contigo". Logo, se tenho uma religião e alguém tripudia com meus símbolos, não levo em conta. Não tem a ver comigo, mas com quem fez a piada. Pena dele. A grande encrenca do fanatismo é tomar como ofensa a postura do outro. Se quer ser imbecil, seja. Eu não assinaria o Charlie Hebdo. Aquela escatologia não interessa mais. O humor inteligente está na base da recusa ao preconceito. Algo como: "Não ria de mim, ria comigo".

As pessoas estão agressivas na internet. Ali, há todo tipo de insulto, o que abala os ofendidos. Reagir ao preconceito, dessa forma, não parece tão simples.

Todo preconceituoso é covarde. O ofendido precisa compreender isso. O preconceito tem duas fontes: a covardia e a tolice. O intolerante em relação a etnia, cor da pele, orientação sexual, religião e extrato econômico tem medo de ser o que é. Ele só se eleva quando rebaixa o outro. Necessita ver que o outro não serve e não presta para ele poder valer alguma coisa. É um fraco que teme aquele que não é igual e se sente ameaçado por ele. Além disso, ser preconceituoso é ser burro e tonto.

Hoje, há passeata para tudo. O psicanalista Contardo Calligaris escreveu que levar crianças a uma manifestação de rua parece perigoso. Mas não levar o filho é mais perigoso para o seu futuro e o seu espírito. Eles devem participar?

O omisso é cúmplice. Os pais que escondem do filho temas importantes estão furtando dele a completude na formação - e tendem a fazer da criança uma vítima de um sistema que pode ser maléfico. A família deve discutir temas sociais, sim. Se ela decide não ir à rua, deve explicar o porquê. Há pais que dizem: "Não me meto em política". Ao agir assim, já se meteram. Isso é nocivo.

Quando símbolos fortes, que serviam de balizadores para a sociedade, se enfraquecem, aumenta a sensação de impotência. Exemplos: a Universidade de São Paulo (USP) vive uma crise financeira e científica e também moral, por ter abrigado o estupro de alunas por colegas sem que isso fosse apurado. A maior empresa pública, a Petrobras, está envolvida em escândalos e corrupção. Por que isso mina nossas forças?

Mexe com a gente porque são nossos símbolos de poder. Mas estão surgindo outros ícones, como comunidades que se conectam em blogs para cooperar; dentistas que se juntam para atender sem cobrar; instituições como Doutores da Alegria, que vão brincar com crianças em hospitais. Conheço desembargadores, em São Paulo, que saem do tribunal, colocam o nariz de palhaço e vão entreter doentes. São novos marcadores.

O que é preciso fazer para entender este momento da humanidade que vivemos?

Os chineses acham que devemos lidar com a história e não com o momento. Você só compreende o hoje se olha a história no seu desenvolvimento. É bom recordar o que falavam as avós: "Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe". Portanto, nada de desespero. Problemas agudos se dissolvem no tempo. Os efeitos colaterais não são insuperáveis; podemos lidar com eles. É bom lembrar que devemos ter cuidado num mundo multifacetado, multicultural e multidiverso. Por isso, não podemos nos fechar em grupos exclusivos - só católicos, só gays, só muçulmanos -, o que leva à política do gueto e dilui a ideia de humanidade. Acabar com hinos nacionais também seria bom. Em geral, dizem: "Pega, esfola, estripa, arranca, mete a espada". Temos de enxergar uma sociedade global e interconectada. Não pelo digital e pelo econômico somente, mas pela antropologia. Ou seja, pela convivência humana. E que cada um seja capaz de olhar o outro como o outro, não como o estranho. Homens e mulheres são diferentes, não desiguais. Brancos e negros são diferentes, mas devem ter os mesmos direitos.

O papa Francisco tem opinado em conflitos entre judeus e árabes, entre nações fortes e sociedades pobres, sempre na defesa da paz e da autonomia política dos povos. Repudia o terrorismo, mas critica o insulto à fé. Denuncia que o mundo é machista com as mulheres e prega respeito aos gays. Até provocou com a frase: "Sejamos revolucionários". Muitos dizem que é o maior estadista do momento. Concorda?

Ele cumpre uma grande tarefa. Traz à tona questões difíceis. Não mexerá na doutrina, mas no campo da moral. Ele prega o acolhimento dos excluídos. Diz "Seja revolucionário" no limite que o cristianismo romano entende como revolução. A inspiração em Jesus ou São Francisco de Assis é boa para os jovens. O papa é uma expressão de alegria. Trata temas sérios de modo leve, não é carrancudo, não olha de cima. Assumiu o papel de defesa da paz onde há conflito. Ele me faz lembrar Benedito Spinoza, filósofo judeu que propõe a ética da alegria. É algo que precisa entrar na nossa rotina. Não quer dizer que a sociedade deva seguir no vício do hedonismo, buscar o prazer em tudo o que faz, seguir na lógica de que a vida é uma festa e não requer esforço. Isso degrada nossa capacidade, que deixa de construir algo um pouco mais forte.

Somos todos africanos', diz Meryl Streep no Festival de Berlim (VÍDEO)

Estadão Conteúdo




Meryl Streep foi soberana na condução da coletiva do júri da Berlinale, na manhã desta quinta-feira (11). É o primeiro júri da grande estrela de Hollywood, e logo na presidência. "Estou muito entusiasmada de estar aqui. Nunca fiz isso e vou ter de descobrir as exigências da função com meus colegas. Mas não deve ser difícil. Já dirijo uma casa, tenho filhos, marido. É muita gente para administrar. Sou uma boa 'listener' (escuto bastante). Mas no limite, o que vai fazer a diferença é que eles têm um voto cada, e eu tenho dois."

'Eles' são os companheiros do júri - a fotógrafa Brigitte Lacombe, a diretora Malgorzata Szumowska, a atriz Alba Rohrwacher, os atores Clive Owen e Lars Eidinger e o crítico do The Guardian, Nick James. Ele destacou - "No passado, era frequente a presença de críticos em júris de festivais. Hoje tenho de agradecer à Berlinale pelo que virou uma exceção."

Meryl admite que só deu uma ordem a seus jurados. "Na verdade, foi um pedido. Para que não fizessem lição de casa. A gente vive num mundo super formatizado. Bastaria clicar na rede para obter informações dos filmes concorrentes. Mas isso poderia criar parti-pris. Convenci-os de que seria melhor assistirmos aos filmes com um olhar virgem. Descobri-los juntos."

Madame presidente admitiu certo egoísmo. "Nem todos os filmes da Berlinale estreiam nos EUA.Vou poder me exibir para meus amigos." Mais que defesa da diversidade, sua agenda é a inclusão. "Nenhuma diferença de gênero, raça ou crença." Um jornalista provocou, fazendo que não via nenhum negro na mesa, numa referência ao debate que agita Hollywood (e o Oscar). "Olhem para vocês", retrucou Meryl.


"Eu também não vejo negros entre vocês", e era verdade, pelo menos naquela plateia de coletiva. E ela aproveitou outra pergunta - sobre o que conhece de cinema chinês, africano? - para marcar posição. "Vi Timbuktu (de Abderrahmane Sissako) e gostei muito. A verdade é que, a despeito de todas as diferenças, temos muito em comum. Já interpretei muitas personagens e há um traço comum, que compõe nossa humanidade. Quanto à raça, somos todos africanos. Tudo começou na África."

Comissão Europeia espera implementação de cessar-fogo na Síria

Da Agência Lusa



A porta-voz para os Negócios Estrangeiros da Comissão Europeia, Maja Kocijancic, espera o compromisso de cessar-fogo na Síria seja implementado e lembrou que o assunto estará na agenda da reunião de ministros de segunda-feira (15).

“O que esperamos é que o compromisso seja implementado” disse hoje (12), em coletiva de imprensa diária da comissão, adiantando que as decisões tomadas em Munique, na Alemanha, estão “em linha com a posição da União Europeia (UE)”.

Os principais atores do conflito sírio chegaram a um acordo, ontem à noite, para cessar as hostilidades na Síria, em prazo de uma semana, e um acesso intensificado dos civis à ajuda humanitária.

“Acordamos cessar as hostilidades em todo o país no prazo de uma semana”, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, em Munique. O acesso à ajuda humanitária vai ser ampliado a uma série de cidades.

Os ministros dos negócios estrangeiros de países envolvidos no conflito da Síria se reuniram na tentativa de impulsionar o processo de paz no país que, até agora, tem falhado no objetivo de suspender a guerra que dura há cinco anos e que já matou mais de 260 mil pessoas e obrigou milhões a deixarem as suas casas.

Na segunda-feira, o conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), vai debater, além da Síria, a diplomacia do clima, a Moldova e a Bielorrússia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Líbano, Gebran Bassil, será o convidado do almoço de trabalho, durante o qual será debatida a situação regional e as várias componentes do apoio da UE ao país.


ProUni: resultado da segunda chamada já está disponível na internet

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante


O resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na internet. Os estudantes pré-selecionados têm de hoje (12) até o dia 18 de fevereiro para comprovar nas instituições de ensino as informações prestadas no momento da inscrição.

É de responsabilidade do candidato verificar na instituição os horários e o local para apresentação dos documentos necessários. Quem perder o prazo ou não comprovar as informações é automaticamente reprovado. Entre os documentos a serem apresentados estão um de identificação, comprovantes de residência, de rendimento do estudante e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio.

Quem não foi pré-selecionado na segunda chamada ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre o dia 26 e 29 de fevereiro, na página do ProUni.

Pelo programa, os estudantes podem concorrer a bolsas de estudo parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta primeira edição de 2016, o ProUni teve 1.599.808 candidatos inscritos para concorrer a 203.602 bolsas.

O programa já concedeu mais de 1,7 milhão de bolsas a estudantes de baixa renda desde que foi criado, em 2004, de acordo com o Ministério da Educação.


Cuba reforça vigilância epidemiológica em aeroportos e portos por causa do Zika

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto



O governo cubano reforçou a vigilância epidemiológica em 24 pontos de suas fronteiras com o objetivo de detectar possíveis infectados com o vírus Zika, apesar de não ter registrado qualquer caso até agora, informa hoje (12) a televisão estatal.

Em dez aeroportos e em 14 portos e marinas internacionais haverá controle de temperatura dos viajantes. Cada pessoa que chegar ao país será interrogada e terá que preencher um formulário.

A Organização Mundial da Saúde declarou, no dia 1º de fevereiro, emergência de saúde internacional devido à possível relação entre os casos de microcefalia em recém-nascidos registrados no Brasil com o vírus Zika, apesar de declarar que essa ligação ainda não foi provada cientificamente.

O Brasil é o país mais atingido no mundo pela epidemia de Zika, com 1,5 milhão de doentes e três mortes confirmadas, seguindo-se a Colômbia, com 22.600 casos.


Austrália confirma segundo caso de grávida com o vírus Zika no país

Da Agência Lusa


Um teste para detetar o vírus Zika acusou positivo para uma mulher grávida do estado de Victoria, no Sul da Austrália, sendo o segundo caso no país, informaram fontes oficiais australianas.

A ministra regional da Saúde de Victoria, Jill Hennesy, disse que a mulher – diagnosticada com Zika esta semana, depois de regressar ao país de uma viagem – não representa um risco para a saúde pública.

“O meu ministério fará absolutamente todo o possível para nos assegurar que essa mulher receba todo o apoio e o cuidado necessários durante esse período difícil”, declarou Hennesy numa conferência de imprensa.

A este caso de Zika acrescenta-se outros três detetados este ano no estado de Queensland, no Noroeste da Austrália, entre os quais uma mulher grávida.

A ministra recomendou à população, “especialmente às grávidas, a não viajar para os países afetados pelo surto de Zika”. "O vírus do Zika não está presente nos mosquitos da Austrália", acrescentou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no início de fevereiro, emergência de saúde internacional devido à possível relação entre os casos de microcefalia em recém-nascidos registados no Brasil com o vírus Zika, apesar de declarar que a ligação ainda não foi provada cientificamente.

Transmitido pela picada de mosquitos Aedes aegypti, o Brasil é o país mais atingido no mundo pela epidemia de Zika, com 1,5 milhão de doentes e três mortes confirmadas, seguido da Colômbia (22,6 mil casos).


Após Adele, agora é a vez dos Rolling Stones impedirem Trump de usar as músicas da banda

HuffPost Brasil




O mundo da música não gosta de Donald Trump, aparentemente.

Já foi Neil Young, Steven Tyler e, mais recentemente, a cantora Adele. E, vamos lá: faz algum sentido músicas como Rolling in the Deep ou Skyfall num evento político?

Agora é a vez dos gigantes Rolling Stones dizerem um não bem grande ao bilionário que concorre nas primárias republicanas que vão definir candidato presidencial.

Trump incluiu as canções You Can’t Always Get What You Want e Brown Sugar em seu "repertório" de campanha em comícios e viagens que tem feito pelos Estados Unidos.

O site Daily Beast entrou em contato com a assessoria da banda, que prontamente respondeu: "A banda não foi consultada sobre o uso das canções".

Zika: ensaios clínicos com vacinas demorarão pelo menos 18 meses, diz OMS

Da Agência Lusa



A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou hoje (12) que uma vacina para o vírus Zika, que pode estar relacionado com casos de microcefalia e problemas neurológicas, não vai estar disponível para ensaios clínicos antes dos próximos 18 meses.

“Apesar do cenário encorajador, as vacinas vão demorar pelo menos 18 meses para poderem estar prontas para um ensaio [clínico] em larga escala”, disse Marie-Paule Kieny, vice-diretora da OMS encarregada do departamento de Sistemas de Saúde e Inovação.

A vice-diretora acrescentou ainda que a organização identificou 15 companhias que trabalham no desenvolvimento de uma vacina para o Zika.

A Organização Mundial de Saúde declarou, no início de  fevereiro, emergência de saúde internacional devido à possível relação entre os casos de microcefalia em recém-nascidos registados no Brasil com o vírus Zika, apesar de declarar que esta ligação ainda não foi provada cientificamente.

Transmitido pela picada de mosquitos Aedes aegypti, o Brasil é o país mais atingido no mundo pela epidemia de Zika, com 1,5 milhão de doentes e três mortes confirmadas, seguido da Colômbia (22,6 mil casos).

Conferência de Segurança de Munique debate crise de refugiados e guerra na Síria

Da Agência Lusa Edição: Denise Griesinger


A edição deste ano da Conferência de Segurança de Munique começa hoje (12), com a política externa e a segurança no centro dos debates.

Durante três dias, centenas de autoridades de política internacional, incluindo chefes de Estado e de Governo, ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, se reúnem na 52.ª edição da conferência, presidida pelo diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Sob o lema Crise Sem Limite, Capacidades Limitadas - a Fragilidade da Ordem Internacional, o encontro vai discutir, entre outros temas, a resposta da Europa à crise dos refugiados, a guerra na Síria e o futuro da ordem de segurança europeia. A estabilidade na África Subsaariana e o controlo de armas no espaço cibernético são outros temas da agenda.

Entre os participantes estão o rei da Jordânia, Abdullah II, os presidentes da Polônia, Andrzej Duda, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, os primeiros-ministros da Rússia, Dmitri Medvedev, e do Iraque, Haider Al-Abadi, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergei Lavrov.


Síria terá uma semana para negociar fim de combates

Da Sputnik

Secretário de Estado Norte-americano John Kerry (ao centro), ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov (à esquerda) e enviado especial da ONU, Staffan de Mistura (à direita), se reuniram em Munique para discutir o fim da guerra na SíriaSven Hoppe/Agência Lusa


O encontro do grupo internacional de assistência à Síria em Munique, nesta quinta-feira (11), resultou em acordo sobre a necessidade de entrega de cargas humanitárias para o país no prazo de uma semana, bem como de determinar as possibilidades de cessar-fogo na república árabe.

O encontro do grupo internacional de assistência à Síria na capital da Bavária durou muitas horas. No final da reunião, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) na Síria, Stefan de Mistura, participaram de coletiva de imprensa. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, conversou com jornalistas em separado. O mais breve possível, dois grupos de trabalho iniciarão suas atividades: um será dedicado às questões de cessar-fogo, e outro aos assuntos humanitários.

Steinmeier informou que o encontro em Munique resultou em um acordo sobre início imediato dos esforços voltados para reduzir a violência na Síria e que, em uma semana, os combates devem ser encerrados. “Quando falamos no fim de combates, entendemos os combates entre o regime, de um lado, e partes da oposição, por outro”, destacou a autoridade alemã.

O ministro frisou que o Estado Islâmico e a Frente Al Nusra não serão contemplados por essa pausa, pois não deve ser dada a esses grupos a possibilidade de aumentar a influência na Síria.

Sergei Lavrov informou que os países do grupo de assistência à Síria concordaram em, no prazo de uma semana, preparar um estudo de modos para cessar-fogo na república árabe. “Neste tempo, o governo da Síria e os grupos de oposição poderão tomar medidas necessárias para se preparar o fim dos combates. Os modos [de cessar-fogo] serão preparados por um grupo de trabalho, sob a supervisão da Rússia e dos EUA.”

Após a reunião em Munique, Lavrov manifestou a necessidade de aprimorar os contatos entre os militares russos e norte-americanos na Síria. Segundo o ministro, o documento conjunto da reunião contempla, pela primeira vez, a coordenação militar na Síria, o que é muito bem-vindo pela Rússia. “Devo destacar que, pela primeira vez durante o nosso trabalho conjunto, o documento aprovado hoje determina a necessidade de cooperação e coordenação não só em assuntos políticos e humanitários, mas também na dimensão militar da crise síria. É uma mudança qualitativa de abordagem que nós saudamos. Sempre defendemos isso.”

O ministro russo destacou que, apesar dos planos de cessar os combates, a Rússia, bem como a coalizão liderada pelos Estados Unidos, seguirão combatendo os grupos terroristas Estado Islâmico e Frente Al Nusra na Síria.


Papa inicia visita ao México com escala em Havana para encontro ecumênico

Da Agência Lusa


Programação da viagem, como tem sido habitual, prevê encontros com famílias, jovens, religiosos e autoridadesTânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil

O papa Francisco inicia hoje (12) viagem ao México, que vai até quinta-feira, antecedida de uma escala em Havana para um encontro histórico com o patriarca ortodoxo russo Kiril.

A programação da viagem, como tem sido habitual, prevê encontros com famílias, jovens, religiosos e autoridades. Ele também se vai dirigir aos marginalizados de Ecatepec, uma área metropolitana da Cidade do México densamente povoada, ao povo indígena de Chiapas e aos imigrantes de Ciudad Juárez, na fronteira com os estados norte-americanos do Novo México e do Texas, onde deve visitar uma prisão.

Antes, o papa fará uma escala na capital de Cuba, em um novo gesto de distensão dos conflitos seculares entre católicos e ortodoxos, para um encontro ecumênico com o patriarca Kiril, líder espiritual da influente igreja ortodoxa russa, na companhia do presidente cubano Raúl Castro.

O primeiro papa latino-americano que visita o México durante quase seis dias irá a quatro estados (estado do México, Chiapas, Michoacán e Chihuahua) e seis cidades, fará cinco homilias, um angelus e sete discursos.

Fortes medidas de segurança foram tomadas para esta visita, com mobilização de 13 mil policiais federais e de meios operacionais que incluem mais de mil veículos e 13 aviões. Em diversas ocasiões, Francisco vai se deslocar em papamóvel.

Após a escala em Havana, o avião da Alitalia chega na tarde de hoje à Cidade do México, onde será recebido pelo presidente Enrique Peña Nieto, sem cerimônias nem discursos.

A recepção oficial está prevista para este sábado, em um encontro entre o papa e o chefe de Estado no Palácio Nacional. Francisco fará a primeira mensagem à nação, na presença de representantes políticos, da sociedade civil e do corpo diplomático.

Um dos pontos altos da visita será deslocamento à Ecatepec, nos arredores da capital federal, onde o pontífice deverá abordar o tema das “periferias humanas” em um dos maiores municípios do país, com 4 milhões de pessoas e elevado grau de marginalização. Está prevista uma missa para mais de 500 mil pessoas.

As minorias indígenas e a importância de sua identidade cultural e do meio ambiente em que habitam serão os temas da visita ao estado de Chiapas, que ocorre a partir de segunda-feira (15), antes dos deslocamentos ao estado de Michoacán, à Ciudad Juárez e a outras localidades do estado de Chihuahua, onde encerra a viagem.

Na cidade fronteiriça de Juárez, o papa visitará o Centro Penitenciário Cereso 3, que já foi considerado um dos mais perigosos do mundo e onde se encontram 3 mil presos, dos quais 700 poderão assistir ao discurso do papa.

A véspera do início da visita foi marcada por graves incidentes na prisão de Topo Chico em Monterrey, estado de Nuevo Léon (Norte do México), que deixaram dezenas de mortos entre detidos e guardas prisionais.


Venezuela confirma três mortes por complicações ligadas ao Zika

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto


Três pessoas morreram na Venezuela por complicações de saúde ligadas ao vírus Zika, informou nessa quinta-feira (11) o presidente Nicolás Maduro. Em declarações à televisão estatal, Maduro disse que há 319 casos confirmados no país. “Infelizmente tivemos três mortes por Zika em todo o país”, afirmou.

As autoridades sanitárias suspeitam que o Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, seja a causa de numerosos casos de deformações congênitas em bebês cujas mães foram contaminadas durante a gravidez.

O Brasil é atualmente o país mais atingido no mundo pela epidemia de Zika, com 1,5 milhão de doentes e três mortes confirmadas, seguindo-se a Colômbia, com 22.600 casos.

No dia 1º de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde considerou que o recente aumento de casos de microcefalia e de desordens neurológicas em bebês na América Latina constitui emergência de saúde pública de alcance internacional e que há forte suspeita de que o aumento dos casos seja causado pelo vírus Zika.

A microcefalia é um distúrbio de desenvolvimento fetal que resulta em um perímetro do crânio abaixo do normal, com consequências no desenvolvimento do bebê.

O vírus Zika também é suspeito de causar a síndrome neurológica de Guillain-Barré, que pode causar paralisia definitiva.


Hillary ataca rival em debate do Partido Democrata

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Na corrida para disputar a presidência dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton disse duvidar da proposta de seu rival Bernie Sanders visando a tornar gratuito o atendimento médico em hospitais e o pagamento de matrícula em universidades norte-americanas. “Não devemos fazer promessas que não podem ser cumpridas”, afirmou.

Hillary e Sanders lutam para ser indicados pelo Partido Democrata para concorrer às eleições dos Estados Unidos, que serão realizadas em novembro.

Em seu primeiro debate na TV, ontem (11), depois que foi derrotada nas prévias eleitorais por uma diferença de mais de 20 pontos percentuais, Hillary Clinton tentou recuperar a preferência do eleitorado. Uma de suas táticas foi desacreditar Bernie Sanders, que se proclama socialista democrático.

Sanders respondeu que sua proposta é estabelecer novos impostos para os ricos e o sistema financeiro de Wall Street. Segundo ele, esses novos impostos tornariam viável a gratuidade do atendimento médico e da educação superior no país.

A campanha de Hillary tenta montar um discurso dirigido para negros, latinos e mulheres a fim de enfrentas os próximos desafios eleitorais, na Carolina do Sul e em Nevada, onde existem populações maiores e mais diversificados.

Para os organizadores da campanha de Hillary, Sanders foi beneficiado nas etapas anteriores, em Iowa e New Hampshire, estados rurais e com população majoritariamente branca. Os discursos de Hillary, de amplo apelo social, não têm efeito que possa fazer diferença sobre os eleitores desses estados.

O desempenho de Sanders em New Hampshire rendeu ao candidato ampla cobertura da mídia e uma arrecadação extra de US$ 6 milhões em contribuições online apenas no período de um dia após ter derrotado Hillary.

No debate de ontem, porém, os dois candidatos coincidiram em suas opiniões sobre a questão da imigração nos Estados Unidos. Sanders renovou seu pedido para uma revisão abrangente das leis de imigração. Segundo ele, esse é o caminho da “cidadania para 11 milhões de pessoas em situação irregular no país”. Hillary se comprometeu a buscar novas oportunidades para os imigrantes e menor desigualdade para a população pobre.


EUA dizem que Estado Islâmico utilizou armas químicas no Iraque e na Síria

Da Agência Lusa


O grupo extremista Estado Islâmico utilizou várias vezes armas químicas no campo de batalha e consegue fabricar pequenas quantidades de cloro e gás mostarda, denunciou hoje o diretor da CIA (a agência de inteligência dos Estados Unidos), John Brennan.

“Houve um certo número de vezes em que o grupo extremista Estado Islâmico utilizou armas químicas no campo de batalha” e a “CIA acha que o grupo tem capacidade de fabricar pequenas quantidades de cloro e gás mostarda”, afirmou em entrevista à estação televisiva CBS.

Brennan também avisou para a possibilidade do grupo tentar vender armas para o Ocidente para obter ganhos financeiros. “Acho que há esse potencial. É por isso que é tão importante cortar as rotas de transporte e de contrabando que usam”, disse.

Quando questionado sobre se havia “ativos norte-americano no terreno” à procura de possíveis esconderijos de armas químicas ou laboratório, Brennan respondeu que a CIA está “ativamente envolvida nos esforços para destruir o grupo Estado Islâmico e obter o máximo conhecimento sobre o que existe na Síria e no Iraque”.

A entrevista de Brennan ocorre dois dias depois de comentários semelhantes feitos pelo conselheiro do Presidente norte-americano para assuntos de informações, relacionados com a segurança nacional, James Clapper, a uma comissão do congresso.

“O Estado Islâmico usou produtos químicos e tóxicos no Iraque e na Síria, incluindo gás mostarda”, afirmou terça-feira (9) James Clapper. Clapper informou também que é a primeira vez que um grupo extremista produziu e usou um agente de guerra químico desde o ataque com gás sarin no metro de Tóquio, em 1995.

Grandes potências fecham acordo para “cessar hostilidades” na Síria

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto


Os principais atores do conflito sírio chegaram a um acordo na noite desta quinta-feira (11) para “cessar as hostilidades” na Síria dentro de uma semana e garantir acesso intensificado dos civis à ajuda humanitária.

O acordo assinado também vai garantir acesso intensificado dos civis sírios à ajuda humanitária Sven Hoppe/EPA/Agência Lusa

“Acordamos uma cessação das hostilidades em todo o país no prazo de uma semana”, disse o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, durante uma conferência de imprensa. Não haverá cessar-fogo contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

O acesso à ajuda humanitária será ampliado a uma série de cidades, segundo Kerry.

Os EUA e a Federação Russa vão controlar as “modalidades” de concretização da paralisação das hostilidades, acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

A paralisação das hostilidades envolve todos os grupos armados, exceto “os grupos terroristas Estado Islâmico e Al-Qaida”, especificou Kerry.

“Também decidimos acelerar e alargar o fornecimento de ajuda humanitária desde agora” a uma série de cidades cercadas, acrescentou o norte-americano, mencionando, entre outras, Deir Ezzor, na Região Leste da Síria, que está sitiada pelo Estado Islâmico.

Um grupo de trabalho dirigido pela Organização da Nações Unidas vai reunir-se hoje em Genebra, para realizar a vertente humanitária, que prestará contas semanalmente.

As negociações intersírias, suspensas no início de fevereiro, devido a uma ofensiva do regime, apoiado pela aviação russa, contra os rebeldes, devem “recomeçar assim que possível”, acrescentou Kerry. Segundo Lavrov, estas negociações devem ocorrer “sem ultimatos nem pré-condições”.