Por telefone, Dilma e Obama acertam parceria para vacina contra o vírus Zika

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


A presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiram criar um grupo de alto nível para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus Zika. Os dois conversaram hoje (29), por telefone, e concordaram em unir esforços para produzir a vacina e produtos terapêuticos contra o vírus. O Zika está relacionado à ocorrência de microcefalia em recém-nascidos.

A base das pesquisas será a cooperação já existente entre o Instituto Butantan e o National Institute of Health (NIH), que já estudam uma vacina contra a dengue, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Durante a ligação, Dilma e Obama determinaram que o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Castro, e o Departamento de Saúde dos Estados Unidos mantenham contato a fim de aprofundar a cooperação bilateral na área.

Nesta semana, o governo federal intensificou as ações de mobilização para eliminar criadouros do Aedes aegypti. Outro vírus transmitido pelo mosquito, o chikungunya, provocou a morte de uma pessoa no Recife. Danielle Santana, de 17 anos, teve miosite aguda, associada ao vírus.


Recife confirma primeira morte de paciente com miosite causada por chikungunya

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco



Divulgação/Fiocruz

O Hospital da Restauração, no Recife, confirmou o primeiro caso brasileiro de miosite aguda causado pelo vírus chikungunya. Danielle Santana, de 17 anos, da aldeia indígena pernambucana de Xucururu, foi a primeira pessoa morta em decorrência da miosite no Brasil.

Segundo a equipe médica do hospital, só há registro de mais quatro casos de miosite ligada à chikungunya em todo o mundo, sendo que dois dos pacientes morreram. A febre chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor do Zika e da dengue.

O infectologista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical Dalcy Albuquerque explica que a miosite é uma grande inflamação nos músculos, que pode ser uma reação autoimune do organismo a alguns tipos de vírus e bactérias. “Quando a pessoa está doente  produz anticorpos para destruir o vírus ou bactéria. Só que em alguns casos os anticorpos continuam agindo,e o ataque é contra o próprio organismo. No caso da miosite, atinge os músculos, e na Síndrome de Guillain Barré, ataca a bainha dos nervos”, explicou o especialista.

Albuquerque ressalta que esse tipo de reação não acontece na fase aguda da doença, e sim duas ou três semanas depois que a infecção foi debelada. Segundo o especialista, o quadro de miosite começa com dor e fraqueza muscular. A pessoa vai perdendo os movimentos e fica predisposta a infecções.

Com sintomas que poderiam ser de dengue, chikungunya ou zika, Danielle buscou primeiramente o hospital do município de Pesqueira, próximo da aldeia onde mora.

Com a evolução do quadro, ela foi transferida para um hospital de Caruaru, no interior de Pernambuco. Em seguida, quando chegou ao Hospital da Restauração, referência em neurologia, já estava em estado grave, e passou oito dias internada na unidade de terapia intensiva (UTI).

Matéria alterada às 21h15 para acréscimo de informação


No dia de combate à hanseníase, Brasil continua sem alcançar meta da ONU

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso


Com cerca de 30 mil novos casos por ano, correspondendo a uma média de 15 pessoas contaminadas a cada 100 mil habitantes, o Brasil é o único país do mundo que ainda não alcançou a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) para a hanseníase em 2015. O país é considerado em processo de eliminação da doença quando atinge o nível de dez novos casos a cada 100 mil habitantes.

A informação é do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan), que este mês promove mês a campanha #JaneiroRoxo para marcar as ações em torno do combate à doença, considerada a mais antiga da humanidade, além do dia Mundial e Nacional de Combate à Hanseníase, comemorado no último domingo de janeiro.

No Rio de Janeiro, o Morhan fez hoje (29) um dia de ações lúdicas e informativas sobre a doença no Hospital Estadual Tavares de Macedo, em Itaboraí, local onde funcionou uma colônia de isolamento de pacientes. Esta semana também ocorreu, no Japão, o encontro do Apelo Global para Erradicação do Estigma e do Preconceito contra Pessoas Atingidas pela Hanseníase, que chegou à sua 11ª edição.

O coordenador nacional do Morhan, Artur Custódio, informou que o movimento do Apelo Global começou com os próprios pacientes.

“Todo ano fazemos um apelo global. Já teve vários, cada vez com um tema. O primeiro foi feito pelas próprias pessoas doentes, para acabar com a doença e com o preconceito. O segundo foi assinado por presidentes e prêmios Nobel da Paz, como Lula, Jimmy Carter e Dalai Lama. Depois, foram organizações de direitos humanos,  ordens dos advogados do mundo todo e academias. Este ano, o foco são os jovens, de modo a envolvê-los na causa”.

Segundo Custódio, o fato é importante para divulgar os sintomas da doença e a necessidade de se fazer a detecção precoce. “O Brasil não está detectando precocemente. Quase 10% dos novos casos chegam no posto de saúde com sequelas. Não estamos fazendo exame de contato, que detecta mais casos. Temos de manter o combate à hanseníase na agenda política.”

O Ministério da Saúde informou que está fechando os dados de 2015 da doença e deve divulgar o balanço e a campanha de combate e conscientização na próxima semana.

A hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração de seis meses a um ano, de acordo com a forma da doença. Os principais sintomas são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas; área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos ou com perda de sensibilidade; sensação de formigamento; dor e sensação de choque, fisgada ou agulhada ao longo dos nervos dos braços e pernas; edema ou inchaço de mãos e pés; diminuição da força muscular das mãos, pés e face; úlceras de pernas e pés; e nódulo no corpo.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e é transmitida pela respiração. O contágio ocorre quando há o contato prolongado com pessoa doente sem tratamento. As crianças são mais suscetíveis que os adultos. Para Custódio, a doença deixa de ser transmissível assim que iniciado o tratamento. Entre os fatores de risco estão o baixo nível sócioeconômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica.

“A doença acompanha a linha da miséria. Então, onde tiver uma situação de vida pior terá mais. No Rio de Janeiro tem mais na Baixada Fluminense, zona oeste, São Gonçalo e Campo dos Goytacazes, onde ainda tem trabalhadores no corte da cana”.

O Morhan lançou este mês o ZapHansen, canal informativo gratuito para tirar dúvidas sobre hanseníase através do aplicativo para smatphone WhatsApp. O número é (21) 979 120 108.

Dica de Português.





Descoberto o gene que pode causar a esquizofrenia

Superinteressante  |  De Ana Luísa Fernandes




Pesquisadores da Universidade de Harvard podem, finalmente, ter descoberto o processo biológico que resulta na esquizofrenia. Eles analisaram quase 65 mil pessoas para decifrar quais traços genéticos estão associados mais fortemente à doença.

O principal fator que promove os sintomas da esquizofrenia é um fenômeno chamado poda sináptica, que, como o nome diz, corta as sinapses (comunicação entre os neurônios) com o objetivo de eliminar células estranhas ou pouco utilizadas.

É como uma limpeza neurológica - e os cientistas descobriram o gene responsável por uma disfunção nessa atividade, que faz com que as podas sejam excessivas.

A esquizofrenia é uma doença que geralmente aparece no fim da adolescência e no começo da vida adulta, estando relacionada à fatores genéticos.

Ela causa instabilidade emocional, alucinações e disfunção cognitiva. Essa diminuição das sinapses é comum, mas, no caso dos esquizôfrenicos, ela é extrema, a ponto de reduzir o volume da massa cinzenta e de prejudicar as regiões do cérebro ligadas ao controle emocional. Apesar de os médicos conhecerem esse mecanismo há muito tempo, pouco se sabia as suas causas.

Entre as quase 65 mil pessoas analisadas, 28.799 eram esquizôfrenicas e 35.896 não eram.

Os cientistas começaram a pesquisa focando na região MHC do genoma humano essencial para o sistema imunológico, por ser capaz de reconhecer moléculas estranhas em boa parte dos vertebrados. Essa região já tinha sido ligada à esquizofrenia em estudos anteriores.

Dentro do MHC, eles encontraram uma forte relação entre o desenvolvimento da doença e a presença de uma variação do gene C4. Esse gene, que existe em diversas formas, codifica duas proteínas: a C4A e a C4B.

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As variações do C4 que resultavam em uma expressão maior da C4A foram associadas ao transtorno. As duas proteínas ativados pelo gene C4 ativam uma outra, a C3, que "marca" algumas células no cérebro e na medula espinhal, para que elas sejam destruídas pelo sistema imunológico.

Quando a C3 se liga às sinapses, elas são eliminadas, e então ocorre a poda sináptica. Só que quando é a C4A que ativa a C3, as podas são realizadas em excesso.

Por que a C4A causa esse problema ainda é uma pergunta sem resposta. Mas já é um começo para a elaboração de novas terapias que podem ajudar as pessoas esquizofrênicas.

"Nós estamos muito empolgados e orgulhosos desse trabalho, mas eu não estarei pronto para dizer que fomos vitoriosos até que tenhamos alguma coisa que ajude os pacientes", disse o pesquisador Eric S. Lander.

Dilma diz que País está perdendo luta contra o aedes, mas que vai ganhar a guerra

Estadão Conteúdo, com HuffPost Brasil



A presidente Dilma Rousseff admitiu nesta sexta-feira que o governo está "perdendo a luta" contra o mosquito Aedes aegypti, mas garantiu que o País vai vencer a "guerra". Ela visitou nesta manhã a Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento de dengue, chikungunya e zika.

"Nós estamos perdendo a luta contra o mosquito. Não vou dizer que estamos ganhando, mas nós vamos ganhar esta guerra", disse Dilma após participar de uma teleconferência com governadores de cinco Estados que enfrentam o aumento do número de casos de doenças transmitidas pelo mosquito.

Ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Castro, a presidente disse que não viu problema nas recentes declarações do peemedebista. Segundo ela, ele fez apenas uma "constatação da realidade". No início da semana, Castro afirmou que o Brasil "perdeu feio" a batalha contra o Aedes aegypti e disse que houve uma "certa contemporização" com o inseto nos últimos 30 anos.

Na quarta-feira (27), a presidente tentou corrigir o ministro. Disse que a "batalha está perdida não está não". "Isso não é o que ele está pensando, nem o que ele diz. O que o ministro disse, é o seguinte: se nós todos não nos unirmos, e se a população não participar, nós perdemos essa guerra”.

Nesta sexta, ela afirmou que, como ainda não há uma vacina contra a dengue e o zika, o ideal é que haja uma mobilização de toda a sociedade para eliminar pontos de água parada e erradicar os criadouros do mosquito. Segundo ela, o próprio governo vai dar o exemplo e realizar um mutirão de faxina em todos os prédios públicos.

"Temos que matar o mosquito de preferência antes de ele nascer. Depois podemos fazer o fumacê, mas aí já perdemos uma parte da guerra", reforçou.

Mesmo com a necessidade de ajuste nas contas, Dilma afirmou que o governo vai garantir todos os recursos e equipamentos necessários para combater o mosquito. "Não pode faltar dinheiro para essa questão, essa despesa da saúde não sofre contingenciamento", afirmou.

A presidente negou ainda que o governo tenha demorado para enfrentar o problema e destacou que a situação preocupa não só no Brasil, já que podemos estar diante de uma "situação internacional que ameaça a saúde publica".

Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que o zika vírus já atinge 23 países e que a doença "se propaga de maneira explosiva" pelo continente americano.

Apple anuncia recall de tomada de carregadores; Brasil é afetado

Reuters



A Apple anunciou nesta quinta-feira um recall voluntário de tomadas de carregadores de aparelhos da marca desenhados para uso em Argentina, Austrália, Brasil, Europa Continental, Nova Zelândia e Coreia do Sul.

Em casos raros, os carregadores de dois pinos podem quebrar e criar risco de choque elétrico quando tocados. O recall envolve carregadores de aparelhos Mac e iOS produzidos entre 2003 e 2015 e também inclui o kit Apple World Travel Adapter.

Segundo comunicado da Apple, a empresa está ciente de 12 incidentes envolvendo os carregadores no mundo.

O recall não afeta qualquer carregadores de produtos da Apple desenhados para Canadá, China, Hong Kong, Japão, Reino Unido, Estados Unidos ou qualquer adaptador da Apple para USB.

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A empresa está pedindo que os consumidores parem de usar os carregadores afetados. Os clientes devem acessar o site (www.apple.com/support/ac-wallplug-adapter) da empresa para obter detalhes sobre como trocar os carregadores.

Finlândia vai deportar 20 mil solicitantes de asilo

HuffPost Brasil



Assim como a Dinamarca e a Suécia anunciaram medidas para reduzir o fluxo de imigrantes e refugiados, a Finlândia anunciou que planeja deportar milhares de pessoas esse ano.

De acordo com informações da agência AFP, o país nórdico espera deportar cerca de dois terços - cerca de 20 mil pessoas - dos 32 mil solicitantes de asilo que chegaram à Finlândia em 2015.

No ano passado, a Finlândia dificultou a aprovação de asilo para cidadãos do Afeganistão, da Somália e do Iraque, alegando que a segurança nesses países melhorou em alguns aspectos.

Em 2014, o governo finlandês negou asilo a 56% dos 3.651 solicitantes por não cumprirem os requisitos estabelecidos no direito internacional.

A Alemanha, destino principal dos refugiados que entram no continente europeu anunciou também que vai colocar o Marrocos, a Argélia e a Tunísia na lista de "países seguros de origem", o que significa que quem vem de lá vai ter uma chance muito pequena de conseguir asilo no país.

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As regras mais rígidas foram lançadas depois que a Alemanha recebeu, no ano passado, 1,1 milhão de migrantes - a maioria fugindo da Síria e do Iraque.

No Brasil, todo mundo ama o 'Chris'. E ele não aguenta mais isso

HuffPost Brasil  |  De Amauri Terto




Parece que o ator Tyler James Williams, o Chris da série Todo Mundo Odeia o Chris, está um pouco irritado com o carinho, digamos, extremo dos fãs brasileiros.

Isso porque a cada foto que o ator publica em seu perfil no Instagram, uma enxurrada de bordões do seriado em português invade o espaço de comentários.

É sério, há bordões em todas as fotos do ator


No Twitter, uma fã perguntou ao ator, hoje com 23 anos, se ele lia o que os fãs escreviam no Instagram. Ele respondeu:

"Isso é muito louco! Todos eles são maravilhosos! Mas, assim como o spam, isso não deveria acontecer dessa forma, certo? É um pouco demais."

Querida dos brasileiros, a série Todo Mundo Odeia o Chris foi gravada entre 2005 e 2009. Baseada na infância e adolescência do comediante Chris Rock, ela é reprisada frequentemente na TV aberta, pela Record, e também no canal pago TBS.

Depois de interpretar Chris, Tyler participou de The Walking Dead e atualmente integra o elenco de Criminal Minds: Beyond Borders (spin-off de Criminal Minds) cuja estreia está marcada para março na rede norte americana CBS.

Mas ao que tudo indica, para os brasileiros, o ator será eternamente o Chris para os brasileiros. Porém, sempre amado, jamais odiado.

Temer diz que impeachment perdeu força

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura



Em campanha para continuar no comando do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, voltou a falar hoje (29) em unidade, desta vez na Paraíba. Temer disse que as divisões entre setores da sociedade prejudicam o país. “Temos de ter responsabilidade com o país e por isso estamos propondo essa pacificação entre todos os setores da sociedade”, disse.

Segundo ele, o PMDB quer ajudar o país a sair da crise política e econômica. “O que está em pauta é o país, não é mais o partido ou o governo”, afirmou. Temer disse que a possibilidade de impeachment da presidenta Dilma Rousseff perdeu força. "Eu acho que perdeu força [o impeachment]. Eu confesso que há tempos tinha mais força, consistência. Mas acho que hoje perdeu muito a consistência", disse.

O vice-presidente defendeu a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Nós esperamos que esse diálogo prossiga, que haja convencimento da necessidade da CPMF. Mas, em princípio, se puder se evitar, bem, mas se não for possível, em caráter excepcional e transitório, é que se pode admitir, disse.

O retorno da contribuição foi defendido por Dilma durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão. Durante o encontro Dilma afirmou que a aprovação da CPMF é a melhor opção para solucionar os problemas do governo no momento e que o volta seria “rigorosamente temporária”.

Ontem (28), o vice-presidente iniciou uma série de viagens pelo país, buscando unidade em torno do seu nome para continuar presidindo PMDB. A decisão sobre quem comandará a legenda será tomada na Convenção Nacional da legenda, marcada para março.

Ao visitar o Paraná, Temer afirmou que a intenção do partido este ano é lançar o máximo de candidatos próprios nas eleições municipais para construir uma candidatura à Presidência em 2018.

Na Paraíba, Temer disse que o PMDB exerce um “poder extraordinário” no país, ocupando a presidência da Câmara dos Deputados, com Cunha, e do Senado, com Renan Calheiros (AL) e que merece chegar ao poder em 2018. "Eu almejo que o PMDB tenha um candidato a presidente da República. Ele exerce um poder extraordinário no país e merece chegar ao poder no país.

Da Paraíba, Temer partiu para o Rio Grande do Norte, onde foi recebido pelo ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves. O vice-presidente encerra a agenda de viagens com uma visita a Pernambuco, no início da noite.


Levy deve assumir diretoria do Banco Mundial somente em junho

Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


Comissão de Ética Pública decidiu que prazo entre a saída de Levy do Ministério da Fazenda e a posse no Banco Mundial deve ser de seis meses Arquivo/ABr

O ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy está impossibilitado de assumir a Diretoria Financeira do Banco Mundial, em Washington, antes de completar seis meses de afastamento da equipe econômica do governo. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República entendeu que há conflito de interesse e que Levy terá de cumprir esse prazo para assumir o cargo no Banco Mundial.

Joaquim Levy conduziu a economia do país entre janeiro e dezembro do ano passado. A saída dele do Ministério da Fazenda foi anunciada no dia 18 de dezembro.

Em seu voto, o relator do processo, ministro Horácio Raymundo de Senna Pires, disse que Levy não pode "assumir cargo diretivo do Grupo Banco Mundial, antes de observar, quarentena de seis meses, a contar da data de exoneração (…)”.

A decisão é baseada na Lei 12.813, que trata de situações que configuram conflitos de interesse envolvendo ocupantes de cargo ou emprego no âmbito do poder executivo federal e os requisitos e restrições aos que tenham acesso a informações privilegiadas.  

A posse do ex-ministro no Banco Mundial estava prevista para o início de fevereiro. Com a decisão do Conselho de Ética, Joaquim Levy só deverá assumir a Diretoria Financeira da instituição em junho.                                      


Brasil e Venezuela reforçam cooperação econômica e comercial

Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Edição: Luana Lourenço


O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu hoje (29) a chanceler daVenezuela, Delcy Rodríguez, em primeira visita ao Brasil. Após encontro no Palácio Itamaraty, os chanceleres anunciaram medidas para fortalecer a cooperação econômica e comercial entre os países.

“A Venezuela é um importante parceiro econômico e comercial do Brasil. A reunião foi para avaliar os diferentes mecanismos que já existem e outros que vão ser criados para podermos aumentar os níveis de comércio”, disse Vieira.

O chanceler brasileiro anunciou a criação de um grupo de trabalho para promover a expansão e a diversificação dos fluxos de comércio e investimento, além de estimular empresas a investir nos dois países. Segundo Vieira, Brasil e Venezuela estão negociando um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, nos moldes dos que já foram assinados com o México e com países africanos.

“E queremos concluir as negociações do memorando de entendimento para a promoção de comércio entre os dois países. Isso vai permitir a incorporação da Venezuela ao Programa brasileiro de Substituição Competitiva das Exportações e fará com que o Brasil tenha com todos os países da América do Sul esse mesmo tipo de acordo”, afirmou o chanceler brasileiro.

A ministra venezuelana também destacou o fortalecimento dos investimentos e do comércio entre os países. Delcy Rodríguez disse que o presidente Nicolás Maduro tem atuado junto ao setor produtivo para retirar travas econômicas e permitir o avanço da economia da Venezuela. “E que permita fortalecer a plataforma produtiva e, nesse sentido, sabemos que Brasil tem papel estratégico.”

Em 2015, a corrente de comércio entre Brasil e Venezuela foi de US$ 3,7 bilhões. O Brasil exporta mais do que importa, tendo registrado no ano passado saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.

Mercosul
Mauro Vieira disse que o Brasil tem acompanhado com grande interesse o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, que, segundo ele, agregará contribuições energéticas e geográficas, “estendendo o Mercosul do Caribe à Terra do Fogo”.

Vieira disse ainda que o governo brasileiro está à disposição para continuar contribuindo com o fortalecimento da democracia na Venezuela e citou as eleições legislativas que ocorreram no país em dezembro do ano passado, quando os “resultados [foram] imediatamente reconhecidos pelo governo e, pessoalmente, pelo presidente Maduro”. A oposição a Maduro saiu vencedora e obteve maioria no Parlamento.


Cobrança adicional na conta de luz será menor em fevereiro

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco



Bandeira  tarifária continua sendo a vermelha, mas adicional cai para de R$ 4,50 para R$ 3 Arquivo/ABr

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou hoje (29) que a bandeira tarifária que será aplicada para o próximo mês continua sendo a vermelha, mas em um patamar mais baixo do que o cobrado anteriormente.

Em fevereiro, os consumidores de energia elétrica vão pagar um adicional R$ 3 para cada R$ 100 quilowatts-hora consumidos, em vez dos R$ 4,50 pagos atualmente.

Na última terça-feira (26), a Aneel aprovou mudanças no sistema de bandeiras tarifárias. Assim, a bandeira vermelha terá dois patamares: o de R$ 3 e o de R$ 4,50, aplicados a cada 100 kWh. O valor da bandeira amarela também foi atualizado passando de R$ 2,50 para R$ 1,50.

A Aneel explicou que o novo patamar foi possível por causa do desligamento de termelétricas de maior custo, motivado pelo início da operação de novas usinas e o aumento do nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sul e Sudeste. “Mesmo com a melhoria no cenário de geração de energia elétrica, o sinal para o consumo ainda é vermelho, e os consumidores devem fazer uso eficiente de energia elétrica e combater os desperdícios”, alerta a agência reguladora.

A cada mês, as condições de operação do sistema são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. A partir dessa avaliação, define-se as térmicas que deverão ser acionadas.

Desde que o sistema de bandeiras tarifárias foi implantado, em janeiro do ano passado, todos os meses a bandeira aplicada foi a vermelha. O sistema reflete o custo maior de geração de energia, por meio das termelétricas.


Ministério Público de SP intima Lula e Marisa para deporem sobre triplex

Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger



O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a esposa dele, Marisa Letícia, para prestar depoimento, como investigados, no dia 17 de fevereiro sobre um imóvel triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá.

A suspeita do Ministério Público Federal (MPF) é que proprietários de apartamentos do condomínio usaram o nome de terceiros para ocultar patrimônio. Os investigadores chegaram a essa conclusão após receberem as matrículas dos imóveis registradas no cartório da cidade. De acordo com o MP-SP, o promotor de Justiça Cássio Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de ocultar a identidade do dono do triplex que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

Também serão ouvidos o empreiteiro José Adelmário Pinheiro e o engenheiro Igor Pontes, ligados à construtora OAS, responsável pelo empreendimento. O imóvel, localizado no Guarujá, no litoral paulista, é alvo de investigações da 22ª fase da Lava Jato, a Operação Triplo X, deflagrada no dia 27.

O Condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), presidida entre 2005 e 2010 pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso em abril do ano passado. O empreendimento foi repassado para a empreiteira OAS em 2009, em função de uma crise financeira da cooperativa. Para os investigadores, há indícios de que as aquisições dos imóveis ocorreram por meio de repasse de propina entre os envolvidos nos desvios de recursos da Petrobras, entre eles a OAS.

Procurada pela Agência Brasil, a construtora OAS informou que ainda não tem um posicionamento oficial sobre o tema. A reportagem procurou também o Instituto Lula, que não atendeu as ligações.


Leonardo DiCaprio e Papa se reúnem para conversar sobre o meio ambiente

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli


Nesta quinta-feira (28), o ator Leonardo DiCaprio e o Papa Francisco se encontraram para conversar sobre o meio ambiente.

"Sua Santidade, obrigado por me conceder este encontro com você", disse o ator, em italiano. Em seguida, ele beijou o anel do Pontífice.

Poucos se sabe a respeito do diálogo, exceto o fato de que, segundo o Vaticano, DiCaprio falou com o líder da Igreja Católica sobre seu compromisso com a preservação da natureza.

O Insider conseguiu registrar em um vídeo o ator, emocionado, dando ao Papa um presente pessoal: um livro de pinturas do holandês Hieronymus Bosch (1450-1516), importante nome do Renascimento.

"[Este quadro] Estava pendurado acima de meu berço, meu pai o colocou lá quando eu era criança", disse, já em inglês.

"Eu não entendia bem o que isso significava. Através de meus olhos de criança, representava nosso planeta, a utopia que nos foi dada, a superpopulação, o excesso."


"[Isso] Representa para mim a promessa do futuro e da iluminação. É uma representação da sua visão também", disse ao Papa. "Quero te dar este livro como um presente."

‘Somos protagonistas do que o Brasil é hoje; somos todos perdedores', diz presidente do Bradesco

Agência Brasil, com HuffPost Brasil




O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, disse nesta quinta-feira (28) que todos perdem com a crise e que o Brasil poderá ser novamente um país vencedor.

"Cada um de nos é protagonista do que o Brasil é hoje, no sentido de que todos têm parcela de responsabilidade. Todos somos perdedores, pois na recessão todo mundo perde", afirmou.
Apesar da crise, o Bradesco anunciou nesta quinta-feira lucro de mais de R$ 4 bilhões no último trimestre de 2015 - um crescimento de 9% comparado ao mesmo período do ano anterior. Em todo 2015 a instituição financeira cresceu 16,4%, com lucro total de R$ 17,873 bilhões.

LEIA MAIS: Com demissões, juros altos e mais taxas, bancos têm lucros recordes em ano de crise
Trabuco, no entanto, disse acreditar que muitas coisas boas estão aí para dar início a esta retomada.

"Por exemplo, a convicção de que a base constituída pelas metas de inflação, câmbio, responsabilidade fiscal, são os pilares necessários para gerar o crescimento posterior. Para a retomada do caminho futuro, é preciso acabar com a crença de que é possível de forma permanente dirigir um carro que avança na noite com os faróis voltados à ré. Precisamos avançar."
Conselhão

Para o presidente do Bradesco, os membros do Conselhão podem apresentar ao governo sugestões para o País “sair do imobilismo”.

Eles devem encontrar ideias “compatíveis que resultem em ações compartilhadas”. No entanto, as ações para a recuperação da economia não podem repetir medidas anteriores, na avaliação do executivo.

Chamado de Conselhão, o colegiado atua no assessoramento da Presidência da República e é formado por ministros, empresários e representantes da sociedade civil.

Depois de um ano e meio sem reuniões, o Conselhão foi retomado nesta quinta-feira. A intenção do governo é ouvir representantes da sociedade civil e do empresariado sobre medidas econômicas que pretende adotar nos próximos meses. Além do presidente do Bradesco, mais sete conselheiros e cinco ministros farão intervenções. A presidenta Dilma Rousseff vai discursar no fim da reunião.

“Provavelmente, cada um de nos tem uma pauta de como sair do imobilismo. Acredito que entre as pautas de cada um, certamente haverá pontos, detalhes, intenções que nos unem para a construção de uma pauta de convergência", destacou Trabuco.

Ao dar posse aos conselheiros, o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner, disse que as democracias mais maduras têm conselhos desse porte.

Filme 'Os Dez Mandamentos' estreia com sessões esgotadas, mas lugares vagos

HuffPost Brasil


Os Dez Mandamentos, versão em filme da novela homônima da Record, estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas brasileiros.

Em uma ambiciosa campanha, a fim de quebrar recordes de bilheteria do cinema brasileiro, a Igreja Universal – cujo dono é o bispo Edir Macedo, o mesmo da emissora de TV – chegou a pedir a seus fiéis mais abastados que comprassem ingressos para aqueles que poderiam não ter condições de comprá-los.

Antes mesma da estreia, três milhões de ingressos foram vendidos – basicamente, uma em cada três salas de cinema do País exibe o filme.

No entanto, um "fenômeno" diferente aconteceu em várias salas de São Paulo. O UOL registrou, em fotos, que muitas das sessões tidas como esgotadas apresentam vários lugares vagos.

O UOL não viu "filas faraônicas" para sessões do longa.

Na Cinemark do shopping Boulevard Tatuapé, as sessões dos horários 12h45, 15h30, 17h15 e 18h15 estão esgotadas, mas, curiosamente, cinco minutos antes da primeira sessão do dia, às 11h45, apenas 75 espectadores ocupavam assentos da sala, com capacidade para 270. Restava apenas um ingresso disponível na bilheteria para esta sessão.

Os Dez Mandamentos – O Filme é dirigido por Alexandre Avancini, e condensa, em duas horas, os 176 capítulos da novela – esta um enorme sucesso que conseguiu ultrapassar a Globo em audiência pela primeira vez em 40 anos.

O El País Brasil diz que a obra, de trama bíblica, é "uma questão de fé, de mercado, de entretenimento… Não de cinema".


Aqui está o trailer:



Não convivo com indicação política na empresa, diz presidente da Petrobras

Estadão Conteúdo



As mudanças na estrutura de administração e na governança da Petrobras são uma "resposta" à crise desencadeada pela Operação Lava Jato na companhia, afirmou o presidente da estatal, Aldemir Bendine.

Segundo ele, o novo modelo de contratação, que prevê avaliação de conformidade e integridade dos executivos, servirá para privilegiar a competência em detrimento a indicações políticas para o comando da empresa.

"Não convivi e não convivo com indicação política na empresa", afirmou o executivo durante a coletiva de imprensa na sede da empresa, no Rio.

De acordo com Bendine, as indicações agora passam por avaliação do conselho de administração, que aprovará ou não os nomes de diretores e gerentes executivos a partir de avaliação de integridade e de competência técnica.

"Meritocracia é a palavra que define, desde 2015, os nossos processos e que prevalecerá em toda a companhia", completou.

Demorou anos para chegar ao cinema, mas agora 'Chatô - O Rei do Brasil' estará na Netflix em fevereiro

HuffPost Brasil




Três meses após a estreia nos cinemas, Chatô - O Rei do Brasil já tem data marcada para o lançamento na Netflix: 20 de fevereiro. Nem parece o mesmo filme que demorou décadas da produção até chegar às telonas.

Marco Ricca interpreta Assis Chateaubriand, o magnata das comunicações no Brasil, fundador dos Diários Associados e criador do MASP. Controverso, mas inovador, Chatô foi responsável, entre outras coisas, pela chegada da televisão no Brasil na década de 1950.

Como falamos anteriormente aqui no HuffPost Brasil, o filme é um misto de comédia, romance, drama político e adaptação da biografia homônima publicada em 1994 pelo mineiro Fernando Morais, Chatô é, como o próprio diretor Guilherme Fontes define, "um filme sem gênero".



Elenco traz Andréa Beltrão, Leandra Leal, Letícia Sabatella, Paulo Betti e Eliane Giardini. O roteiro contou com os trabalhos do diretor e de João Emanuel Carneiro e do americano Matthew Robbins. Além do Brasil, Chatô
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vai estar disponível para os milhões de assinantes espalhados pelo mundo. Fora daqui, a produção nacional tem lançamento previsto para outubro.

Joseph Fiennes é escolhido para interpretar Michael Jackson e suscita discussão racial

Reuters, com HuffPost Brasil



O ator britânico Joseph Fiennes foi escolhido para interpretar o icônico popstar afro-americano Michael Jackson numa comédia de TV, provocando escárnio nas redes sociais desde a última quarta-feira (27) e alimentando uma polêmica na indústria de entretenimento sobre oportunidades para artistas negros.

Fiennes, que é branco e conhecido por ter vivido William Shakespeare em Shakespeare Apaixonado (1998), interpretará o “Rei do Pop” numa história aparentemente não ficcional para o canal por assinatura britânico Sky Arts sobre uma viagem pelas estradas dos Estados Unidos que o cantor, diz-se, fez em 2001 com as estrelas do cinema Elizabeth Taylor e Marlon Brando.

O Sky Arts disse num comunicado nesta quarta que a comédia de 30 minutos, chamada Elizabeth, Michael & Marlon, é “parte de uma série de comédias sobre tramas improváveis da história das artes e da cultura. O Sky Arts dá aos produtores a liberdade criativa para escolher o elenco como eles desejam, dentro da estrutura de diversidade que nós estabelecemos.”

Em entrevista ao Entertainment Tonight, Fiennes defendeu a sua escolha para o trabalho. "(Jackson) definitivamente tinha um problema - um problema de pigmentação da pele - e isso é algo em que eu acredito. Ele estava mais perto da minha cor de pele do que a sua cor de pele original", afirmou o ator, que disse entender o 'choque' que a escolha causou nas pessoas.

Jackson, que teve vitiligo, condição médica que clareia a cor da pele, morreu em junho de 2009 aos 50 anos depois de uma overdose de sedativos.

Também ao Entertainment Tonight, um sobrinho de Jackson, TJ Jackson, declarou que a realização de uma série, que se passa em pleno 11 de setembro de 2001, é "ofensiva" para ele e para sua família.

"Como todo mundo, ele estava perturbado, triste e tentando processar o que havia acontecido. Após os eventos de 11 de setembro, meu tio, Michael, permaneceu com a família de um amigo em Nova Jersey por uma semana antes de voar de volta para casa (...). Não houve qualquer viagem com Elizabeth Taylor ou Marlon Brando", comentou, negando-se ainda a falar especificamente sobre a escolha de Fiennes para o papel de seu tio.


Outros resolveram falar em tom crítico nos EUA. Stereo Williams, que escreve sobre entretenimento para o Daily Beast, disse que a escolha de Fiennes era um “sintoma do problema racial profundo de Hollywood”. "Sério que eles não puderam encontrar um ator negro para interpretar Michael Jackson?”, disse via Twitter o ativista dos direitos civis nos Estados Unidos DeRay Mckesson

Nickelodeon prepara filme baseado em vários desenhos animados na década de 1990

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli




Prepare-se para a nostalgia.

A Nickelodeon, em parceria com a Paramount, está produzindo o filme Nicktoons, com vários personagens de desenhos animados dos últimos 25 anos.

Logo, eles só podem estar falando de clássicos como Doug, Os Anjinhos, CatDog, Hey Arnold! e A Vida Moderna de Rocko, por exemplo.


O Deadline, que teve acesso exclusivo às informações, diz que Nicktoons será semelhante ao elogiado (e lucrativo) Uma Cilada Para Roger Rabbit (1988), que mistura animação e live action.

Jared Hess, de Napoleon Dynamite (2004) e Nacho Libre (2006), foi escolhido para dirigir o novo filme. Ele vai escrever o roteiro com Jarusha Hess, esposa e parceira profissional.


Os produtores são Mary Parent (O Regresso) e Cale Boyter (Marcas da Violência).

Não foi anunciada uma data de estreia.

Em busca de maior inclusão social, Lego lançou nesta semana seu primeiro boneco cadeirante

HuffPost Brasil  |  De Ana Júlia Gennari


A Lego apresentou nesta semana seu primeiro boneco em cadeira de rodas, na Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, na Alemanha.

 




Esse grande passo ocorreu em resposta a pressão de ativistas que criaram campanhas online como o #ToyLikeMe (#BrinquedoComoEu), criticando a falta de inclusão social na fabricação de brinquedos.

De acordo com o jornal britânico The Independent, a novidade deve chegar aos mercados em junho. E o site CNN Money afirma que o boneco fará parte do conjunto Lego City.


Ultimamente as empresas de brinquedo têm buscado ampliar a representatividade de seus produtos para agradar seu público-alvo -- à exemplo disso, a Barbie também lançou uma nova linha de bonecas mais plurais e reais nesta semana.

Imortalizado em 'De Volta para o Futuro', carro DeLorean volta a ser produzido em 2017

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli



O carro esportivo DMC-12, também conhecido como DeLorean, imortalizado como máquina do tempo nos filmes da trilogia oitentista De Volta para o Futuro, de Robert Zemeckis, voltará a ser fabricado em 2017, após 34 anos fora de produção.

A DeLorean Motor Company anunciou na última quarta-feira (27).

Stephen Wynne, CEO da empresa, disse ao Click2Houston: "É fantástico. O jogo mudou para nós. Estávamos esperando isso acontecer".

Caso você não saiba o motivo da felicidade de Wynne, a gente te explica: então localizada na Irlanda, a fabricação de DeLoreans foi interrompida em 1983, um ano após ser iniciada, deixando aproximadamente nove mil unidades produzidas.

A DMC estava falida após John DeLorean (1925-2005), criador do carro, ser preso sob acusações de tráfico de drogas. Ele não foi considerado culpado, mas a empresa não conseguiu continuar a existir.

Em 1987, por meio da DMC, Wynne passou a buscar a retomada da produção. Dez anos depois, ele conseguiu os direitos para reproduzir partes. Em 2015, após uma batalha judicial, a empresa entrou em acordo com a viúva de DeLorean para usar o nome, o logo e a marca registrada.

A fabricação será, pela primeira vez, feita nos Estados Unidos – na cidade de Humble, no Texas.


No Facebook, a DMC disse que "tem trabalhado faz algum tempo para identificar um fornecedor de motor e outras partes que precisam ser reproduzidas para permitir a produção em 2017".

Wynne, na mesma entrevista, assegurou que os novos DeLoreans serão iguaizinhos aos feitos na década de 1980 – isso significa que ele terá portas asa de gaivota! Uhul!

O CEO disse também que eles custarão menos que US$ 100 mil (aproximadamente R$ 409 mil). Hoje é possível comprar modelos reformados por valores que variam entre US$ 45 mil e US$ 55 mil.

Das 50 cidades mais violentas do mundo, 21 são brasileiras

POR Felipe Germano - Superinteressante


Levantamento feito pela ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal coloca Fortaleza e Curitiba como algumas das cidades mais violentas do planeta

A gente sabe que o Brasil é um lugar violento. De acordo com o 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado no ano passado, mais de 58,5 mil assassinatos foram registrados em 2014. São mais de 160 homicídios por dia. A novidade é que esses números estão deixando o país com cada vez mais destaque nos rankings de violência mundo afora. O mais recente, um estudo da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, afirma que entre as 50 cidades mais violentas do mundo, 21 são brasileiras.



O estudo não explicita quantas cidades foram analisadas além das 50 apontadas no ranking, mas sua metodologia deixa claro que apenas localidades com mais de 300 mil habitantes entraram na conta - o que excluiu cidades em pequenos países, principalmente na África. Além disso, os dados tinham que estar disponibilizados na internet. A partir daí, a colocação se dava pelo número de homicídio dolosos (onde há intenção de matar), em proporção para cada 100 mil habitantes.

O Brasil é o país que mais ocupa o levantamento, mas a cidade mais violenta não fica por aqui. A pesquisa aponta que o local mais perigoso do mundo é Caracas, na Venezuela. De acordo com os dados exibidos, em 2015, o local registrou 3,946 homicídios entre seus 3,291,830 habitantes, deixando sua taxa em pouco mais de 119 assassinatos para cada 100 mil moradores do local.

Na verdade, mesmo com a dominação brasileira, os índices da Venezuela apontam que nosso país vizinho consegue ser mais violento que a gente no panorama geral. Quando calculamos a média da violência ocorrida nas cidades brasileiras apontadas pelo estudo, vemos uma taxa de 40,5 homicídios. O número das localidades venezuelanas é de 76,6.

Em comparação com o ranking feito pela organização no ano passado, a ocupação do Brasil só cresceu. Mais de 30% para ser mais exato. Na última lista, 16 cidades brasileiras ocupavam a lista. Delas, a única que conseguiu deixar a tabela da nova edição foi Belo Horizonte.

Além das 21 Brasileiras, foram colocadas na lista 8 cidades da Venezuela, 5 no México, 3 na Colômbia, 2 em Honduras, 1 em El Salvador, 1 na Guatemala e 1 na Jamaica. De modo que 41 das cinquenta sejam localizadas nas Américas Central e do Sul. O restante da lista era preenchido por 4 cidades nos Estados Unidos e outras 4 na África do Sul.

A lista do estudo você vê abaixo, com as cidades brasileiras negritadas:

Caracas (Venezuela): 119,87
San Pedro Sula (Honduras): 111,03
San Salvador (El Salvador): 108.54
Acapulco (México): 104,73
Maturín (Venezuela): 86,45
Distrito Central (Honduras): 73,51
Valencia (Venezuela): 72,31
Palmira (Colômbia): 70,88
Cidade do Cabo (África do Sul): 65,53
Cali (Colômbia): 64,27
Ciudade Guayana (Venezuela): 62,33
Fortaleza (Brasil): 60,77
Natal (Brasil): 60,66
Salvador e região (Brasil): 60,63
St. Louis (Estados Unidos): 59,23
João Pessoa (Brasil): 58,40
Culiacán (México): 56,09
Maceió (Brasil): 55,63
Baltimore (Estados Unidos): 54,98
Barquisimeto (Venezuela): 54,96
São Luís (Brasil): 53,05
Cuiabá (Brasil): 48,52
Manaus (Brasil): 47,87
Cumaná (Venezuela): 47,77
Guatemala (Guatemala): 47,17
Belém (Brasil): 45,83
Feira de Santana (Brasil): 45,50
Detroit (Estados Unidos): 43,89
Goiânia e Aparecida de Goiânia (Brasil): 43,38
Teresina (Brasil): 42,64
Vitoria (Brasil): 41,99
Nova Orleans (Estados Unidos): 41,44
Kingston (Jamaica): 41,14
Gran Barcelona (Venezuela): 40,08
Tijuana (México): 39,09
Vitória da Conquista (Brasil): 38,46
Recife (Brasil): 38,12
Aracaju (Brasil): 37,70
Campos dos Goytacazes (Brasil): 36,16
Campina Grande (Brasil): 36,04
Durban (África do Sul): 35,93
Nelson Mandela Bay (África do Sul): 38,85
Porto Alegre (Brasil): 34,73
Curitiba (Brasil): 34,71
Pereira (Colômbia): 32,58
Victoria (Mexico): 30,50
Joanesburgo (África do Sul): 30,31
Macapá (Brasil): 30,25
Maracaibo (Venezuela): 28,85
Obregón (México): 28,29

'Todos estão recebendo oportunidades justas?', questiona Obama sobre polêmica racial no Oscar

HuffPost Brasil



O presidente dos EUA, Barack Obama, falou nesta quarta-feira (27), pela primeira vez, sobre a polêmica racial envolvendo os indicados ao Oscar.

Segundo o mandatário, a discussão em torno das indicações é apenas "uma expressão de uma questão bem mais ampla".

As declarações foram feitas durante uma rodada de entrevistas com apresentadores de televisão. Quem tocou no assunto foi David Ono, da KABC, afiliada da rede ABC.

"Eu acho que a Califórnia é um exemplo da incrível diversidade desse país. Isso é forte. Eu acho que quando a história de todos é contada, isso é melhor para a arte", comentou o mandatário, que afirmou que a indústria pode se beneficiar ao dar espaço para negros e também para grupos étnicos minoritários.

"O entretenimento se torna melhor quando todos podem se sentir parte de uma família americana. Eu acho então que, como toda a indústria, deve-se olhar para os talentos, e proporcionar oportunidade a todos. E eu acho que a questão do Oscar é realmente uma expressão dessa questão mais ampla. Nós estamos nos certificando de que todos estão recebendo oportunidades justas?", questionou o mandatário.
As indicações para o Oscar deste ano foram anunciadas no dia 14 de janeiro e, pelo segundo ano consecutivo, as 20 principais categorias são compostas inteiramente por pessoas brancas.

Hospitais devem passar por faxina contra o Aedes aegypti na próxima semana

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos do país que atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) vão passar por uma espécie de "dia da faxina" contra o Aedes aegypti na próxima quarta-feira (4). De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a iniciativa integra um calendário de ações proposto pelo governo federal na tentativa de conter a epidemia do vírus Zika no Brasil.

Hoje (29), a pasta promove uma mobilização nacional de servidores públicos federais em uma campanha de enfrentamento ao mosquito, que transmite, além do vírus Zika, a dengue e a febre chikungunya. A ideia é inspecionar e eliminar possíveis focos do Aedes aegypti em todos os prédios do governo federal no país. A mesma estratégia deve ser adotada nos hospitais brasileiros na próxima semana.

“Além de ser o nosso dever, é simbólico. Estamos pedindo que as pessoas façam [essa faxina] também nas suas casas”, explicou o ministro. No dia 13 de fevereiro, segundo ele, será realizada grande mobilização nacional, com a presença de cerca de 220 mil homens do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, que farão vistorias dentro das residências brasileiras. “Queremos incentivar para que a sociedade encampe essa causa”.


Dilma: Brasil tem que se mobilizar para vencer luta contra Aedes aegypti

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger




A presidenta Dilma Rousseff e os ministros Marcelo Castro, Gilberto Occhi, Aloizio Mercadante e Jaques Wagner se reúnem na Sala Nacional de Coordenação e Controle da Dengue Marcelo Camargo/Agência Brasil


A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (29) que o Brasil precisa se mobilizar para vencer a luta contra o mosquito Aedes aegypti. “Temos de nos mobilizar para ganhar a luta. Não vamos ganhar a luta se ficarmos de braços cruzados. Se eu dissesse que nós estamos ganhando a luta, nós estaríamos em uma fase mais avançada. Vamos ganhar essa guerra. Vamos demonstrar que o povo brasileiro é capaz de ganhar essa guerra”, afirmou a presidenta.

Ela fez a declaração após reunião com os governadores dos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, por videoconferência, para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Hoje, o governo federal promove um dia de mobilização para eliminação de criadouros do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e o vírus Zika, que pode causar microcefalia em bebês. “O governo federal hoje começa uma faxina em dentro de todas as unidades do governo e das Forças Armadas”.

A presidenta minimizou as declarações do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que na terça-feira disse que o mosquito estava ganhando a batalha. “Por que criar um problema com a constatação da realidade? Dizer que nós estamos perdendo é porque nós queremos ganhar", disse Dilma.

Vacina

Segundo ela, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que os testes para a vacina da dengue, que está sendo desenvolvida no Instituto Butantan, começam na segunda-feira (1º). "Estamos virando essa guerra quando descobrirmos a vacina. A dengue vai ter uma vacina brasileira que eu considero a melhor", disse a presidenta ao destacar a gravidade da situação: "Vamos ter que ter uma mobilização três vezes maior do que tivemos com a dengue. O Zika não é uma gripe”.

Em um momento de ajuste fiscal, a presidenta disse que não pode faltar dinheiro para o combate ao mosquito. “Tenho certeza que não só o governo federal considera que não pode [faltar dinheiro], mas o Congresso também. Esta despesa tem a ver com a saúde pública no país. Não sofre contingenciamento nem limites. Vamos colocar todos os nossos recursos”, concluiu.

Além do ministro da Saúde, Dilma estava acompanhada pelos ministros da Integração Nacional, Gilberto Occhi; da Defesa, Aldo Rebelo; do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello; da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini; da Casa Civil, Jaques Wagner; e da Educação, Aloizio Mercadante e o encontro ocorreu na Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Vírus Zika, na região central de Brasília.

Polícia europeia lança na internet lista de criminosos "mais procurados"

Da Agência Lusa



As forças policiais europeias lançaram hoje (29) uma página na internet dos criminosos "mais procurados” na Europa. Trata-se de uma lista de 45 suspeitos que inclui o suposto autor dos atentados de novembro em Paris, Salah Abdeslam.

“O site vai permitir compartilhar informações sobre criminosos procurados, que foram condenados ou são suspeitos de crimes graves ou de atos terroristas na Europa”, informa um comunicado da agência de polícia europeia, Europol.

Segundo o comunicado, a relação de nomes vai ser atualizada regularmente e é “a primeira iniciativa europeia para apresentar uma lista de fugitivos procurados em uma plataforma comum”.

O site apresenta uma fotografia de cada um dos suspeitos, uma descrição das acusações de que são alvo e o contato da força policial que os buscam.

“A partir de hoje, os cidadãos da União Europeia e de outros países podem dar informações úteis através do site de forma anônima", diz o comunicado da agência sedeada em Haia.

Salah Abdeslam, por exemplo, é descrito como um “indivíduo armado e muito perigoso”, de 1m75, olhos castanhos, procurado por terrorismo.

O site está disponível em 17 idiomas e foi lançado pela Enfast1 (European Network of Fugitive Active Search Teams), uma rede europeia de polícias especializados na localização e detenção de fugitivos, com a colaboração da Europol.

O lançamento da lista ocorre menos de três meses depois dos atentados de 13 de novembro em Paris, que fizeram 130 mortos. Na sequência, as autoridades europeias foram fortemente criticadas, já que alguns dos autores dos ataques conseguiram entrar na França, mesmo sendo procurados por terrorismo pelas autoridades.

Combate ao Zika ajuda a ampliar investimentos em pesquisa e prevenção

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante



Arquivo/Agência Brasil

A mobilização de outros países no combate ao vírus Zika ajuda não apenas a conter a disseminação do Aedes aegypti, mas também a ampliar os investimentos em atividades de pesquisa e prevenção. A avaliação é do diretor do departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

"Quanto mais gente, quanto mais países e investigadores, quanto mais governos e população houver envolvidos no combate à doença, maior a probabilidade de que nós tenhamos nova soluções e resultados positivos", destacou.

Maierovitch lembrou que os avanços científicos mais rápidos já registrados em saúde ocorreram quando o mundo percebeu que havia uma ameaça importante e que eram necessários esforços conjuntos para enfrentá-la. Isso abre caminho, segundo ele, para mais recursos de diferentes partes e para que cientistas se unam em vez de competir.

"Assim como o Brasil está preocupado com o Zika vírus e com a eliminação do mosquito, hoje, o mundo inteiro percebe esse perigo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) chama os países a se mobilizar para reunir recursos que possam combater o mosquito e que possam enfrentar a doença também."

A OMS convocou ontem (28) um comitê de emergência para tratar do aumento de infecções pelo vírus Zika, bem como do registro de casos de anomalias congênitas em bebês e de síndromes possivelmente associadas à doença. O grupo se reúne na próxima segunda-feira (1º) e deve decidir se decreta situação de emergência em saúde pública de interesse internacional.


Perfil do trabalho infantil no Brasil mudou, diz ministra Tereza Campello

Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, fala sobre a situação do trabalho infantil no país, durante o programa Bom dia, MinistroJosé Cruz/Agência Brasil

O número crianças e jovens – entre 5 e 17 anos – em situação de trabalho infantil no país caiu mais de 43% em dez anos. Em 2004, o número ultrapassava 5 milhões. Já em 2014, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o problema atingia 2,8 milhões de crianças e jovens.

Além da queda nos números, a ministra da pasta, Tereza Campello, chamou a atenção hoje (29) para a mudança no perfil do trabalho infantil. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro – produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços – ela lembrou que, tradicionalmente, o problema envolvia crianças que não estudavam e de famílias com renda muito baixa. Atualmente, o trabalho infantil está concentrado entre maiores de 14 anos, que frequentam a escola, e de famílias com renda acima de um salário mínimo mensal por pessoa.

"O Brasil hoje é uma referência mundial de combate ao trabalho infantil, mostrando que é possível [implementar] ações que levem à redução do trabalho infantil. Quem está trabalhando hoje é o menino acima de 14 anos, nas cidades, que vai à escola, e trabalhando muitas vezes até com a própria família”, disse ela.

Para Tereza, o desafio agora é regularizar o trabalho desses jovens. Ela lembrou que até os 13 anos de idade o trabalho é proibido pela Constituição Federal. No entanto, entre 14 e 15 anos, a participação em programas de aprendizagem profissional é admitida, desde que o jovem continue na escola. Já a partir dos 16 anos, o trabalho é permitido com carteira assinada e desde que não seja no perído noturno, em função perigosa ou em local insalubre.

“A gente tem que buscar uma orientação, inclusive para os nossos empregadores, para aquele pai de família que tem o menino trabalhando no comércio. Vamos regularizar a situação desses meninos. É possível que a gente possa ter as crianças trabalhando mas tem que estar na escola, tem que ser um trabalho protegido, tem que ser dentro da legislação brasileira”, afirmou Tereza.

A ministra reforçou a importância de que a população denuncie situações de trabalho infantil, especialmente casos de trabalho doméstico irregular, situação mais difícil de ser identificada, uma vez que a vítima fica "escondida" da sociedade na residência do patrão.

Para fazer denúncias, o cidadão pode ligar para o Disque 100 (Disque Denúncia) ou acessar o site do Ministério Público do Trabalho e clicar no ícone Coleta de Denúncias. Caso queira fazer uma denúncia pessoalmente, a pessoa pode se dirigir ao Conselho Tutelar, à Secretaria de Assistência Social, à Delegacia Regional do Trabalho ou ao Ministério Público do Trabalho.


Dilma discute com governadores ações de combate ao Aedes aegypti

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante



Brasília - A presidenta Dilma Rousseff e os ministros Marcelo Castro (Saúde), Gilberto Occhi (Integração Nacional), Aloizio Mercadante (Educação) e Jaques Wagner (Casa Civil) se reúnem com governadores na Sala Nacional de Coordenação e Controle da Dengue Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal promove hoje (29) um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika Divulgação/Fiocruz


A presidenta Dilma Rousseff está reunida neste momento com os governadores dos estados de Pernambuco, Paraíba, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, por meio de videoconferência, para tratar de medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti.

Dilma está acompanhada de sete ministros, entre eles, da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi e da Defesa, Aldo Rebelo, na Sala Nacional de Coordenação e Controle para Enfrentamento da dengue, chikungunya e vírus Zika.

Aedes aegypti
O governo federal promove hoje (29) um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika Divulgação/Fiocruz

Dia de mobilização

Hoje, o governo federal promove um dia de mobilização para eliminar possíveis criadores do Aedes aegypti, mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika – que pode causar microcefalia em crianças.

Mais cedo, o ministro da Saúde afirmou que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração foi feita um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

O continente americano deve ter entre 3 milhões e 4 milhões de casos de zika em 2016. A estimativa, divulgada ontem (28), é da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS.

Boletim divulgado na quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde confirma que 270 crianças nasceram com microcefalia por infecção congênita, mas não necessariamente causada pelo vírus Zika. A pasta ainda investiga 3.448 casos suspeitos de microcefalia.

A Região Nordeste concentra 86% dos casos notificados. Pernambuco continua com o maior número de casos em investigação (1.125), seguido da Paraíba (497), Bahia (471), do Ceará (218), de Sergipe (172), Alagoas (158), do Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).


ONU denuncia supostas violações de menores na República Centro-Africana

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto



O alto comissário das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al Hussein, afirmou hoje (29) que menores sofreram supostos abusos sexuais na República Centro-Africana por soldados estrangeiros. Ele disse estar “muito alarmado” com essas acusações.

Os supostos crimes, segundo comunicado divulgado em Genebra, ocorreram principalmente em 2014, mas foram descobertos nas últimas semanas.

Uma equipe da ONU na República Centro-Africana entrevistou várias jovens que declararam ter sofrido abuso sexual pelos soldados estrangeiros.

De acordo com quatro jovens, com idade entre 14 e 16 anos no momento dos abusos, os agressores pertenciam aos contingentes da força da União Europeia (Eurofor-RCA). Três delas acreditam que os homens fazem parte do contingente da Georgia na Eufor.

A equipe da ONU também entrevistou dois irmãos, um menino e uma menina, com 7 e 9 anos, que teriam sido abusados em 2014 por membros das tropas francesas Sangaris.

A menina disse que manteve relações sexuais com soldados franceses em troca de uma garrafa de água e um pacote de bolachas. Acrescentou que assim como seu irmão, de 9 anos, outras crianças tinham sido abusadas da mesma forma e citou soldados franceses.

Essas acusações, que envolvem forças militares estrangeiras que não pertencem à ONU, tiveram lugar nos arredores e dentro do campo de deslocados internos de M’Poko, situado perto do aeroporto de Bangui.

No início de janeiro, a ONU anunciou que havia aberto investigação sobre novas acusações de abuso sexual contra soldados de três países que participam da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca). As supostas vítimas são quatro meninas.

Zika: Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante



Ministro da Saúde, Marcelo Castro, lembra que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou hoje (29) que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. "Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito."

O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. "O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva", disse. "São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade".


Síria: negociações de paz avançam hoje na ausência da oposição

Da Agência Lusa


As negociações para a paz na Síria começam hoje (29), em Genebra, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mas a oposição ao regime de Bashar Al Assad, reunida em Riade, Arábia Saudita, informou que não estará presente.

Ontem (28), o enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, destacou que as negociações – que integram um plano aprovado em novembro em Viena, prevendo um governo de transição, uma nova Constituição e eleições em 18 meses – "não podem falhar".

Fonte próxima do governo sírio assegurou que a delegação de Damasco comparecerá na Suíça, conforme combinado, mas a oposição ao regime de Damasco disse que estará ausente por ainda "não ter tomado uma decisão".

O grupo, apoiado pela Arábia Saudita, pediu "esclarecimentos" após a ONU ter convidado outras figuras da oposição e disse querer garantias de que a comunidade internacional agirá para que terminem os ataques de Damasco a civis e para permitir a ajuda humanitária.

Segundo o enviado da ONU, é prioritário obter “um cessar-fogo, uma suspensão das hostilidades, uma pausa nos combates", embora a luta contra os grupos terroristas não deva estar incluída nas tréguas, essenciais para que a ajuda humanitária chegue a quem precisa.

O enviado das Nações Unidas defendeu ainda uma participação ativa de grupos de mulheres e de representantes da sociedade civil que, na sua opinião, estiveram pouco representados nos processos anteriores.

Numa mensagem em vídeo, Staffan de Mistura dirigiu-se a "cada homem, mulher, criança sírios, dentro e fora da Síria, nos campos de refugiados ou onde quer que estejam" apelando a que digam "basta" ao conflito e expressem as expectativas depositadas nos participantes nas negociações, para que tenham noção de que o momento para "alcançar uma solução pacífica para a Síria é agora".

De acordo com as autoridades, as negociações para terminar com o conflito na Síria – que já matou mais de 260 mil pessoas e deslocou milhões para longe das suas casas – devem prolongar-se por seis meses, com a primeira ronda a durar duas a três semanas.

A guerra civil, com início em 2011, já motivou duas séries de negociações, denominadas Genebra 1 e Genebra 2, ambas sem resultados.


China assegura ao FMI que não tem intenção de desvalorizar moeda

Da Agência Lusa


Valor do yuan, a moeda chinesa, é fortemente controlado pelo governo, que diariamente estabelece um câmbio de referência Banco Popular da China

O governo chinês não tem qualquer intenção de desvalorizar a sua moeda, o yuan, para incentivar as exportações, nem tem planos de iniciar uma guerra de divisas, assegurou o primeiro-ministro, Li Keqiang, à diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Eles conversaram nessa quinta-feira (28), por telefone, a pedido do FMI, pouco depois de o organismo apelar ao país para que melhore a comunicação com o mercado sobre as suas políticas econômicas, informam os meios de comunicação chineses.

Li reiterou que “não há qualquer base” para uma contínua desvalorização do yuan e negou que a redução do valor da moeda seja um mecanismo para impulsionar as debilitadas exportações chinesas.

O valor do yuan é fortemente controlado pelas autoridades, que diariamente estabelecem um câmbio de referência e permitem que flutue até um máximo de 2% em relação ao preço médio.

Alguns analistas interpretam a desvalorização do yuan como uma tentativa da China de estimular a economia, em desaceleração, enquanto o governo argumenta que é apenas uma medida para equiparar a sua moeda ao dólar.

Li assegurou a Largarde que a China vai aumentar a comunicação com o mercado para manter “um tipo de câmbio do yuan estável e em um nível razoável e justo”.

O primeiro-ministro também pediu à diretora-gerente do FMI que confie na economia chinesa, apesar da sua desaceleração, e enumerou as melhorias alcançadas, como o “emprego quase total”.

“Somos capazes de manter um crescimento sustentável e estável”, afirmou Li, uma semana depois de ter sido divulgado que o Produto Interno Bruto da China cresceu 6,9% em 2015, o ritmo mais baixo em 25 anos.


Japão mobiliza tropas diante de possível lançamento de míssil norte-coreano

Da Agência Lusa


O governo japonês determinou hoje (29) ao Exército que se prepare para a possibilidade de ter de destruir um míssil que a Coreia do Norte pode lançar em breve. O objetivo é evitar que caia sobre o território japonês.

“Tomamos todas as medidas necessárias para responder a qualquer tipo de situação”, afirmou o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, citado pela agência Kyodo.

Suga não deu mais dados sobre a iniciativa do Ministério da Defesa, de modo a não revelar “informação sensível” sobre a capacidade do Japão para interceptar mísseis.

As últimas imagens de satélite da base norte-coreana de Sohae mostraram que há movimentação nas instalações e que a Coreia do Norte pode estar preparando o lançamento, em breve, de um projétil de longo alcance, como Seul, Tóquio e Washington tinham alertado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Fumio Kishida, disse hoje que acertou, em teleconferência com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, uma cooperação sobre a questão do lançamento norte-coreano.

“Trabalharemos estreitamente com os Estados Unidos e outros países envolvidos e tomaremos todas as medidas possíveis para garantir a segurança do público”, disse Kishida, em entrevista.

O novo lançamento pode ocorrer no momento em que os países do Conselho de Segurança das Nações Unidas estudam sanções adicionais à Coreia do Norte devido ao seu quarto teste nuclear, feito no início do mês.


Obama diz que combaterá Estado Islâmico em outros países além da Síria e Iraque

Da Agência Lusa



Presidente norte-americano compromete-se a combater Estado Islâmico na Líbia e em outros países, se necessárioEPA/Michael Reynolds/Agência Lusa

O presidente norte-americano, Barack Obama, garantiu hoje (29) que os Estados Unidos vão combater o grupo extremista Estado Islâmico em outros países além da Síria e do Iraque, se necessário, destacando o crescente foco na Líbia.

Obama convocou o Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação na Líbia, devido ao temor de que um vazio de governança no país norte-africano o torne vulnerável à presença do Estado Islâmico.

“O presidente enfatizou que os Estados Unidos vão continuar a combater terroristas do Estado Islâmico em todos os países onde for necessário”, informou a Casa Branca após o encontro.

“O presidente direcionou a sua equipe de segurança nacional para continuar os trabalhos de fortalecimento da governança e de contínuos esforços de combate ao terrorismo na Líbia e em outros países onde o Estado Islâmico tem procurado estabelecer presença”, acrescentou.

A Líbia atravessa um período de instabilidade e violência desde que o ditador Moamer Kadhafi foi deposto, em 2011.

O país tem atualmente dois governos e dois parlamentos, com as autoridades reconhecidas baseadas na cidade de Tobruk e as apoiadas pelas milícias em Tripoli.


Chanceler venezuelana visita o Brasil em meio a impasse político

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Venezuela vive impasse político após as últimas eleições legislativas que deram maioria à oposição Leandra Felipe - Repórter da Agência Brasil/EBC

A ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, visita o Brasil nesta sexta-feira (29), para se reunir com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. O encontro ocorre no momento em que o país vizinho passa por instabilidade política após as últimas eleições que deram maioria à oposição no Parlamento. Na semana passada, o Parlamento venezuelano rejeitou decreto do presidente Nicolás Maduro que permitiria ao governo utilizar recursos orçamentários e atuar de forma mais intervencionista nas empresas.

Oficialmente, está previsto que Mauro Vieira e Delcy Rodríguez discutam temas bilaterais como cooperação fronteiriça, comércio e investimentos.Por isso, o ministro da Economia venezuelano, Luís Salas, também estará presente. De modo reservado, porém, os chanceleres devem abordar a crise política da Venezuela. Recentemente, o governo brasileiro tem se manifestado de forma mais enfática quanto à questão. Após a eleição da aliança opositora, o Itamaraty divulgou nota em que pede respeito ao pleito e diz confiar que a "vontade soberana" dos venezuelanos será respeitada.

Ontem (27), ao participar em Quito, no Equador, de reunião com chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), o ministro Mauro Vieira mencionou a institucionalidade democrática e defendeu que os problemas da região devem ser solucionados internamente, de modo a respeitar a soberania dos países. "A tradição da solução pacífica de controvérsias por meio do diálogo e do direito internacional deve ser reforçada no âmbito da Unasul e é preciso valorizar as soluções encontradas na nossa própria região. No entanto, é também importante evitar escaladas retóricas que possam desvirtuar essa tradição", afirmou.

De acordo com o ministério das Relações Exteriores, o Brasil tem buscado "consistentemente" contribuir para promover o "diálogo político" e a institucionalidade democrática da Venezuela.

O encontro está marcado para as 9h30 no Palácio Itamaraty, em Brasília, e depois, os dois chanceleres vão fazer uma declaração à imprensa. Em 2015, a corrente de comércio entre os dois países chegou a US$ 3,7 bilhões. O Brasil exporta mais do que importa, tendo registrado no ano passado saldo positivo de US$ 2,3 bilhões.

Vida começa a voltar ao normal em Washington, mas tempo continua frio

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Washington, a capital norte-americana, enfrentou uma das maiores tempestades de neve de sua história  EPA/Shawn Thew/Agência Lusa

Cinco dias depois de enfrentar uma das maiores tempestades de neve de sua história, a vida em Washington e em outras cidades da Costa Leste dos Estados Unidos começa a voltar à normalidade, com repartições públicas, transportes, comércio e embaixadas já funcionando.

O tempo, no entanto, continuará frio nesta sexta-feira  (29) em Nova York e na capital norte-americana, com temperatura variando entre -5 graus e 6 graus Celsius, segundo informou a empresa de meteorologia AccuWeather.

Caminhões e tratores equipados com pás mecânicas prosseguem com os trabalhos de remoção da montanha de gelo e neve que cobriu Washington, uma das cidades mais atingidas pela tempestade. Escolas de algumas áreas da capital norte-americana ainda não foram reabertas.

Enquanto isso, os estados de Minnesota, Wisconsin, Michigan, Dakota do Norte e do Sul, Ohio, Indiana, Illinois e Iowac começam a se preparar uma grande nevasca procedente do Oceano Pacífico, combinada com ventos fortes, prevista para fevereiro.

Como aconteceu com as populações de Nova York e Washington, que receberam informações sobre a tempestade de neve com antecedência, os moradores dos estados do Centro e do Norte vêm recebendo avisos regulares das autoridades locais sobre como se precaver, caso se confirme a nevasca.


Estudantes têm até hoje para se inscrever no Fies

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010Imagem de Arquivo/Agência Brasil

Termina hoje (29) às 23h59 o prazo para inscrições no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2016. As inscrições são feitas exclusivamente pela internet. O Fies financia cursos superiores não gratuitos com avaliação positiva. Nesta edição, são ofertadas 250.279 vagas. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado no dia 1° de fevereiro.

Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, obtido pelo menos 450 pontos na média das provas e não tenha tirado 0 na redação. O candidato precisa ter também renda familiar mensal bruta per capita de até 2,5 salários mínimos.

O candidato poderá se inscrever em um único curso e turno entre aqueles com vagas ofertadas. Durante o período de inscrição, poderá alterar sua opção de vaga, bem como fazer o cancelamento. Os estudantes serão classificados de acordo com as notas no Enem na edição em que tiver obtido a maior média.

Do total de vagas ofertadas nesta edição, 47% vão para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A maior parte da vagas (63%) vai para os cursos considerados prioritários pelo Ministério da Educação nas áreas de saúde, engenharias e formação de professores. A divisão das vagas é a seguinte: 30,4% para cursos de saúde, 18,8% para formação de professores e 13,8% para as engenharias. Os outros 37% são para cursos das demais áreas.

Lista de espera

O processo terá chamada única e lista de espera. Os estudantes que não forem pré-selecionados na chamada única serão incluídos na lista de espera para o preenchimento das vagas eventualmente não ocupadas. O resultado da pré-seleção na chamada única e a lista de espera serão divulgados no dia 1º de fevereiro.


Entrada de transexuais em universidades trará mudanças sociais, diz ativista

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


"Quantas pessoas trans frequentam a sua casa?" Em um vídeo lançado para o Dia da Visibilidade Trans, lembrado hoje (29), alunas e alunos transexuais do curso Prepara Nem, no Rio de Janeiro, fazem essa e outras perguntas provocativas como um convite à reflexão: "Quantas vezes você já defendeu uma travesti vítima de chacota? E quantas vezes você riu?". Após seis meses de aulas que renderam aprovações, o curso agora quer alfabetizar, ensinar idiomas, preparar para concurso público e capacitar os alunos na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).


Ativista trans Indianara Siqueira é uma das fundadoras do Prepara Nem Ricardo Schimidt
Fundadora, a ativista Indianara Siqueira tem a expectativa de que a entrada de transexuais no mundo acadêmico traga mudanças no modo de pensar da sociedade. "Quanto mais pessoas trans entrarem para a academia, mais a sociedade vai ter um choque. Porque tudo o que é contado na academia vai entrar em choque com essa vivência com a qual não se tinha contato", diz. "Isso faz parte da conquista da visibilidade. Para que saibam que existimos", completa.

O curso começou no segundo semestre do ano passado e já registra algumas aprovações. Alunos do Prepara Nem conquistaram duas bolsas de estudo integrais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). As aulas também ajudaram uma das alunas a passar em um concurso público para a Prefeitura de Duque de Caxias. Além das pontuações e posições em listas de aprovados, o objetivo é combater a invisibilidade. As metas para este ano são mais ambiciosas e incluem levar o curso a locais mais distantes do centro da capital fluminense.

Transexual, negra e moradora da zona oeste, a operadora de telemarketing Luiza Mendonça, 20 anos, entrou no projeto como professora de química. Ela cursa farmácia em uma universidade particular e aproveitou a motivação para tentar novamente o vestibular para medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com mais de 800 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ela chegou perto da nota de corte de 824,74 pontos, a mais alta de todo o país, e está na lista de espera.

Aos 22 anos, Luiza Mendonça cursa farmácia em uma universidade particular e dá aulas de química no curso preparatório voltado para alunos e alunas transexuaisRicardo Schimidt


"As pessoas têm uma visão de que uma travesti só serve para a prostituição e mais nada, que não vai conseguir trabalho e vai ficar na vulnerabilidade. Mas queremos colocá-las no âmbito acadêmico", diz Luiza, que acredita que a oportunidade de estudar trouxe autoconfiança aos alunos.

"Dá para ver que não ajudou só na questão acadêmica. Muitas meninas, quando entraram, eram tímidas, não falavam direito. Hoje se tornaram ativas, te respondem, questionam".

A universitária participa da organização do núcleo zona oeste do curso preparatório e usa o exemplo da própria família como argumento de que a visibilidade da pessoa trans é importante no combate ao preconceito. "[Meus pais] viram que eu estava em uma faculdade, que estava trabalhando e estava com as minhas contas pagas. Sempre tive minhas desavenças, mas em vista do que era antes, mudou".

Quem apresentou Luiza ao Prepara Nem foi Letícia Suet, 22 anos, que conseguiu uma bolsa de 100% para cursar serviço social na PUC-Rio. Ela acredita que sua experiência de vida fará diferença na atuação profissional.

"A gente sabe o que é cair em vulnerabilidade. Moro em favela, sempre fui pobre, e muitas pessoas trans vivem dessa forma", diz.

>> Leia o especial Eu, Trans

Letícia Suet conseguiu uma bolsa integral para estudar serviço social na PUC-Rio Ricardo Schimidt

Letícia conta que terminou o ensino médio em um supletivo depois de ter abandonado a escola por diversos episódios de preconceito. "Eu tinha problema com os alunos, com a direção, e não tinha apoio em casa. Tentei voltar algumas vezes, mas não deu. Hoje estou mais tranquila, mais confiante de falar na frente das pessoas".

O secretário especial de Direitos Humanos, Rogério Sottili, defende que o trabalho para que essa população tenha mais visibilidade deve começar cedo, ainda na escola.

"Acho que o foco das políticas deve ser o ensino fundamental. Mais da metade dessa população foi expulsa de casa com 13, 14 anos de idade porque a família não aceitou a sua identidade. É uma população muito vulnerável. Quem chega na universidade está tão bem estruturada que fica em primeiro lugar e enfrenta, por si só, todas as adversidades. O importante é a gente preparar as escolas com políticas públicas de direitos humanos", defende.

Alfabetiza Nem

Ao notar dificuldades mais profundas na formação de pessoas trans que deixaram a escola na mesma situação de Letícia, o curso decidiu dar um passo além e atuar na alfabetização.

"Quando nos aproximamos da população trans de rua, a maioria tem um nível de alfabetização muito baixo. Isso trouxe essa necessidade de alfabetização", explica Indianara, que também justifica a necessidade de chegar a alunos de outras localidades.

"Primeiro, pela distância, para não centralizar tudo no Rio de Janeiro. E depois pela necessidade dessas pessoas, em muitos desses lugares, de serem empoderadas onde moram, onde vivem. Para desentocar essas pessoas e esses locais e abrir o debate".

Além do núcleo zona oeste, que deve ficar na região de Bangu, o Prepara Nem busca alunos e voluntários em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Niterói e Complexo da Maré. A expectativa é chegar a 150 alunos neste ano.

Para arrecadar fundos e divulgar o trabalho, as ativistas e alunas posaram para o fotógrafo Ricardo Schmidt e, com a ajuda de voluntários, publicaram um calendário. As fotos foram tiradas em um estúdio e algumas delas foram usadas nesta matéria.