Ministra francesa diz que medicamento usado em teste não contém cannabis

Da Agência Lusa


A ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine, disse hoje (15) que o medicamento usado em um ensaio clínico na França - que deixou uma pessoa em coma e outras cinco em estado grave - não contém qualquer derivado de cannabis, contrariando informações anteriores.

"Não continha cannabis nem qualquer derivado de cannabis", afirmou a ministra em entrevista coletiva. Os testes foram conduzidos por um laboratório privado para a empresa farmacêutica portuguesa Bial, que já indicou que vai emitir um comunicado sobre o assunto.

Anteriormente, uma fonte próxima do laboratório tinha dito à agência France Presse que o produto testado é uma molécula com efeitos analgésicos contendo um canabinóide.

Segundo a ministra, no laboratório da empresa Biotrial, em Rennes, oeste da França, o medicamento analgésico foi dado a 90 pessoas que participaram voluntariamente dos ensaios clínicos e que começaram a manifestar sintomas no domingo passado.

Pierre-Gilles Edan, diretor do departamento de neurologia do hospital de Rennes, onde os doentes afetados foram internados, afirmou que das seis pessoas afetadas, uma está em morte cerebral e outras três sofreram "lesões que poderão ser irreversíveis".

Edan adiantou que os pacientes têm entre 28 e 49 anos de idade e que a primeira vítima a chegar ao serviço, e que se encontra em coma, apresentava sintomas de acidente vascular cerebral.

A ministra francesa disse que se trata de um acidente inédito na França, cujas causas ainda são desconhecidas, e que todas as pessoas afetadas pertenciam ao mesmo grupo, a quem o medicamento foi ministrado de forma repetida.

Marisol Touraine garantiu que os ensaios clínicos foram interrompidos e ordenou uma inspeção administrativa à "organização, meios e condições de intervenção" do laboratório na realização do ensaio clínico.

O departamento de saúde da Procuradoria de Paris abriu um inquérito e a agência francesa para medicamentos vai fazer uma inspeção técnica no laboratório.

Em uma mensagem divulgada na rede social Twitter, a Biotrial afirmou que o ensaio decorreu “de acordo com todas as regras internacionais” e que providenciou a transferência imediata das pessoas que começaram a manifestar sintomas para o hospital.

O acidente ocorreu na primeira fase do ensaio clínico, quando o medicamento é dado a pessoas saudáveis, conscientes dos riscos.

Antes de ser utilizado em seres humanos, o medicamento, que se destinava a tratar perturbações de humor e ansiedade, foi testado em chimpanzés.

Milhares de pessoas participam todos os anos em ensaios clínicos na França. Muitos são estudantes que procuram ganhar dinheiro para pagar os estudos.

Embora raros, os acidentes com este tipo de ensaios já aconteceram em outros países, como no Reino Unido, onde em 2006 seis homens foram internados depois de serem submetidos a um novo tratamento contra a leucemia e outras doenças.

Em 2001, uma jovem norte-americana de 24 anos morreu quando participava em um ensaio clínico de um medicamento experimental para a asma conduzido pela universidade Johns Hopkins.


Coronel Nunes, atual presidente da CBF, colaborou com a ditadura. E agora ganha indenização

HuffPost Brasil  |  De Rafael Nardini




A longa história de cooperação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com participantes da ditadura do nosso país segue firme e forte. Ganha agora um novo capítulo triste.

Nos informa a Publica, que Antônio Carlos Nunes de Lima, 77 anos, o coronel Nunes, recebe mensalmente R$ 14.768,00 da Força Aérea Brasileira (FAB) como anistiado, “vítima de ato de exceção de motivação política”.

O repórter Lúcio de Castro nos informa que o coronel Nunes também foi agraciado com uma gorda indenização retroativa de R$ 243.416,25.

Corta. Vamos direto para a matéria:

"Nove dias depois de deixar a FAB no posto de cabo por tempo de serviço (entrada em 7/1/1957–saída em 30/12/1966), ele ingressa na Polícia Militar do Pará (entrada em 9/1/1967 – saída em 21/2/1991). Ali, progride sem entraves na hierarquia da PM durante os anos ditatoriais, nos quais a instituição se notabilizou como braço de apoio ao Exército na repressão e extermínio à guerrilha do Araguaia e aos demais movimentos populares e de resistência no Pará".

Da nomeação para frente, a carreira como agente da Polícia Militar foi meteórica. O novo presidente da CBF foi rapidamente alçado ao posto de comandante do batalhão de Santarém (PA) em setembro de 1971.

Capitão em 1972, ajudante de ordens do governador em 1974 e prefeito da sua cidade natal Monte Alegre, no oeste do Pará, em 1977. Um dos muitos políticos sem eleição, tão biônico quanto foi o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que como sabemos, luta para não parar numa cadeia comum nos Estados Unidos.



O que fez então ele merecer a tal compensação como se fosse uma vítima quando tudo leva a crer justamente o contrário? Por que aceitamos que ele seja compensado agora com o cargo mais alto do futebol brasileiro? O que ele sabe sobre bola, atletas, amistosos, competições, vitórias e derrotas?

Ao que parece, o jogo dele é outro. E segue 7x1 para a Alemanha.

ONG pede que o Ministério da Saúde acabe com restrição que impede a doação de sangue por homossexuais no Brasil

HuffPost Brasil  |  De Thiago de Araújo



O Brasil integra uma lista de aproximadamente 50 países nos quais os homossexuais possuem restrições ou até são proibidos de doar sangue. Nesta quinta-feira (14), o Grupo Dignidade, ONG de Curitiba (PR) dedicada a área da promoção e defesa da cidadania e dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), voltou a pedir que o País reveja o tema.

Em ofício dirigido ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, e ao diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa da Silva Júnior, a ONG pede a revisão da portaria nº 2712/2013 do ministério, que trata de procedimento hemoterápicos no País. No 4º parágrafo do artigo 64 consta o seguinte texto, quanto aos considerados inaptos a doar sangue por um ano:

“Homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes”.
Para a ONG, “houve avanços no que tange à redução do período da ‘janela’ de inelegibilidade” dos homossexuais no Brasil”, porém no entendimento da organização é preciso pôr fim a uma regra que faz distinção de prática ou orientação sexual no que diz respeito ao ato de doar sangue. O ofício pontua o que diz o parágrafo 3º do art. 2º da portaria, que veda juízos de valor por “por orientação sexual, identidade de gênero”, entre outros fatores.

“Consideramos desnecessário e discriminatório citar especificamente os homens que fazem sexo com homens, uma vez que estigmatiza os mesmos perante os serviços de saúde e perante a sociedade em geral, além de prejudicar o potencial da captação de doadores de sangue. O inciso II do mesmo artigo da portaria estabelece como inapto à doação de sangue por um período de 12 meses o(a) candidato(a) ‘que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais’. Bastaria acrescentar a este inciso apenas a frase “independente de orientação sexual ou identidade de gênero” e suprimir o atual inciso IV, para que o parágrafo 3º do art. 2º da mesma Portaria cumprisse o objetivo da não discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero.”



Assinado pelo diretor executivo do Grupo Dignidade, Toni Reis, o ofício ainda pontua que “pelo menos outros 17 países não fazem distinção ou não estabelecem critérios específicos de exclusão de gays e outros homens que fazem sexo com homens como doadores de sangue”, dentre os quais constam Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, Espanha, Itália, Portugal e Rússia.

Quanto ao tema, a atual legislação brasileira manteve o texto de outras duas portarias anteriores, uma de 2004, e outra de 2011, e se assemelha ao que adotou os Estados Unidos no fim do ano passado. Já na Argentina, a opção adotada recentemente deixa de se focar na orientação sexual, passando a se preocupar exclusivamente com o estado de saúde e as condições clínicas do doador.

“Doar sangue é um ato de generosidade, cidadania, e não pode ser condicionado à orientação sexual”, disse a ministra da Saúde da França, Marisol Touraine – o país europeu foi outro a alterar os seus procedimentos recentemente.

Em protesto contra refugiados, político alemão 'descarrega' ônibus com 31 sírios na casa de Angela Merkel

HuffPost Brasil



Desde o começo de 2016, a crise de refugiados na Alemanha passou para outro patamar. Após os ataques sexuais em Colônia, na noite de Ano Novo, a chanceler do país, Angela Merkel, tem sido pressionada para rever sua política acolhedora em relação aos milhares de refugiados que chegam ao país todos os dias.

Na última quinta-feira (14), uma pequena cidade do país enviou um ônibus com 31 refugiados sírios para a residência oficial de Merkel. Peter Dreier, perfeito de Landshut e responsável pela iniciativa - classificada por ele como um "ato de desespero" - disse que "é hora de impor um limite".

"Estamos tentando ajudar essas pessoas a se integrar. No entanto, isso não vai funcionar se, neste ano, estivermos diante de uma nova onda de um milhão de pessoas ou mais", afirmou à AFP.
Ativistas condenaram a viagem e chamaram a iniciativa de um golpe publicitário. Vários refugiados, inclusive, não sabiam qual era o real propósito da viagem. De acordo com o conselho de Landshut, todos os que estavam a bordo fizeram a viagem voluntariamente.

"Isso não resolve os problemas, e é um golpe que usa de forma equivocada a situação dos refugiados para enviar a mensagem 'queremos fechar as fronteiras'", afirmou Guenther Burkhardt, ativista defensor dos refugiados.
Merkel vem sendo elogiada por abrir as portas da Alemanha para refugiados que fogem da guerra e da miséria mas também vem sendo alvo de duras críticas, especialmente do estado da Baviera, uma das principais passagens para o país.

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Após a chegada dos refugiados em Berlim, houve um princípio de confusão devido a falta de hospedagem para os 31 asilados. De acordo com a mídia alemã, Dreier acabou pagando um hotel para que todos pudessem pernoitar na capital alemã.

Segundo um porta-voz do governo federal a responsabilidade por acomodar as centenas de milhares de refugiados que chegam à Alemanha nos últimos meses é dos estados e municípios.

Segundo a BBC, o distrito de Landshut, que tem 152 mil habitantes, acolheu 2.100 refugiados, e o número continua a subir.

Tom Hardy: 'Masculinidade não tem nada a ver com ser macho'

HuffPost Brasil  |  De Rafael Nardini




Tom Hardy tem algo a dizer aos homens.

Nesta entrevista ao The Red Bulletin (em inglês), ele afirma ter o maior respeito e admiração por seus amigos que fazem parte do exército. Queria ser um deles, inclusive.

"Essas são as pessoas que lutam pela nossa liberdade. Soldados são um tipo específico de pessoa e eu me sinto um pouco culpado por não ser eu mesmo um deles", conta o ator.

Mas, ao mesmo tempo, ele critica abertamente o pensamento padrão, velho e estranho que colocou nos homens a ideia de vencer na força.

E, então, em dado momento da conversa, o repórter Rudiger Sturm insiste no tema. E daí surge a fala de Hardy:

Um certo grau de violência é uma expressão da masculinidade?
Você precisa aceitar sua própria masculinidade. Mas isso não tem nada a ver com ser macho. Também significa que você pode ser como uma mãe, você tem um papel de cuidar. É sobre consideração, paciência e habilidades cognitivas. E, se você consegue cuidar disso, então, quando morrer, alguém vai se virar e dizer: "Ele era um bom homem".
E o que faz um "bom homem" como um profissional? Tom Hardy responde:

"Você diz para você mesmo: 'Eu vou ajudar esse cara das maneiras que eu posso. Eu vou tentar e fazer o trabalho dele mais fácil'. Mas aí precisa haver reciprocidade. Você ajuda o cara e ele ajuda você".

Em resposta à campanha nas redes sociais, marca britânica cria linha de bonecas com deficiência

HuffPost Brasil



Ponto para a representatividade!

A empresa britânica Makies criou uma linha de bonecas com aparência customizável. Isso inclui dar ao brinquedo características de deficiências físicas..

Com uso de tecnologia de impressão 3D, a empresa criou objetos como cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, andadores, além de marcas de nascença para as bonecas.

A nova linha foi lançada em resposta a uma campanha nas redes sociais em prol da inclusão social no mercado de brinquedos.

Batizada de Toy Like Me (Brinquedo como eu, em tradução livre), a campanha tem como proposta "celebrar a deficiência em brinquedos e chamar a atenção da indústria global para melhor representar as 150 milhões de crianças com deficiências em todo o mundo".

Cada boneca custa US$ 74,99 no site oficial. É possível escolher bonecas com tom de pele branco ou negro, escolher a roupa, o tipo de cabelo e cor dos olhos, além de adicionar outros objetos e detalhes físicos.



Parece que bater na tecla da representatividade também importa, não é mesmo?! ;)

Universidade de Stanford lança o primeiro curso de liderança exclusivo para profissionais LGBT

HuffPost Brasil  |  De Luiza Belloni



Com o objetivo de aumentar o número de profissionais LGBT em cargos de diretoria e presidência, a Universidade de Stanford, pela primeira vez, lançou no início deste ano um programa de liderança voltado exclusivamente para gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans.

O curso LGBT Executive Leadership Program, ministrado na Graduate School of Business de Stanford, tem início previsto para julho deste ano, com avaliações pessoais de liderança, treinamento de gestão e estratégia e um "poderoso networking para acelerar a carreira."

"Este é o único programa de formação executiva oferecido por uma escola de negócios líder para solucionar uma significativa lacuna de liderança para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros no level C [CEO. CFO, COO, etc]."
De fato, apesar do progresso em relação à união civil de pessoas do mesmo sexo, pouco se fala sobre o mercado de trabalho -- sobretudo em cargos executivos. Com pouquíssimas exceções (como Tim Cook, presidente da Apple), assumir a homossexualidade sendo diretor ou presidente de uma empresa é algo raro não só nos Estados Unidos e no Brasil, como em quase todo o mundo.

"Estamos em um ponto de inflexão", disse Dr. Thomar Wurster, um dos diretores do programa ao jornal The Wall Street Journal. "As empresas se movem rapidamente para incentivar a diversidade em suas equipes de liderança, mas o que vemos é um número muito baixo de altos executivos LGBT."

O curso tem duração de uma semana e um custo total de US$ 12 mil (ou cerca de R$ 47,8 mil, de acordo com a cotação do Banco Central de hoje). Para se candidatar a ele, o profissional precisa ter pelo menos dez anos de experiência profissional e ao menos cinco anos em um cargo de gestão. Veja um vídeo de introdução do curso (em inglês):


Por que a indicação de 'O Menino e o Mundo' ao Oscar é mais que merecida

HuffPost Brasil  |  De Amauri Terto




A animação O Menino e o Mundo vai representar o Brasil no Oscar 2016.

Se você não teve a chance de conferir o filme na telona ou não sabia da sua existência, fique calmo. Vamos te contar aqui os detalhes da obra e mostrar por que sua indicação ao maior prêmio da indústria do cinema de Hollywood é mais que merecida.

Dirigida por Alê Abreu, responsável pelo O Garoto Cósmico, a animação acompanha a trajetória de um garoto que deixa a vida bucólica no campo em busca do pai. Ele acaba descobrindo uma nova sociedade caótica e desigual, marcada pelo consumo excessivo, pela opressão industrial e devastação do meio ambiente.

A história do filme é contada sob uma atmosfera poética sem uso de diálogos – com exceção dos alguns trechos falados em um português de trás pra frente. Nesse cenário, a música é um personagem de destaque. Gustavo Kurlat e Ruben Feffer assinam a trilha e conta com canções de Emicida e do percussionista Naná Vasconcelos.





O Menino e o Mundo faz inúmeras referências ao Brasil. O ambiente criado é resultado de uma pesquisa realizada antes do filme, que seria usada para um documentário sobre músicas de protesto na América Latina.




No entanto, de acordo com o diretor, o filme não se passa exatamente aqui. À revista Época, o diretor revelou:

“Ele é um menino simbólico, universal. Ele poderia ser um menino de qualquer cidade grande. Ele representa a força de renascimento das coisas, a esperança, a crença. É um menino muito universal.”
Essa combinação de poesia e universalidade talvez tenha feito o filme cair nas graças da crítica especializada.

Com o menor orçamento entre os indicados (US$ 500 mil), o filme foi lançado em 2014 e até agora recebeu 45 prêmios, incluindo o de melhor animação no Festival Annecy, na França, o mais respeitado prêmio da categoria em todo o mundo. Detalhe: o prêmio foi concedido tanto pelo júri quanto pelo público.



No próximo dia 28 de fevereiro, data da cerimônia do Oscar, essa coleção de prêmios pode aumentar. O páreo, no entanto, não será fácil.

O Menino e o Mundo concorre à estatueta ao lado de outras quatro animações muito bem avaliadas pela crítica: Anomalisa, de Charlie Kaufman (o mesmo de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), As Memórias de Marnie, de Hiromasa Yonebayashi (integrante do cultuado estúdio de animação japonesa Studio Ghibli) e Divertida Mente, de Pete Docter (aposta de Disney/Pixar que dispensa apresentações).

Difícil, mas não impossível. Fica aqui a nossa torcida! o/

Agora é que são elas: 50% da nova equipe da NASA é composta por mulheres

Revista Claudia




Quem disse que ciência não é coisa de menina?

Pela primeira vez na história, as mulheres correspondem a 50% da equipe de astronautas da NASA - Agência Espacial Norte-americana. E tem mais: a ideia é que elas façam parte da missão tripulada que deve ir para Marte em 2030.

São 56 milhões de quilômetros da Terra até lá e uma viagem que durará pelo menos nove meses. A tarefa é das maiores: com a descoberta recente de evidências de água líquida no planeta, as astronautas serão responsáveis por colaborar com importantes estudos científicos.

Para lidar com isso, as viajantes do espaço têm que estar nas melhores condições possíveis. No processo seletivo realizado pela NASA em 2013, algumas das exigências eram que as candidatas tivessem cidadania norte-americana; diploma nos campos de tecnologia, engenharia, ciência ou matemática; ter mais de três anos de experiência nessas áreas; condições físicas para participar dos treinos e, o essencial, paixão pela ciência.

Agora, as astronautas que saíram de uma seleção com seis mil candidatos, se preparam intensamente para desbravar o universo - e o treinamento não é moleza: inclui mergulho em grandes profundidades, jets supersônicos e voos de avião de alta velocidade.

Mal podemos esperar para vê-las desbravando o universo!

Em 11 meses, Colorado recolhe mais de R$ 480 milhões em impostos da maconha

HuffPost Brasil



O mercado da maconha do Colorado segue acumulando marcas expressivas. Entre janeiro e novembro de 2015, as vendas de maconha recreativa e medicinal registraram impressionantes US$ 895 milhões (R$ 3,5 bilhões), segundo informações estatais e levantamento do site americano The Cannabist.

Em 2014, durante o ano todo, o mercado já havia sido absurdamente bem sucedido, com US$ 700 milhões (R$ 2,7 bilhões).

A estimativa é de que no ano o estado tenha levantado US$ 121 milhões (R$ 484 milhões) com as vendas.


No Colorado, são três tipos impostos para a maconha recreativa, flutuando de 2,9% até 15%. Em novembro, foram US$ 10 milhões (R$ 40 milhões) recolhidos com maconha recreativa e US$ 1,5 milhão (R$ 6 milhões) para as vendas de produtos medicinais.

Obedecendo uma emenda estadual de 1992, os novos impostos no estado precisam ser referendados pela população. Vem daí também a previsão para devolver aos contribuintes os valores que superarem as estimativas. Foram os eleitores também que aprovaram a taxação de 15% sobre a droga para educação e outros 10% para despesas gerais.

A droga foi legalizada em "Rocky Mountain", como é conhecida a região, em 2012. E as medidas se aprofundaram no ano passado, quando foi legalizado também o uso recreativo.

Charlie Hebdo passa de todos os limites ao ironizar criança síria que morreu afogada

HuffPost Brasil



A revista francesa Charlie Hebdo voltou aos holofotes nesta quinta-feira (14).

A publicação, que foi alvo de um atentado terrorista em janeiro do ano passado, estampou o menino sírio Alan Kurdi em uma das suas charges.


A figura, que está nas páginas da última edição da Charlie Hebdo sugere que Alan assediaria mulheres caso chegasse e crescesse na Alemanha.

"No que teria se transformado o pequeno Aylan se ele tivesse crescido?", diz a legenda. "Apalpador de bundas na Alemanha".
A figura tenta ligar a morte do menino, que fugia com sua família do conflito sírio, ao recente episódio de assédios sexuais em Colônia, onde a maioria dos suspeitos era de origem estrangeira. Os ataques levantaram o debate sobre o crescente fluxo de imigrantes e refugiados na Alemanha.

O site news.au, no entanto, pondera que a charge pode ser uma tentativa em satirizar a atitude da extrema-direita europeia, que sustenta que todos os refugiados são criminosos em potencial.

Já segundo o Mashable, parte da família de Alan, que vive no Canadá, chamou o desenho de "nojento". O pai, a mãe e o irmão de Alan tentavam chegar na Europa para, de lá, ir ao Canadá. O pedido de asilo da família no país norte-americano foi negado e, após perder os familiares, o pai da Alan voltou para a Síria.

A foto de Alan, morto nas areias de uma praia da Turquia, ganhou repercussão mundial e chamou - ainda mais - atenção da imprensa para a crise de refugiados. Em setembro, a publicação já havia feito menção - e sofrido severas críticas - a Alan.

Melissa Fleming, porta-voz da agência para refugiados da ONU classificou a charge como "ultrajante". Segundo o Mashable, a imagem é de autoria de Laurent Sourisseau, conhecido como Riss. Ele estava na redação do periódico quando os terroristas abriram fogo e deixaram 12 mortos. Ele foi atingido no ombro.

Minas Gerais terá programa de reintegração social para travestis e transexuais

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli



A população transgênera de Minas Gerais terá um programa de inclusão social. O anúncio foi feito na última terça-feira (12) pelo governo estadual, atualmente sob comando de Fernando Pimentel (PT). As informações são da Agência Minas.

O programa, por ora informalmente batizado de "Cidadania Trans", se inspira no TransCidadania, da prefeitura de São Paulo, e faz parte da comemoração do Dia Nacional da Visibilidade Trans, 29 de janeiro (anote aí!)

Consiste, basicamente, em uma ação para reintegrar travestis e transgêneros em situação de vulnerabilidade à sociedade, por meio de oportunidades de acesso e permanência na educação regular em qualquer modalidade e ao mercado de trabalho formal.

O "Cidadania Trans" é elaborado por uma parceria que envolve as secretarias do Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), Educação, Saúde, Trabalho e Desenvolvimento Social, além de movimentos sociais engajados na causa dos direitos de pessoas trans.

"A gente tem que começar a dar visibilidade para essa população, que sempre foi invisível", disse Douglas Miranda, coordenador da Especial de Políticas da Diversidade Sexual da Sedpac, à Agência Minas.

"Nossa intenção é a de garantir cursos de capacitação para esses homens e mulheres, buscar parcerias com o Sistema 'S' proporcionar educação a jovens e adultos e também um olhar dos ambulatórios e a harmonização junto ao Sistema Único de Saúde."

Na terça, foi discutida a formação de um Grupo de Trabalho do Projeto de Cidadania Trans de Minas Gerais.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Universidade Federal de Minas Gerais (NUH-UFMG), o Instituto Pauline Reichstu, a ONG Cellos-MG tiveram representantes na reunião.

A iniciativa do Estado vem na sequência da inclusão de campos predefinidos em boletins de ocorrência para registro de orientação sexual e gênero, nome social e causa ou motivação presumidos.

Defensora dos Direitos Humanos pode ser condenada à prisão perpétua na China

HuffPost Brasil



Autoridades chinesas prenderam formalmente, nesta semana, uma das mais proeminentes advogadas ligada aos Direitos Humanos no país.

Wang Yu foi acusada de subverter o Estado, segundo sua defesa. A prisão de Wang é parte de uma repressão aos ativistas que ajudam chineses a lutarem por seus direitos legais. O marido da advogada também foi preso.

Junto com centenas de outros advogados, ela foi levada sob custódia em julho do ano passado e acusada, no mês seguinte, de incitar subversão e "causar uma perturbação". Geralmente, esse tipo de acusação é levantada contra os críticos do regime.

Sua detenção formal, no entanto, é um passo a mais: o procedimento geralmente leva a um julgamento e a uma condenação nas cortes chineses, controladas pelo Partido. De acordo com a BBC, ela pode ser condenada à prisão perpétua. Pelo menos cinco advogados de Direitos Humanos já foram presos formalmente sob a mesma suspeita.

A Anistia Internacional classificou a sentença como uma "tentativa deliberada das autoridades chinesas em algemar uma 'campeã da liberdade de expressão'".

Para Dilma, denúncias recentes sobre corrupção "são repetições"

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio


A presidenta Dilma Rousseff fez hoje (15) uma crítica aos vazamentos das investigações da Operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. Durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, Dilma disse que as últimas denúncias que têm sido divulgadas na imprensa sobre pedidos de doações a campanhas eleitorais para o PT "são repetições." Ela se ofereceu para fornecer todos os documentos sobre as licitações e contratos assinados pela estatal.

"Nos últimos dias tem havido denúncias. Essas denúncias são de vazamentos públicos. Eu não sei nem se as delações foram feitas ou não, se é delação de quem, vazamento de quem. Agora não tem nenhuma novidade nessa questão. Nenhuma", afirmou.

Na avaliação da presidenta, os vazamentos de quebra de sigilo telefônico que envolvem ministros do seu governo, como o chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, bem como as delações premiadas, precisam ficar mais claras. "Tem uma hora que fica difícil. A gente não sabe quem diz, quem falou e se é garantido. Não tem clareza para nós. Para nós, a pergunta nunca vem muito clara. Quem diz, é verdade que diz. Quem garante que diz? E disse aquilo mesmo? Em que contexto?", afirmou.

Respostas

Segundo Dilma, o governo vai responder a todos os questionamentos feitos por jornais a respeito de "quem quer que seja". "Então, nós responderemos, eu responderei qualquer coisa em quaisquer circunstâncias. Tem uma parte que é pública e notória, é repetição, não tem novidade nenhuma. E não é desse ano não. Há dois anos que corre por aí. Já teve até em CPI. Então, querem a informação, eu dou, não só o calhamaço feito, mas todas as atas do Conselho da Petrobras", disse.


Aprovar CPMF é fundamental para o país sair da crise, diz Dilma

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio


A presidenta Dilma Rousseff defendeu agilidade na aprovação da proposta de emenda à Constituição que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Acho que é fundamental para o país sair mais rápido da crise  aprovar a CPMF", disse, durante café da manhã com jornalistas, hoje (15), no Palácio do Planalto.

"Reequilibrar o Brasil em um quadro em que há queda da produtividade implica necessariamente, a não ser que nós façamos uma fala demagógica, em ampliar impostos. Estou me referindo à CPMF", afirmou, ao ser perguntada sobre as dificuldades que o governo terá este ano na relação com o Congresso Nacional.

Dilma argumentou que a CPMF é a solução mais viável do ponto de vista da arrecadação do governo, pois é de "baixa intensidade" e ao mesmo tempo "permite controle de evasão fiscal". De acordo com a presidenta, o imposto também é o que menos impacta na inflação.

TCU

A presidenta disse ainda que o governo não errou na questão dos passivos apontados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) relativos a atrasos nos repasses a bancos públicos e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“O que aconteceu no final do ano é que o governo pagou tudo o que o tribunal de contas apontou que era o que o governo devia às instituições de crédito: [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] BNDES, Caixa [Econômica Federal] e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O governo pagou isso não porque reconheça qualquer erro na questão na forma pela qual nós estávamos atuando. Por que não reconhecemos o erro? Porque a legislação não previa”, explicou.

Segundo a presidenta, “como o tribunal passou a prever”, o governo pagou os bancos públicos e as instituições. “Ao pagarmos, aumentou a liquidez dos referidos bancos e das instituições. Eles passaram a ter um dinheiro que os órgãos de controle disseram que o governo devia a eles.”

No dia 30 de dezembro, o Tesouro Nacional informou que a União pagou R$ 72,375 bilhões em passivos a bancos públicos e ao FGTS. Do total, R$ 55,572 bilhões se referem a passivos de 2014 e R$ 16,803 bilhões a obrigações de 2015. O Tesouro explicou que fez os pagamentos seguindo entendimento do TCU.

*Matéria alterada às 13h25 do dia 15/01/2016 para acréscimo de informação.


Com queda de carteira assinada, aumenta trabalho doméstico e por conta própria

Vinícius Lisboa - repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante


Mercado de trabalho passa por mudanças com queda no número de trabalhadores com carteira assinadaArquivo/Agência Brasil

O mercado de trabalho brasileiro está sofrendo uma mudança estrutural com a queda no número de empregados com carteira assinada no setor privado, analisou hoje (15) o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Sem as garantias do emprego formal, muitos brasileiros estão recorrendo à abertura de pequenos negócios e atividades de trabalho por conta própria, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Em um ano, 1,184 milhão de pessoas (-3,2%) perderam trabalho com carteira assinada se levados em consideração os meses de agosto, setembro e outubro de 2015 e 2014. O número de empregadores subiu 5,7%, ou 219 mil, e o de trabalhadores por conta própria, 4,2%, ou 913 mil. A renda desses dois grupos, no entanto, teve variação de -3,5% e -5,2%.

Cimar lembra que o emprego com carteira assinada no setor privado teve uma trajetória de elevação nos últimos anos. "É um número que por um bom tempo esteve em alta e que foi considerado por alguns economistas como o boom da carteira assinada", disse ele, ao explicar as consequências dessa inversão. "As pessoas que estão perdendo a carteira assinada e recebendo indenização muitas vezes acabam abrindo o próprio negócio."

População desocupada

O aumento da população desocupada atingiu recorde. São aquelas pessoas que procuraram emprego e não encontraram. O acréscimo desse grupo em um ano chega a 38,3%, o que em números absolutos significa 2,5 milhões de pessoas a mais. O aumento dessa parte da população foi a explicação do IBGE para o crescimento da taxa de desocupação, que passou de 6,6% em agosto-setembro-outubro de 2014 para 9% no mesmo trimestre de 2015. Segundo o IBGE, a taxa de desocupação subiu em todas as dez pesquisas realizadas em 2015, e o valor atingido em outubro é o maior da série histórica iniciada em 2012.

População ocupada

A população ocupada ficou estável em cerca de 91 milhões de pessoas, porque as pessoas que perderam emprego de carteira assinada se inseriram nas categorias empregador, trabalhador por conta própria e trabalhador doméstico. Essa inserção ocorre principalmente no comércio e nos serviços, setores em que empreender requer menos investimentos.

"Esses grupamentos são mais aderentes ao processo de montar o seu empreendimento. É o canal mais fácil", afirma Cimar. "É mais difícil para um pequeno empregador montar uma indústria", acrescenta.

Trabalho doméstico

O coordenador da pesquisa aponta ainda que outra consequência dessa mudança estrutural é o crescimento do trabalho doméstico, que perde renda nesse cenário em que enfrenta mais concorrência e uma população com menos poder aquisitivo para contratá-lo.

"Quando não consegue um trabalho à altura, ele [o desempregado] busca opções, e as opções são, principalmente quando não há reservas, o trabalho doméstico e o trabalho no comércio voltado para a informalidade", explica. "Às pessoas com nível de renda mais alto é dada a possibilidade de ir para a fila da desocupação. As pessoas com renda mais baixa, para se manter na legalidade, têm que imediatamente conseguir um trabalho", completa o coordenador.

Segundo a Pnad Contínua, a renda do trabalhador doméstico caiu 2,4% entre os meses estudados de 2014 e 2015. Já o número de trabalhadores subiu em 154 mil, com alta de 2,6%.

Setor de maior formalização, a indústria teve uma perda de 751 mil trabalhadores na passagem entre esses dois períodos.


Dilma diz que Previdência é assunto que mais preocupa governo

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante


Brasília - Presidenta Dilma Rousseff durante café da manhã com jornalistas no Palácio do PlanaltoIchiro Guerra/PR

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (15) que a situação da Previdência é o assunto que mais preocupa o governo neste momento. Em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, ela destacou que a reforma da Previdência deve ser estudada de forma técnica e política. Participaram do encontro correspondentes estrangeiros e dos veículos online.

“Acho que a questão mais importante para o país é a Previdência. Isso não quer dizer que tentativas golpistas não sejam importantes”, disse ao ser perguntada sobre qual assunto é mais urgente para sua gestão: a Previdência ou os pedidos de impeachment. “O impeachment tem uma repercussão política, o que significa [pôr em xeque] a estabilidade democrática do país”, completou.

Segundo ela, há duas alternativas para lidar com o déficit da Previdência: o aumento da idade mínima para aposentadoria e a continuidade da fórmula 85/95 – soma do tempo de contribuição e idade até atingir 85, para as mulheres, e 95 para os homens. Na prática, a fórmula 85/95 permite que os trabalhadores se aposentem mais cedo do que pelo cálculo do fator previdenciário.


Novas regras para operadoras de planos de saúde entram em vigor em maio

Paula Laboissière - repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante



As novas regras para atendimento de planos de saúde entram em vigor no dia 15 de maioArquivo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (15) novas regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Resolução Normativa 395, entram em vigor no dia 15 de maio. A multa em casos de descumprimento da norma varia de R$ 30 mil a R$ 100 mil. Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de unidade de atendimento presencial, em horário comercial durante os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as de autogestão.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico durante 24 horas, sete dias por semana, enquanto as de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, devem prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

Procedimentos e serviços

A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.

O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS.

Arquivamento

O texto prevê ainda que as operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 dias, e disponibilizar, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário, identificando o registro numérico de atendimento, assegurando a guarda, manutenção da gravação e registro. O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos, em até 72 horas a contar da realização do pedido.

“Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa – neste caso, os valores vão de R$ 80 mil a R$ 100 mil”, concluiu a ANS.


















Orçamento da União de 2016 é publicado no Diário Oficial

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante


O Orçamento Geral da União de 2016 estima receitas no montante de R$ 3 trilhõesArquivo/Agencia Brasil

O Orçamento Geral da União de 2016, sancionado ontem (14) sem vetos pela presidenta Dilma Rousseff, estima receitas no montante de R$ 3 trilhões. Desse total, para os orçamentos fiscal e da seguridade social, a receita estimada é R$ 2,9 trilhões. Para o refinanciamento da dívida pública federal estão previstos R$ 885 bilhões. A íntegra do Orçamento foi publicada na edição de hoje (15) do Diário Oficial da União.

A lei também fixou que as fontes de recursos para financiamento das despesas do Orçamento de Investimento somam R$ 97 bilhões, destinados a ministérios para obras e projetos.

Aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado, a Lei Orçamentária Anual (LOA) inclui previsão de queda de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB) e inflação oficial de 6,47%.

Com a sanção integral do texto aprovado pelos parlamentares, Dilma manteve a previsão de repasse de R$ 819 milhões para o Fundo Partidário, valor considerado alto por alguns especialistas. A justificativa para a manutenção deste valor na lei é que este será o primeiro ano eleitoral em que o financiamento privado de campanhas estará proibido.

Dilma também manteve no Orçamento a estimativa de R$ 10 bilhões de receitas provenientes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que ainda não foi recriada. O ponto causou polêmica durante o debate entre os parlamentares, já que a proposta de emenda à Constituição que determina o retorno do tributo ainda não foi aprovada pelo Congresso.




Governo reajusta benefícios de servidores federais

Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio


Os planos de saúde de servidores federais tiveram aumento de 22,62%. O acréscimo no valor repassado pela União para custear a assistência à saúde suplementar dos servidores ativos, aposentados e dependentes será calculado a partir do dia 1º de janeiro.

Com a medida, publicada em portaria do Ministério do Planejamento no Diário Oficial da União, o valor per capita médio passa de R$ 117,78 para R$ 145. No texto, os valores são especificados de acordo com faixas de renda e de idade. Os acréscimos foram calculados a partir do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - nos últimos três anos.

Outras duas portarias publicadas pelo ministério trazem valores reajustados do auxílio-alimentação e da assistência pré-escolar – conhecido como auxílio-creche - para os servidores públicos do Poder Executivo Federal.

 O IPCA também balizou a revisão do valor do auxílio-alimentação, que teve aumento de 22,78% em relação ao valor anterior, de R$ 373, passando a ser fixado em R$ 458 mensais. No caso do auxílio-creche o valor máximo do repasse foi fixado em R$ 321 a partir do cálculo feito pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para a creche pública integral.  Os reajustes, segundo assessoria do Ministério do Planejamento, foram acertados durante a negociação salarial de 2015 com os servidores.


Impunidade para os agentes da ditadura era total, diz Clarice Herzog

Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado




As mortes em sequência do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975, e do metalúrgico Manoel Fiel Filho, em janeiro de 1976, três meses depois, foram para Clarice Herzog, viúva do jornalista, uma demonstração de como a impunidade acobertava as ações criminosas dos agentes da ditadura.

“A impunidade era tão grande. Eles se sentiam tão poderosos que podiam mostrar aquela foto do Vlado enforcado com pé no chão e o Fiel Filho enforcado, sentado numa privada. É uma vergonha, porque nem se preocupavam em fazer uma farsa bem-feita, porque a impunidade para eles era total”, disse à Agência Brasil.

 O jurista Helio Bicudo atuou no processo sobre a morte de Fiel e colheu depoimentos de presos que estiveram com o metalúrgico no DOI-Codi

O jurista Hélio Bicudo atuou no processo sobre a morte de Fiel e colheu depoimentos de presos que estiveram com o metalúrgico no DOI-CodiRovena Rosa/Agência Brasil

O jurista Hélio Bicudo, na época promotor público, colheu depoimentos de ex-presos da época da ditadura para validar a versão de assassinato praticado por agentes do Estado. “Ninguém que atuava na área poderia acreditar que aquilo foi suicídio. Sabia-se, como foi no caso do Herzog, que era uma morte praticada pela polícia política”, disse.

Bicudo destaca que os dois episódios, as mortes de Herzog e de Fiel Filho, foram importantes para reconstrução da democracia no Brasil. “Essas duas mortes mostravam que a atuação dos agentes da repressão se manifestava não só na classe média, mas também na classe operária, como é o caso do Manoel. Foi uma morte que trouxe um anseio de mobilização para a sociedade, de necessidade de mudança”, afirmou.


Agentes da ditadura vão ao velório e ao enterro de Manoel Fiel Filho

Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado




Hoje com 56 anos - tinha 16 quando o pai morreu - Márcia Fiel conta que, aos poucos, a família foi entendendo o significado da morte de Manoel. “Não sabíamos nada [da atuação política dele]. A única coisa que sabíamos é que ele ia muito ao sindicato”, disse. Ela lembra que, durante o velório e o enterro, agentes da repressão estiveram no local.

“Estavam descendo o corpo e eles em cima da tampa. Enquanto a pedra não cimentou, eles não saíram de cima. Não podia falar nada, abrir a boca”, lembrou. Ao deixar o Cemitério da Quarta Parada, em Água Rasa, na capital paulista, onde o corpo foi enterrado, Márcia, a irmã Aparecida, e a mãe Thereza foram para casas diferentes. “A gente tinha medo que eles voltassem para pegar a gente”, afirmou Márcia.


Sepultura de Manoel Fiel Filho no Cemitério da Quarta Parada, em Água Rasa, em São PauloRovena Rosa/Agência Brasil

Certa tranquilidade para a família só veio após verem publicada a notícia de que a morte de Fiel Filho tinha levado ao afastamento do comandante do 2º Exército. “A gente viu a reportagem na televisão. Eu falei: 'não precisa mais a gente ficar se escondendo, porque já está público o negócio'”, disse Márcia à Agência Brasil.

Ainda hoje, em uma pasta, Márcia reúne todos os recortes de jornais da época. Segundo ela, ali começava a peregrinação para ver restabelecida a verdade em torno da morte do pai. “Era difícil até para conseguir advogado, porque as pessoas tinham medo de pegar essa ação. Só conseguimos com a ajuda da Cúria [por meio de dom Paulo Evaristo Arns]”.

Impunidade

Passados 40 anos da morte de Manoel Fiel Filho, torturado e assassinado na carceragem do DOI-Codi do 2º Exército, em São Paulo, impunidade e falta de reconhecimento são ressentimentos presentes na família do metalúrgico. Aparecida Fiel, de 60 anos, filha mais velha, diz que, somente após 20 anos da morte do pai, a mãe Thereza recebeu o valor referente à indenização salarial pela morte do marido. “Não foi uma indenização em que eles reconhecem que mataram o meu pai. Foi cálculo da diferença da aposentadoria”, afirmou. Ela informou que, atualmente, a mãe já não recebe mais o valor complementar, pois o cálculo foi feito até os presumíveis 75 anos de Manoel. “É como se ele trabalhasse até esta idade. Agora a mãe recebe somente a pensão”, explicou.

Documento sobre o pedido de arquivamento do Inquérito Policial Militar para investigar a morte de Manoel Fiel Filho Imagem do Arquivo Público de São Paulo

O pedido de indenização da família, que inclui a revisão do inquérito, com o reconhecimento de que agentes do Estado foram responsáveis pelo assassinato, foi feito em 2006. “Está parado. Há dez anos que aguardamos. Nem sei onde está o processo”, diz Márcia Fiel, filha mais nova do casal. Segundo ela, foi preciso muito esforço, recorrendo a políticos para ver o primeiro processo caminhar na Justiça. Márcia critica o fato de que as perdas ficaram apenas para as vítimas. “Eles [torturadores] viveram muito bem durante todo esse tempo. Qual que é a punição? Tira a aposentadoria deles. Foi o que aconteceu comigo e com a minha mãe. Alguém pensou se a gente ia ter o que comer ou não? Meu pai era o arrimo da família.”

Reconhecimento

A família de Manoel Filho também se ressente por achar que o metalúrgico é pouco lembrado pelo papel que sua morte teve na retomada da democracia no Brasil. “Lembraram do Herzog no ano passado. Quero ver se vão lembrar do meu marido”, disse Thereza Fiel. Para Aparecida, ficou uma mágoa. “Olha quanta coisa que mudou depois do que aconteceu com o meu pai, e nada disso foi divulgado. O estado dele, que é Alagoas, tem muita coisa dele lá, conversei com as pessoas e ninguém sabe da história. Pelo menos de onde ele veio, pensei que soubessem mais”, afirmou.

Filhas de Manoel Fiel, Aparecida (de vermelho) e Márcia mostram documentos e recortes de jornais que registram a morte do paiRovena Rosa/Agência Brasil

Para Márcia, a valorização de Fiel Filho veio do segmento operário. “A classe trabalhadora sempre valorizou muito o meu pai. Fizeram muita homenagem, mas, politicamente, essa abertura toda que houve [do processo democrático] depois da morte do meu pai nunca foi valorizada como devia”, avaliou. Clarice Herzog, viúva de Vladimir Herzog, considera que a história de Fiel Filho também deve ser mais lembrada. “A maior repercussão [do Herzog] foi porque ele era jornalista. Era um homem conhecido nacional e internacionalmente. Ele dava aula na universidade. Toda essa conjuntura fez com que tivesse uma repercussão maior”, disse.


Manoel Fiel Filho: brasileiro, metalúrgico, assassinado

Da Agência Brasil Edição: Aécio Amado


O assassinato de Manoel Fiel Filho naquele 17 de janeiro de 1976, na carceragem do DOI-Codi do 2º Exército, em São Paulo, não teve a mesma repercussão da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida menos de três meses antes no mesmo local e em circunstância semelhante.

Sepultura de Manoel Fiel Filho no Cemitério da Quarta Parada, em Água Rasa, São PauloRovena Rosa/Agência Brasil

Assim como Vladimir, Fiel foi morto sob tortura dos agentes da ditadura. A imprensa só soube do acontecido três dias depois, após a divulgação de uma nota lacônica pelo 2º Exército informando que o metalúrgico havia cometido suicídio.

Apesar da pouca repercussão, o assassinato do metalúrgico irritou o presidente Ernesto Geisel, que mandou demitir o comandante do 2º Exército, general Ednardo D’Ávila Mello, praticamente desmontando a máquina de tortura e morte que funcionava no DOI-Codi de São Paulo. A saída de Ednardo não acabou com as violações aos direitos humanos nos porões da ditadura, mas os torturadores passaram a ser mais "cuidadosos" e a linha dura militar perdeu força política dentro das Forças Armadas, o que levou, em 1977, à derrota do general Sylvio Frota, em suas pretensões de suceder Geisel na Presidência da República. O presidente escolhido por Geisel foi o general  João Baptista Figueiredo.

No próximo domingo, 17 de janeiro de 2016, o assassinato do metalúrgico Manoel Fiel completa 40 anos. E a Agência Brasil apresenta hoje (15) uma reportagem especial sobre esse triste episódio da história do Brasil.

A repórter Camila Maciel e a fotógrafa Rovena Rosa foram até a cidade de Bragança Paulista, a 90 quilômetros de São Paulo, onde conversaram com a mulher e as filhas de Manoel Fiel Filho. “Meu marido morreu e salvou a turma que estava presa lá [no DOI-Codi]”, disse Thereza Fiel à Agência Brasil, ressaltando que o assassinato do marido provocou mudanças no tratamento dado aos presos políticos da época.

A reportagem entrevistou também Clarice Herzog, mulher de Vladimir, e o jurista Hélio Bicudo, que atuou no processo aberto contra o Estado brasileiro, responsabilizando-o pela morte do metalúrgico.



Bancos: TED sem limite mínimo entra em vigor hoje

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio


Febraban diz que medida vai facilitar a vida do consumidor ao transferir dinheiro entre bancosAgencia Brasil/arquivo

A partir de hoje (15), não haverá mais limite mínimo para a emissão de Transferência Eletrônica Disponível (TED). Até ontem (14), o valor mínimo era R$ 250,00.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o objetivo da mudança é facilitar a vida do consumidor na hora de fazer transferências de dinheiro entre bancos diferentes. Criada em 2002, a TED foi instituída com o novo Sistema de Pagamentos Brasileiros (SPB).

Ao utilizar a TED, o valor da transferência de um banco para o outro é creditado na conta do favorecido no mesmo dia, se a transferência for realizada dentro do horário do atendimento bancário. Não existe limite máximo para a emissão de uma TED.

Para a Febraban, desde a sua criação, a TED oferece vantagem em relação aos cheques e ao Documento de Crédito (DOC), que só ficam disponíveis após a compensação tradicional, que demora, no mínimo, um dia útil. Essas transferências transitam pela Compe - Serviço de Compensação de Cheques e Outros Papéis. O valor máximo de um DOC é de R$ 4.999,99.

As tarifas cobradas para a realização de TED variam de banco para banco, conforme a política comercial de cada um. Para saber os preços das tarifas, os consumidores podem consultar o Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (Star) da Federação Brasileira de Bancos www.febraban-star.org.br.



Ebola volta a matar na África

Da Agência Lusa


A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou hoje (15) a morte de uma estudante de 22 anos, em Serra Leoa, causada pelo Ebola, um dia depois de ter anunciado o fim da epidemia. Segundo fontes oficiais e da própria OMS, a mulher fora internada num hospital de Magburaka, no norte do país e já próximo da fronteira com a Guiné-Conacri, e acabou morrendo quinta-feira, depois de os testes terem confirmado a doença. A mulher, que se encontrava de férias com a família, morreu em casa e a sua morte foi comunicada a um hospital, que confirmou as causas.

Augustine Junisa, responsável distrital de Saúde de Magburaka, disse aos jornalistas que serão efetuados mais testes ao longo do dia de hoje, visando avaliar se os familiares foram contaminados. Ela apelou à população da região, estimada 40 mil habitantes, para que se mantenha calma.

A confirmação surgiu horas depois de a OMS ter dado por encerrada a epidemia de Ebola na África Ocidental, vírus que, identificado pela primeira vez há quatro décadas, afetou 28.637 pessoas e matou 11.315 delas. Iniciada em dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, a epidemia propagou-se depois aos vizinhos Libéria e Serra Leoa, países que concentraram 99% dos casos, além da Nigéria e Mali.

No comunicado da última quinta-feira, a OMS admitiu, porém, que o balanço está subavaliado e advertiu que o risco persiste porque o vírus permanece em certos líquidos corporais de sobreviventes, principalmente no esperma, onde pode subsistir até nove meses.

Na quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, admitiu a possibilidade de o vírus poder reaparecer "nos próximos anos", mesmo que a sua amplitude e frequência devam "diminuir" com o tempo.

A Libéria foi o primeiro país a ser declarado "livre da transmissão" de Ebola, em maio de 2015, enquanto em Serra Leoa isso ocorreu em 7 de novembro último. Na Guiné-Conacri, anúncio semelhante foi feito a 29 de dezembro.


Turquia detém 21 intelectuais que assinaram manifesto pela paz

Da Agência Lusa


A polícia turca deteve hoje (15) 21 intelectuais que assinaram um manifesto pedindo o fim das operações do Exército contra a rebelião curda.

Por determinação do Ministério Público, 21 acadêmicos foram detidos durante a madrugada e colocados sob custódia policial em Kocaeli, no Noroeste da Turquia, no âmbito de um inquérito sobre “propaganda terrorista” e “insulto às instituições e à República turca”, informou a agência de notícias oficial Anatolia.

Quase 1.200 pessoas assinaram segunda-feira (11) a “Iniciativa de universitários pela paz”, que reivindica o fim da intervenção das forças de segurança contra os integrantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), no Sudeste do país, de maioria curda.

No texto intitulado “Não seremos associados a este crime” é denunciado um massacre deliberado e planejado, em total violação das leis turcas e dos tratados internacionais firmados pelo país.

A petição foi assinada por intelectuais turcos e estrangeiros, caso do linguista e pensador norte-americano Noam Chomsky.

Em discurso nessa quinta-feira em Ancara, o presidente Recep Tayyip Erdogan disse que o grupo de universitários "colocou-se claramente no campo da organização terrorista [em referência ao PKK] e cuspiu o seu ódio sobre o povo turco”. Para ele, “os supostos intelectuais são indivíduos sombrios que não têm qualquer respeito pela sua pátria. Erdogan os acusou de traição.

Após mais de dois anos de cessar-fogo, as hostilidades entre as forças militares e policiais turcas e o PKK foram retomadas no verão passado, comprometendo as conversações de paz iniciadas em 2012 para pôr fim a um conflito que desde 1984 já deixou mais de 40 mil mortos.

Ancara lançou no mês passado uma ofensiva em que participaram cerca de 10 mil homens, apoiados por tanques e helicópteros, para desalojar os rebeldes em Silopi e Cizre, bem como no distrito histórico de Sur, em Diyarbakir, a grande cidade curda do país. Inúmeros civis foram mortos nesses combates, deixando a região em estado de guerra.

Dados divulgados pelo chefe de Estado turco mostram que mais de 3 mil integrantes do PKK foram mortos em 2015.


Ebola: Serra Leoa investiga morte após OMS ter anunciado fim da epidemia

Da Agência Lusa


O governo de Serra Leoa investiga a morte de uma mulher após um primeiro teste positivo de ebola nessa quinta-feira (14), poucas horas depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado o fim da epidemia na África Ocidental.

A estudante morreu pouco depois de ter sido levada doente para a cidade de Bamoi Luma, perto da fronteira com a Guiné, no Norte do país. O teste inicial deu positivo para o vírus, informou fonte do Ministério da Saúde da Serra Leoa à agência de notícias France Presse.

“Os resultados completos vão ser divulgados nesta sexta-feira”, disse ainda a fonte, acrescentando que estão sendo feitas análises complementares.

“Uma equipe de alto nível de funcionários do Ministério da Saúde, parceiros da OMS e do Centro de Controlo de Doenças, com sede em Atlanta (EUA), estão na capital para fazer investigações intensas”, disse o porta-voz do governo Abdulai Bayrayta.

A OMS anunciou ontem oficialmente o fim da epidemia de ebola na África Ocidental, após ter terminado o período de transmissão da doença na Libéria.

Iniciada em dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, a epidemia propagou-se depois aos vizinhos Libéria e Serra Leoa, três países que concentraram 99% dos casos, bem como à Nigéria e ao Mali.

Em dois anos, o vírus, identificado pela primeira vez há quatro décadas, chegou, importado, à Espanha e aos Estados Unidos, tendo afetado 28.637 pessoas, das quais 11.315 morreram.


Ataque à base da União Africana na Somália mata pelo menos 50 soldados quenianos

Da Agência Lusa


Pelo menos 50 soldados quenianos foram mortos hoje (15) em um ataque lançado pelo grupo extremista shebab contra a base da União Africana na Somália, informou a emissora a Al Jazeera.

Os extremistas shebab, ligados à Al Qaeda, lançaram o ataque contra a base da União Africana comandada pelos capacetes azuis quenianos em Ceel Cado, a cerca de 550 quilômetros de Mogadíscio, perto da fronteira com o Quênia.

Os shebab, retirados desde meados de 2011 de Mogadíscio, depois de o mesmo ter ocorrido aos redutos do grupo no Centro e Sul da Somália, continuam a controlar grandes áreas rurais, a partir das quais lançam operações de guerrilha e atentados suicidas contra símbolos do governo somali ou contra a força militar da União Africana na Somália (Amisom), que apoia o Executivo.


Ministro argentino diz que dificuldades brasileiras podem ser superadas em 2017

Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Nelio Neves de Andrade



O novo ministro da Fazenda da Argentina, Alfonso Prat-Gay, disse nesta quinta-feira (14) que acompanha com “preocupação” o que acontece com o Brasil – principal sócio do pais no Mercosul (bloco regional integrado também por Paraguai, Uruguai e Venezuela). Como economista, no entanto, considera que as atuais dificuldades podem ser superadas em 2017,  porque fazem parte “dos ciclos econômicos” que se caracterizam por anos de muito crescimento e por anos de crescimento menor.

Prat-Gay vai se reunir com o ministro da Fazenda brasileiro, Nelson Barbosa, no Forúm Econômico Mundial de Davos (Suíça), no final do mês. Prat-Gay afirmou que “a projeção da Argentina para o mundo não pode ser feita separada do Brasil”. Disse, ainda, que o Brasil passa por correções de medidas tomadas nos últimos anos e elogiou a independência dos poderes, do Judiciário. Segundo ele, “isso faz parte de ter regras claras” que, para o investidor, é fundamental.

Crescimento da economia

Pela primeira vez desde a posse do presidente do país, Mauricio Macri, no ultimo dia 10 de dezembro, Prat-Gay fez uma previsão de crescimento da economia argentina. Segundo ele, o índice ficará entre meio e um por cento em 2016, depois de quatro anos de estancamento, para depois chegar a 4,5% de aumento do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o ministro, o principal objetivo de Macri é estabelecer regras claras e transparentes em seu goveno. Parte do trabalho será rever as estatísticas nacionais, uma vez que  o Indec (órgão estatal que mede inflação e pobreza) foi questionado depois de sofrer uma intervenção pelo governo anterior. Pelos cálculos de consultoras privadas, a inflação argentina em 2015 foi de 30% e três em cada dez argentinos não tem o suficiente para pagar a cesta básica.

Segundo Prat-Gay,  falta muito por fazer, a começar pela redução da pobreza (que afeta 30% dos argentinos) e da inflação (que este ano deve ficar entre 20 e 25%).

Fundos abutres

A Argentina ainda arrasta um problema da crise de 2001 – a maior da recente historia, que resultou no calote da divida externa. Os ex-presidentes Nestor e Cristina Kirchner (que governaram o pais de 2003 até a posse de Macri em 2015) propuserem dois pacotes de renegociação, que foram aceitos por 93% dos credores.

Uma minoria (1%) – os chamados “fundos abutres” – aproveitou o calote para comprar títulos baratos e entrar na justiça norte-americana para receber o total, sem desconto. Um juiz de Nova York (EUA) deu sentença favorável aos abutres, que foi validada pela Suprema Corte dos Estados Unidos. A Argentina desacatou a ordem alegando que duas leis nacionais proíbem oferecer condições melhores àqueles que não aderiram aos planos de renegociação.

O novo governo retomou as negociações (pré-requisito para voltar a ter acesso aos mercados internacionais) mas, segundo Prat-Gay, qualquer acordo será submetido ao Congresso, onde a oposição é maioria. “Nao podemos prometer (aos credores) algo que depende da aprovação do Congresso”, disse, acrescentando esperar dos “abutres” uma proposta de solução razoável.

Prat-Gay, no entanto, esclareceu que os 93% dos credores que aceitaram os dois pacotes de renegociação da divida (em 2005 e 2010) ja recuperaram a totalidade do capital que investiram.

Após falar que 'vacinar contra dengue é caro demais', ministro da Saúde disse 'torcer para que mulheres peguem zika'

HuffPost Brasil  |  De Thiago de Araújo



Levado ao Ministério da Saúde a fim de acalmar o PMDB, Marcelo Castro vem tendo um início de ano recheado de ‘pérolas’, e provavelmente infelizes. A mais recente aconteceu nesta quarta-feira (13), quando o ministro tentou brincar com a ideia de economizar dinheiro no combate ao vírus zika, que causa uma epidemia sem precedentes no Brasil.

Ele falava sobre os projetos de desenvolvimento de vacina contra o vírus, quando veio a gafe:

“Não vamos dar vacina para 200 milhões de brasileiros. Mas para pessoas em período fértil. E vamos torcer para que mulheres antes de entrar no período fértil peguem a zika, para elas ficarem imunizadas pelo próprio mosquito. Aí não precisa da vacina”.
O tom jocoso da fala pode soar como uma minimização de uma doença que já circula em 20 Estados e está relacionado ao surto de nascimento de bebês com microcefalia. Alheios às brincadeiras de Castro, três laboratórios públicos se preparam para iniciar projetos para desenvolvimento de vacinas que protejam contra o zika – Evandro Chagas, Biomanguinhos e Instituto Butantã.

“O projeto é a longo prazo. Não teremos nenhuma resposta antes de, pelo menos, dois anos. Não será uma rede de laboratórios brasileiros. Cada um investirá no desenvolvimento de uma estratégia específica”, afirmou o ministro da Saúde, que está realizando visitas a cada um dos laboratórios envolvidos nas pesquisas pela vacina contra o zika.

“Acreditamos que essa vacina seja mais fácil de ser preparada do que a da dengue, porque envolve apenas um vírus, não quatro subtipos, como ocorre com a dengue. Mais caro será depois da vacina produzida, você distribuir. No caso da zika, a gente tem uma facilidade que é um público alvo”, completou Castro, emendando que é possível que se busque parcerias com Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH), para o desenvolvimento da vacina.

Falando em dengue, outra afirmação que gerou algum desconforto foi dada por ele na segunda-feira (11), ao dizer que vacinar todas as pessoas infectadas pela doença com a vacina produzida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur “sairia caro demais”. Embora não descarte comprar o produto, Castro aposta mais na versão que o Butantã vem desenvolvendo contra a dengue.

“A vacina do Sanofi Pasteur precisa ser aplicada em três doses. A gente já encontra dificuldade para dar uma, é complicado chamar a pessoa para vacinar de novo depois de seis meses (...). Para 10 milhões de pessoas, gastaríamos R$ 3 bilhões. E 10 milhões de pessoas não é nada, temos 200 milhões para vacinar”, ponderou, em declarações reproduzidas pelo jornal O Globo.

(Com Estadão Conteúdo)

Lista de correntistas brasileiros do HSBC na Suíça deve ser entregue à CPI

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia


O governo francês aceitou o pedido da CPI do HSBC, do Senado, e decidiu que vai compartilhar os dados de correntistas brasileiros do banco na Suíça, vazados no escândalo conhecido como Swissleaks. O material já está com a Receita Federal e a Procuradoria Geral da República. “Ao contrário do que diziam, a CPI está renascendo das cinzas. A partir das informações oficiais, a investigação pode avançar com segurança”, afirmou o relator da comissão Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

Em julho de 2015, as autoridades francesas negaram o acesso da CPI aos dados sob o argumento de que a comissão não teria poder criminal, prerrogativa do acordo de cooperação com o Brasil para o compartilhamento de dados. Sem sucesso nos requerimentos para obter os dados, no mês passado os senadores, que compõe a grupo, decidiram antecipar o fim  dos trabalhos. Ferraço, no entanto, por discordar da medida, não havia apresentado ainda o relatório final dos trabalhos, cuja votação oficializaria o fim dos trabalhos da CPI.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de criação da comissão, os dados darão uma sobrevida aos trabalhos do grupo, que tem até o dia 30 abril para serem concluídos. “Foi uma CPI péssima, onde a maioria de seus membros só se dedicou a obstruir as investigações. Ocorre que a principal argumentação que se fazia para que as investigações não avançassem era que a CPI não tinha dados oficiais da França. Essa desculpa, desde ontem, está sepultada. Agora não tem mais desculpa para não convocarmos e avançarmos nessas investigações”, disse.

“Isso era o que estávamos perseguindo desde o início da CPI para dar prosseguimento às investigações. Agora, com essa legalização da lista, temos como aprofundar e avançar na análise dos dados e nas quebras de sigilos necessárias”, disse o presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA).

A CPI do HSBC foi instalada em 24 de março de 2015, depois que arquivos vazados da filial suíça do banco mostraram a movimentação de mais de US$ 100 bilhões. Parte desse valor, US$ 7 bilhões, foi distribuída em 5.549 contas abertas por clientes brasileiros.


Indicados ao Oscar 2016: Leonardo DiCaprio ganha mais uma chance. 'O Menino e o Mundo' representa o Brasil

HuffPost Brasil


Não foi com Que Horas Ela Volta?, mas o Brasil está lá. A animação O Menino e o Mundo, do diretor brasileiro Alê Abreu, acabou indicado ao Oscar de Melhor Animação do ano, em anúncio feito há pouco pela Academia de Hollywood.

Confira o trailer do filme:






Melhor FIlme
Ponte dos Espiões
Brooklin
O Quarto de Jack
Spotlight
A Grande Aposta
Perdido em Marte
O Regresso

Morte de Alan Rickman: morre aos 69 anos ator que interpretou Snape, de Harry Potter

HuffPost Brasil  |  De Ione Aguiar



O ator britânico Alan Rickman morreu nesta quinta (14), em Londres, em decorrência de um câncer. As informações são do The Guardian. A morte foi confirmada pela família do ator.

Popularizado principalmente pelo papel do professor Severo Snape na franquia Harry Potter, Rickman interpretou seu primeiro personagem de destaque no cinema em 1988, em Duro de Matar.

Aos 41 anos, ele passou para o primeiro escalão do cinema hollywoodiano como o vilão Hans Gruber, dando início a uma tradição de personagens "do mal".

Apesar de ter estrelado filmes como Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet, Perfume: A História de um Assassino, seu maior legado foi nos palcos.

Rickman pertenceu à Royal Shakespeare Company e dedicou 30 anos de sua vida ao teatro.

Filme que conta a história do Plano Real deve começar a ser rodado em fevereiro

HuffPost Brasil  |  De Thiago de Araújo




Começa a ser rodado no próximo mês o filme que promete contar a história de criação do Plano Real, em 1994, no governo do então presidente Itamar Franco. A informação foi divulgada pelo colunista do portal UOL, Flávio Ricco. Em sua página no Facebook, o diretor Rodrigo Bittencourt confirmou que estará a frente do longa, inspirado no livro 3000 Dias no Bunker, do jornalista Guilherme Fiuza.


Orçado em R$ 10,3 milhões, o projeto nasceu em 2012 e buscou via crowdfunding e também junto à Agência Nacional de Cinema (Ancine) e conta ainda com recursos da Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo. “Esse filme será um divisor de águas no cinema brasileiro”, adiantou o premiado cineasta Cacá Diegues, que será consultor artístico e produtor associado do filme.

Pelas informações iniciais, o filme deve dar destaque ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em 1994 era o quarto ministro da Fazenda de Itamar Franco. Coube a ele formar uma “uma seleta equipe econômica, que protegida em um bunker contra pressões políticas”, com a “finalidade de controlar a inflação e criar o Plano Real”, diz a sinopse do longa.

A expectativa de lançamento do filme é setembro deste ano. Até o momento não há informações sobre quem serão os atores, mas a perspectiva é ter atores “parecidos com as figuras públicas”, como escreveu Flávio Ricco em sua coluna.

Para quem não se lembra, o Plano Real nasceu em fevereiro de 1994, com a perspectiva de estabilizar uma fragilizada economia brasileira. Visto com desconfiança e rejeitados por vários setores da política – incluindo o Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula e Dilma Rousseff –, o plano foi bem sucedido e alçou FHC ao Palácio do Planalto naquele ano.

No seu livro, Guilherme Fiuza conta vários episódios que exaltam o clima de desconfiança que cercou o plano, e o grupo reduzido que foi composto para tocar o projeto, em um “bunker que podia ser em qualquer lugar”. Além de FHC, nomes como Pedro Malan e Gustavo Franco devem ter papel de destaque no filme, assim como possuem no livro.

Chile, Argentina e Uruguai são multados por cantos homofóbicos de torcedores

Reuters



A Federação Chilena de Futebol foi multada em 70 mil francos suíços (R$ 277 mil) devido a quatro casos de cantos homofóbicos por parte de seus torcedores durante jogos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, informou a Fifa nesta quarta-feira.

A Fifa também anunciou multas de 20 mil francos suíços (R$ 79 mil) contra as federações de Argentina, México, Peru e Uruguai por casos separados de cantos homofóbicos por parte de suas torcidas durante jogos das eliminatórias.

Também foram abertos procedimentos contra a federação de Honduras por ofensas similares, segundo a Fifa.

"A Fifa vem combatendo a discriminação no futebol por muitos anos e parte disso tem sido por meio de sanções", disse Claudio Sulser, presidente do comitê disciplinar da entidade máxima do futebol mundial.

"Com o novo sistema de monitoramento abrangente para as eliminatórias da Copa do Mundo, o comitê disciplinar tem um apoio adicional graças a relatórios detalhados fornecidos pelos observadores antidiscriminação dos jogos", acrescentou.

"Mas um processo disciplinar por si só não pode mudar o comportamento de certos grupos de torcedores que, infelizmente, vão contra os valores fundamentais do nosso jogo", afirmou.

"A Fifa e toda a comunidade do futebol têm que ser pró-ativas em educar e inspirar uma mensagem de igualdade e respeito em todos os níveis do esporte."

Por que Walt Disney criou tantos personagens animais?

The Huffington Post  |  De Todd Van Luling



Este ano marca o 50º aniversário da morte de Walt Disney, que faleceu de câncer de pulmão em 15 de dezembro de 1966, aos 65 anos. Mas, como a empresa de mesmo nome fundada por ele continua a dominar o imaginário popular, não faltam retrospectivas sobre a vida do famoso cartunista.

O filme Walt Before Mickey (Walt Antes de Mickey, ainda não lançado no Brasil), que estreou no último dia 5 de dezembro, data de nascimento do também ator e empreendedor, conta a história do começo da vida de Disney. Já nas primeiras cenas, o filme aborda uma questão que crianças e adultos, que se divertiram intensamente com o principal elenco de animais criado pelo cartunista, já devem ter se perguntado muitas vezes. Por que as primeiras criações da Disney são representadas por tantos personagens do mundo animal? Embora a explicação esteja muito longe da completa história por trás de personagens icônicos como Mickey Mouse, Pato Donald e Pateta, parte da resposta é certamente que Walt passou alguns anos de sua infância morando com a família em uma fazenda de 16 hectares em Marceline, Missouri, entre abril de 1906 e dezembro de 1910. Foi lá que ele desenvolveu o gosto original pelo desenho — e seus primeiros retratos foram os animais que viviam próximos à sua casa.

Segundo Jim Hill, pesquisador da história da Disney, Walt dizia frequentemente à imprensa que sua primeira ilustração paga foi encomendada por um fazendeiro vizinho chamado Doc Sherwood, que pediu que o garoto desenhasse seu premiado garanhão, Rupert.

Outro especialista sobre a Disney, Lou Mongello, também disse ao The Huffington Post que os personagens originais da Disney foram inspirados no amor inicial de Walt em desenhar animais da fazenda. “Sim, quando Walt estava crescendo na fazenda em Marceline, ele muitas vezes passava o tempo desenhando — normalmente a natureza e animais que tinha visto”, disse Mongello, acrescentando que “isso continuaria a influenciar seus anos seguintes e sua carreira, como pode ser visto em seu amor pelos animais, natureza e desenhos animados (‘Bambi’, ‘O Menino Lobo’, ‘True-Life Adventures’ etc.).


Tendo dito tudo isso, Hill destacou ao HuffPost que essa narrativa tem sido fortemente explorada por Walt e sua empresa desde a criação do negócio. “Animais da fazenda sempre desempenharam um papel significativo na narrativa ‘Como Walt tornou-se Walt Disney’”, explicou Hill. “Dito isso, ao falar sobre o início da história de Walt Disney, você sempre deve ter em mente que Walt foi um contador de histórias.”

“Como costuma-se dizer, a história é escrita pelos vencedores”, Hill observou, alertando que, ao longo dos anos, a marca Disney comprometeu a narrativa com a qual normalmente relacionamos a biografia de Walt. O cartunista “às vezes ‘torce a verdade’ para tornar uma boa história ainda melhor”, Hill alega, destacando o exemplo sobre a verdadeira inspiração para a criação do Mickey Mouse.

Existe a história de que Walt dizia, algumas vezes, que a inspiração para o Mickey Mouse veio desse rato manso que ele costumava alimentar com farelos enquanto trabalhava à noite nos escritórios da Laugh-O-Gram Studios, em Kansas City, Missouri. Mas, na verdade, o Mickey foi inventado às pressas em 1928, quando Walt descobriu que Charles Mintz tinha basicamente surrupiado Oswald, o Coelho Sortudo, e então a Disney precisava de um novo personagem para começar a animá-lo assim que possível.



Walt e o também cartunista Ub Iwerks cocriaram Oswald, o Coelho Sortudo, mas perderam os direitos para a Universal. A primeira versão do Mickey Mouse é quase idêntica a Oswald, exceto pelas orelhas e nariz mais curtos e sem rabo de coelho.

"Por que Mintz e/ou a Universal Pictures não decidiram processar a Walt & Co. por arrancar [as orelhas e o rabo de] Oswald para lançar o Mickey, em 1928, nunca vou saber”, brincou Hill.

Mas, apesar de todas essas ressalvas, as sementes do amor de Walt Disney em desenhar animais começaram indiscutivelmente em Marceline, onde ainda é possível visitar o Walt Disney Hometown Museum. Como é administrado fora do grupo Disney, se você não acreditar em todos os detalhes, mas ainda assim crê em mágica, considere fazer uma peregrinação à única e verdadeira cidade da Disney.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

Dilma sanciona Plano Plurianual de 2016 a 2019 com vetos

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


A presidenta Dilma Rousseff sancionou, com vetos, o Plano Plurianual da União (PPA) para o período de 2016 a 2019. O plano é um instrumento de planejamento governamental que define diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para viabilizar a implementação e a gestão das políticas públicas. O PPA foi publicado na edição de hoje (14) do Diário Oficial da União.

Entre as prioridades do governo federal estão o Plano Nacional de Educação (PNE), o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano Brasil sem Miséria. O texto sancionado diz que, em 90 dias, o governo informará ao Congresso Nacional o montante de recursos a ser destinado, no quadriênio 2016-2019, ao PAC e ao Programa de Investimentos em Logística.

Dilma vetou a iniciativa que previa a garantia de fonte de compensação para proposições em tramitação no Congresso Nacional. "Tendo em vista o número de projetos que tramitam no Congresso Nacional e seu potencial de ampla geração de despesas adicionais, a iniciativa seria incompatível com os recursos orçamentários previstos para o período do plano", diz o veto.

Outro trecho vetado foi o objetivo de promover o uso de sistemas e tecnologias visando à inserção de geração de energias renováveis na matriz elétrica brasileira e à meta de adicionar 13.100 megawatts de capacidade instalada de geração de energia elétrica a partir de fontes de energia renováveis. Dilma afirmou que o objetivo seria redundante em relação a outros existentes no PPA.

A presidenta justificou os vetos em mensagem enviada ao Senado. O Congresso Nacional vai analisar os vetos. Para que um veto seja derrubado, são necessários os votos de, no mínimo, 257 deputados e de 41 senadores.