Lula diz que impeachment é 'insanidade' de Cunha e que interesses do País devem prevalecer sobre 'vingança'

Reuters


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta quinta-feira (3) de "insanidade" a decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar pedido de abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Após se reunir com o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), Lula disse que Cunha não deveria colocar um problema pessoal acima dos interesses do País. O ex-presidente usou a palavra "vingança".

Ele afirmou que integrantes da oposição viram na decisão do presidente da Câmara a chance de realizar um "terceiro turno" da eleição presidencial do ano passado.


Fonte: HuffPost Brasil

YouTube pode ter filmes e séries para brigar com Netflix

EXAME.com  |  De Lucas Agrela



O YouTube pode ter filmes e séries para brigar com o Netflix. Executivos da empresa estão em negocição com estúdios de Hollywood para trazer títulos ao seu serviço de streaming por assinatura lançado neste ano, chamado YouTube Red.

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, a companhia contratou ex-funcionários da Netflix e a chefe de programação da MTV – e são eles à frente da negociação.

No YouTube Red, a empresa aposta na produção própria com estrelas do YouTube, como PewDiePie, que detém o posto de maior influenciador para o segmento de games na plataforma. A estreia desses conteúdos será em 2016.

A Alphabet, dona do Google, já está no mercado de filmes, mas apenas vendendo-os por meio do app Google Play Filmes.

Ainda não há informações sobre quais seriam os primeiros filmes e seriados a chegar ao YouTube Red ou sequer quando isso vai acontecer. A mensalidade do YouTube Red é de 10 doláres.


Fonte: HuffPost Brasil

Emma Watson diz que foi desencorajada a dizer 'feminismo' em discurso da campanha #HeForShe

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli



A atriz inglesa Emma Watson, 25, mostrou ao mundo, mais uma vez, a necessidade do feminismo para vivermos em uma sociedade com igualdade de gênero.

Em entrevista à Porter, ela disse que, antes de fazer aquele discurso marcante, em 2014, que inaugurou a campanha feminista #HeForShe, na Organização das Nações Unidas (ONU), ela foi desencorajada a usar a palavra "feminismo". O motivo?

"Porque ela é alienadora e separadora", explicou. "E a ideia do discurso, em um todo, era de incluir [nele] a maior quantidade possível de pessoas."

No entanto, Watson discorda de quem disse isso a ela:

"Mas eu pensei bastante e, no fim, senti que [usar a palavra] era a coisa certa a se fazer. Se mulheres têm medo de usar a palavra, como os homens começarão a usá-la?"
Boa, garota!


Watson iniciou a coleção de cem capas da revista com "mulheres incríveis". E ela está linda


Fonte: HuffPost Brasil

Lázaro Ramos: Jovens de periferia merecem ouvir que são 'possíveis, bonitos e capazes' (VÍDEO)


O filme Tudo Que Aprendemos Juntos (Gullane e Fox Film do Brasil), de Sérgio Machado, conta a história de Laércio (Lázaro Ramos), um rígido professor de música que após um insucesso num teste para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) acaba num projeto experimental na comunidade de Heliópolis, na zona sul de São Paulo.

Seguindo a trilha do seminal Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, boa parte do elenco é formada por jovens das periferias paulistanas e que não tinham contato anterior com o cinema ou teatro. Mas, diferentemente da obra de 2002, a mensagem em meio às dificuldades são mais positivas.


Kaique Oliveira e Elzio Vieira são dois dos destaques do filme


O HuffPost Brasil conversou com Sérgio e Lázaro justamente sobre como se desenvolveu essa esperança narrada pelo roteiro e pelas atuações da juventude do filme. Se antes eram despreparados e lutavam para sobreviver, a música clássica deu a eles um motivo para respirar. A conversa na íntegra você acompanha no vídeo acima.

"O Instituto Baccarelli, que inspira o filme, é um lugar de esperança. Fui lá em 2012 quando fui filmar e voltei agora para lançar o filme e vi o mesmo vigor e a mesma transformação naqueles jovens, naquelas crianças que às vezes tiveram somente um olhar mais afetuoso para elas. Não é somente aula de violino, aula de música. É também um olhar cidadão. Dizer para ele: você é possível, você é bonito, você é capaz. Injeção de autoestima, injeção de crença, é receber aplauso", conta Lázaro.

Sérgio diz que chegou a chorar quando ouviu de seus atores de periferia a vida que levavam. "Fiquei muito assustado. A quantidade de sofrimento, de problemas que vi ali, não imaginava que poderia haver. Aqueles meninos sofreram mais com 16 ou 17 anos do que a maioria dos adultos. Fiquei muito transtornado. Voltei para casa chorando."

Sobre as expectativas da juventude que pena muito para fugir da criminalidade e tentar um lugarzinho ao sol, os dois veem um paralelo com as ocupações que tomam as escolas públicas do Estado de São Paulo nas últimas semanas. "Estou acompanhando com muita alegria, com muito otimismo essas ocupações. É o que o Brasil precisa", conta Sérgio. Lázaro embarca: "Muita gente fala da 'geração nem-nem', nem trabalha nem estuda, mas quando você o lado dessa nação que se transforma e quer transformar a sua comunidade, isso dá esperança."

A ideia de retratar a violência, mas não torná-la a única narrativa das histórias nas periferias brasileiras, também não é ao acaso. O motivo? Equilibrar os fatos e as narrativas, diz Lázaro:

"Periferia não é só uma coisa, favela não é somente uma coisa. Esse filme é quase um documento de uma coisa que aconteceu ali [em Heliópolis]. Tudo que está ali é o que está ali nós vivemos, nós vimos. A opção por mostrar esse extrato das coisas que nos completam - e não o extrato das faltas - é muito importante para a história atual do cinema brasileiro."

Lázaro no papel do professor Laerte. Ator diz que foi até Heliópolis para aprender

Além de encher de elogios os meninos pelo ótimo desempenho frente às câmeras e pelo extremo profissionalismo, Sérgio pede que a oportunidade e o acesso à cultura sejam um lema sério nas comunidades mais necessitadas.

"Esses meninos não são o problema do País. Eles são a solução. Eles são um foguete e estão tão ansiosos por uma oportunidade que, se você injetar um mínimo de autoestima, não tem limite. Todo mundo precisa disso, de uma força. E é uma coisa não se tem mais controle. Eles ocupam. Ocupam o coração da gente, escolas... É isso aí."

Tudo que Aprendemos Juntos fala de sinfonia, de Bach, de relações, perdas e vitórias. Mas, acima de tudo, tem o dom de prever o sentimento que tomaria as escolas de São Paulo.

O filme estreia nesta quinta-feira (3) em cem salas de cinema de todo o Brasil.


Fonte: HuffPost Brasil

Mulher Maravilha rouba a cena em novo trailer de 'Batman V. Superman' (VÍDEO)

HuffPost Brasil  |  De Cleber Facchi



Depois da euforia gerada durante o lançamento do primeiro trailer de Batman V. Superman, em julho deste ano, a Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o segundo trailer oficial da película, prevista para estrear no Brasil em 24 de março de 2016.

No novo vídeo, além dos protagonistas interpretados por Ben Affleck (Batman) e Henry Cavill (Superman), o destaque fica por conta da rápida participação de Jesse Eisenberg, no papel do vilão Lex Luthor, e, claro, de Gal Gadot, atriz que interpreta a Mulher Maravilha.

Com direção de Zack Snyder (300, Homem de Aço), Batman Vs Superman - A Origem da Justiça ainda conta com a presença de nomes como Amy Adams, Diane Lane, Laurence Fishburne e Jeremy Irons.


Fonte: HuffPost Brasil

Bilionário brasileiro, dono da Cyrela, vai doar 60% de sua fortuna durante a vida para causas sociais

HuffPost Brasil  |  De Luiza Belloni



Elie Horn, dono de uma das maiores construtoras do Brasil, foi o primeiro brasileiro a aderir ao The Giving Pledge ("Chamada à doação"), programa que incentiva doações de bilionários às causas sociais, criado em 2010 pelos bilionários Bill Gates e Warren Buffett.

Aos 71 anos, o bilionário dono da Cyrela anunciou que vai doar 60% do seu patrimônio pessoal durante a vida, informou o jornal Folha de S. Paulo nesta semana.

Um dos homens mais ricos do Brasil, Horn tem atualmente uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão, ou cerca de R$ 3,9 bilhões. Ele é acionista principal da Cyrela e presidente do Conselho de Administração da companhia.

Procurada pelo HuffPost Brasil, a assessoria de imprensa da Cyrela acrescentou que Elie Horn e sua esposa, Susy Horn, se tornaram membros do programa em junho deste ano. O dinheiro doado será destinado, principalmente, para a educação.

A ideia é doar até 60% dos seus bens para caridade enquanto estiver vivo. "Fazer o bem é um ótimo investimento. É tão óbvio, não entendo como as pessoas não compreendem", disse Elie durante o 4º Fórum Brasileiro de Filantropos & Investidores Sociais, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Com o anúncio oficial, Elie e Susy estão entre os 138 membros do The Giving Pledge, programa que incentiva bilionários a destinar pelo menos metade de suas fortunas para a caridade durante a vida.

A lista conta com Michael Bloomberg, Richard Branson, Ted Turner e Mark Zuckerberg, que anunciou ontem (1) junto à esposa, Priscilla Chan, que irá doar 99% de suas ações do Facebook, atualmente avaliadas US$ 45 bilhões (R$ 173,4 bilhões). O anúncio foi feito em formato de carta, postado na Facebook, para comemorar a chegada da filha Max.


Fonte: HuffPost Brasil

'As pessoas sabem que com democracia não se brinca', diz ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner

HuffPost Brasil  |  De Grasielle Castro

Após reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros e o vice-líder do governo no Senado, José Pimentel (PT-CE), o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse à imprensa que o governo está se mobilizando para se defender institucionalmente.

“O volume de manifestações, e não é necessariamente de aliados da presidente, é grande. As pessoas sabem que com democracia não se brinca”, arrematou. “(Esse processo) é uma afronta à democracia”, acrescentou.

Na avaliação dele, atingir as metas econômicas não é um objetivo constitucional. “Não atingi-las não significa crime de responsabilidade”, emendou.

O ministro seguiu o mesmo discurso do pronunciamento da presidente na quarta-feira (2). Assim como a presidente, ele viu a aprovação do projeto que revisa a meta fiscal como uma vitória em meio ao processo de impeachment.

Para ele, o governo tinha que responder as acusações.

"O presidente Cunha falou uma mentira e não podia deixar em branco uma acusação contra a presidente da República.”

A expectativa dele é que os parlamentares votem contra o impeachment e se posicionem pela ‘defesa das instituições’.

"Vamos defender o governo, mas maior do que a defesa do governo é a defesa pela institucionalidade. Se a moda pega, vai começar a se banalizar um instrumento tão nobre quanto o do impedimento."
O ministro disse ainda que a presidente quer conversar com os governadores, pois eles também passam por dificuldades financeiras.

Fonte: HuffPost Brasil

Associação de cientistas políticos aponta ilegitimidade em pedido de impeachment

Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil* Edição: Carolina Pimentel

A Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), organização que reúne os principais especialistas da área, divulgou nota hoje (3) afirmando “perplexidade” com abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rouseeff. Para a instituição, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usa o mecanismo como "arma" em defesa dos próprios interesses.

“Acuado por gravíssimas denúncias de corrupção e ocultação de recursos no exterior, o deputado Cunha utilizou-se do instrumento, talvez o mais importante na defesa da ordem democrática, como arma na tentativa de resguardar seus interesses privados”, diz a nota, de três parágrafos.

A associação avalia que a aceitação do pedido de impeachment, por problemas fiscais, está sendo usado sem razão, “de forma ilegítima e sem fundamentação jurídica” por uma das mais altas autoridades” do país, acrescenta o documento, disponível na internet. Os cientistas políticos cobram que os agentes públicos atuem com responsabilidade, em defesa da estabilidade social e política do país.

“Acreditamos que o grave momento por que passa a democracia no país tem de ser resolvido no sentido do reforço da legalidade, da impessoalidade, do interesse público e do equilíbrio entre os poderes que têm inspirado nossa construção democrática desde 1988", afirmam.

O pedido de impeachment contra a presidenta Dilma foi anunciado ontem (2) pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. No documento, Cunha argumenta que a presidenta Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos aumentando as despesas do governo federal em 2015 sem o aval do Congresso Nacional e que o governo adotou a prática das "pedaladas fiscais" também este ano. A presidenta, em pronunciamento nacional, disse que são “inconsequentes e inconsistentes” as ações contra ela.

Políticos

Políticos também se posicionaram sobre o processo. Para o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, a abertura do processo é um erro. “Essa é uma pauta que não ajuda o país em nada. Não precisamos disso no momento. Ficamos um ano desmontando uma ‘pauta bomba’ que foi a mudança da Previdência Social, que foi quando a racionalidade não imperou dentro da Câmara. E somente nisso nós perdemos um ano com o país sem crescer, as pessoas perdendo emprego e entrando em crise. Por que não fazer uma pauta que discuta a reforma tributária, a negociação da dívida, que seria algo mais útil? Isso [processo de impeachment] é um erro. Temos assuntos mais importantes para tratar”.

Durante a entrevista coletiva concedida aos jornalistas, o governador se ausentou por alguns minutos para atender à uma ligação da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Pezão, ele havia ligado para a presidenta anteriormente. “Eu tinha ligado para expor minha solidariedade, me colocar à disposição para articular governadores para apoiá-la juntamente com toda a sua base neste momento de dificuldade”.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, classificou a abertura do processo é reflexo de uma disputa política causada por dificuldades pontuais vividas pelos país. "Esta tensão tem sua origem nas dificuldades econômicas do país, nos resultados eleitorais, na operação policial que atinge lideranças importantes da vida política e do Congresso Nacional e nas disputas próprias da vida partidária", afirmou. "No entanto, deve prevalecer o interesse nacional, o interesse público e o respeito à Constituição e à leis", disse, ao participar de evento no Rio de Janeiro.

Para o ministro, não há nada que justifique o impeachment da presidenta. "Não há contra ela, nenhuma investigação, nenhum processo, nenhuma acusação nem do Ministério Público nem da Polícia Federal, nem do Poder Judiciário e essa é a base legal do seu trabalho de defesa".

O ministro participou nesta manhã de uma simulação de desastre na área da vila militar em Deodoro, zona oeste, que conclui o 1º Curso de Resposta Médica em Desastres Naturais e Antropogênicos (causado por ações humanas). Segundo o ministro, o curso não tem relação com os Jogos Olímpicos 2016, mas que os 39 profissionais da saúde que participaram do curso poderão atuar durante os jogos em caso de algum incidente envolvendo vítimas.

Com custo de R$ 300 mil, o curso teve duração de aproximadamente quatro meses e capacitou médicos militares e civis para intervenção em situações de desastres e em gestão de risco.

*Colaborou Flávia Vilella


CNBB sai em defesa da presidenta Dilma e ataca Cunha

Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


A Comissão Brasileira Justiça e Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criticou hoje (3) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que autorizou a abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em nota, a CNBB questiona os motivos que levaram Cunha a aceitar o pedido de abertura do processo.

Manifestando “imensa apreensão”, a comissão da CNBB diz que a atitude de Cunha “carece de subsídios que regulem a matéria” e que a sociedade está sendo levada a crer que “há no contexto motivação de ordem estritamente embasada no exercício da política voltada para interesses contrários ao bem comum”. Para a CNBB, Cunha agiu por interesse pessoal.

A entidade católica, que, na época em que o então presidente Fernando Collor enfrentou processo de impeachment, participou de uma manifestação pela ética na política, afirma no comunicado divulgado hoje que “o impedimento de um presidente da República ameaça ditames democráticos, conquistados a duras penas”. “[...] Que autoridade moral fundamenta uma decisão capaz de agravar a situação nacional com consequências imprevisíveis para a vida do povo? […] É preciso caminhar no sentido da união nacional, sem quaisquer partidarismos, a fim de que possamos construir um desenvolvimento justo e sustentável”, acrescenta a comissão da CNBB

O anúncio da aceitação do pedido de abertura do processo de impeachment foi feito no fim da tarde de ontem (2)  por Cunha. Poucas horas depois, Dilma fez pronunciamento no qual disse que não tem contas no exterior, nem participa de “barganhas” com o Congresso.

Cunha, que quando anunciou ter aceitado o pedido de abertura do processo disse não estar feliz por tomar a decisão, rebateu as declarações da presidenta. Ele disse hoje (3) que Dilma “mentiu à nação” quando disse que seu governo não barganhava com o Congresso.

Uma comissão especial formada para analisar o processo terá seus membros anunciados nas próximas horas. Serão 65 deputados, representando todos os partidos da Casa. Desde o início da tarde de hoje, o deputado Beto Mansur (PRB-SP) lê o pedido aceito por Cunha e apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal.

OAB avalia situação

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também divulgou nota, mas mantém a cautela sobre a viabilidade da abertura de um processo de impeachment. A OAB informou que está realizando “reuniões diárias” para avaliar a situação vivida pelo país.

“O impeachment é um mecanismo previsto na Constituição Federal e, se atendidos os requisitos constitucionais, o impedimento da chefe do Executivo é uma ação legal. No entanto, é preciso ter claro que esses requisitos estão atendidos para que não se incorra em um golpe”, afirma a nota da Ordem.

A OAB acrescenta que está fazendo uma análise da questão para dar um parecer técnico-jurídico. “A euforia e a pressa não podem levar a OAB a fazer uma análise equivocada da situação e cometer um erro histórico. Isso justifica a cautela. A OAB se manifestará de forma jurídica e equilibrada."

A matéria foi ampliada às 17h39 para incluir a posição da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)




Brasil adere a tratado que desburocratiza utilização de documentos no exterior

Marieta Cazarré - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli


O governo brasileiro entregou ontem (2) ao Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos o instrumento de adesão à Convenção sobre a Eliminação da Exigência de Legalização de Documentos Públicos Estrangeiros, conhecida como Convenção da Apostila.

A participação do país nesse tratado significará uma redução de tempo e de custos para cidadãos e empresas, além de economia de recursos públicos. O instrumento simplifica a utilização de documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil, tais como certificados, procurações, certidões notariais, documentação escolar, entre outros.

A adesão do Brasil, de acordo com as normas da convenção, entrará em vigor em agosto de 2016 e desburocratizará o trâmite internacional de documentos públicos entre o Brasil e os 108 países participantes do tratado.

Com este instrumento não será mais necessária a legalização consular, apenas a emissão da Apostila da Haia, que será anexada ao documento público pelas autoridades competentes do país no qual foi emitido, tornando-o válido em todos os Estados participantes da convenção.

A emissão de Apostilas da Haia pelos cartórios será feita com base em resolução a ser editada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tratará do tema com entidades nacionais e estrangeiras.


COP21: Brasil é o primeiro país a colocar informações na central sobre florestas

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

O Brasil foi o primeiro país a disponibilizar dados no Lima REDD+ Information Hub, lançado hoje (3) pelo secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, na 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21) da convenção, em Paris. A central de informações reunirá as ações verificadas que foram implementadas voluntariamente pelos países em desenvolvimento para reduzir as emissões provenientes do desmatamento e degradação florestal, conhecidas como REDD+.

Segundo o secretariado, a REDD+ Web Plataform também foi melhorada para servir como um balcão de informações, experiências e lições aprendidas sobre REDD+, partilhados pelas países signatários, organizações e outras partes interessadas.

“As florestas desempenham um papel crucial na obtenção de um futuro sustentável. Para aumentar a ação climática pré-2020, que muda a curva de emissões nesta década e coloca o mundo em curso de uma economia global de baixo carbono na segunda metade do século, as estratégias de uso da terra que protejam os recursos florestais são muitas vezes uma excelente opção com grande potencial para ajudar a atingir essas metas”, informou o secretariado.

As informações disponibilizadas pelo Brasil podem ser acessadas no Lima REDD+ Information Hub.

Um dia após anúncio do processo de impeachment, Ibovespa sobe e dólar cai

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, sobe, enquanto o dólar cai, um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar que aceitou pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Por volta das 15h, o Ibovespa subia 4,03%, com 46.725 pontos. O dólar comercial estava sendo vendido a R$ 3,7809. Também ontem o Congresso Nacional aprovou projeto que muda a meta fiscal do governo para este ano.

As ações do BTG Pactual, que vinham caindo nos últimos dias com a prisão de um de seus sócios, o banqueiro André Esteves, sobem também hoje (3). A alta é de 0,95%.

O pedido de abertura do processo de impeachment aceito por Cunha foi apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. A decisão foi anunciada poucas horas após a bancada do PT decidir votar pela continuidade do processo contra Cunha no Conselho de Ética.

O mercado financeiro vê o impeachment como uma possível solução para a crise política, que gera repercussões na economia. Para o professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Kanczuk, se o processo for aprovado e o vice-presidente Michel Temer assumir a Presidência, terá melhores condições políticas para governar e promover reformas macroeconômicas.

Já o economista Luciano D'Agostini, pós-doutorando em macroeconomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, classifica de "imprudente" um possível processo dessa natureza e diz que as consequências vão "respingar no cidadão". Para o economista, devido às incertezas quanto ao futuro, a volatilidade (forte oscilação) da cotação do dólar deve aumentar, assim como o risco país (que mede o grau do risco que um país representa para o investidor estrangeiro).

A matéria foi ampliada às 17h23


Jaques Wagner rebate acusações e diz que quem mentiu foi Cunha

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante e Carolina Pimentel


Brasília – O ministro da Casa Civil da Presidência da Republica, Jaques Wagner, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto sobre as declarações de CunhaAntonio Cruz/ Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, rebateu as declarações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que a presidenta Dilma Rousseff mentiu ao dizer que o Palácio do Planalto não fez barganha política com o Congresso Nacional e disse que quem mentiu foi o parlamentar.

O presidente da Câmara disse hoje (3) que Dilma esteve ontem (2) com o deputado André Moura (PSC-SE), relator da reforma tributária na Câmara, para oferecer o apoio do PT a Cunha no Conselho de Ética (onde ele enfrenta um processo) em troca da aprovação do projeto que recria a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

“Sobre a afirmação do presidente da Câmara, ele é que mentiu, na medida que disse que ontem o deputado André Moura teria estado com a presidenta Dilma, levado por mim. O deputado André Moura não esteve com a presidenta Dilma, esteve comigo, sempre discuti com ele como emissário do presidente da Câmara, sempre discuti com ele pauta econômica”, disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Wagner disse que a conversa com Moura se resumiu a projetos da área econômica que estão na pauta da Câmara e que nunca falou sobre a aceitação do pedido de abertura de impeachment. “Nunca conversei com o deputado André Moura – e ele seguramente irá confirmar – sobre arquivamento ou não de pedido de impeachment, até porque sou da tese de que não podemos sustentar um governo o tempo todo ameaçado, chantageado com a entrada ou não do pedido de impeachment”, avaliou.

O ministro, que é um dos mais próximos de Dilma, elevou o tom contra as declarações de Cunha e disse que a presidência da Casa foi transformada em um “bunker da oposição” e que, por causa da investigação do Conselho de Ética, o parlamentar não tem mais legitimidade para presidir a Câmara. “Ele perdeu a legitimidade para se sentar na presidência da Casa que o está julgando.”

Chantagem

O ministro acusou Cunha de ameaçar e chantagear o governo com a possibilidade de acatar a abertura de impeachment e disse que o presidente da Câmara age “no tapetão”, pois a barganha não garantiu o apoio que ele precisava para se livrar de um processo no Conselho de Ética.

“Não sou obrigado a ser verdadeiro com alguém que usa seu próprio poder para paralisar um país e paralisar a vida do Congresso Nacional. Sempre é a ferramenta da ameaça, que é a prática do presidente da Câmara, sempre ameaçando para conquistar o que quer”, disse. “É como se diz na gíria do futebol: perdeu no campo e continua insistindo para ver se ganha no tapetão.”

Wagner disse que o impeachment se tornou a “agenda única” de alguns setores da sociedade que, desde janeiro, tentavam “encaixar” a presidenta Dilma na acusação. “O impeachment devia ser consequência de um fato, é assim que diz o texto constitucional, aqui eles andaram o ano inteiro com lanterna na mão procurando no que dá para encaixar a presidenta Dilma no impeachment. E todo mundo sabe que não há dolo, não há nenhum tipo de má-fé, de nada errado com a presidenta Dilma.”

Segundo o ministro, a aceitação do pedido de impeachment por Cunha tirou a chantagem dos bastidores e agora o governo pode se defender. “Sai-se da coxia, como se diz no teatro, e vem-se para o palco, aí acaba qualquer tipo de chantagem do tipo: olha, se não fizer isso, vou despachar o impeachment. Todo mundo sabe disso, são públicas as idas e vindas das conversas com a oposição. Quando ficou feio lá para as oposições ficar se abraçando nessas negociações, ele veio tentar conosco e também não levou. Na verdade, o grande derrotado desse processo é o presidente Eduardo Cunha, que vai ter que enfrentar, sem ameaças, o processo no Conselho de Ética.”

Defesa

O ministro adiantou um dos argumentos de defesa do governo caso o processo seja aberto pelo Congresso. Em sua decisão para abertura do processo, Cunha argumenta que Dilma assinou seis decretos com créditos suplementares, em que aumentou os gastos federais deste ano em descumprimento com a lei orçamentária anual e sem a aprovação do Congresso Nacional. "E também merece melhor aprofundamento as razões que levaram ao governo a adotar essa prática das chamadas pedaladas fiscais também neste ano de 2015", diz Cunha, no documento em que aceita o pedido de abertura.

“O que eles [autores do pedido de impeachment aceito por Cunha] estão arguindo e nós vamos rebater, tanto no STF quanto perante deputados na Câmara, é o não atingimento da meta, o próprio nome está dizendo: é a meta, o fato de não atingi-la não pode ser caracterizado crime de responsabilidade. Temos vários governadores que, por dificuldade, não por dolo, não por crime, não estão conseguindo honrar seu compromisso salarial, alguns não estão pagando o décimo terceiro. Aí eu pergunto: isso seria motivo para fazer impeachment de governador, por que não conseguiu pagar salário por conta da situação econômica, da crise?”, comparou.

Às 15h30, Dilma vai reunir os ministros do núcleo político, de vários partidos, para que a base possa se preparar "para o embate político que está começando", segundo Wagner.


Deputados governistas vão ao STF para anular pedido de impeachment de Dilma

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel


Parlamentares da base governista ingressaram hoje (3) com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo anulação do ato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que aceitou o pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, anunciado ontem (2). Segundo a base governista, a atitude de Cunha foi motivada após deputados petistas decidirem votar a favor da continuidade de um processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara contra Cunha.

De acordo com o deputado Wadih Damous (PT-RJ), autor do mandado de segurança no STF, o mandado já foi protocolado no STF, que ainda vai indicar um relator. Damous explicou que, ao dar início ao pedido de impeachment, Cunha cometeu abuso de poder e desvio de finalidade, por se valer do cargo para praticar atos de motivação pessoal. “Esse mandado é para barrar o ato, anulá-lo e sustar seus efeitos. Não é para pedir seu afastamento da presidência da Câmara dos Deputados. Isso está sendo protocolado na PGR [Procuradoria-Geral da República] por meio de outras representações”, disse Damous.

“No mandado que apresentei alego abuso de poder e desvio de finalidade [por parte de Cunha]. Ou seja, o ato foi praticado não para o atingimento de uma finalidade pública, mas para o atingimento de uma atividade privada e de interesse pessoal. Ele está usando o cargo primeiro para promover sua defesa no Conselho de Ética, inclusive obstaculizando ou tentando obstaculizar a tramitação no Conselho de Ética. E ele usa o impeachment para desviar o foco da opinião pública, de sua condição de investigado e indiciado no STF, e de réu numa representação no conselho da Câmara dos Deputados”, acrescentou.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), Cunha não tem "legitimidade" para tirar o mandato de uma presidente eleita. "Ele quer ganhar no tapetão, mas vamos recorrer no STF de forma a evitar que essa violação à Constituição seja praticada. Quem está no centro do furacão é o Cunha". O deputado Zé Geraldo (PT-PA) argumenta que o pedido apresentado por Cunha "já nasce anêmico", porque sua origem está no Conselho de Ética. "É um ato de vingança, mas o Congresso Nacional terá sabedoria e a democracia irá vencer".

Segundo Damous, as medidas judiciais não estão sendo apresentadas apenas pelo PT, enquanto partido, mas individualmente por parlamentares da legenda e também do PCdoB. “Ingressaremos com algumas medidas judiciais no STF para questionar o ato do presidente da Câmara, que anunciou pedido de impeachment. Entendemos que esse ato fere a Constituição, é abusivo e é praticado em retaliação à uma decisão da bancada do PT, que orientou seus representantes no Conselho de Ética para votarem a favor do prosseguimento da representação contra Cunha. E ele, em atitude retaliatória e em claro abuso de poder e desvio de finalidade, resolveu dar prosseguimento a um pedido de impeachment”, disse.

“Cunha entendia que tinha de ter o apoio do PT no Conselho de Ética. Mas é óbvio que os representantes do PT vão votar de acordo com o que há nos autos, que é mais do que suficiente para que essa representação prossiga e seja admitida. Há elementos contundentes de que Eduardo Cunha praticou os atos de que acusado, de que tinha contas secretas – hoje não mais secretas – na Suíça; e dinheiro de origem obscura e mal explicada. Além disso, ele mentiu a respeito dessas contas na CPI da Petrobras”, acrescentou.

Para o deputado, esses elementos são suficientes para que se dê segmento às representações. “O PT jamais entraria em um jogo de barganha. Isso é inadmissível. Entendo que ele não pode ficar à frente do cargo na Câmara dos Deputados porque reiteradas vezes tem se valido do cargo para promover sua defesa e prejudicar as investigações que há contra ele”, argumentou.

A expectativa dos deputados petistas é que o pedido apresentado no STF seja analisado com rapidez, uma vez que há pedido de liminar. “Como há pedido de urgência, presumo que entre hoje e amanhã tenhamos posicionamento do ministro para o qual for distribuída a peça”.

A matéria foi alterada às 16h20 para esclarecimento de informações

Terroristas precisaram apenas de 30 mil euros para atacar França

Da Agência Lusa


O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, afirmou hoje (3) que quem organizou os atentados de 13 de novembro em Paris "não terá gasto mais do que 30 mil euros".

Em entrevista na capital francesa, Sapin afirmou que os financiadores de quem fez os ataques entregaram várias somas de valor reduzido, que são difíceis de detectar, utilizando sobretudo cartões de crédito pré-pagos.

"O custo desses últimos ataques, o financiamento dos ataques, representa uma soma que não excede os 30 mil euros", garantiu, acrescentando que isso significa que os autores dos atentados "não necessitaram de grandes quantias de dinheiro para os preparar".

A Unidade de Informações do Ministério das Finanças francês, a Tracfin, indicou que os cartões de crédito pré-pagos, alguns deles comprados na Bélgica, foram usados para pagar os carros e apartamentos utilizados nas 48 horas que precederam os atentados.


Economista diz que processo de impeachment neste momento é "imprudente"

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de autorizar abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff repercutiu no setor financeiro. Na avaliação do economista Luciano D'Agostini, pós-doutorando em macroeconomia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), um possível processo dessa natureza é "imprudente" e as consequência vão "respingar no cidadão". Para ele, a volatilidade (forte oscilação) da cotação do dólar deve aumentar, assim como o risco país (que mede o grau do risco que um país representa para o investidor estrangeiro).

D'Agostini também cita, como efeito de curto prazo, a possibilidade de mais agências de classificação de risco rebaixarem a nota de crédito do país para o grau especulativo. Em setembro, a agência de classificação de riscos Standard&Poor's retirou o grau de investimento do Brasil, conferido a países considerados bons pagadores e seguros para investimento estrangeiro. “Outras agências de classificação de risco poderão rebaixar a nota de crédito do país de grau de investimento para grau especulativo, nos próximos meses. Isso significa que os investimentos no país continuarão caindo, o que vai induzir a mais aumento do desemprego”, disse.

Para o economista, a abertura do processo de impeachment é imprudente. “Às vezes, parece que os políticos não estão entendendo qual é a situação que pode respingar para o cidadão. Tem uma crise política e uma recessão econômica”, avaliou. Para D'Agostini, os resultados da economia serão ruins pelos próximos três anos, pelo menos, com aumento do risco país, da dívida pública e do desemprego, independentemente de quem venha a assumir a presidência, caso Dilma seja impedida de permanecer no cargo.

"Os desdobramentos de um possível impeachment neste momento não seriam bons para a macroeconômica brasileira porque não tem plano de mudança estrutural da macroeconomia”, acrescentou D'Agostini.

Para o professor do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo (USP) Fabio Kanczuk, caso o processo de impeachment seja aberto, o país deve “parar” devido às incertezas políticas. “O efeito até lá é negativo, mas já é uma fase meio parada de todo jeito, entre o fim do ano e o carnaval”, disse.

Na avaliação de Kanczuk, se Temer assumir a presidência, terá melhores condições políticas para governar e promover reformas macroeconômicas. “É um governo com muito mais força política, pronto para aprovar as reformas necessárias. Se não for [aprovado o impeachment], será a continuidade da economia que a gente está vivendo agora e a retomada do Brasil fica postergada para meados de 2017, quando começa-se a pensar em eleições de 2018”, disse.




BC lança moeda comemorativa de Salvador

Da Agência Brasil Edição: José Romildo


O Banco Central (BC) lançou, hoje (3), a moeda comemorativa da cidade de Salvador (BA). A moeda comemorativa apresenta, no anverso, o Elevador Lacerda, com vista para o Mercado Modelo na Cidade Baixa. O seu reverso exibe a Baiana do Acarajé e seu tabuleiro.

Cunhada em prata, a moeda é parte da série numismática Cidades Patrimônio da Humanidade no Brasil, que já homenageou Brasília, Ouro Preto, Goiás, Diamantina e São Luís, todas agraciadas com o título da Unesco. Segundo o BC, inicialmente serão cunhadas 3 mil moedas pela Casa da Moeda do Brasil, podendo alcançar a tiragem máxima de 10 mil unidades.

As moedas podem ser adquiridas no sítio do Banco do Brasil na internet, por meio de boleto bancário ou, no caso de correntistas da instituição, débito em conta. As moedas também estão à venda para pagamento em dinheiro em algumas agências do Banco do Brasil: Belém (PA) – Rua Santo Antonio, 432 – Campina; Curitiba (PR) – Av. Cândido de Abreu, 554 – Centro Cívico; Fortaleza (CE) - Av. Heráclito Graça, 1500 – Aldeota; Porto Alegre (RS) – Rua Sete de Setembro, 790 – Centro; Rio de Janeiro (RJ) – Rua da Quitanda, 60 – Centro; São Paulo (SP) - Av. Paulista, 2163 – Cerqueira Cesar. Agências do Banco do Brasil em dependências do Banco Central: Brasília (DF) - SBS, quadra 3, bloco B, 2.º subsolo; Belo Horizonte (MG) - Av. Álvares Cabral, 1605 – 2º subsolo – Santo Agostinho; Recife (PE) – Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro; Salvador (BA) - Av. Anita Garibaldi, 1211 – Ondina.


Eleonora Menicucci repudia processo de impeachment de Dilma

Marieta Cazarré* - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

Brasília - Dilma Rousseff tem uma vida de “retidão que orgulha as mulheres e também os homens" do país", disse Eleonora Menicucci sobre o processo contra a presidenta DilmaElza Fiúza/Agência Brasil

A secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse hoje (3) que repudia o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Não aceitamos este processo de retirada da Presidência uma mulher que foi democraticamente eleita e reeleita. Os ataques que ela vem sofrendo nenhuma de nós podemos aceitar. São ataques sexistas, machistas”, afirmou.

A declaração foi feita em Brasília, na abertura do 5º Ciclo de Empresas Estatais do Pró-Equidade de Gênero e Raça, programa do governo federal que busca fortalecer a igualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho.

“A perspectiva de gênero norteia e tem dado embasamento para o clima de ódio contra a primeira mulher presidenta do nosso país”, destacou Eleonora Menicucci. Ela afirmou ainda que Dilma Rousseff tem uma vida de “retidão que orgulha as mulheres e também os homens" do país.



*Colaborou Juliana Cézar Nunes, da Radioagência Nacional

Dilma reúne Temer e ministros para discutir resposta a pedido de impeachment

Luana Lourenço – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Um dia após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitar pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto começou a se mobilizar logo cedo para reagir à iniciativa. Dilma chamou o vice-presidente, Michel Temer, e os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner; da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva; da Justiça, José Eduardo Cardozo; e a da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, para uma reunião em seu gabinete.

Líderes de partidos da base aliada na Câmara também começam a chegar ao Palácio do Planalto para uma reunião com Berzoini, que acontecerá em seguida. O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), disse que o partido foi “pego de surpresa” com a decisão de Cunha e que a legenda vai atuar “de acordo com a Constituição”.

"Não podemos, nós, o Congresso, e a sociedade brasileira não vai permitir, que nasça uma crise institucional. O momento é de muito equilíbrio, harmonia, para que a gente possa respeitar a Constituição e que a gente tenha a tranquilidade de fazer o nosso trabalho sem nenhuma influência que não seja o absoluto respeito à Constituição”, disse o líder ao chegar ao Planalto.

O PSD poderá indicar quatro deputados para a Comissão Especial que vai analisar o processo de impeachment. A comissão terá 66 parlamentares, com representação de todos os partidos, e será instalada na próxima segunda-feira (7).

Ontem (2), após o anúncio de Cunha, Dilma fez um pronunciamento rápido em que disse ter recebido a notícia com indignação. Segundo a presidenta, as acusações contra ela são “inconsequentes e inconsistentes”, motivadas por ataques pessoais. “Não paira contra mim nenhuma suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior. Nunca coagi e nem tentei coagir instituições em busca de satisfazer os meus interesses”, afirmou.


Empresas europeias exigem mesmas regras para todos em acordo do clima

Da Agência Lusa


As empresas europeias exigiram que o acordo a ser definido na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, imponha regras iguais para todo o mundo, considerando que estão ameaçadas pelos concorrentes em países com menos exigências ambientais. “Concorrentes globais jogam com regras diferentes”, observou Annette Loske, presidente da Federação Internacional de Consumidores de Energia Industrial da Europa, que representa as empresas europeias que consomem energia.

A Europa é uma das regiões do mundo onde as normas ambientais são mais rigorosas, com metas ambiciosas em termos de desenvolvimento de padrões de energia renováveis e de combate à poluição. Assim como a Califórnia, o México e a Nova Zelândia, a União Europeia também deu um prêmio para emissões de gases de efeito estufa por meio de um sistema de comércio de licenças de emissão, que deve ser reformulado nos próximos meses.

As indústrias europeias acreditam que a COP21 será um “sucesso se terminar com um compromisso igual ao já existente na União Europeia” e que seja aplicado em todos os países do mundo, incluindo nos seus concorrentes, disse Annette Loske.

Segundo o Banco Mundial, pelo menos 40 países e 23 cidades, que representam 21% das emissões globais de gases que provocam o efeito estufa, já incluíram um imposto sobre as emissões de carbono. Os setores econômicos mais afetados são os mais expostos à concorrência internacional, principalmente produtos químicos, aço e papel. Aqueles também são setores que fazem uma utilização intensiva de energia.

A COP21 busca um acordo entre mais de 190 países para a redução das emissões de gases de efeito estufa, para limitar o aumento da temperatura média da Terra a 2 graus Celsius (ºC) até 2100, em relação aos níveis pré-Revolução Industrial. O evento começou na segunda-feira (30) e segue até o dia 11 deste mês.


Impeachment: partidos se articulam para escolher nomes de comissão especial

Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger


No dia seguinte ao anúncio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de autorizar a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, os partidos na Casa começam a se articular para escolher os nomes que vão compor a comissão especial, responsável por analisar o caso. Enquanto a base aliada do governo se reúne com o ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, no Palácio do Planalto, legendas da oposição marcaram um encontro alguns minutos antes da reunião de líderes com Cunha.

O encontro com os líderes deve se concentrar na tramitação do processo de impedimento na Casa, que seguirá a Constituição Federal, a Lei do Impeachment e o Regimento Interno da Câmara. Depois que o pedido de impeachment – com quase 2 mil páginas considerando anexos e outros documentos – for lido em plenário, junto com a decisão de Cunha, e publicado no Diário Oficial da Casa, é determinada a criação de uma comissão especial que vai analisar a denúncia.

Comissão especial

O colegiado formado por 66 deputados de todos os partidos será eleito em plenário e, em 48 horas, elege presidente e relator. Os partidos com maior representação na comissão são PT (com oito parlamentares), PMDB (com oito) e PSDB (com seis). Paralelamente ao processo, Dilma será notificada e terá prazo de dez sessões para apresentar sua defesa. Com os argumentos de Dilma em mãos, a comissão terá cinco sessões para votar o parecer.

Se a direção indicada pelo colegiado for no sentido de receber a denúncia, dois terços dos parlamentares (342) precisam acatar a decisão em votação nominal no Plenário para que o processo de impeachment tenha andamento. Nesse caso, Dilma seria suspensa da função de presidente por 180 dias, substituída pelo vice-presidente Michel Temer. No período, o Senado julga o processo.


BC: inflação não vai estourar meta em 2016 e deve convergir para 4,5% em 2017

Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) adotará as medidas necessárias para trazer a inflação o mais próximo possível de 4,5%, sem estourar o teto da meta (6,5%), em 2016. Para 2017, o comitê esperar fazer a inflação convergir para o centro da meta (4,5%). A afirmação consta da ata da última reunião do Copom, divulgada hoje (3).

Na reunião, realizada nos dias 24 e 25 de novembro, pela terceira vez seguida, o comitê optou por não alterar a taxa básica de juros, a Selic, mas a decisão não foi unânime. Por 6 votos a 2, a Selic foi mantida em 14,25% ao ano.

Na ata, o comitê ressalta que há incertezas, principalmente, “quanto à velocidade do processo de recuperação dos resultados fiscais e à sua composição”. Outro fator considerado pelo BC é que o realinhamento de preços domésticos em relação aos internacionais e livres em relação aos administrados está mais demorado e intenso que o previsto. “Nesse contexto, independentemente do contorno das demais políticas, o comitê adotará as medidas necessárias de forma a assegurar o cumprimento dos objetivos do regime de metas, ou seja, trazer a inflação o mais próximo possível de 4,5% em 2016, circunscrevendo-a aos limites estabelecidos pelo CMN [Conselho Monetário Nacional], e fazer convergir a inflação para a meta de 4,5% em 2017”.

Os diretores de Assuntos Internacionais, Tony Volpon, e de Organização do Sistema Financeiro, Sidnei Marques, consideram que seria oportuno ajustar, de imediato, a taxa Selic, para reduzir os riscos de não cumprimento dos objetivos do regime de metas para a inflação. “No entanto, a maioria dos membros do Copom considerou monitorar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião para, então, definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária”, informa a ata. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 19 e 20 de janeiro.

Para instituições financeiras consultadas semanalmente pelo BC, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), vai superar o teto da meta (6,5%), tanto neste ano quanto em 2016. Para este ano, a estimativa é 10,38% e para 2016, 6,64%.

Este ano, a inflação está sendo pressionada pelos aumentos de preços administrados como energia e combustíveis e pela alta do dólar, que influencia o preço dos produtos e das matérias-primas importadas.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo. A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle da inflação.



Projeções



O BC aumentou a projeção para a alta do preço da gasolina, este ano, de 15% para 17,6%. Também subiu a estimativa de reajuste do preço do botijão de gás de 19,9% para 21,7% e das tarifas de energia de 51,7% para 52,3%. A estimativa para o conjunto de preços administrados é 17,7% em 2015, ante 16,9% considerados na reunião do Copom de outubro. Para 2016, a projeção é 5,9%, 0,1 ponto percentual cima do valor considerado na reunião do comitê em outubro.


Suíça confirma detenção de dois dirigentes da Fifa suspeitos de subornos

Da Agência Lusa

De acordo com o governo suíço, os dirigentes da Fifa são suspeitos de receber dinheiro em troca da venda de direitos de comercialização de jogos na América LatinaDivulgação/Fifa

O governo suíço anunciou que dois dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) foram detidos hoje (3) em Zurique, confirmando a notícia do jornal The New York Times de que novas detenções haviam sido feitas no âmbito do escândalo de corrupção da organização desportiva. Ainda não foram divilgados os nomes dos detidos.

“Os dirigentes de alto nível da Fifa receberam alegadamente dinheiro em troca da venda de direitos de comercialização relacionados com torneios de futebol na América Latina, bem como dos jogos para as qualificações do Mundial”, disse o Ministério da Justiça da Suíça, em comunicado.

O anúncio foi feito depois de o The New York Times ter publicado hoje que foram detidas mais de uma dezena de pessoas relacionadas com a investigação das autoridades judiciais dos Estados Unidos sobre suspeita de corrupção na Fifa.

O ministério confirmou novas detenções, mas apenas fez referência a dois casos que tiveram por base “pedidos de detenção apresentados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a 29 de novembro de 2015”.

Os dois “são suspeitos de terem recebido subornos”, disse o ministério.

“De acordo com os pedidos de detenção dos Estados Unidos, são suspeitos de terem aceitado subornos de milhões de dólares. Alguns dos crimes foram acordados e preparados nos Estados Unidos. Os pagamentos também foram processados através de bancos norte-americanos”, indica o comunicado.

As detenções foram feitas no hotel Baur au Lac, de Zurique, o mesmo onde decorreu a operação de maio.

Entretanto, a Fifa, num comunicado enviado à AFP, já confirmou "ações" levadas executadas hoje pela Justiça norte-americana e garantiu que continuará a "cooperar plenamente" com as investigações das autoridades dos EUA e da Suíça.

A Fifa foi abalada por um escândalo de corrupção em maio, a dois dias da reeleição de Joseph Blatter como presidente do organismo máximo do futebol mundial, num processo aberto pela Justiça dos Estados Unidos e que levou à acusação de 14 dirigentes e ex-dirigentes.

No início de junho, Blatter apresentou a demissão, abrindo o caminho para novas eleições, que foram marcadas para 26 de fevereiro de 2016.

Em 25 de setembro, o Ministério Público suíço instaurou um processo criminal contra Blatter, que foi interrogado na qualidade de arguido, por suspeita de gestão danosa, apropriação indevida de fundos e abuso de confiança.

Em 8 de outubro, Blatter, o secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, e o presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), o também francês Michel Platini, foram suspensos provisoriamente por 90 dias pelo Comitê de Ética da Fifa, por envolvimento no escândalo de corrupção que atingiu a instituição.

Na base das suspensões estão os inquéritos que decorrem no próprio órgão da Fifa, ainda que vários outros responsáveis do organismo mundial estejam também a sendo investigados pelas autoridades suíças e norte-americanas.


Juristas divergem quanto à postura do Congresso sobre processo de impeachment

Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


A postura que o Congresso adotará diante da aceitação, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, da abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff não encontra unanimidade entre os juristas. Na opinião do professor Walber de Moura Agra, da Faculdade de Direito do Recife, uma decisão pelo impeachment logo após a aprovação do projeto de lei que muda a meta fiscal de 2015 enfraquece o discurso parlamentar a favor da retirada de Dilma do poder.

“O Congresso não teria credibilidade para votar o impeachment”, afirma Agra. Para ele, haverá “perda de legitimidade do discurso” se os deputados decidirem pelo impeachment. O pedido aceito pelo deputado Eduardo Cunha foi aberto com base na rejeição das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a própria Câmara alterou nessa quarta-feira (2) a meta fiscal de 2015, de R$ 66,3 bilhões de superávit para R$ 119 bilhões de déficit.

Para o especialista em direito eleitoral e promotor em Minas Gerais, Thales Cerqueira, o Congresso “se viu obrigado” a alterar a meta para poder arcar com despesas básicas, como o pagamento de pessoal. “O Congresso, fora a base do governo, se viu obrigado para não afundar a economia do país. Senão nem despesas ordinárias seriam pagas”, disse ele.

“Essa mudança da meta é para salvaguardar a economia. Eles [os parlamentares] podem justificar que tiveram que aprovar [a nova meta] até por conta da maquiagem nas contas”, completa o jurista. Cerqueira entende que o Congresso Nacional foi “refém” do atraso no repasse de recursos para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, referentes a despesas com programas sociais do governo.

Thales Cerqueira acredita que há elementos que justifiquem uma abertura do processo de impeachment da presidenta. “O que está atrelado ao impeachment não são só os atrasos nos repasses dos recursos. O grande mal é uma história de corrupção que vem desde o mensalão”, diz.  Já Walber Agra vê Dilma em uma situação jurídica “confortável” no momento. Na sua opinião, não há atualmente provas consistentes suficientes para motivar o impeachment. “Mas com a Operação Lava Jato aí, nunca se sabe”, acrescenta.

Para ele , a apreciação das contas de 2014 no Congresso será crucial para o futuro de Dilma no Palácio do Planalto. Em caso de rejeição das contas, seguindo a recomendação do TCU, a presidenta poderia ser enquadrada em crime de responsabilidade, como consta no Artigo 85 da Constituição, que define os crimes de responsabilidade de um presidente.

“O procedimento de impeachment exige dois requisitos: a aprovação na Câmara por dois terços dos deputados e, depois, o enquadramento no Artigo 85. Se o Congresso acompanha o parecer do TCU, a princípio haveria possibilidade de enquadramento no Artigo 85 por crimes contra a lei orçamentária, que é um dos crimes de responsabilidade”, afirma.


Dependente de hidrelétricas, Brasil quer mais energias renováveis

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Brasil quer aumentar as fontes renováveis, como a eólica, na matriz energética (Arquivo/Agência Brasil)

Para a conferência que discute o futuro do planeta, em Paris, a COP21, o Brasil leva a meta de aumentar de 28% para 33% até 2030 as fontes renováveis de energia, como eólica, solar, biomassa, entre elas o etanol, na matriz energética. A meta desconsidera as hidrelétricas que, embora sejam renováveis, causam impacto ambiental e social por causa das barragens.

A proposta tem o objetivo de reduzir o uso do carvão e de combustíveis derivados do petróleo, como o diesel, a gasolina e o querosene. Utilizados em aviões, caminhões, carros e nas usinas termelétricas – para geração de eletricidade –, são considerados vilões do efeito estufa, por liberar gás carbônico na atmosfera. Na 21ª Conferência das Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que vai até 11 de dezembro, é esperado um acordo para diminuir os incentivos governamentais a esses combustíveis, os chamados subsídios.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Greenpeace, a meta do Brasil de ampliar a oferta de energias renováveis, desconsiderando as hidrelétricas, é acertada, mas pouco ambiciosa. Para a ONG, o ritmo natural de crescimento dessas energias no país já é maior do que a meta do governo. “É uma lógica parecida com o compromisso pela redução do desmatamento, apresentam uma meta mais fácil de cumprir para depois dizer que superou”, diz o coordenador da Campanha Clima e Energia, Ricardo Baitelo.

Para o ativista, o governo considera que haverá um aumento da demanda de energia e, dentro desse aumento, se prepara para oferecer fontes renováveis, por exemplo. “Esse número do governo [de 28% para 33%] significa que o Brasil terá 3 mil megawatts por ano a mais em novas [energias] renováveis e acreditamos que o Brasil poderia ter 4 mil”, destacou.

Hoje o Brasil tem produzido energia elétrica de fato, principalmente por meio de usinas hidrelétricas. Junto com as fontes fósseis, as usinas são responsáveis por 83% do total da eletricidade gerada no país, bem mais que os 16% gerados pelas novas renováveis. Com a meta anunciada pelo governo, a previsão é que as fontes limpas em 2024 gerem 28% da eletricidade, sendo 3% solar, também chamada fotovoltaica, e 12% de energia eólica.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a eletricidade produzida pelo sol e pelos ventos era insignificante em 2004. Dez anos depois, por meio de financiamento estatal aliado à queda de preços dos equipamentos, a energia eólica chegou a 5% do total da eletricidade gerada em 2014, embora a energia fotovoltaica ainda estivesse engatinhando (0,02%).


Energia eólica

De acordo com a presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, por ser uma fonte não poluente, a produção dessa energia é uma tendência mundial. No Brasil, com as condições naturais favoráveis, a vantagem é ainda maior.

“Segundo fabricantes de equipamentos, o Brasil tem o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica”, afirmou Elbia. A produtividade por máquina no país, acrescentou, também está acima da média europeia e americana, o que favorece a redução de custos. Ela acredita que o país já tem experiência para ampliar a produção no setor.

Renováveis dependem de financiamento

Como a COP21 em Paris está no começo, o Greenpeace acha que é cedo para delinear acordos na área de energia. A entidade, que acompanha as negociações, conta que países têm discutido como aumentar a oferta, mas sem uma solução global. “Estamos vendo, pelo discurso dos chefes de Estado, que essa é uma preocupação acima da média, com a Índia liderando. A raiz do problema é como trazer investimentos para fazer a transição [para energia limpa]”, disse Baitelo.


Refugiados e asilados terão direito à carteira de identidade de graça no Brasil

Estadão Conteúdo



O Ministério da Justiça estabeleceu a gratuidade dos atos relacionados ao registro nacional de estrangeiro e à emissão de carteira de identidade do estrangeiro por refugiados e asilados.

Segundo o texto da medida, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2) são gratuitos o registro nacional de estrangeiro e a emissão da identidade de estrangeiros, quando os documentos forem requeridos por refugiados e asilados reconhecidos.


Fonte: HuffPOst Brasil

Há 60 anos, Rosa Parks se recusava a ceder lugar a um homem branco em ônibus

HuffPost Brasil  |  De Andréa Martinelli

Há 60 anos, a costureira Rosa Parks se tornou referência na luta antirracismo nos Estados Unidos.

Na década de 50, em Montgomery, no Alabama, as leis de segregação racial ainda regiam a vida das pessoas.

E era comum que uma mulher negra ficasse escondida e em segundo plano quando próxima de uma mulher ou homem branco em algum ambiente público ou até mesmo na rua. Mas em 1 de dezembro de 1955, Parks fez história.


Naquela época, as primeiras filas dos ônibus eram, por lei, reservadas para passageiros brancos. Atrás ficavam os assentos permitidos para negros.

Rosa Parks utilizava um desses ônibus para ir e voltar do trabalho. Neste dia, ela sentou-se em um dos lugares reservados aos brancos.

Quando o motorista exigiu que ela e outros três negros se levantassem para dar lugar a brancos que haviam entrado no ônibus, Parks se negou a cumprir a ordem. Ela continuou sentada e, por isso, foi detida e levada para a prisão.


A atitude de Parks motivou um boicote aos ônibus da cidade e milhares de negros se recusaram a tomar ônibus a caminho do trabalho o que provocou protestos em diversos locais do país. O The Guardian lembrou o momento em imagens.

Dez anos depois, o movimento negro ganhou ainda mais força ao lado de Martin Luther King -- em 1965 aconteceu a marcha de Montgomery até a cidade de Selma, que virou até filme -- ganhador do Oscar de melhor música em 2015 --.

A partir destas e outras ações, foram estabelecidas as Leis dos Direitos Civis, que trouxeram melhorias para a vida dos negros. Mas, ainda hoje, a disparidade social nos EUA é grande.


Fonte: HuffPost Brasil

Livro de Clarice Lispector é eleito um dos melhores de 2015 pelo New York Times

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli



O sucesso da escritora brasileira Clarice Lispector (1920-1977) fora do País continua a crescer.

Na última sexta-feira (27), uma publicação de Lispector dos Estados Unidos foi escolhida pelo The New York Times como uma das cem melhores de 2015.

O livro The Complete Stories ("as histórias completas", em português), publicado pela New Direction em agosto deste ano, reúne cinco romances da escritora em 640 páginas, tem edição de Benjamin Moser e tradução de Katrina Dodson.

"A brasileira foi uma das verdadeiras originais da literatura latino americana", definiu o jornal.

Veja a capa abaixo:



A lista se divide nas seções de "poesia e ficção" e "não ficção" e foi elaborada pelos editores do suplemento New York Times Book Review, revista semanal do NYT.

O jornal já havia elogiado calorosamente o livro, chamando-o de "perigoso para se ler rapidamente ou casualmente, porque é consistentemente delirante".

The Complete Stories será lançado no Brasil em 2016, pela Rocco, segundo o G1.

Moser é autor de Clarice, (Cosac Naify, 2015), considerada uma das principais biografias da escritora.


Fonte: HuffPost Brasil

'Que Horas Ela Volta?' está no top 5 de melhores filmes estrangeiros da National Board of Review

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli



Que Horas Ela Volta?, filme dirigido por Anna Muylaert, continua na trajetória rumo ao Oscar 2016.

A comédia dramática está no "top cinco de melhores filmes em língua estrangeira" da organização National Board of Review.

A NBR é uma das instituições de cinema mais tradicionais e importantes dos Estados Unidos e premia filmes há mais de cem anos, escolhidos por acadêmicos, profissionais e estudantes da arte.

Os outros selecionados são Boa Noite, Mamãe (Áustria), Mediterranea (Itália), Phoenix (Alemanha) e A Gangue (Ucrânia).

Mad Max: Fúria Estrada da Fúria ganhou o prêmio de melhor filme, Ridley Scott o de melhor diretor por Perdido em Marte e Brie Larson foi eleita a melhor atriz por O Quarto de Jack. Todos os ganhadores você pode ver no link acima.

O longa também é um dos dez indicados ao prêmio Satelitte, na categoria de melhor filme internacional.

Entregue pela International Press Academy (IPA), formada por jornalistas de entretenimento estrangeiros e norte-americanos, o prêmio sinaliza possíveis indicações ao Oscar, assim como o NBR.

Os outros indicados ao Satellite são O Filho de Saul (Hungria), Labirinto de Mentiras (Alemanha), The Throne (Coreia do Sul), Um Pombo Pousou num Galho Refletindo sobre a Existência (Suécia), The Assassin (Taiwan), Boa Noite, Mamãe (Áustria), The Brand New Testament (Bélgica), The High Sun (Croácia) e Cinco Graças (França).

Premiações

Muylaert, em entrevista ao HuffPost Brasil, comentou a trajetória do filme rumo ao Oscar: "Fico feliz que estejam dizendo boas coisas. Estão vendo a qualidade de filme, mas não levo isso a sério".

"Na medida em que ele seja o escolhido do Brasil [para competir pela vaga]", disse, "nós vamos trabalhar para que isso se torne verdade, mas ainda está muito longe de se concretizar."


Fonte: HuffPost Brasil

'Amy' e 'What happened, Miss Simone?' estão na lista de pré-selecionados ao Oscar

Estadão Conteúdo



A Academia de Hollywood divulgou nesta terça-feira, 1, 15 filmes que estarão na próxima fase de votação para a escolha do Oscar de melhor documentário. Ao todo, 124 filmes foram originalmente submetidos nessa categoria.

Entre os escolhidos, estão Amy, sobre Amy Winehouse, What Happened, Miss Simone?, sobre Nina Simone e Heart of a Dog, de Laurie Anderson.

Veja a lista com os 15 pré-selecionados, divulgados pela Academia com o nome de suas produtoras:

Amy, On the Corner Films and Universal Music

Best of Enemies, Sandbar

Cartel Land, Our Time Projects and The Documentary Group

Going Clear: Scientology and the Prison of Belief, Jigsaw Productions

He Named Me Malala, Parkes-MacDonald and Little Room

Heart of a Dog, Canal Street Communications

The Hunting Ground, Chain Camera Pictures

"Listen to Me Marlon," Passion Pictures

The Look of Silence, Final Cut for Real

Meru, Little Monster Films

3 1/2 Minutes, 10 Bullets, The Filmmaker Fund, Motto Pictures, Lakehouse Films, Actual Films, JustFilms, MacArthur Foundation and Bertha BRITDOC

We Come as Friends, Adelante Films

What Happened, Miss Simone?, RadicalMedia and Moxie Firecracker

"Where to Invade Next," Dog Eat Dog Productions

Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom, Pray for Ukraine Productions

As indicações do Oscar serão conhecidas no dia 14 de janeiro de 2016, e a cerimônia de entrega do prêmio ocorre no dia 28 de fevereiro, em Hollywood.


Fonte: HuffPOst Brasil

Tribunal condena Itaú Unibanco por orientar caixa a esconder dinheiro

Estadão Conteúdo



O Itaú Unibanco foi condenado a uma de indenização de R$ 48 mil por orientar um caixa a esconder o dinheiro disponível na agência. A decisão é do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Segundo a Justiça, a instituição tentava evitar a penhora de R$ 14 milhões determinada pela 5ª Vara Cível de Vitória (ES).

As informações foram divulgadas pelo TST. O autor do processo trabalhou no banco como caixa de dezembro de 2008 a janeiro de 2014. No final de 2010, após condenação imposta pela 5ª Vara Cível de Vitória (ES) em ação judicial movida contra o banco, foi expedido mandado de busca e apreensão no valor de R$ 14 milhões, que deveria ser cumprido nas agências da Grande Vitória (ES).

De acordo com o processo, o caixa afirmou que os dirigentes do banco determinaram aos empregados que escondessem os valores arrecadados ao longo do dia "em gavetas, arquivos, sob objetos, embaixo de carpetes e em suas vestimentas pessoais" para evitar a apreensão do dinheiro.

As orientações eram passadas, inclusive, através de e-mails (anexados ao processo) onde faziam constar "risco iminente de um caixa pagar diferença". "Como resultado, os empregados eram obrigados a mentir aos oficiais de Justiça e afirmar que não havia nada além dos valores que se encontravam no cofre", aponta nota do TST.

A decisão da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o valor da indenização de R$ 48 mil, determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES). A Turma não acolheu agravo de instrumento do ex-empregado, que tinha como objetivo aumentar o montante da indenização.

A Justiça entendeu que o TRT 17 considerou, ao arbitrar o valor, a gravidade da conduta do banco, e observou os critérios da proporcionalidade e da razoabilidade.

O TRT confirmou a condenação de primeiro grau destacando que as provas do processo demonstraram que os empregados "foram instruídos a obstaculizar a atuação dos oficiais de justiça, através de manobras espúrias, escondendo o dinheiro da agência em locais inusitados, como na mochila do ex-empregado e na mala do carro da testemunha".

Para confirmar a sentença de primeiro grau, o Tribunal Regional destacou ainda a existência de outros processos onde o banco foi condenado pela mesma situação. Para o TRT, o abalo psíquico estaria configurado pelo fato de o ex-empregado "ter sido compelido a se conduzir de forma antiética e ilegal", destacando ainda "os sentimentos de angústia e medo" que o caixa sofreu "por estar obstruindo o cumprimento de ordem judicial, assim como de estar correndo o risco de ser descoberto pelos servidores da Justiça".

O ex-funcionário interpôs agravo de instrumento para fazer o TST analisar o valor da indenização, considerada desproporcional por ele frente a outras condenações do banco no mesmo sentido, que teriam chegado a R$ 100 mil.

No entanto, o desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, relator na Primeira Turma, ressaltou que o TRT decidiu dentro dos critérios de proporcionalidade. Ele destacou que a revisão do valor da condenação exigiria rever os critérios subjetivos que levaram o Tribunal Regional à conclusão, "à luz das circunstâncias de fato reveladas nos autos".

Defesa

Consultado pela reportagem, o banco Itaú Unibanco afirmou que não vai se manifestar sobre o caso.


Fonte: HuffPost Brasil

Os 100 melhores filmes brasileiros eleitos pela crítica (FOTOS)

HuffPost Brasil  |  De Caio Delcolli




A Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) fez um ranking dos cem melhores filmes nacionais.

Limite (1931), de Mario Peixoto, ficou em primeiro lugar e é a obra mais antiga da lista.

Em seguida, vem o clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha, que concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes daquele no ano.

Lançamentos recentes também foram contemplados, como Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert.

Lançado neste ano, o longa é a aposta do Brasil para concorrer ao Oscar 2016 na categoria de melhor filme estrangeiro.

O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho, ficou em 15º lugar. O Céu de Suely (2006), uma das principais obras de Karim Aïnouz, ficou na 70ª posição.

Outros títulos importantes, como O Auto da Compadecida (1999), Macunaíma (1969) e Tropa de Elite (2007), ficaram nos 63º, 10º e 30º lugares, respectivamente.

Abaixo, você pode ver a lista completa:

1. Limite (1931), de Mario Peixoto
2. Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha
3. Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos
4. Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
5. Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha
6. O Bandido da Luz Vermelha (1968), de Rogério Sganzerla
7. São Paulo S/A (1965), de Luís Sérgio Person
8. Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles
9. O Pagador de Promessas (1962), de Anselmo Duarte
10. Macunaíma (1969), de Joaquim Pedro de Andrade

Othon Bastos em cena de Deus e o Diabo na Terra do Sol


11. Central do Brasil (1998), de Walter Salles
12. Pixote, a Lei do Mais Fraco (1981), de Hector Babenco
13. Ilha das Flores (1989), de Jorge Furtado
14. Eles Não Usam Black-Tie (1981), de Leon Hirszman
15. O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça Filho
16. Lavoura Arcaica (2001), de Luiz Fernando Carvalho
17. Jogo de Cena (2007), de Eduardo Coutinho
18. Bye Bye, Brasil (1979), de Carlos Diegues
19. Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias
20. São Bernardo (1974), de Leon Hirszman

Central do Brasil é o longa brasileiro mais recente indicado ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro


21. Iracema, uma Transa Amazônica (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Senna
22. Noite Vazia (1964), de Walter Hugo Khouri
23. Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra
24. Ganga Bruta (1933), de Humberto Mauro
25. Bang Bang (1971), de Andrea Tonacci
26. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1968), de Roberto Santos
27. Rio, 40 Graus (1955), de Nelson Pereira dos Santos
28. Edifício Master (2002), de Eduardo Coutinho
29. Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos
30. Tropa de Elite (2007), de José Padilha

O documentário Edifício Master é um dos clássicos de Eduardo Coutinho, morto em 2014

31. O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade
32. Serras da Desordem (2006), de Andrea Tonacci
33. Santiago (2007), de João Moreira Salles
34. O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), de Glauber Rocha
35. Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010), de José Padilha
36. O Invasor (2002), de Beto Brant
37. Todas as Mulheres do Mundo (1967), de Domingos Oliveira
38. Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), de Julio Bressane
39. Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto
40. Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra

Wagner Moura em cena de Tropa de Elite 2

41. O Homem do Sputnik (1959), de Carlos Manga
42. A Hora da Estrela (1985), de Suzana Amaral
43. Sem Essa Aranha (1970), de Rogério Sganzerla
44. SuperOutro (1989), de Edgard Navarro
45. Filme Demência (1986), de Carlos Reichenbach
46. À Meia-noite Levarei Sua Alma (1964), de José Mojica Marins (Zé do Caixão)
47. Terra Estrangeira (1996), de Walter Salles e Daniela Thomas
48. A Mulher de Todos (1969), de Rogério Sganzerla
49. Rio, Zona Norte (1957), de Nelson Pereira dos Santos
50. Alma Corsária (1993), de Carlos Reichenbach

Zé do Caixão no clássico À Meia-noite Levarei Sua Alma

51. A Margem (1967), de Ozualdo Candeias
52. Toda Nudez Será Castigada (1973), de Arnaldo Jabor
53. Madame Satã (2000), de Karim Aïnouz
54. A Falecida (1965), de Leon Hirzman
55. O Despertar da Besta – Ritual dos Sádicos (1969), de José Mojica Marins (Zé do Caixão)
56. Tudo Bem (1978), de Arnaldo Jabor (1978)
57. A Idade da Terra (1980), de Glauber Rocha
58. Abril Despedaçado (2001), de Walter Salles
59. O Grande Momento (1958), de Roberto Santos
60. O Lobo Atrás da Porta (2014), de Fernando Coimbra

Darlene Glória em cena de Toda Nudez Será Castigada

61. O Beijo da Mulher-Aranha (1985), de Hector Babenco
62. O Homem que Virou Suco (1980), de João Batista de Andrade
63. O Auto da Compadecida (1999), de Guel Arraes
64. O Cangaceiro (1953), de Lima Barreto
65. A Lira do Delírio (1978), de Walter Lima Junior
66. O Caso dos Irmãos Naves (1967), de Luís Sérgio Person
67. Ônibus 174 (2002), de José Padilha
68. O Anjo Nasceu (1969), de Julio Bressane
69. Meu Nome é… Tonho (1969), de Ozualdo Candeias
70. O Céu de Suely (2006), de Karim Aïnouz

Sônia Braga em O Beijo da Mulher Aranha

71. Que Horas Ela Volta? (2015), de Anna Muylaert
72. Bicho de Sete Cabeças (2001), de Laís Bondanzky
73. Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda
74. Estômago (2010), de Marcos Jorge
75. Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes
76. Baile Perfumado (1997), de Paulo Caldas e Lírio Ferreira
77. Pra Frente, Brasil (1982), de Roberto Farias
78. Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1976), de Hector Babenco
79. O Viajante (1999), de Paulo Cezar Saraceni
80. Anjos do Arrabalde (1987), de Carlos Reichenbach

Cinema, Aspirinas e Urubus foi o escolhido do Brasil para concorrer ao Oscar

81. Mar de Rosas (1977), de Ana Carolina
82. O País de São Saruê (1971), de Vladimir Carvalho
83. A Marvada Carne (1985), de André Klotzel
84. Sargento Getúlio (1983), de Hermano Penna
85. Inocência (1983), de Walter Lima Jr.
86. Amarelo Manga (2002), de Cláudio Assis
87. Os Saltimbancos Trapalhões (1981), de J.B. Tanko
88. Di (1977), de Glauber Rocha
89. Os Inconfidentes (1972), de Joaquim Pedro de Andrade
90. Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1966), de José Mojica Marins

Em performance marcante, Rodrigo Santoro dá vida à travesti Lady Di em Carandiru

91. Cabaret Mineiro (1980), de Carlos Alberto Prates Correia
92. Chuvas de Verão (1977), de Carlos Diegues
93. Dois Córregos (1999), de Carlos Reichenbach
94. Aruanda (1960), de Linduarte Noronha
95. Carandiru (2003), de Hector Babenco
96. Blá Blá Blá (1968), de Andrea Tonacci
97. O Signo do Caos (2003), de Rogério Sganzerla
98. O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006), de Cao Hamburger
99. Meteorango Kid, Herói Intergaláctico (1969), de Andre Luis Oliveira
100. Guerra Conjugal (1975), de Joaquim Pedro de Andrade e Bar Esperança, o Último que Fecha (1983), de Hugo Carvana


Fonte: HuffPost Brasil

Que fofa! Atriz Sandra Bullock adota Laila, uma garotinha de 3 anos

HuffPost Brasil  |  De Andréa Martinelli


Com vocês, Laila, de 3 anos, a mais nova integrante da família da atriz Sandra Bullock.



A atriz revelou que adotou a garotinha de três anos em uma capa exclusiva para a revista People nesta quarta-feira (2). Laila, é a segunda filha adotiva de Bullock. Em 2010, ela adotou Louis, de 5 anos.

"Quando eu olhei para Laila, não tive dúvidas na minha mente de que ela era para estar ali. Eu posso dizer com certeza que a criança certa veio para mim no tempo certo", disse Sandra à publicação.

"Eu sabia que ela estava assustada e tudo que eu queria era que ela conhecesse Louis e que eu não iria para lugar algum", contou a atriz.

Segundo Sandra, a menina trouxe 'rosa e brilho na casa para se misturar aos Legos e Batmans'.

E disse:

"Minha família é misturada e diversa, maluca, e amável e compreensiva. Isso é uma família".

A atriz também anunciou em uma capa da People, em 2010, a adoção de Louis.




Fonte: HuffPOst Brasil

Obama lamenta mortes em tiroteio na Califórnia

Leandra Felipe - correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Fábio Massalli

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lamentou as 14 mortes causadas no tiroteio na tarde de hoje (2) na cidade de San Bernardino, na Califórnia. Segundo a sua assessoria de imprensa, ele foi informado da tragédia em Paris, onde participa da 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21). Na semana passada após um tiroteio no Colorado, Obama disse que era inadmissível que o país continuasse a ter este tipo de ocorrências “sem equivalência no mundo”.

Até o momento foram confirmadas 20 vítimas entre feridos e mortos. Alguns jornais locais falam em 14 mortes, mas os bombeiros evitam informar com precisão a quantidade de vítimas.

Um dos três suspeitos foi baleado pela polícia e, segundo alguns veículos, ele faleceu após ser atingido. O local em que os tiros foram disparados é um centro de referência para pessoas com necessidades especiais.