Hoje tem Cabriola


Hoje tem o Cordel da Fábulas Fabulosas da Cabriola Cia de teatro - 16h.
Última apresentação antes das férias... Ufa!
A gente volta em janeiro com apresentação já marcada em Salvador.

Ps: antes das férias vamos fazer o Natal Solidário da Cabriola, só para não perder o costume. Divulgaremos em breve.

Corte no Bolsa Família pode levar ao aumento da pobreza, diz ministra

Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, disse hoje (13) que um corte no Bolsa Família pode aumentar a pobreza, a extrema pobreza e o trabalho infantil no país, e levar à retirada de 23 milhões de pessoas do programa.

Os recursos previstos para o programa na proposta de Lei Orçamentária da União para 2016 são de R$ 28,8 bilhões. O relator do Orçamento do ano que vem, deputado Ricardo Barros (PP-PR), está analisando um possível corte de R$ 10 bilhões na verba do Bolsa Família.

“Acho que impactaria fortemente a extrema pobreza e a pobreza no Brasil, essa redução de R$ 10 bilhões. Como se distribuiria esses R$ 10 bilhões que o governo é contra cortar? Como a gente reduziria? De quem é menos pobre para quem é mais pobre, olhando a renda familiar? Teríamos um impacto, não só no nível de renda da população pobre, na extrema pobreza, como a gente teria, no curto prazo, impacto no trabalho infantil e na presença dessas crianças na escola”, disse Tereza Campello, em entrevista para comentar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com 600 mortes em seis anos, Brasil é o que mais mata travestis e transexuais

Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


O Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país, segundo pesquisa da organização não governamental (ONG) Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero.

“Infelizmente, são pouquíssimas [transexuais e travestis] que conseguem passar dos 35 anos de idade e envelhecer. Quando não são assassinadas, geralmente acontece alguma outra fatalidade”, conta Rafaela Damasceno, transexual que luta pelos direitos dessa população.

Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil, publicado, em 2012, pela Secretaria de Direitos Humanos (hoje Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos) apontou o recebimento, pelo Disque 100, de 3.084 denúncias de violações relacionadas à população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros), envolvendo 4.851 vítimas. Em relação ao ano anterior, houve um aumento de 166% no número de denúncias – em 2011, foram contabilizadas 1.159 denúncias envolvendo 1.713 vítimas.

Segundo o relatório, esses números apontam para um grave quadro de violência homofóbica no Brasil. “Foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia. A cada dia, durante o ano de 2012, 13,29 pessoas foram vítimas de violência homofóbica”, diz o documento.


O relatório mostra que, em 2012, 71% das vítimas eram do sexo masculino e 20% do sexo feminino. Algumas vítimas não declararam sexo.

As violências psicológicas foram as mais reportadas, com 83,2% do total, seguidas de discriminação, com 74,01%; e violências físicas, com 32,68%.

Entre as violências físicas, as lesões corporais foram as mais reportadas, com 59,35%,  seguidas por maus-tratos, com 33,54%. As tentativas de homicídios totalizaram 3,1%, com 41 ocorrências, enquanto assassinatos contabilizaram 1,44% das denúncias, com 19 ocorrências.

Além dos dados coletados no Disque Direitos Humanos (Disque 100), o relatório também incluiu informações sobre violações publicadas em veículos de comunicação.

Em 2012, foram divulgadas na mídia 511 violações contra a população LGBT, destas 310 foram homicídios. De acordo com o documento, as travestis foram as maiores vítimas de violência homofóbica, sendo 51,68% do total; seguidas por gays (36,79%), lésbicas (9,78%), heterossexuais e bissexuais (1,17% e 0,39% respectivamente).

“A invisibilização e o desconhecimento das transexuais espelha se também na subnotificação nos meios midiáticos, onde não se encontraram notícias relacionadas a essa parcela da população”, diz o relatório.

Na imprensa, a violência física à população LGBT é a mais relatada, com 74,56%; seguida pelas discriminações (8,02%), violências psicológicas (7,63%) e violência sexual (3,72%).

Entre as violências físicas, os homicídios são os mais noticiados, com 74,54%, seguidos por lesões corporais (10,76%), latrocínios (6,82%) e tentativas de homicídio (7,87%).

De acordo com o documento, 54,19% das vítimas eram do sexo masculino e 40%  eram travestis.


Subnotificação

Para a presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), Cris Stefanny, os casos de violência contra essa população são subnotificados. “Grande parte das mulheres trans e travestis não têm acesso à informação e aos meios de comunicação. E elas não denunciam. Há poucos dados reais sobre essa violência, que é velada”, afirma.

Para a ativista Chopelly Glaudystton, mulheres transexuais são assassinadas por estimular o machismo nos homens. “Uma mulher transexual é assassinada porque ela estimula o ódio no homem, no machismo do homem, porque na concepção dele você saiu do ser superior e optou pelo ser inferior. Para eles, você merece ser castigada, você merece morrer. Então seu corpo é violado, é assassinado.”

Além da violência física, Chopelly destaca que as transexuais são alvo de violência psicológica constantemente.  “Quando uma pessoa olha para você, vê toda a sua transformação, a sua construção e ainda assim o chama de senhor ou não respeita o nome social. O não reconhecimento do gênero que você construiu ao longo dos anos, isso machuca”, conta.


Sociedade

Symmy Larrat, primeira travesti a ocupar a função de coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) da Secretaria Especial de Direitos Humanos, considera incompreensível o modo como as travestis e transexuais são tratadas na sociedade brasileira.

“Eu tive uma educação pautada no amor, no respeito ao próximo. Me traz estranheza viver num mundo em que as pessoas se olham com esses olhares diferentes, que elas se categorizam a partir de uma genitália, a partir de uma cor, de uma estrutura corporal, a partir de uma maneira de falar.”

Primeira travesti a ocupar a função de coordenadora-geral de Promoção dos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Simmy Larrat considera incompreensível o modo como as travestis e transexuais são tratadas na sociedade brasileiraWilson Dias/Agência Brasil
A Argentina, por exemplo, tem uma legislação mais avançada e garante a transexuais e transgêneros facilidades na obtenção e troca de documentos – no Brasil para obter uma identidade com nome e gênero com o qual se identifica, transexuais precisam recorrer à Justiça e esperar alguns anos para obter decisão favorável.

Presidenta do Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais (Gretas), organização não governamental de São Paulo, Aline Marques afirma que não busca privilégios, mas que quer ser tratada com respeito e dignidade. “Eu sempre carrego a palavra gentileza. Isso é uma coisa tão simples de se fazer, ser gentil com o próximo. O preconceito não nos mata. O que nos mata é o ódio da pessoa que não entende que somos mulheres trans.”


Violência doméstica

As transexuais também querem encontrar mecanismos para que a violência doméstica contra essa população não fique impune. Para isso, elas reivindicam o amparo da Lei Maria da Penha. Na avaliação delas, esse é um passo importante na conquista da igualdade de condições e de direitos.

“A lei, por si só, já garante o respeito ao gênero feminino. Só que quando chega na base, o profissional que está lá, o delegado, a delegada, o juiz, podem não ter a interpretação de reconhecer você como do gênero feminino. E não aplicar a lei. É preciso discutir como isso vai valer na base”, afirma Chopelly Glaudystton, 33 anos.

Um projeto de lei (PL 8032/2014) de autoria da deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ) tenta deixar a legislação mais clara e ampliar a proteção da Lei Maria da Penha para transexuais e transgêneros que se identifiquem como mulheres.

No mês de agosto, a relatora da proposta na Comissão de Direitos Humanos, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), apresentou parecer favorável ao projeto.



População brasileira é formada basicamente de brancos e pardos, diz IBGE

Da Agência Brasil Edição: José Romildo

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014 divulgada hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, no critério de declaração de cor ou raça, a maior parte da população brasileira residente, um total de 92,4 milhões de pessoas, é branca, representando 45,5% do total.

Já o grupo de pessoas de cor parda representava 45% do total populacional do país. Outros 8,6% se declararam de cor preta, um total de 17,4 milhões de pessoas e 1,8 milhão de pessoas declarou outra cor ou raça (indígena ou amarela).

Entre as grandes regiões do país, 76% da população residente da Região Sul são formados por pessoas de cor branca, enquanto nas regiões Norte e Nordeste a maioria dos moradores se disse parda, com 69,3% e 61,9%, respectivamente.

Na Região Sudeste, 53,02% se declararam de cor branca, enquanto 36,79% disseram ser pardos e 9,19% responderam que são de cor preta. Já Região Centro-Oeste há predominância de pessoas de cor parda (51,17% da população). Também no Centro-Oeste, 39,89% das pessoas entrevistadas se declararam brancas, e 8,06% responderam ser de cor preta.

Em 2014, a população residente no Brasil foi estimada em 203,2 milhões de pessoas. Comparando com o ano anterior, houve crescimento de 0,9%, representando aumento de 1,7 milhão de pessoas.


Preconceito afasta transexuais do ambiente escolar e do mercado de trabalho

Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

Rafaela Damasceno foi uma das primeiras transexuais a entrar em uma universidade pública no Brasil, em 1999. O que parecia uma grande conquista, no entanto, acabou virando pesadelo. Após sofrer discriminação e perseguição em sala de aula, Rafaela, hoje com 39 anos, resolveu abandonar o curso de geografia na Universidade Federal de Goiás (UFG).

“Eu era vista como se fosse um bicho num zoológico. As pessoas iam lá na faculdade que eu estudava, passavam por mim no corredor, chegavam no final do outro corredor e perguntavam: 'onde é que está a transexual que estuda aqui?'.  Eu me sentia como um animal. Não parecia ser normal eu estar dentro da universidade”, diz Rafaela que largou os estudos a um ano de se formar.

“Eu era vista como se fosse um bicho num zoológico", conta a transexual Rafaela Damasceno sobre o período em que frequentou a universidadeWilson Dias/Agência Brasil
Ela conta que, à época, ainda não havia conseguido trocar o nome em todos os documentos. Alguns professores se recusavam a chamá-la pelo nome social e outros, simplesmente, “pulavam” o seu nome na hora da lista de chamada. “Havia uma professora que dizia que naquela sala de aula tinha gente que tinha que estar em outro lugar, não na universidade. Tinha que estar no salão de cabeleireiro ou na cozinha de alguém”, comenta.

Hoje, Rafaela estuda para entrar na faculdade de novo e concluir a graduação em geografia. Ela também quer ingressar no mestrado.

O preconceito que Rafaela enfrentou na universidade é vivido cotidianamente por muitos jovens nas escolas brasileiras. Apesar de uma portaria do Ministério da Educação (nº 1.612 de 2011) assegurar a transexuais e travestis o direito a serem tratadas pelo nome social, a violência contra essa população é uma realidade.

Pessoas transexuais são aquelas que não se identificam com o gênero com o qual nasceram. Mulheres trans são pessoas que nasceram com a genitália masculina, mas se reconhecem como mulheres e exigem ser tratadas dessa forma. Homens trans, por sua vez, são aquelas pessoas que tiveram o gênero feminino atribuído na infância, mas se identificam como homens.

“Falta educação escolar para nós. Você tem ideia do que é chegar em uma escola sendo uma mulher transexual e a pessoa da escola dizer que poderia te matricular, mas não garantir a sua integridade? Como é que uma instituição não garante a integridade de um de seus membros, sendo travesti ou sendo qualquer outro tipo de pessoa”, desabafa Aline Marques, presidenta da organização não governamental Grupo de Resistência de Travestis e Transexuais (Gretas), de São Paulo.

Fabiana Melo Oliveira, 32 anos, conta que precisou esconder a identidade durante todo o período escolar. “Venho de uma família católica, muito rígida. Estudei em colégio de padre. Tive que terminar a escola, o ensino fundamental e o médio. Entrei na faculdade de psicologia, mas do segundo para o terceiro período eu tive que sair - foi quando eu não aguentei mais. Tive que mostrar a minha identidade de gênero, quem eu era mesmo”, conta.

Ela lembra que enfrentou resistência por parte dos pais, mas hoje recebe apoio da família. “Somente depois de um ano, de eu começar a fazer hormonoterapia [tratamento com hormônios femininos], de o meu pai ver todo o processo e de eu dizer que queria fazer a cirurgia de transgenitalização [mudança de sexo]. Quando ele me viu depois de um ano e meio, ele falou que eu era a filha mais nova dele.”

Fabiana Melo Oliveira, 32 anos, conta que precisou esconder a identidade durante todo o período escolarWilson Dias/Agência Brasil

Mercado de trabalho

Além das dificuldades em permanecer nas escolas e faculdades, as transexuais enfrentam outro grande desafio: conseguir um emprego. De acordo com Cris Stefanny, presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra), 90% das travestis e transexuais são obrigadas a entrar na prostituição para se sustentar. “Simplesmente não há oportunidades de trabalho. As poucas que não estão nas ruas estão em serviços subalternos, ou limpando o chão ou como cabeleireiras”, afirma.

Rafaela atribui a dificuldade em conquistar uma vaga no mercado de trabalho à transfobia. “Temos companheiras que têm curso superior, mestrado. Você deixa seu currículo. Quando a pessoa vê que é uma transexual - porque normalmente colocamos o nome de registro – ela diz: muito bem, seu perfil é maravilhoso. Mas coloca [o currículo] dentro da gaveta e você pode saber que eles não te chamam, infelizmente”, desabafa.

Aline Marques, 37 anos, também luta por mais oportunidades de emprego. Ela abandonou a escola ainda criança e entrou para a prostituição aos 17 anos. Hoje, aos 37, comemora o fato de ter saído das ruas há 7 meses. Aline faz parte do projeto Transcidadania, da prefeitura de São Paulo, que trabalha com o resgate e a reintegração social para a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros) em situação de vulnerabilidade.

Aline Marques conta que abandonou a escola ainda criança e entrou para a prostituição aos 17 anos. Hoje, aos 37, comemora o fato de ter saído das ruas há 7 mesesWilson Dias/Agência Brasil
A ideia do Transcidadania é, a partir de atividades de formação e capacitação para o mercado de trabalho, colaborar para a emancipação dessas pessoas e permitir que possam melhorar sua condição de vida. Os participantes recebem um auxílio de R$ 827,40 por mês para cumprir seis horas de atividades diárias.

“Eu tenho 100 companheiras [no projeto] que são guerreiras, que querem uma vida melhor, um mundo melhor, mais digno, que não querem estar se prostituindo, que não querem estar nessa margem de discriminação, de sofrimento. Elas querem estudar. Elas querem trabalhar. Nós precisamos ter o nosso próprio caminho de emprego porque nenhum ser humano sobrevive sem o trabalho”, destaca Aline.




Brasil condena atentados no Líbano

Da Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

O governo brasileiro divulgou nota em que condena o duplo atentado em Beirute, ocorrido ontem (12). Os atentados deixaram pelo menos 41 mortos e cerca de 200 feridos, conforme balanço divulgado no início da noite de ontem pela Cruz Vermelha do Líbano.

Atentado em Beirute Wael Hamzeh/EPA/Agência Lusa/Direitos Reservados
"O Brasil condena, nos mais fortes termos, o ataque, reivindicado pelo grupo terrorista autointitulado 'Estado Islâmico', e transmite suas condolências às famílias das vítimas e ao governo e povo do Líbano. O governo brasileiro reitera seu apoio ao empenho do governo libanês em manter a estabilidade do país e respalda a política libanesa de evitar o envolvimento nos conflitos da região", diz nota divulgada pelo Itamaraty.

De acordo com o Itamaraty, não há registro de brasileiros entre as vítimas dos atentados e a Embaixada do Brasil está monitorando a situação.

Estado Islâmico

Em comunicado publicado na Internet, o Estado Islâmico afirmou ter “conseguido detonar uma bomba colocada em uma motocicleta armada com bombas contra uma reunião de xiitas no Bairro de Burch al-Barachne, uma das fortalezas do grupo Hezbollah".

A dupla explosão dessa quinta-feira foi a primeira nos subúrbios sul de Beirute desde junho de 2014, quando uma viatura com bombas matou um agente da segurança que tentava prender o homem-bomba.

Na oportunidade, os grupos declararam que os ataques tinham sido uma vingança contra a decisão do Hezbollah, que enviou milhares de combatentes para a vizinha Síria, de modo a apoiar as forças do presidente Bashar Al Assad contra a rebelião dominada pelos sunitas.


Número de brasileiros conectados com 10 anos ou mais aumentou 9,8 milhões

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Lana Cristina

Número de usuários da internet teve crescimento de 11,4% em 2014, na comparação com 2013Arquivo/Agência Brasil
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2014 (Pnad), divulgada hoje (13), mostra que a questão geracional é preponderante no meio tecnológico. No ano passado, cerca de 95,4 milhões de pessoas de 10 anos de idade ou mais acessaram a internet, o que significa um crescimento de 11,4% no número de usuários, na comparação com 2013. Foram 9,8 milhões a mais de brasileiros conectados.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela, ainda, que 136,6 milhões de pessoas acima de 10 anos tinham celular para uso pessoal em 2014, um aumento de 4,9% em relação ao ano anterior. A proporção desse grupo entre a população ficou em 75,2%, em 2013, passando para 77,9% do total, no ano seguinte.

A proporção de internautas subiu de 49,4% para 54,4% do total da população residente no país. Segundo a Pnad, a população residente no país em 2014 correspondia a 203,2 milhões de pessoas, o que indica crescimento de 0,9% em relação a 2013. Enquanto a participação de pessoas maiores de 60 anos (13,7% do total) cresceu 0,7 ponto percentual no período pesquisado, o grupo etário até 24 anos teve sua participação (38%) reduzida em 0,8 ponto percentual na comparação com o ano anterior.

Analfabetismo

A Pnad 2014 revelou também que, entre as pessoas acima de 15 anos de idade, a taxa de analfabetismo diminuiu de 8,5% para 8,3%. O Brasil tinha 13,3 milhões de pessoas analfabetas em 2013. No ano passado, esse contingente era de 13,2 milhões.

O Nordeste continua detendo a taxa mais elevada de analfabetismo, da ordem de 16,6%. Já as menores taxas foram apresentadas pelas regiões Sul (4,4%) e Sudeste (4,6%). A pesquisa mostra que, entre os analfabetos, 8,6% eram homens e 7,9%, mulheres.

Houve um aumento da escolarização no país, no ano passado. O maior crescimento foi identificado entre crianças de 4 e 5 anos de idade, cuja taxa subiu de 81,4%, em 2013, para 82,7%, em 2014.



Aneel promove leilão de energia elétrica proveniente de fontes solar e eólica

Da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

2º Leilão de Energia de Reserva de 2015 destina-se à contratação de energia proveniente de fontes solar e eólica  (Arquivo/Agência Brasil)
Será realizado hoje (13) em São Paulo o 2º Leilão de Energia de Reserva de 2015, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica. O leilão começa às 10h, na Câmara de Comercialização de Energia (CCEE).

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, serão negociados contratos de energia de reserva na modalidade por quantidade de energia, com prazo de suprimento de 20 anos. O início do suprimento está previsto para 1º de novembro de 2018. Os leilões de reserva servem para incrementar a garantia física do sistema e, nesse caso, a energia pode ser contratada com qualquer antecedência.

A Empresa de Pesquisa Energética registrou 1.379 projetos para o leilão, distribuídos em 14 estados, que somam uma potência habilitável superior a 39.917 MW. O preço inicial do produto por quantidade para fonte solar fotovoltaica é R$ 381,00 mewatts-hora (MWh), e R$ 213,00/MWh para fonte eólica.

Níveis de radioatividade próximos de Fukushima são "muito baixos", diz agência

Da Agência Lusa

A Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) afirmou hoje (13) que os níveis de radioatividade nas águas próximas da Central Nuclear de Fukushima são “muito baixos” e destacou a confiabilidade das medições feitas pelo Japão.

A garantia foi dada pelos responsáveis por um relatório da Aiea destinado a avaliar a qualidade das análises de radioatividade desenvolvidas por laboratórios japoneses e pela própria operadora da central nuclear, a Tokyo Electric Power (Tepco), divulgado hoje na capital japonesa.

“Para os radioisótopos que analisamos, os níveis de radioatividade são muito baixos”, disse um dos autores do relatório, David Osborn, ao mostrar, em entrevista coletiva, as conclusões do trabalho.

O estudo baseia-se nos dados sobre os níveis de estrôncio-90, césio-137 e césio-139 em amostras de água e em sedimentos marinhos, recolhidos em diversos pontos da costa do Oceano Pacífico, próximo da Central Nuclear de Fukushima, que sofreu graves danos pelo sismo, seguido de tsunami, de 11 de março de 2011.

Apesar de a presença de radioisótopos nos pontos analisados ser “ligeiramente elevada”, os níveis de radioatividade estavam “muito abaixo” dos originados por radioisótopos naturais, acrescentou Osborn. Ele explicou que são radioisótopos antropogênicos, ou seja, produtos da atividade humana, e neste caso, emanados pela central nuclear após o acidente.

“No ambiente marinho, também podem ser encontrados radioisótopos de origem natural, como o urânio e o polônio”, lembrou.

Osborn destacou que o principal objetivo do estudo não “é avaliar o impacto radiológico” da catástrofe de Fukushima, sem “garantir a precisão dos dados recolhidos” por laboratórios japoneses e pela operadora da central nuclear. “Nesse sentido, podemos garantir que os dados são muito precisos”.

Segundo o especialista, a Aiea comparou as medições feitas por uma dezena de laboratórios japoneses com as de 15 centros internacionais, e não falou de uma margem de diferença “significativa”.

Ele elogiou o trabalho do governo japonês e da Tepco, observando que ele tem sido “proativo e transparente” na hora de fornecer dados sobre os níveis de radioatividade.

Na próxima semana, outra equipe da agência internacional vai começar a analisar as medições de radioatividade em produtos da pesca japonesa, com o objetivo de publicar um relatório similar em fevereiro de 2016.

O acidente na Central de Fukushima foi o pior desde o de Chernobyl (Ucrânia) em 1986. Suas emissões ainda mantêm cerca de 70 mil pessoas afastadas do local e atingiram gravemente a pesca, a agricultura e a pecuária na região.


China: população de vertebrados diminui quase à metade nos últimos 40 anos

Da Agência Lusa


A população de vertebrados na China, que inclui pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis, diminuiu quase para metade nos últimos 40 anos, indica relatório do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, a sigla em inglês).

"A China viveu uma das maiores perdas de biodiversidade em nível mundial", afirma o documento, elaborado em conjunto com o Conselho da China para a Cooperação Internacional no Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

O relatório, citado pela agência oficial chinesa Xinhua, diz ainda que a pegada ecológica, que mede a pressão humana sobre a natureza, era em 2010 o dobro da biocapacidade disponível na China.

Intitulado Living Planet Report, China 2015, o documento reúne dados coletados entre 1970 e 2010, sobre 1.385 animais de diferentes populações, que representam 405 espécies de pássaros, mamíferos, anfíbios e répteis.

A fragmentação e perda do habitat natural, as alterações climatéricas, a invasão de espécies exóticas, poluição e doenças são as principais causas da dominuição, que só no caso dos anfíbios e répteis alcançou 97,44%.

A população de pássaros manteve-se relativamente estável durante o mesmo período, aumentando cerca de 43% na virada do século, graças "ao crescente número de reservas naturais e às leis de proteção e regulação", informa a Xinhua.

O Living Planet Report China 2015 é o quarto relatório da WWF que aborda o impacto ambiental do desenvolvimento da China, desde o lançamento do primeiro, em 2008.


Entenda o que é a microcefalia e por que há um aumento dos casos em Pernambuco

Do Portal EBC Edição: Juliana Andrade


A notícia de que Pernambuco está em estado de emergência em função do aumento de casos de microcefalia no estado trouxe diversas dúvidas a mães e gestantes sobre a origem dessa malformação, que compromete o desenvolvimento adequado do cérebro do bebê. Os questionamentos também estão mobilizando médicos, a Secretaria de Saúde e hospitais de todo o estado, que buscam uma explicação para o aumento do número de episódios: em média, os casos no estado não passavam de dez por ano, mas nos últimos quatro meses foram confirmados 141.

“Estamos, há duas semanas, numa operação de guerra com todas as frentes abertas, a gente não tem previsão de prazo, estamos correndo contra o tempo, com várias frentes de atuação. A secretaria quer saber o quanto antes a causa para poder atuar na prevenção e no tratamento”, explicou Luciana Albuquerque, secretária executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Pernambuco.

A microcefalia não é uma “doença” nova. Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação. Entretanto, ainda não há uma explicação para o aumento repetino dos casos nos municípios pernambucanos.

“Por enquanto, não queremos criar pânico diante das hipóteses que foram levantadas. Precisamos saber a causa e a preparar a rede para atender a esses bebês com fisioterapia e terapia ocupacional, pois eles podem apresentar limitações motoras e cognitivas”, adiantou a secretária.

Além de criar um protocolo de notificações do atendimento a mães e bebês,  a secretaria conduz uma investigação minuciosa para descobrir as causas do “surto”, que inclui os dados dos prontuários das gestantes e visitas às casas das mães para colher o maior número possível de informações.

Confira abaixo uma lista de perguntas e respostas sobre o caso:

O que é a microcefalia?

A microcefalia não é um agravo novo. É uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Quais as causas desta condição?

Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de  substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infeccção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação.

Por que há um aumento do número de casos de microcefalia em Pernambuco?

A Secretaria de Saúde do Estado está analisando possíveis causas para essas ocorrências, entre elas: infecções congênitas (rubéola, sífilis, varicela, toxoplasmose), agressões teratogênicas (drogas como talidomida, aspirina, tetraciclina, calmantes), alcoolismo materno, drogadição (cocaína), infecções provocadas por dengue, chikungunya ou zika, entre outros. Entretanto, ainda não foi identificada a causa.

Quais estados estão registrando crescimento de casos de microcefalia acima da média?

O Ministério da Saúde está acompanhando os casos de microcefalia em Pernambuco, estado que tem apresentado aumento de casos da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como situação inusitada em termos de saúde. Há relatos de profissionais de saúde sobre o mesmo ocorrido nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. As suspeitas estão sendo investigadas e todos esses locais contam com a atuação de profissionais do ministério.

Há registro de "surtos" de microcefalia em outros países?

Por enquanto, não há relatos na literatura científica e nem casos registrados em outros países da associação do zika vírus com a microcefalia. No entanto, de acordo com o ministério, nenhuma hipótese está sendo descartada.

O bebê com microcefalia pode morrer ou ter sequelas?

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos feitos desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Como é feito o diagnóstico de microcefalia?

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. A microcefalia também pode ser identificada durante a gravidez, nos exames pré-natais.

Qual é o tratamento para a microcefalia?

Dependendo do tipo de microcefalia, é possível corrigir a anomalia por meio de cirurgia. Geralmente, as crianças precisam de acompanhamento após o primeiro ano de vida. Nos casos de microcefalia óssea, existem tratamentos que propiciam um desenvolvimento normal do cérebro.

Que exames estão sendo feitos nas crianças e nas gestantes dos estados (PE, RN e PB) que já notificaram o Ministério da Saúde?

A partir dos casos identificados em Pernambuco, estão sendo feitas investigações epidemiológicas de campo como a revisão de prontuários e de outros registros de atendimento médico da gestante e do recém-nascido. Também estão sendo feitas entrevistas com as mães por meio de questionário. Os casos seguem para investigação laboratorial e exames de imagem, como a tomografia computadorizada de crânio.

Neste momento, existe recomendação do Ministério da Saúde às gestantes?

Neste momento, o Ministério da Saúde reforça às gestantes que não usem medicamentos não prescritos pelos profissionais de saúde, que façam um pré-natal qualificado e todos os exames previstos nesta fase, além de relatarem aos profissionais de saúde qualquer alteração que perceberem durante a gestação. Além disso, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos à avaliação cuidadosa do perímetro cerebral e à idade gestacional, assim como à notificação de casos suspeitos de microcefalia.

Microcefalia em Pernambuco

Até 9 de  novembro, foram identificados 141 casos. Esses registros foram provenientes de residentes em 42 municípios de diferentes regiões do estado. A maior parte dos nascimentos (55%) ocorreu no município do Recife.

Quanto ao perfil dos casos, 53,9% dos bebês são do sexo feminino e a maioria (98,9%) nasceu de gestação única.


Apple quer app para transferência de dinheiro entre iPhones

EXAME.com  |  De Victor Caputo



A Apple está em fase de desenvolvimento de um app para transferência de dinheiro entre pessoas usando iPhone. A informação foi publicada pelo Wall Street Journal.

De acordo com o noticiário, a empresa está em negociações com bancos americanos para viabilizar essa tecnologia. A empresa já tem um sistema de pagamentos, o Apple Pay. Ele pode ser adotado por estabelecimentos comerciais e o pagamento é feito por clientes usando um iPhone ou Apple Watch, o relógio inteligente da empresa, que tenham cartões de crédito cadastrados.

Nessa nova empreitada, a Apple investe em uma tecnologia que sirva para transferências entre pessoas físicas—a tecnologia pode beneficiar profissionais autônomos e pequenos negócios também.

Com esse perfil, o novo serviço competiria com o PayPal Venmo, que existe nos EUA e faz trabalho parecido.

Uma iniciativa parecida feita entre os maiores bancos da Suécia está fazendo com que o país use menos cédulas. Estima-se que a circulação de cédulas caiu entre 40% e 50% no país nos últimos seis anos.


Fonte: HuffPost Brasil

Pnad: Dando continuidade aos anos anteriores, taxa de analfabetismo no Brasil cai mais uma vez em 2014

Agência Brasil, com HuffPost Brasil



A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2014 (Pnad), divulgada hoje (13) revelou que, entre as pessoas acima de 15 anos de idade, a taxa de analfabetismo diminuiu de 8,5% para 8,3%.

O Brasil tinha 13,3 milhões de pessoas analfabetas em 2013. No ano passado, esse contingente era de 13,2 milhões.

O Nordeste continua detendo a taxa mais elevada de analfabetismo, da ordem de 16,6%. Já as menores taxas foram apresentadas pelas regiões Sul (4,4%) e Sudeste (4,6%).

A pesquisa mostra que, entre os analfabetos, 8,6% eram homens e 7,9%, mulheres.

Houve um aumento da escolarização no país, no ano passado. O maior crescimento foi identificado entre crianças de 4 e 5 anos de idade, cuja taxa subiu de 81,4%, em 2013, para 82,7%, em 2014.

Histórico

Desde 2012, o número de pessoas que não sabem ler e escrever no Brasil diminui a cada ano.

A Meta do Plano de Educação ainda está longe de ser alcançada, no entanto. A previsão que consta é reduzir a taxa para 6,5% até 2015.


Fonte: HuffPost Brasil

'Jihadista John' é alvo de ataques dos EUA na Síria, mas sua morte ainda é mistério

HuffPost Brasil



O britânico Mohamed Emwazi, conhecido como "jihadista John” e apontado como carrasco do Estado Islâmico, foi alvo de ataques dos EUA na Síria nesta sexta-feira (13).

Sua morte, no entanto, ainda permanece um mistério. Enquanto o grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos confirma a morte, os países envolvidos na operação.

De acordo com fontes militares ouvidas pela BBC, com “elevado grau de certeza”, é possível afirmar que o “jihadista John” morreu no ataque, que ocorreu próximo da cidade de Raqqa, no Norte da Síria.

Segundo a BBC, Mohamed Emwazi e uma pessoa que o acompanhava morreram na sequência de um ataque das forças norte-americanas contra o veículo em que se encontravam.

As autoridades britânicas ainda não se pronunciaram sobre a operação norte-americana, mas os meios de comunicação esperam que o primeiro-ministro, David Cameron, faça ainda nesta sexta-feira uma declaração.

Segundo Cameron, se o ataque dos EUA contra Emwazi tiver sido bem-sucedido, seria o mesmo que atacar o coração do Estado Islâmico. Emwazi representava uma "ameaça permanente e grave", disse Cameron.

Peter Cook, secretário do Pentágono informou que os Estados Unidos lançaram, na noite passada, um ataque que tinha como alvo “jihadista John”, mas não revelaram se ele foi morto.

“Emwazi, um cidadão britânico, participou dos vídeos que mostram as execuções dos jornalistas norte-americanos Steven Sotloff e James Foley, do trabalhador humanitário, igualmente norte-americano, Abdul Rahman Kassig, dos trabalhadores humanitários britânicos David Haines e Alan Henning, do jornalista japonês Kenji Goto, e de uma série de outros reféns”, informou o Pentágono.
Identificado como o homem de cara coberta que surge nos vídeos do Estado Islâmico de decapitação de reféns ocidentais, Mohammed Emwazi, com menos de 30 anos, chamou a atenção pelo seu forte sotaque britânico e porque colocava uma faca no pescoço dos reféns, prestes a decapitá-los, antes de cortar as imagens.

Programador de informática em Londres, ele nasceu no Kuwait, em uma família apátrida de origem iraquiana. Os seus pais mudaram-se para a Grã-Bretanha em 1993. Autoridades do governo disseram que Emwazi viajou para a Síria em 2012 e mais tarde se juntou ao Estado Islâmico.

Mohammed Emwazi era citado pelos serviços de segurança desde pelo menos 2009.

(Com informações das agências de notícias)

Conto de fadas narra história de princesa que se apaixona por costureira

HuffPost Brasil  |  De Ione Aguiar



Era uma vez uma linda princesa que deveria se casar com o príncipe do reino vizinho. Nos preparativos da cerimônia, porém, a princesa sentiu que aquilo não era para ela e se apaixonou por uma costureira. Com ajuda da irmã, do príncipe e da Fada Madrinha, a princesa lutou contra a tradição dos reinos para conquistar o direito ao amor. E viveram felizes para sempre.

Esse é o enredo de A princesa e a costureira, primeiro conto de fadas sobre o amor entre duas mulheres do mercado editorial brasileiro. Escrita por Janaína Leslão em 2009, a história, que é orientada para pré-adolescentes, foi recusada por quase 20 editoras.

princesa e a costureira

Só em 2014, quando a escritora e psicóloga já estava quase desistindo do projeto, A princesa e a costureira foi aceito pela editora Metanóia.

O acordo, porém, determinava que Janaína providenciasse as ilustrações do livro. Então, a escritora começou um financiamento coletivo na internet para juntar dinheiro a fim de contratar uma ilustradora.

Em menos de uma semana, a meta foi atingida e, no fim do prazo de arrecadação, Janaína havia conseguido mais de R$ 11 mil em doações. Isso permitiu que ela financiasse as ilustrações de seu primeiro livro e de mais um título que está por vir.

O livro, que sai da gráfica no dia 20, já está em pré-venda e será lançado no dia 26 de novembro.

A ideia, conta Janaína, partiu de sua experiência como psicóloga.

"Temos uma determinada referência do que é um relacionamento bem-sucedido. Mas quando havia a necessidade de conversar com pré-adolescentes sobre relacionamentos de pessoas do mesmo sexo, era um grande desafio. Não havia um referencial, um imaginário anterior, e representatividade importa. Então a ideia era essa: fazer um conto de fadas em que as pessoas pudessem se reconhecer, entender que tem espaço para todos", disse Janaína em entrevista ao HuffPost Brasil.

A repercussão de A princesa e a costureira tem sido enorme. Em três dias, o post sobre a pré-venda da obra no Facebook já teve 1,7 milhão de visualizações. Janaína diz estar recebendo muitas mensagens de apoio mas, por outro lado, também se tornou alvo de haters.

"Tem tanto coisas risíveis quando ameaças, e isso é muito ruim. Mas significa que estamos incomodando os reacionários, e isso é importante. E tenho recebido muito apoio de pessoas dizendo que estão comigo, que isso faria muita diferença se elas pudessem ter lido o livro quando eram jovens. Isso dilui todo o veneno", conta.

Fonte: HuffPost Brasil

Governo pode elevar tributos dos combustíveis

Estadão Conteúdo


Sem condições de fechar o Orçamento respeitando a meta fiscal prevista para 2016, o governo já se movimenta para tomar novas medidas, até o fim do ano, que representem aumento de receita.

A principal medida em análise é o aumento da alíquota do PIS e da Cofins incidente sobre os combustíveis, segundo apurou o Broadcast, serviço de notícias de tempo real da Agência Estado.

A elevação de PIS e Cofins poderá ser feita pela presidente Dilma Rousseff, sem precisar da aprovação do Congresso Nacional e da necessidade do período de noventena (três meses), prazo obrigatório para a entrada em vigor da Cide-combustíveis. Uma fonte da área econômica calcula entre R$ 6 bilhões e R$ 9 bilhões o potencial de arrecadação, a depender do valor da alíquota.

O Executivo contará com uma lista de dificuldades em fechar as contas do próximo ano: o governo decidiu abolir a possibilidade de abater investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do superávit primário previsto de 0,7% do PIB; conta com recursos de arrecadação incerta, como os R$ 10 bilhões previstos com a venda de imóveis na Amazônia, conforme proposto pelo relator de Receitas, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), além de enfrentar a queda na atividade econômica, que tem reduzido a arrecadação no País.

Segundo uma fonte, o governo deve repetir a estratégia que fez em fevereiro deste ano, ao elevar temporariamente PIS e Cofins da gasolina e do diesel até que a alta da Cide entrasse em vigor. No primeiro pacote tributário do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a alta do PIS e da Cofins entrou em vigor em 1.º de fevereiro.

Já a elevação da Cide passou a vigorar em 1.º de maio, quando PIS e Cofins tiveram um recuo na mesma proporção. O governo tem um limite já autorizado por lei para aumentar a Cide, o PIS e a Cofins sem precisar de aprovação do Legislativo. "Sem receita, não tem como fechar o Orçamento", disse um integrante da equipe econômica.

Reajuste adiado

Outra medida em análise pelo governo é um adiamento ainda maior do reajuste dos servidores públicos. Pela proposta original, o aumento seria adiado de janeiro para agosto de 2016, com ganho de R$ 7 bilhões. A proposta agora empurra para novembro o adiamento, mas a medida enfrenta resistências.

Alternativas de aumento de receitas estão sendo também discutidas com o relator do projeto de lei do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR). As reuniões têm ocorrido no Ministério da Fazenda.

Contudo, em público, ninguém admitirá, ao menos por enquanto, que há discussões de propostas alternativas de arrecadação. Uma das razões até agora para que novas medidas não tenham sido anunciadas é a preocupação de manter a estratégia em torno da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de recriação da CPMF.

O governo ainda espera que o tributo possa entrar em vigor em outubro do ano que vem.


Fonte: HuffPost Brasil

Sérgio Moro quebra sigilos telefônicos do PT de números usados por João Vaccari Neto

Estadão Conteúdo



O juiz federal Sérgio Moro decretou a quebra do sigilo telefônico do PT e de pelo menos seis números que seriam usados pelo ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto.

Vaccari está preso desde março, em Curitiba, acusado de ser operador de propinas no esquema de corrupção na Petrobras. A abertura de dados alcança um período de quase cinco anos, 2010 a 2014 - abrangendo três campanhas eleitorais.

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga o uso da legenda como forma de ocultar dinheiro desviado da estatal por meio de contribuições e doações de campanha.

Moro atendeu a um pedido do Ministério Público Federal, que acusa formalmente Vaccari em uma ação penal pelo uso de uma gráfica ligada ao partido para supostamente lavar dinheiro da Petrobras.

O ex-tesoureiro é réu por corrupção e lavagem. "Defiro o requerido e decreto a quebra do sigilo dos terminais telefônicos acima, incluindo dos dados das ligações efetuadas no período de 22 de julho de 2010 a 31 de dezembro de 2014", disse Moro na decisão.

A ordem de quebra do sigilo atinge o coração do PT, cuja sede fica situada na Rua Silveira Martins, centro de São Paulo. A decisão atinge quatro números de telefone fixo três números de telefones celulares em nome do PT.

O MPF diz no pedido:

"A medida pretendida é adequada e necessária para possibilitar a identificação dos registros das chamadas originadas e recebidas pelos terminais-alvos da investigação e seus respectivos interlocutores, bem como a localização geográfica em que se encontravam os alvos no momento das comunicações de interesse da investigação criminal, por meio de antenas que captaram o sinal".
Os investigadores da Lava Jato descobriram que propina do esquema da Petrobras teria sido canalizada para a Editora Gráfica Atitude por meio de repasses do executivo Augusto Ribeiro Mendonça - do grupo Setal -, um dos delatores da operação.

Ele revelou que o ex-tesoureiro lhe pediu R$ 2 milhões para o partido e sugeriu que o depósito fosse feito em favor da gráfica. Mendonça diz que repassou parte do montante.

"No tocante à ligação da Editora Gráfica Atitude com o denunciado João Vaccari Neto com o Partido dos Trabalhadores - PT, deve-se salientar que, a partir de pesquisas em bancos de dados, verificou-se que os sócios da Editora são o Sindicato dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo/SP e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, de notória vinculação ao Partido dos Trabalhadores, sendo que Juvandia Moreira Leite, presidente do primeiro Sindicato, figura como administradora da Editora."
Preso desde março em Curitiba, Vaccari integra o sindicato dos bancários. Ele foi presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), fundada por um núcleo do PT nos anos 1990.

O PT informou que não vai comentar a decisão do juiz.

Defesa

O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende o ex-tesoureiro do PT, requereu anteontem ao juiz Sérgio Moro que exclua da quebra de sigilo os telefones do PT e do Sindicato dos Bancários.

"O que pretende o representante do Ministério Público Federal é, a partir de uma apuração sem foco para tentar encontrar um fato, afrontando direitos constitucionais, realizar a quebra injustificada do sigilo telefônico de instituições e pessoas que nada têm com o presente processo, nem temporalmente, nem faticamente, para só depois verificar se existe alguma relevância para os autos."


Fonte: HuffPost Brasil

Ministério vai dar R$ 10 mi para pesquisa sobre 'pílula do câncer'

Estadão Conteúdo


O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai investir R$ 10 milhões em pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética, para descobrir se a polêmica substância produzida por um laboratório da Universidade de São Paulo (USP) tem potencial para tratar o câncer.

O anúncio oficial foi feito nesta quinta (12), no site do ministério, e adiantado pelo Estadão.

O compromisso foi acertado em reunião do recém-empossado ministro Celso Pansera com representantes da comunidade científica e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na quinta, em Brasília. Na segunda-feira (16) deverá ser anunciado um plano de trabalho oficial para dar andamento às pesquisas.

Na quarta-feira (11) o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a suspensão do fornecimento da pílula a pacientes com câncer.

Com a decisão, tomada pelo Órgão Especial do tribunal, foram cassadas todas as liminares de primeira instância que obrigavam a Universidade de São Paulo (USP) a fornecer a substância.

Dezoito meses

O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável por regulamentar e autorizar o desenvolvimento de fármacos no País, também serão envolvidos no processo. O MCTI quer garantir que as autorizações necessárias para realização dos estudos sejam concedidas em até 18 meses - dentro dos prazos legais estabelecidos.

"Nós queremos uma estratégia comum do governo, envolvendo o MCTI o Ministério da Saúde e a Anvisa. A legislação brasileira tem uma série de prazos que demoram e vamos tentar negociar com o ministério e a Anvisa", afirma Pansera, no anúncio divulgado pelo ministério. "Temos a obrigação de verificar isso cientificamente", diz ele, referindo-se às expectativas criadas pela substância entre pacientes com câncer.
Polêmica

A fosfoetanolamina sintética foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Química da USP em São Carlos, no interior paulista, e vinha sendo distribuída gratuitamente para pacientes interessados.

Apesar de não haver pesquisas comprovando a segurança ou eficácia da substância para o tratamento do câncer em seres humanos (apenas alguns estudos preliminares in vitro e com camundongos), centenas de pacientes entraram com ações na Justiça para ter direito à "droga", que ficou conhecida como "pílula do câncer". O professor que orientou a pesquisa inicial, Gilberto Chierice, está aposentado. Ele defende a distribuição da substância, que acredita ser segura, apesar de não ter dados para comprovar isso.

Segundo o MCTI, os estudos deverão ser feitos por laboratórios e instituições de pesquisa que mantêm parcerias com os ministérios da Ciência e da Saúde, incluindo o Instituto Butantã, em São Paulo. Um site deverá ser criado para divulgar publicamente os resultados dos estudos, à medida que eles forem produzidos.

O valor anunciado, R$ 10 milhões, é considerado bastante significativo para a ciência brasileira, especialmente num período de forte ajuste fiscal e contingenciamento nas contas do governo.

Segundo informações do MCTI, um primeiro repasse, de R$ 2 milhões, já sairá do orçamento da pasta neste ano. O restante será repassado em duas parcelas de R$ 4 milhões, nos próximos dois anos.

Crítica

"Absurdo isso", reagiu ontem a pesquisadora Alicia Kowaltowski, do Instituto de Química da USP em São Paulo, ao ler a notícia nas redes sociais.

"Atitudes completamente antiéticas por parte de um pesquisador sendo premiadas com um 'caminho paralelo' de financiamento extremamente significativo, enquanto milhares de projetos regulares já aprovados seguem sem pagamento, e os INCTs que já deveriam ter sido julgados, continuam sem resultados."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nos Estados Unidos, as crianças estão proibidas de tentar cabeceios no futebol

HuffPost Brasil  |  De Rafael Nardini



O futebol é um esporte em franca ascensão nos Estados Unidos. Da Copa do Mundo do ano passado para cá, a audiência, o interesse e até a liga local, a Major League Soccer (MLS), chamam cada vez mais atenção de público e praticantes.

Outro fenômeno recente por lá é a participação de crianças na modalidade. E é aí que entra o problema...

Segundo matéria publicada no The New York Times, uma ação judicial movida em 2014 num tribunal estadual na Califórnia, as crianças de até 10 anos estão proibidas de tentar jogadas aéreas e cabeceios. Os treinos específicos foram também limitados para jogadores de 11 a 13 anos.


Por que? Para prevenir contusões e aprimorar o atendimento médico de lesões na cabeça.

No mês de agosto do ano passado, um grupo de pais acionou a Justiça por acreditar em negligência e descuido nos tratamentos de lesões. O grupo responsável pela ação diz que só em 2010 foram quase 50 mil jogadores e jogadoras sofreram contusões em lances de jogo ou treinamentos.

Então, já sabe: nos Estados Unidos, é bola no chão. Sempre que puder.


Fonte: HuffPost Brasil

RÁDIO CABRIOLA

Pauta do dia 13.11.2015

- Exame do caso suspeito de ebola tem resultado negativo;
- História Hoje: Há 128 anos, acontecia o Domingo Sangrento na Inglaterra;
- Pesquisa de remédio contra câncer receberá R$ 10 milhões;
- Minuto da Inclusão: Pesquisas sobre tecnologia assistiva têm apoio do governo;
- Viva Maria: Dicas de como encarar a menopausa com humor;
- Nova lei regulamenta direito de resposta na mídia;
- Samarco Mineradora é multada em R$ 250 milhões pelo Ibama

Essas e outras notícias você ouve na Rádio Cabriola

Para ouvir no site da rádio: www.radiocabriola.com


Jogo entre Brasil e Argentina é cancelado devido à chuva

Mônica Yanakiew - correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Fábio Massalli

O clássico entre Brasil e Argentina nas eliminatórias sulamericanas para a Copa do Mundo da Rússia foi cancelado nesta quinta-feira (12) à noite pouco antes do jogo comecar. Fortes chuvas encharcaram o gramado do Estádio Monumental, em Buenos Aires, imposibilitando a partida, que foi adiada para sexta-feira (13), às 22h (horário de Brasilia).

O partida de hoje seria a estreia do atacante Neymar na competição, após ter cumprido cinco jogos oficiais de suspensão.

Nas elimatórias, os dois times disputaram dois jogos, sendo que o Brasil tem uma vitória e uma derrota, a Argentina tem uma derrota e um empate.


Teste de exame em paciente internado no Rio com suspeita de ebola dá negativo

Da Agência Brasil Edição: Lana Cristina

O primeiro exame de diagnóstico para saber se o paciente internado no Rio de Janeiro, com suspeita de ebola, deu negativo. O material coletado foi analisado pelo laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e o resultado foi divulgado no início da noite de hoje (12).

A confirmação do diagnóstico, no entanto, só poderá ocorrer após a realização de um segundo exame. A coleta da nova amostra de sangue ainda será realizada e o novo resultado deverá sair sábado (14).

Segundo o Ministério da Saúde, o paciente, no entanto, foi diagnosticado com malária e será tratado da doença, que é muito frequente no continente africano.

O paciente é um brasileiro de 46 anos que esteve na Guiné e retornou ao Brasil em 6 de novembro. No dia 8, ele começou a apresentar sintomas como febre alta, dor muscular e dor de cabeça. Foi então isolado e teve início a adoção do protocolo nacional estabelecido para casos suspeitos de ebola.


Paciente suspeito de ebola apresenta bom estado geral de saúde, diz Fiocruz

Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O paciente com quadro suspeito de ebola fez exames laboratoriais de rotina após ser transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI/Fiocruz), em Manguinhos, na zona norte do Rio. Segundo a Fiocruz, os resultados “não apresentaram importância médica” e o homem chegou ao instituto, em bom estado geral, sem febre, lúcido e cooperativo, mas estava desidratado e se queixou de dor de cabeça e falta de apetite.

A Fiocruz informou ainda que assim que chegou ao INI, no começo desta madrugada, foi coletado material do paciente para o teste especifico para ebola, que foi encaminhado para o laboratório de referência, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). “O paciente continuou recebendo o tratamento profilático para malária e hidratação intravenosa. Permaneceu afebril durante a noite e apresentou um episódio de diarreia no início da manhã”, diz o boletim divulgado hoje (12) pela Fiocruz.

No final da manhã, depois de nova avaliação, foi constatado que o homem permanece sem febre, mas já aceitava alimentação. “O paciente está calmo. Foi informado da suspeita diagnóstica e está ciente da necessidade de isolamento”.

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas é referência nacional para casos de ebola e segue o protocolo de segurança. O paciente, que é brasileiro e tem 46 anos, foi levado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital. Ele desembarcou na Base Aérea do Galeão, na Olha do Governador, zona norte do Rio, procedente de Belo Horizonte em um avião da Força Aérea Brasileira.

Na terça-feira (10), depois de ser atendido na Unidade de Pronto-Atendimento da Pampulha, em Belo Horizonte, onde relatou febre alta e dores muscular e de cabeça, foi identificado como suspeito de infecção pelo ebola e encaminhado para o Hospital Eduardo de Menezes, referência em infectologia. O homem chegou ao Brasil, vindo da Guiné, na sexta-feira (6) e dois dias depois começou a apresentar os sintomas.

De acordo com a Fiocruz, se o resultado do primeiro teste, que será divulgado após 24 horas, for negativo, um novo exame será feito e o resultado, novamente, será divulgado após mais um período de 24 horas. Segundo o Ministério da Saúde, o nome do paciente não foi divulgado para preservar a sua privacidade e os direitos legais.  "As autoridades sanitárias reforçam que o nome deve ser preservado".

Mulheres que retiraram mamas ganham coleção de lingerie e moda praia

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

A ideia da Associação Mulheres Vitoriosas é  comercializar as peças da coleção em todo o paísDivulgação
O projeto Eu Tenho Peito, coordenado pela Associação Mulheres Vitoriosas, no município de Campos dos Goytacazes, no Rio, acaba de lançar uma coleção de moda íntima e praia voltada para mulheres mastectomizadas, que tiveram câncer e fizeram remoção parcial ou total das mamas. As peças podem ser usadas também no período pós-cirurgia. O programa é apoiado pelo Programa Integração Petrobras Comunidades, que atua no entorno das unidades da estatal.

A presidenta da associação, Cristiane Souza da Silva Félix, que também teve câncer de mama, decidiu criar a entidade há três anos e, hoje, 213 mulheres são atendidas por profissionais voluntários. “A ideia partiu de minhas experiências pessoais, porque sou uma paciente oncológica. Enquanto paciente, observei que tínhamos lugares para fazer quimioterapia, radioterapia, ou seja, os tratamentos convencionais, mas não havia um local que pudesse reunir todas as necessidades psicológicas e emocionais de uma paciente oncológica. Então, escrevi um livro, contando minhas experiências durante o tratamento, e toda a venda eu reverti para alugar um local. Inicialmente, éramos cinco assistidas, colegas que fizeram quimioterapia comigo. Depois, o número foi crescendo”, disse Cristiane.

A atual sede alugada já está pequena para o total de associadas, afirmou. A instituição Mulheres Vitoriosas vive de parcerias e doações e abriga oito projetos, sendo um deles o “Eu tenho peito”. A criação do projeto resultou do incômodo de uma das assistidas, que sofria muito pela ausência das duas mamas, e que acabou morrendo. “Isso me incomodava muito”.  Muitas mulheres nessa situação não conseguem conviver com o marido ou se reintegrar socialmente. Cristiane promovia desfiles anualmente, e algumas moças mastectomizadas não se sentiam confortáveis.

Nas roupas apresentadas, Cristiane colocava saquinhos de tecido com arroz, para preencher o lugar do busto, mas com o tempo decidiu pensar em algo melhor em termos de qualidade. “Foi aí que eu pensei na confecção de um sutiã com próteses internas de polietileno”. Uma equipe integrada por mastologista, oncologista, cirurgião plástico, “para poder trabalhar com o material certo, na quantidade certa”, além de estilista, ajudou Cristiane a criar um produto que está sendo patenteado e tem 'design'. A Petrobras entrou com patrocínio do material, da instrutora e de três máquinas para a confecção das peças.

“Ao longo do tempo, vi a necessidade de trazer um conforto, qualidade, algo que tivesse a credibilidade do povo feminino mastectomizado. Então, entrei em contato com esses amigos”. No dia 29 de outubro, a coleção de moda íntima e de praia com essas características foi lançada, “onde a mulher mastectomizada tem, podemos dizer, um guarda-roupa de lingerie que tem camisolas, tem corpetes, calças e sutiãs de renda. E também lancei a moda praia”.

A ideia é beneficiar mulheres com câncer de mama em todo o país. Números do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) revelam que o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano, no mundo e no Brasil. Em 2015, para o Brasil, são esperados 57.120 casos novos dessa doença. “O número é muito grande”, disse.Cristiane. Ela sabe que o projeto “Eu tenho peito” não vai resolver o problema. “Mas dá para amenizar bastante”.

A presidenta da associação disse que muitas mulheres que removeram as mamas não querem colocar próteses, “porque você passa por tanto processo doloroso que o seu psicológico opta por não fazer. E elas tendem a conviver com essa ausência (das mamas)”. Outras não têm elasticidade da pele para fazer o revestimento da prótese. Aquelas que escolhem fazer a reconstrução esbarram em duas situações, observou Cristiane Felix: “Ou você tem condições financeiras para comprar a prótese e pagar a equipe médica particular ou tem que cair no Sistema Único de Saúde (SUS), onde o tempo de espera é entre três a quatro anos”.

Por isso, ela decidiu pensar em algo “mediador”, que permita à mulher enfrentar o período de operação do tumor até a reconstrução, “que ela possa se olhar e enfrentar a ausência mamária, porque isso implica em não se aceitar, em problema de rejeição de marido, em não conseguir se reintegrar socialmente, em perda de trabalho”. Há um preconceito ainda grande no país em relação à mulher mastectomizada, destacou Cristiane. Ela lembrou que mama e cabelos são muito significativos para uma mulher.

O projeto “Eu tenho peito” quer implantar uma nova cultura para a mulher. Ela tem que entender que há um processo mediador e que pode se inserir novamente na sociedade. “Porque o que mata não é a doença, o diagnóstico, É o olhar social, é a discriminação social”. Por isso, o grande objetivo do projeto é trabalhar a autoestima das mulheres com câncer de mama. “Ela compreender que não é só um pedaço de mama, mas que é uma mulher por inteiro”.

Além disso, o projeto visa garantir oportunidades de trabalho para 40 mulheres, das quais 16 são assistidas pela Associação Mulheres Vitoriosas. Mais sete máquinas industriais foram doadas por outras instituições parceiras. A ideia de Cristiane é comercializar as peças da coleção em todo o Brasil. Para isso, foi criado um catálogo, para caracterizar o projeto de geração de emprego e renda, que pode ser acessado no endereço. A organização envia as peças via Sedex, para todo o território nacional.


Eleitor terá direito de saber quem está financiando seu candidato, decide STF

Estadão Conteúdo



Com o plenário completo, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu por unanimidade que doações eleitorais precisam ser identificadas e, em caráter liminar, suspendeu trecho da lei de minirreforma eleitoral que permitia doações ocultas, ou seja, aquelas feitas a partidos e repassadas a candidatos sem a demonstração da origem dos recursos.

A lei da minirreforma foi sancionada dia 29 de setembro pela presidente Dilma Rousseff.

A ação Direta de Inconstitucionalidade foi ajuizada pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que argumentou que o trecho da nova lei da minirreforma eleitoral violava "o princípio da transparência e o princípio da moralidade, e favorece, ademais, a corrupção, dificultando o rastreamento das doações eleitorais”,

Na minirreforma, o Congresso alterou trecho da lei eleitoral definindo que os valores transferidos pelos partidos políticos oriundos de doações seriam registrados na prestação de contas dos candidatos como transferência dos partidos e, na prestação de contas dos partidos, como transferência aos candidatos, sem individualização dos doadores.

O relator do caso, ministro Teori Zavascki, argumentou que a transparência nas contas eleitorais é "indispensável" para se coibir as más relações "entre política e dinheiro".

"É preciso, sobretudo, que os abusos de poder econômico e político tenham severa resposta sob pena de tornar ineficaz não só o modelo atual, mas também o que se tenha no futuro", disse.
Zavascki afirmou ainda que as doações ocultas criam uma "cortina de fumaça" sobre as declarações de campanha, representam um retrocesso e impedem uma experiência eleitoral democrática.

O ministro argumentou ainda que é "equivocado" pensar que a divulgação de nomes daqueles que contribuem com candidatos viola diretos de privacidade. "Essas informações são relevantes para a sociedade como um todo.”

Ao acompanhar o relator, o ministro Luiz Edson Fachin afirmou que, no processo eleitoral, a única coisa que deve ser secreta é o voto e citou a música de Ney Matogrosso ao dizer que "o que a gente não quer fazer se faz por debaixo do pano”.

Em seu voto, o ministro Luiz Fux criticou o protagonismo do Congresso em atuar na reforma política. "Leis desse perfil comprovam o que os novos constitucionalistas têm afirmado (...) que às vezes o Parlamento não é o melhor protagonista para implementar uma reforma política sem a participação da jurisdição constitucional, que neste caso é fundamental", disse.

Já o ministro Dias Toffoli destacou o caráter de transparência das doações existentes nas eleições norte-americanas que, segundo ele, conseguem informar ao eleitor as afinidades com doadores que apoiam determinadas candidaturas. "Essa transparência é inerente à democracia. Não pode o legislador, portanto, ocultar quem financia a democracia no Brasil", disse.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, esteve na sessão plenária e argumentou que "não pode haver espaço para mistério e clandestinidade nesse momento delicado da vida democrática de uma nação”.

Apesar de ter unanimidade no mérito, houve uma divergência em relação à validade da decisão liminar. Para a maioria, ela já tem efeitos desde a publicação da sanção. O ministro Marco Aurélio Mello, entretanto, divergiu dos demais em relação ao efeito retroativo e, para ele, a decisão teria que valer daqui pra frente.


Fonte: HuffPost Brasil

Cinema: 'Chatô, Rei do Brasil', mostra um País que pouco mudou em 70 anos

Cleber Facchi 



"Você leu o livro?", perguntou Guilherme Fontes, minutos antes da sessão de Chatô - O Rei do Brasil. Disse que sim. "Quantas vezes?", questionou. Uma, respondi. "Eu também li uma vez. Depois fui pesquisando ele diversas e diversas vezes", disse o diretor que começou a produzir a película ainda na década de 1990.

"O filme é a minha interpretação do livro. Como se você terminasse de ler a obra e filmasse apenas as cenas mais quentes, aquelas que ficaram gravadas na memória", explicou o artista petropolitano enquanto cumprimentava outro jornalista que chegava para a exibição no cinema do Shopping Frei Caneca, no centro de São Paulo.

Misto de comédia, romance, drama político e adaptação da biografia homônima publicada em 1994 pelo mineiro Fernando Morais, Chatô é, como o próprio diretor define, "um filme sem gênero". "Eu não o considero um drama. Tem muito de musical dentro dele também", disse Fontes.

De fato, é difícil encontrar um ponto de apoio durante os 102 minutos​ de duração da obra. Trata-se de uma imensa colcha de retalhos visuais, monólogos e pequenos delírios cênicos de Marco Ricca, ator que interpreta o magnata das comunicações no Brasil, fundador dos Diários Associados e criador do MASP, Assis Chateaubriand.

assi

Ainda que o roteiro do filme pareça acelerado, talvez raso, perto do material de mais de 600 páginas assinadas por Morais, não há como negar que Fontes mantém a atenção do espectador em alta até a provocativa cena de encerramento - o sexo oral entre Vivi, personagem interpretada por Andréa Beltrão, e o já debilitado Chateaubriand.

Sobram cenas fortes e bem construídas, como o estupro de Lola (Leandra Leal), segunda mulher de Chateaubriand, além das constantes passagens pelo julgamento televisivo que resgata diferentes aspectos da vida do protagonista. Difícil não rir das chantagens executadas pelo empresário ou da cômica cena da contagem de palitos de fósforos.

Finalizado em 1999, porém, engavetado por conta de irregularidades na prestação de contas do diretor - em 2014, Fontes foi condenado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) a devolver R$ 71 milhões aos cofres públicos -, Chatô em nenhum momento aparenta ser um "filme velho", corroído pelo tempo.

Durante toda a película, temas como corrupção, violência, manipulação política e uso da imprensa como instrumento de favorecimento de uma minoria parecem dialogar com o presente cenário brasileiro. Diálogos entre Chateaubriand e Getúlio Vargas (Paulo Betti) que facilmente se transformariam em escândalos políticos nos dias atuais.

Dinâmico, Chatô sobrevive um misto de passado e presente que reflete não apenas a visão de Fontes sobre o "personagem" que é Assis Chateaubriand, mas boa parte do conflitos e falcatruas que movimentam o Brasil de ontem e hoje.


Fonte: HuffPost Brasil

O melhor que pode acontecer com o Brasil é ficar fora da Copa do Mundo

Superinteressante  |  De Denis Russo Burgierman



Para começo de conversa, essa excursão à Rússia vai sair bem cara, e todo mundo sabe que não estamos podendo muito. Com o real valendo menos que farelo, e um país-sede que promete superar até mesmo o Brasil em termos de extorsão aos visitantes, esta tem tudo para ser a Copa mais cara de todos os tempos para a delegação brasileira. Como a economia nacional está em frangalhos, o setor privado, pedindo penico, e a população, desinteressada da seleção, não vai ser fácil fazer a conta fechar com os patrocinadores.

E vão sobrar gastos inclusive para o Estado, já que é praxe que as "autoridades" assistam ao evento. Some a isso as perdas de produtividade que Copas geralmente causam, com feriados em dias de jogo e o gerenciamento de bolões tomando o tempo de quem sabe operar planilhas. Ano passado, uma pesquisa da consultoria Wiabiliza revelou que 70% das empresas relataram baixas na produção enquanto a bola rolava.

Enfim, a conta é bem alta. E a CBF, moralmente falida, com seus principais dirigentes na cadeia, vai repassar tudo o que puder para os clubes de futebol. Azar do seu time, que paga não sei quantas centenas de milhares de reais de salário para o seu craque favorito ir jogar de amarelo nas estepes russas, enquanto desaprende o que sabe nos treinos com o técnico Dunga. Se bobear, ainda volta contundido.

neymar brazil

Sem Copa, não vai ter outro jeito. Teremos que trabalhar em junho e julho de 2018. Admito que não é uma notícia muito boa para a maioria de nós. Mas o Brasil precisa mesmo de foco para reconstruir as suas instituições e a sua economia, que estão tremendamente abaladas.

2018 é ano de eleição para presidente, governador, deputados e senadores, péssima hora para dispersar assistindo futebol na TV. Copa antes de votar só pode resultar em duas coisas: eleitores revoltados ou eufóricos. Nenhum dos dois estados de espírito é adequado para inspirar o solene dever do voto.

Esse problema ganha importância porque o sistema político brasileiro está falido. Todos os grandes partidos estão desmoralizados - lambuzados em escândalos de corrupção ou incompetência, carentes de projeto e de propósito. As maiores empresas estão igualmente cobertas de lama, algumas delas com seus presidentes no xadrez, cumprindo pena por subornar o governo em troca de contratos, conforme revelou a Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Essas empresas são as mesmas que financiam as campanhas políticas, jogando suspeitas sobre todos os níveis do poder, em todos os escalões. O pano de fundo dessa meleca geral é a maior crise ambiental de nossa história, o que torna ainda mais urgente a tomada de decisões acertadas e o ajuste das nossas combalidas instituições democráticas.

Para complicar ainda mais, a mídia, que cumpre um papel-chave em qualquer democracia, também está numa crise profunda - não só econômica, mas existencial. Muitas publicações importantes imiscuíram-se tanto na disputa política que perderam a confiança de grandes fatias da população. Fora que as redações estão minúsculas e não têm dinheiro para nada. A Copa será caríssima para a imprensa também, que dedicará seus parcos recursos a cobri-la, deixando descobertos todos os temas relevantes, justo no momento em que mais precisaremos entender o que está errado e conversar sobre como consertar.

dunga brazil

Mas ficar fora da Copa seria bom inclusive para o futebol brasileiro, hoje nas mãos de uma cleptocracia fuleira. A CBF é uma entidade privada que explora bens públicos (nossa identificação com a pátria, nossa paixão por futebol, o talento que brota desta terra) para ganho de uma meia dúzia (por sorte, o FBI interveio para botar alguns deles na cadeia).

O ex-presidente da confederação, Ricardo Teixeira, foi sincero quando disse que "cagava montão" para a opinião pública. A CBF está mesmo se lixando para mim e para você, como bem demonstrou quando, em vez de nos pedir desculpas por nos obrigar a ouvir piadinhas de gringos sobre os 7X1 pelo resto de nossas vidas, contratou Dunga outra vez como técnico.

É que eles podem. Embora se apropriem de algo que é de todos nós - o nome "Brasil", para começo de conversa -, a lei permite que eles nos deem a banana que quiserem. E vão continuar podendo, enquanto nos hipnotizarem a cada quatro anos com uma Copa. Ficar de fora na Rússia seria ótimo para nos tirar do torpor e nos forçar a expulsar essa gentinha do esporte que amamos e, assim, mudar profundamente nosso modo de geri-lo.

Também não ia ser mau esvaziar a festa da Fifa. Afinal, a CBF não é uma quadrilha nacional - ela é só o braço local de uma quadrilha global. Com os principais dirigentes da Fifa sendo investigados pelo FBI e pela Interpol por esquemas bilionários de corrupção, nada como a ausência da camisa canarinho para sublinhar a deturpação do esporte.

Outro que merece que a festa mie é o presidente russo Vladimir Putin, um ditador que se esconde atrás de uma simulação de democracia. Putin planeja usar a Copa para aumentar a satisfação popular - algo que normalmente acontece nos países-sede de Copas bem-sucedidas - e com isso se safar de abusos aos direitos humanos. 2018 é ano de eleição presidencial na Rússia também, e Putin não vai querer despediçar oportunidades de aparecer com o evento. Só de nos poupar de ter que ver fotos do sujeito ao lado da mítica amarelinha, a eliminação já terá sido uma bênção.

E ficar de fora da Copa não é nenhum fim de mundo. Quem ama futebol vai assistir aos jogos do mesmo jeito. Vai ser uma experiência nova, que o mundo inteiro já teve: acompanhar a Copa apenas pelo futebol. Vai ter Messi, vai ter Cristiano Ronaldo, vai ter o toque de bola da Alemanha, vai ter um monte de brasileiro jogando por federações mais organizadas ou mais confiáveis que a nossa. Não vai ter Neymar, é verdade. Mas tem jogo do Barcelona na TV toda semana.

E aí, em 2022, ou 2026, o Brasil voltará para a Copa. Até lá, quem sabe, Fifa e CBF terão acabado, ou se reinventado. O País terá se reencontrado. E vai ser lindo ver a amarelinha em campo na Copa do Mundo outra vez.

Fonte: HuffPost Brasil

Dilma: Multa inicial à Samarco pelo desastre de Mariana é de R$ 250 milhões

HuffPost Brasil  |  De Grasielle Castro


Depois de sobrevoar a área atingida pelo rompimento de duas barragens em Mariana (MG), a presidente Dilma Rousseff informou que o Ibama multará a mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, em R$ 250 milhões.

"A multa preliminar é de R$ 250 milhões por dano ambiental e comprometimento da bacia hidrográfica, dano ao patrimônio público e pela interrupção da energia elétrica.”
De acordo com a presidente, os estados atingidos poderão pedir ressarcimento à mineradora. Além de Minas Gerais, a onda de lama já chega em Colatina, no Espírito Santo.

O governo do estado já decretou estado de emergência na área. Até o próximo sábado a onda também deve atingir as cidades capixabas de Baixo Gandu e Linhares.

A presidente chegou à região de Mariana sete dias após o rompimento das barragens, que deixou pelo menos seis mortos, 21 desaparecidos e mais de 600 desabrigados. O rompimento das barragens já é considerado o maior desastre ambiental do País.


Fonte: HuffPost Brasil

Ibama multa Volkswagen em R$ 50 milhões por fraude em motores

Da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

O  Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) multou a filial brasileira da Volkswagen em R$ 50 milhões por manipulação de emissões de poluentes de motores a diesel.

De acordo com o Ibama, a empresa foi notificada e deverá apresentar um plano de correção dos carros alterados e comercializados, de modo a atender os parâmetros de emissão exigidos pelas normas brasileiras.

Em setembro, o grupo Volkswagen admitiu ter instalado motores a diesel fraudulentos em cerca de 11 milhões de veículos de diversas marcas, com um software capaz de falsear os resultados dos dados.

A Volkswagen reconheceu que, no Brasil, veículos Amarok apresentaram a mesma alteração encontrada nos Estados UnidosDivulgação/Volkswagen
O órgão ambiental brasileiro informou que, no dia 25 de setembro, a Volkswagen foi notificada pelo Ibama e obrigada a prestar esclarecimentos sobre a produção ou comercialização no Brasil de veículos com algum item de ação indesejável.

“Por carta, enviada em 22 de outubro de 2015, a Volkswagen reconheceu que veículos Amarok diesel, ano/modelo 2011 (todo o lote) e 2012 (parte do lote) apresentaram o mesmo item (alteração) encontrado nos Estados Unidos”, disse o Ibama.

Em setembro, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos emitiu aviso de violação de sua legislação de poluição atmosférica.

O documento indicava que veículos a diesel de quatro cilindros comercializados pelas montadoras entre 2009 e 2015 utilizavam um software em seu sistema computadorizado que fraudava os testes de emissão de determinados poluentes pelos escapamentos.

No Brasil, 17.057 veículos Amarok contêm o software. De acordo com o Ibama, o recall será voltado exclusivamente para correção do dispositivo adulterado e não afetará o desempenho dos motores.

Procurada pela Agência Brasil, a Volkswagen não se manifestou até a publicação da matéria.


Campanha alerta para riscos da arritmia cardíaca

Da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto


A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) comemora hoje (12) o Dia Nacional de Prevenção de Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, com uma campanha que visa a alertar a população sobre os sintomas e os riscos da doença. A arristmia afeta mais de 20 milhões de brasileiros e é responsável pela morte súbita de mais de 300 mil pessoas anualmente.

A campanha Coração na Batida Certa contará com atividades nas cinco regiões do país, incluindo ações em aeroportos, parques, shopping centers, calçadões, academias, hospitais, universidades, entre outros. No Rio, haverá palestra para orientar sobre a importância da medição dos batimentos cardíacos pelo pulso, além de divulgar informações sobre ressuscitação cardiopulmonar.

Um dos coordenadores da ação, o cardiologista e membro da Sobrac Eduardo Saad, ressalta o aspecto educativo da campanha e lembra como a arritmia cardíaca pode ser traiçoeira em alguns casos. “São ações com caráter educativo, para que a população possa detectar, prevenir e tratar uma arritmia, sem mencionar o debate sobre a importância de locais públicos terem desfibriladores adequados para quando uma pessoa for atingida pelo problema. É muito importante esse tema como um todo, pois a doença, em alguns casos, se manifesta sem avisar. Qualquer pessoa está sujeita a algo desse tipo”, alertou.

Saad lembra que, na maioria dos casos, a doença apresenta sintomas como palpitações, falta de ar, cansaço extremo, tontura, fraqueza intensa, dor no peito e outros. Segundo ele, pessoas com problemas cardíacos, obesas e hipertensas têm maior probabilidade de passar por esse mal.

De acordo com o cardiologista, o forte calor que deve se instalar no país durante o verão também é um fator agravante para a doença. ”Sem dúvida nenhuma, isso contribui. Por conta do suor excessivo, a pessoa vai perdendo sais, sódio e minerais extremamente importantes para o funcionamento do organismo. Então, o coração vai se fragilizando e ficando suscetível a uma arritmia e outros problemas. Então, é de extrema importância se hidratar e se proteger das altas temperaturas”, recomendou.

Sobre os procedimentos para tratamento da arritmia, Eduardo Saad esclarece que alguns casos necessitam somente da correção de fatores de risco que o dia a dia proporcionou para a doença. Em outros, quando são mais complexos, existem três procedimentos.

“Aí, o tratamento pode ser feito por meio de medicamentos, quando é mais simples, ou de uma intervenção cirúrgica e, dependendo, utiliza-se a instalação de um marca-passo para reajustar as batidas do coração”.

Para o cardiologista, a prevenção é sempre o melhor remédio. Por isso, existe a luta para um projeto de lei que torne obrigatória a presença de desfibriladores em locais e eventos de grande porte. Segundo Saad, no exterior essa já é uma prática comum. “É extremamente importante a existência de um aparelho desse em locais públicos, pois quanto mais rápido for o atendimento, maiores a chances de a vítima sobreviver. E não se trata de um aparelho complexo, de manuseio profissional. Qualquer um está apto a utilizá-lo. Basta colar os adesivos no peito da vítima e apertar um botão que faz com que as descargas elétricas sejam transmitidas à pessoa acometida pela arritmia. Nos Estados Unidos e na Europa isso é algo bastante difundido. Falta aqui no Brasil".

No dia 29 de outubro deste ano, por exemplo, um torcedor do Fluminense morreu ao sofrer um infarto depois do jogo  contra o Palmeiras, válido pela Copa do Brasil. Flávio Gusmão de Figueiredo Mendes, 51 anos, que era médico, teve o atendimento retardado em cerca de 30 minutos, de acordo com torcedores presentes no local. O estádio não tinha nenhum tipo de desfibrilador para reanimar o torcedor enquanto esperava pelos médicos.


Dilma sanciona com veto lei do direito de resposta na mídia

Da Agência Brasil Edição: José Romildo

A presidenta Dilma Rousseff sancionou com veto a lei que disciplina o direito de resposta ou retificação de pessoas ofendidas nos meios de comunicação social.  A lei foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União.

O texto determina o direito de resposta à pessoa (física ou jurídica) ofendida por qualquer reportagem, nota ou notícia “divulgada por veículo de comunicação social, independentemente do meio ou plataforma de distribuição, publicação ou transmissão que utilize, cujo conteúdo atente, ainda que por equívoco de informação, contra a honra, intimidade, reputação, conceito, nome, marca ou imagem”.

Foi vetado o parágrafo que afirmava que o ofendido poderia requerer o direito de resposta ou retificação pessoalmente nos veículos de rádio e televisão. O trecho foi alvo de divergência entre a Câmara e o Senado.

A Lei 13.888, de 11 de novembro de 2015, afirma que a resposta poderá ser divulgada, publicada ou transmitida no mesmo espaço, dia da semana e horário em que ocorreu o agravo e deverá ser exercida no prazo de 60 dias, “contados da data de cada divulgação, publicação ou transmissão da matéria ofensiva”.

'O barco do Brasil não está afundando', afirma Clinton em evento em Brasília

Agência Brasil  |  De Marieta Cazarré



O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou hoje (12) que os desafios econômicos que o Brasil enfrenta deveriam ser vistos com mais tranquilidade pelos empresários do país. Em clima de otimismo, ele ressaltou que no Brasil não há conflitos religiosos nem guerras e lembrou os avanços que o país obteve nos últimos 25 anos.

Clinton disse a empresários brasileiros, no encerramento do 10º Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI):

“Não existe como passar por tudo isso [avanços] sem distorções e imperfeições. Enormes oportunidades foram criadas. Não podemos controlar tudo, mas podemos controlar como lidamos com isso. O barco do Brasil não está afundando."
O ex-presidente disse ainda que o Brasil é um país que tem enorme riqueza de recursos naturais e que o progresso social e as políticas inclusivas e econômicas devem encorajar os empresários brasileiros.

Clinton comentou que o melhor livro sobre política que leu nos últimos três anos não foi escrito nem por um político nem por um economista e sim por um microbiologista.

A Conquista Social da Terra, de Edward O. Wilson, fala sobre como homens e insetos constroem uma complexa vida social e conseguem se defender de inimigos e sobreviver por meio da cooperação. “O mundo pertence aos cooperadores”, concluiu.


Fonte: HuffPost Brasil