Fachin defende multa a emissoras que desrespeitem classificação de programas

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, defende que as emissoras de rádio e televisão que desrespeitarem o horário das classificações indicativas sejam multadas, conforme já é previsto pela atual legislação. O assunto está sendo julgado pelo Supremo e Fachin apresentou ontem (5) o seu voto. Antes dele, quatro ministros já haviam votado no julgamento de  Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.404, que se iniciou em 2011.

“Mantive a sanção e citei 14 países, considerando a Inglaterra e os Estados Unidos, onde há uma forma de sanção. Mas jamais a perda da concessão. Sanção ora pecuniária ou, por um curto período, a suspensão da programação”, explicou Fachin, que fez uma palestra nesta sexta-feira (6), no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), no Rio.

O ministro sustentou que é difícil, nos tempos atuais, deixar toda a responsabilidade sobre o que as crianças e adolescentes assistem unicamente nas mãos dos pais.

“É preciso encontrar um equilíbrio, na medida em que o Estado não deve tutelar, paternalisticamente, as escolhas da família. Mas, por um outro lado, é preciso ser realista, na exata medida em que a grande massa das famílias brasileiras é de pessoas trabalhadoras, que não têm disponibilidade suficiente para fazer essa delimitação em todas as casas.”

O julgamento sobre a ADI 2.404 foi interrompido, por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki. Ela foi ajuizada pelo PTB contra dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente que classifica como infração administrativa a transmissão de programa de rádio ou televisão em horário diverso do autorizado pelo governo federal.

Na sessão feita em novembro de 2011, quando teve início o julgamento, votaram pela procedência do pedido os ministros Dias Toffoli, relator da matéria, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Ayres Britto, agora aposentado, a fim de permitir que as emissoras definam livremente sua programação, sendo obrigadas somente a divulgar a classificação indicativa pelo governo federal.


Acidente de avião russo ocorreu de forma rápida e violenta, confirma caixa-preta

Da Agência Lusa

Os testes em uma das caixas-pretas do avião da companhia russa MetroJet que caiu na península egípcia do Sinai confirmaram o caráter “violento e rápido” dos acontecimentos que levaram à queda da aeronave.

A informação foi divulgada hoje (6) em Paris por uma fonte próxima do dossiê que contém os dados das caixas pretas, citada pela agência francesa AFP. A mesma fonte citada pela AFP indicou que os testes feitos nas duas caixas-pretas, cruzados com os dados recolhidos no local do acidente e a experiência dos investigadores, permitem “privilegiar fortemente” a hipótese de que um atentado causou a queda do avião russo.

Segundo os dados fornecidos pela caixa, tecnicamente designada Flight Data Recorder (FDR) e que registra todos os parâmetros técnicos do voo "tudo estava normal, absolutamente normal durante o voo e, de repente, não há mais nada”, indicou a mesma fonte.

“Isto dá a sensação de rapidez, do caráter imediato” dos acontecimentos, informou a fonte, em um momento em que as duas caixas pretas do aparelho, uma que contém os parâmetros do voo e outra que registra as conversas da tripulação, foram analisadas.

O Airbus A321 da companhia Metrojet caiu no sábado no Sinai, após ter descolado da estância balneária egípcia Sharm el-Sheikh com destino à cidade russa de São Petersburgo, deixando 224 mortos.

A descodificação do Flight Data Recorder e do gravador de vozes de cabine (Cockpit Voice Recorder) do aparelho indica que “tudo estava normal”, tanto ao nível dos mecanismos como das conversas, até ao 24.º minuto do voo, referiu a fonte, que pediu anonimato. A partir desse momento, acrescentou a fonte, as duas caixas-pretas do aparelho deixaram de funcionar abruptamente, sendo percetível “uma descompressão explosiva muito repentina”.

A autoria do desastre foi reivindicada pelo grupo radical Estado Islâmico (EI).

As autoridades norte-americanas e britânicas declararam ser possível que um explosivo tenha causado a queda do avião, enquanto o Egito e a Rússia pediram paciência antes de tirar conclusões até que os resultados da investigação sobre o acidente sejam conhecidos.

ONU aprova resolução brasileira sobre combate à corrupção

Da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

A 6ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção aprovou uma resolução apresentada pelo Brasil sobre o uso de procedimento não criminais, civis e administrativos no combate à corrupção. A conferência teve início na última segunda-feira (2) e termina hoje, em São Petersburgo, na Rússia.

De acordo com o Ministério da Justiça, a aprovação da resolução facilita a cooperação entre o Brasil e outros países no combate à corrupção, a partir da aceitação de pedidos feitos por instituições brasileiras, como AGU, CGU e o Ministério Público, a instituições estrangeiras.

“A resolução também melhora as condições em que o Brasil pode ajuizar ações civis diretamente em tribunais estrangeiros, com o objetivo de recuperar ativos decorrentes de corrupção”, destacou o ministério, em nota. Atualmente, não existe obrigação de cooperação internacional para troca de informações nos âmbitos civil e administrativo.

A Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção conta com 177 Estados Partes e é o mais importante instrumento jurídico internacional de prevenção e combate à corrupção. Para essa conferência o Brasil enviou representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), da Controladoria-Geral da União (CGU), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Comissão de Ética Pública (CEP), do Ministério da Justiça (MJ) e do Ministério Público Federal (MPF).

'Game of Thrones': Em novo livro, destino de Myrcella Lannister é revelado

De Caio Delcolli

Se você não assistiu à quinta temporada de Game of Thrones, este texto contém spoilers.

A última vez em que vimos Myrcella Lannister (interpretada Nell Tiger Free; na foto acima) na série da HBO, seu destino não pareceu muito certo.

Envenenada por Ellaria Sand (Indira Varma) em Misericórdia da Mãe, 10º e último episódio da quinta temporada, Myrcella desmaia após seu nariz começar a sangrar.


Ela havia acabado de dizer a Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) que sabia ser fruto do incesto dele e de sua mãe, Cersei (Lena Headey).

Myrcella apenas desmaia. Não fica claro se ela morreu de fato.

No entanto, segundo o livro Game of Thrones: The Noble Houses of Westeros: Seasons 1–5 – a ser lançado em dezembro pela Running Press, nos Estados Unidos – Myrcella morre.

Está escrito no livro (via Omelete):

"Noiva de Trystane Martell [interpretado por Tony Sebastian], filho do príncipe Doran, foi envenenada por Ellaria Sand para vingar a morte de seu amante Oberyn Martell. Myrcella morreu nos braços de Jamie, seu pai".


Fonte: HuffPost Brasil

Para filho de Pablo Escobar, 'Narcos' insulta história da Colômbia e milhares de vítimas do tráfico

De Julio Maria


Sebastián Marroquín tem um olhar tenso e quase nunca sorri. Filho do maior traficante de drogas da história, viveu até a morte do pai, em 1993, entre tiros e bombas, primeiro mergulhado nos milhões de dólares que o tráfico rendia a Escobar, depois escondido para não ser alvejado pelo exército de inimigos espalhados pela Colômbia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Autor da biografia Pablo Escobar - Meu Pai, lançada no Brasil em junho com boas críticas, Marroquín, alcunha que usa para evitar o inferno que se tornou carregar no RG o mesmo nome do pai, acaba de ver a série Narcos, da Netflix, com muitas ressalvas. Em entrevista, ele faz sérias acusações aos produtores, ao diretor José Padilha e critica o ator que interpreta seu pai, Wagner Moura.


"Aquilo é um insulto à história da Colômbia e às milhares de famílias de vítimas do narcotráfico. Eles deveriam, primeiro, incluir capítulos para mostrar como a DEA (agência antidrogas dos EUA) cobrava de meu pai impostos para permitir que a cocaína entrasse nos EUA através do Aeroporto Internacional de Miami."

Afirma que há interesses políticos por trás do projeto e que ofereceu ajuda na curadoria, que foi negada pela produção.

A Netflix informou que não se pronunciaria sobre as declarações. Neste momento, Narcos 2 está em fase de gravação, sem data de estreia. Já o diretor José Padilha respondeu, por e-mail: "Tivemos muitas propostas de ‘consultoria remunerada’ por familiares e 'amigos' de Escobar. Todas apresentadas a nós como bem intencionadas, mas sempre buscando remuneração. Algo do tipo: sei o que aconteceu com Pablo. Quanto você me paga para eu te contar?"

Marroquín rebate: "E Padilha crê que estamos no tempo da escravidão? Quer que a gente trabalhe de graça para ele?"

Sobre o conteúdo da série, o diretor afirma: "Consultamos a DEA, que tinha todas as transcrições das gravações interceptadas de Pablo. Não achamos que os filhos de Pablo tivessem plena consciência do que se passava com seu pai. Além disso, as informações de diferentes familiares não batiam umas com as outras".

Marroquín voltou a responder: "O único que não tem consciência da história é o próprio Padilha. Por acaso ele é familiar de Pablo para conhecê-lo melhor que seus filhos?"


Fonte: HuffPost Brasil

Longe da televisão, Maria Paula quer empoderar mães presas em penitenciárias pelo Brasil

De Andréa Martinelli



Fora dos programas de televisão desde 2012, a atriz Maria Paula se dedica, atualmente, a prestar aconselhamento materno a detentas em penitenciárias de todo o Brasil.

Ela participou, na manhã desta quinta-feira (5), no Ministério da Justiça, do lançamento do Infopen Mulheres, o primeiro relatório sobre o perfil das detentas brasileiras divulgado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula dá palestras às presas - uma população invisível, segundo ela - sobre a importância do vínculo afetivo entre mães e bebês.

"Costumo dizer a elas que não importa se estão em um palácio ou uma prisão: a doação do tempo delas a seus filhos tem muita importância para o futuro dessas crianças", disse.
A atriz conta que, nos primeiros momentos, percebe resistência das mulheres presas em relação à sua presença.

"Elas devem pensar: o que a garota-propaganda das Organizações Tabajara está fazendo aqui?", diverte-se a atriz, que por anos fez parte do elenco do extinto programa de humor Casseta & Planeta, da Rede Globo.

"Mas, depois, veem que tenho algo a dizer. Meu recado principal é de que, embora presas, ninguém pode privá-las da liberdade do afeto", completou.

Maria Paula, que tem formação em Psicologia, assumiu papel de ativista em 2004, quando teve sua primeira filha.

"Hoje, a maternidade é o foco central do meu trabalho", diz.

Seu maior orgulho, relata, é ver as mães presas superarem traumas e conseguirem olhar com suavidade para seus filhos.

De acordo com o relatório do Depen, a maioria das penitenciárias não dispõe de creches, berçários ou celas especificas para gestantes. Durante a apresentação do documento, o aparelhamento de centros materno-infantis e de salas de aleitamento nas prisões brasileiras foi destacado como prioridade do Depen para 2015 e 2016.

A população penitenciária feminina no Brasil apresentou crescimento de 567,4% entre 2000 e 2014, enquanto a dos homens, no mesmo período, foi 220,20%.

A informação está no primeiro relatório nacional sobre a população penitenciária feminina do país, divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Justiça.

O estudo Infopen Mulheres é baseado nos dados do último Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) e contém dados de 1.424 unidades prisionais em todo o sistema penitenciário estadual e federal relativos ao mês de junho de 2014.

Segundo o Infopen, a população prisional brasileira no Sistema Penitenciário em 2014 era 579.781 pessoas, levando em consideração as prisões estaduais e federais.

(Com informações da Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

As duas caras da Tailândia: o lado mau da ‘capital gay da Ásia'

Dominique Mosbergen



O país recebe os turistas LGBT de braços abertos, mas ainda não tem políticas para proteger direitos humanos básicos.



Ativistas afirmam que a imagem da Tailândia de “capital gay da Ásia” não reflete as experiências vividas pela comunidade LGBT do país, que enfrenta discriminação e marginalização.

Esta é a décima e última parte de uma série de dez reportagens sobre os direitos da população LGBT do Sudeste Asiático, que revela os desafios da comunidade na região e destaca o trabalho corajoso dos ativistas.

***

No Wat Kreung Tai Wittaya, um templo budista em Chiang Khong, Tailândia, adolescentes transgêneros aprendem a ser mais “masculinos”.

“Não conseguimos mudar todos eles, mas o que podemos fazer é controlar o comportamento para que eles entendam que nasceram homens ... e não podem agir como mulheres”, disse o diretor Phra Pitsanu Witcharato à agência France Presse, em 2011.

No templo, meninos entre 11 e 18 anos passam por treinamentos rigorosos para se livrar de sua “feminilidade” .

“As regras impedem que os aprendizes de monge usem pó, maquiagem ou perfume”, disse um adolescente trans. Os estudantes também não podem cantar, tocar instrumentos musicais ou correr.


Desde 2008 o templo Wat Kreung Tai Wittaya tem um curso para ensinar “masculinidade” aos adolescentes transgênero.

Cerca de 2,5% dos adolescentes LGBT da Tailândia, um país majoritariamente budista, são forçados a ser aprendizes de monge para se “curar”, segundo a Fundação de Direitos e Justiça para Orientação Sexual e Identidade de Gênero.

Alguns são forçados pela família a passar por tratamentos psicológicos. Outros são expulsos de casa.

A população LGBT é considerada uma “aberração da natureza” por muitos tailandeses, disse a ativista Naiyana Supapung ao Bangkok Post em 2013.

Para ilustrar seu argumento, ela lembrou de um livro escolar de seu filho que tinha “advertências específicas contra qualquer contato com pessoas que se comportem como membros do sexo oposto”. O livro recomenda que “os estudantes avisem o professor imediatamente para que o comportamento dessas crianças possa ser ajustado”, disse ela.

Mas, para a maioria dos que estão de fora, este é um lado raramente visto da Tailândia – um país às vezes chamado de “capital gay da Ásia”.

A Tailândia vem se vendendo como um destino turístico “cor-de-rosa”, um país que acolhe turistas gays em busca de bares de strip e concursos de beleza de mulheres transgênero (conhecidas no país como “kathoey” ou “meninos mulheres”).

A estratégia parece estar funcionando.

Todo ano, estrangeiros inundam os bares gays de Bancoc, e muitos procuram as clínicas do país para realizar cirurgias de confirmação de gênero.

Mas os ativistas dizem que essa é uma imagem superficial.

“Existe uma frase [segundo a qual] a sociedade tailandesa aceita não-oficialmente, mas rejeita oficialmente, os gays e lésbicas”, disse ao Phuket News em 2013 Anjana Suvarnananda, presidente do Anjaree, um grupo de defesa dos direitos LGBT.

“Acho que é verdade que os tailandeses só aceitem gays e lésbicas de forma superficial, como por exemplo a maneira como eles se vestem ou se comportam. Mas, quando falamos das questões realmente importantes, em geral existe um viés negativo.”

Um estudo recente realizado pela Fundação Khon Thai indica que mais de metade dos tailandeses entre 15 e 24 anos acredita que o “homossexualidade é errado”.

A população LGBT é vítima de marginalização e discriminação no país, segundo um relatório de 2014 do USAID/UNDP sobre o estado dos direitos LGBT na Tailândia. Leis de proteção ou afirmação dos direitos da comunidade são basicamente inexistentes.

“As pessoas LGBT na Tailândia [podem conseguir] levar suas vidas abertamente”, disse ao The Huffington Post Pramoj Na Ayutthaya, mas ela afirma que há poucas “garantias de dignidade”.


Em setembro, entrou em vigor a Lei de Igualdade de Gêneros, que proíbe especificamente a discriminação contra pessoas “de aparência diferente de seu sexo de nascimento”. É a primeira legislação no Sudeste Asiático que oferece proteção contra a discriminação motivada por expressão de gênero. Kyle Knight, pesquisador da Humans Right Watch, disse que a decisão é “um passo muito importante na proteção dos transgêneros”.

Os ativistas LGBT, entretanto, afirmam que a nova lei, apesar de positiva, é apenas um pequeno passo para o país.

O homossexualidade deixou de ser crime no país na década de 1950, mas ainda não existem leis ou políticas que protejam a população LGBT em relação à orientação sexual nem reconhecimento do casamento ou das uniões civis de pessoas do mesmo sexo.

“É uma contradição gritante”, disse Knight ao HuffPost, em agosto. “A Tailândia acolhe a população LGBT e é um centro global de cirurgias de mudança de sexo, mas o país ainda não tem políticas de proteção dos direitos humanos mais básicos.”

Essa falta de proteção gera inúmeros desafios para a comunidade LGBT do país, incluindo discriminação no trabalho e nas escolas, bem como acesso limitado ao sistema de saúde, segundo o relatório da USAID/UNDP.

O relatório, por exemplo, inclui a história de uma funcionária do governo tailandês cuja parceira quase morreu num acidente de moto – ela não pode tomar decisões médicas em nome da parceira. A funcionária, não-identificada, disse que o casal também não pôde acessar os benefícios trabalhistas disponíveis para casais heterossexuais, o que as deixou sobrecarregadas com pesadas contas médicas.

Depois do acidente, disse ela, “os médicos me informaram que apenas os parentes teriam o direito de autorizar todas as formas de assistência médica. O que eu poderia fazer? Sou apenas a parceira, inexistente aos olhos dos outros”, afirmou a funcionária pública, de acordo com o relatório.

Ela disse que teve de entrar em contato com a família da sua parceira, que mora em outra província, e teve de pagar as passagens para que os familiares pudessem chegar ao hospital rapidamente.

Depois, quando confrontada com a conta, a funcionária pública disse que estava impedida de usar os benefícios do Estado para ajudar a cobrir os custos.

“As regras do ministério das finanças negam esse benefício para casais do mesmo sexo”, foi o que lhe informaram.


A Tailândia realiza vários concursos de beleza transgênero locais e internacionais a cada ano.

A população LGBT também sofre discriminação em casa e nas escolas.

Um terço dos estudantes tailandeses que se identifica como LGBT sofreu abuso físico na escola, de acordo com um estudo de 2014 realizado pela Plan International, pela Unesco e pela Universidade Mahidol. Quase 25% dos 2 000 estudantes entrevistados disseram ter sido assediados sexualmente por causa de sua orientação sexual ou sua identidade de gênero.

Em comparação, cerca de 17% dos estudantes LGBT dos Estados Unidos relataram ter sido agredidos fisicamente na pesquisa de 2014 da Gay, Lesbian & Straight Education Network.

O estudo tailandês descobriu que os estudantes LGBT vítimas de bullying sofrem de ansiedade, baixa autoestima e isolamento social, e 7% deles disseram ter tentado o suicídio no ano passado, enquanto 23% disseram sofrer de depressão.

Falando ao Bangkok Post, a ativista Naiyana Supapung lembrou um caso de uma criança homossexual que tentou se matar bebendo inseticida depois ter sido “humilhada por um professor que o mandou parar de falar e se comportar como menina”.

O professora, disse ela, “ameaçou diminuir as notas do menino se ele não cumprisse [a ordem]” e lhe deu um tapa no rosto.

Em um estudo de 2012 realizado pela a Fundação de Direitos e Justiça para Orientação Sexual e Identidade de Gênero, cerca de 15% dos entrevistados disseram ter sido “verbalmente agredidos” por familiares por causa de sua orientação sexual ou por expressar seu gênero, e 13% disseram ter sido impedidos de viver com um parceiro do mesmo sexo.

Nikorn Chimkong, presidente do grupo de direitos LGBT Bangkok Rainbow, diz ao The Huffington Post que essa marginalização resulta de uma falta geral de “compreensão e conscientização” sobre as questões LGBT na Tailândia.


Eventos do orgulho gay são realizados na Tailândia, um país que a lei oferece proteções limitadas para a comunidade LGBT.

Os ativistas têm expressado esperança de que a recente aprovação da Lei da Igualdade de Gênero seja um sinal de que a maré esteja começando a mudar na Tailândia.

“O progresso da [lei], e o impulso que ela criou, deve inspirar a Tailândia para assumir com orgulho a liderança na questão dos direitos da comunidade LGBT da região”, disse Knight no mês passado.

Ainda assim, dado o ambiente político instável do país, que viu o Exército tomar o poder em um golpe em 2014, os ativistas dizem que são céticos em relação ao futuro dos direitos da população LGBT no país.


Fonte: HuffPost Brasil

A História Que a Manhã Contou ao Tempo

Agora em áudio!

Você que não viu no teatro vai ter a oportunidade de ouvir na Rádio!
Você que já viu no teatro é uma oportunidade de relembrar!
Cena da peça "A História Que a Manhã Contou ao Tempo" da Cabriola Cia de Teatro

Crítica (por Ricardo Schopke - RJ):

Tendo como inspiração o belo texto O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá de Jorge Amado, “A História que a Manhã contou ao Tempo” da Cabriola Cia de Teatro de Salvador foi um dos grandes destaques entre as Atrações Convidadas da 7o FENATIFS. Uma outrora impossível história de amor entre um gato mal humorado e uma linda e amigável andorinha é o fio condutor desta poética história conduzida com lirismo, plasticidade – destaque para os belos figurinos simbólicos (Etiene Bouças) e para o uso de escadas, e  guarda-chuvas que marcam as estações do ano (Heraldo Souza) -, e contendo teatro de animação (Grupo Ereoatá e Cabriola Cia de Teatro), belas composições musicais (Heraldo Souza), e um jogo teatral repleto de partituras corporais, teatro físico e teatro narrtativo. A direção e adaptação feitas por Heraldo Souza, que divide também a cena com a atriz Etiene Bouças é de extrema delicadeza, precisão, seriedade; além de imprimir um belíssimo tom solene e melancólico à linda história. A encenação de “A História que a Manhã contou ao Tempo” é uma grata surpresa de um bom teatro realizado com muitos critérios, para a infância e juventude.

Leia mais sobre o espetáculo: CLIQUE AQUI



Dias 07 e 08 de novembro (sábado e domingo), 10h e 16h, dentro do programa "A Hora da Criança".
Para ouvir no site: www.radiocabriola.com
Para ouvir no celular, baixe nosso aplicativo: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.maxcast.radiocabriola&hl=pt_BR




Elza Soares fala sobre feminismo, o amor por Garrincha e como cantar ainda é 'remédio bom'

Andréa Martinelli Favoritar



Toda vez que o samba mandou chamar, ela veio. Em 1953, Elza Conceição Soares subiu ao palco do programa de Ary Barroso, na Rádio Tupi, com seus 50 kg, roupas remendadas com alfinete e uma sandália emprestada de sua mãe. "De onde você vem?", ele perguntou, em tom de gozação. E ela respondeu: "Do planeta fome".

Assim que Elza começou a cantar os versos de Lama, "se eu quiser fumar, eu fumo, se eu quiser beber, eu bebo", escritos por Aylce Chaves e Paulo Marques, Ary se encantou com o timbre e a força daquela voz rouca cheia de distorções únicas. Ao final da apresentação, abraçou Elza e bradou: "senhoras e senhores, nasce uma estrela".

62 anos depois, a história da menina pobre que virou estrela incansável da música popular brasileira ficou marcada por dificuldades e chutes nas portas para conquistar respeito. Elza passou fome na infância, perdeu maridos, filhos, amargurou a falta de dinheiro, ficou quase dez anos sem gravar e sofreu com o julgamento da sociedade por se relacionar com Mané Garrincha (que era casado na época).


Essa trajetória marcada por recomeços é celebrada em A Mulher do Fim do Mundo, seu primeiro álbum de inéditas em quase 60 anos de carreira. Idealizado pelo produtor paulista Guilherme Kastrup e boa parte dos integrantes do grupo Bixiga 70, o disco traz uma Elza forte e renovada, que honra o verso "me deixem cantar até o fim", da faixa de abertura.

"Eu acho que a mulher do fim do mundo é aquela que busca, é aquela que grita, que reivindica, que sempre fica de pé. No fim, eu sou essa mulher", disse em entrevista por telefone ao HuffPost Brasil.

Aos 78 anos, Elza parece ter curado algumas feridas da vida, mas tem de lidar com outras, como a perda recente de um filho e as dores na coluna que a obrigam a fazer sessões de fisioterapia, cirurgias e até shows sentada sem o seu icônico salto 15.

Nesta entrevista, ela fala sobre o novo projeto, feminismo, o amor por Mané Garrincha e como cantar é o que a ajuda a não perder a cabeça.

HuffPost Brasil: 78 anos e pela primeira vez um disco só de inéditas, Elza. Como é isso?
Elza Soares: Ma-ra-vi-lho-so. Meu amor, eu me sinto uma criança. Eu estou ótima, maravilhosa. A coluna está ‘braba’, mas eu estou ótima. A minha vida está sensacional. A minha garganta está ótima.

E como surgiu a ideia desse novo projeto?
Essa ideia surgiu em um show do Cacá Machado [músico e produtor]. Eu fiz uma participação especial em um show dele e veio o Kastrup [Guilherme, também produtor e músico] com a ideia de fazer esse trabalho. E eu pensei "por que não fazer"? Vamos fazer, claro. O Kastrup é uma pessoa muito sensível, maravilhosa. Tudo foi muito bom. Então eu não tinha por que não fazer. Foi um presente para mim.

O trabalho em conjunto de todos esses produtores conseguiu trazer um pouco da Elza em cada música. Tem muito samba, distorção, tem muita Elza no novo álbum...
Eu acho que tem. Todo mundo trabalhou para isso. Foi feito para mim. Fui entregue em ótimas mãos.

O nome A Mulher do Fim do Mundo é muito forte. O que ele representa para você?
Eu me vejo nele, lógico. Eu sou uma mulher muito forte. Há dois meses eu perdi mais um filho e estava precisando de coisas que me ajudassem, que me dessem força. Parei um tempo, fiquei no spa da Tânia Alves, mas não me recuperei 100% ainda. Mas tudo isso veio na hora certa. Então, eu sou a mulher do fim do mundo, mesmo. Eu acho que a mulher do fim do mundo é aquela que busca, é aquela que grita, que reivindica, que sempre fica de pé, é essa mulher. No fim, eu sou essa mulher.

Gilson Soares, um dos filhos de Elza, morreu em 26 de julho de 2015, aos 59 anos, por complicações de uma infecção urinária. Ele é o terceiro filho que Elza perde. De acordo com Jorge Chamon, empresário dela, em entrevista ao UOL, o primeiro morreu de fome, em 1953, e Garrinchinha, filho da cantora com o jogador Garrincha morreu, em 1986, em um acidente de carro. Ela é mãe de: João Carlos, Gerson, Dilma e Sara.

Continuar trabalhando foi uma forma de se "renovar" pessoal e profissionalmente?
Eu acho que sim. Eu estava precisando cantar em um momento de dor, sofrimento. Eu tenho essa mania de me reinventar. Se você não buscar o melhor para você, você não consegue nada. Eu continuo buscando, reivindicando, sambando, desejando, sempre. E o conjunto de artistas de São Paulo que está me acompanhando entrou nessa sintonia.

A sua primeira apresentação foi no programa do Ary Barroso, ele perguntou de onde você vinha por notar sua magreza e roupas simples. Você respondeu que vinha do "planeta fome", e começou a cantar...
Foi uma humilhação. Ele perguntou o que eu estava fazendo lá e quando me viu cantar Lama, disse “senhoras e senhores, nasce uma estrela”. E eu não entendi nada. Fiquei procurando onde estava a estrela [risos].

O que a Elza de hoje diria para a Elza daquela época?
Eu diria: "Continua. Não desiste. Vai seguindo assim, que está tudo bem". Era o que eu gostaria de ter escutado.


A Elza que canta Maria da Vila Matilde é uma Elza forte, que quer passar essa força para outras mulheres...
Lógico, é a denúncia. Eu estou explicando para ela: "não deixa ele pegar em você. Não deixa ele encostar em você". Ninguém fazia nada sobre isso no passado até chegar a Maria da Penha e botar pra quebrar. Eu acho um pecado. As mulheres escondem. A gente sabe que mulher sofre muito "escondidinho". Tem que gritar, tem que falar, tem que botar pra foder mesmo.

É praticamente impossível um artista não falar daquilo que está acontecendo no seu tempo. Você concorda?
Claro. E eu sou a mulher do agora. A gente tem que falar sobre o que está acontecendo com essas mulheres.

E você se vê nelas?
Eu passei por coisas terríveis na vida que afetaram até a minha carreira. Mas, graças a Deus, tive de volta coisas boas. Cada porrada que eu levo é um beijo que eu recebo. E aí você aprende a ser beijado e aprende a beijar de volta também.

É mais fácil ser mulher hoje, Elza?
Olha, eu acho que sim. Hoje é muito fácil. Mas a mulher tem que continuar trabalhando e buscando. Porque senão não chega aonde quer chegar. A gente ainda precisa de muita, muita coisa. Mas está mais fácil sim. Hoje a gente tem mais liberdade. A mulher pode escolher, fazer o que ela quer. É a mulher quem comanda. Que mantém tudo no eixo.

Vale assistir: Elza Soares - O Gingado da Nega


Antes quem lutava por algo era punida...
Sim. A mulher era tratada como escrava, praticamente. A mulher era feita para ser mãe e “para me dar prazer”, para ficar no tanque, no fogão e olhe lá. A mulher se libertou disso. Olha você trabalhando em um jornal, que coisa maravilhosa, não é?

É, e acho que isso só é possível porque mulheres como você abriram um caminho...
Mas é claro. Você sabe que o Dia da Mulher existe por causa de um incêndio em uma fábrica, não é? Mais de cem mulheres morreram queimadas no dia 8 de março. Elas resistiram e pagaram com a vida. Eu acho que isso merece ser louvado e falado durante a vida toda. Reivindicar pela vida das mulheres que ainda sofrem e morrem de outras formas. A gente tem que ser lembrada pela luta e pela força.

Você se considera feminista?
Eu não sei o que eu me considero [risos]. Eu sou mulher. Sendo feminista ou não, eu sou mulher. Mulher que grita, que briga, que busca para que aconteça o melhor. Sempre.

Elza Soares e Mané Garrincha no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em 1971
Você acredita que foi muito julgada pelo relacionamento com o Garrincha?
Mas muito. Não foi pouco. Aquele negócio, não é? Eu não tenho medo. Eu enfrento, então suportei tudo aquilo que veio. Mas muito, fui muito julgada. Nossa, foi terrível. Mas não existe parar no meio do caminho para mim.

Sem todo esse julgamento, teria sido diferente?
Eu acho que sim. Tanto na minha carreira, quanto na vida dele também. Teria sido mais fácil conviver. É uma situação difícil porque a cobrança era muito grande. Eu estou aqui na terra de passagem, eu vou ter medo do quê? Estou aqui de passagem, meu Deus. Tenho o mesmo direito que todo mundo tem. Não sou melhor ou pior do que ninguém.

Ele foi o grande amor da sua vida?
Sim. Foi um grande amor. Com direito a tudo o que o amor proporciona, até as coisas não tão boas assim.

Mas ele foi o maior dos amores?
Eu não sei, mas acho que sim. Eu sou uma mulher de muitos amores. Gosto muito de amar. Hoje eu estou amando a minha coluna. Estou me recuperando bem. Enquanto ela não ficar boa, não desgrudo dela. Não tem outro namoro. Eu converso com ela: “vai ficar boa ou não vai?” [risos].

A queda de Elza: Em 1999, Elza caiu de um palco de aproximadamente dois metros de altura enquanto fazia um show no Metropolitan, em São Paulo, o que provocou um achatamento na coluna. Inicialmente, Elza precisou usar um colete e não deixou de usar seu emblemático salto 15 — o que, com o tempo, a fez sofrer com dores e dificuldades de locomoção. De 2007 para cá, já fez quatro cirurgias e correu o risco de perder os movimentos ou a fala. Recuperada e saudável, ela precisou abrir mão do gingado, do salto alto e, atualmente, faz os shows sentada.

E o salto 15 continua guardado?
Sim. Continua guardadinho bonitinho. Por enquanto eu estou usando tênis, mas espero que a minha coluna diga algum dia para mim: “preciso do salto quinze, vai, veste!”.

Elza Soares durante show em São Paulo, em 1987
E, Elza, mudando um pouco de assunto, como você vê o movimento negro hoje?
A gente tem lutado muito, não é? Eu não vejo nada de referência para o negro no Brasil, por exemplo. O negro que está nascendo hoje é muito complexado. Não existe quase nenhuma política pública para ele. Não existem referências.

O Brasil ainda é um país extremamente racista, então?
Muito, muito, muito racista. Mas é lógico que existe esperança. Eu sou a mulher que perde a razão, mas não perde a esperança. Eu sempre voto pelo melhor. É uma luta acreditar que vai melhorar e, principalmente, denunciar esse racismo e essa hipocrisia que é escancarada e ninguém vê. Ou quase ninguém.

A carne mais barata do mercado ainda é a carne negra?
Mas é claro. Isso está na cara de todo mundo. É o óbvio. O negro não tem vez neste País.

Como você vê a atual situação política e econômica do País?
O meu grande desejo era ver uma mulher presidindo o País. Esse é o desejo de toda mulher, eu acho. Eu vejo na Dilma [Rousseff] o seguinte: ela não pode fazer nada. Está sozinha. Eu acho que os tempos estão difíceis, mas nunca como na ditadura. E tenho a certeza de que vai melhorar.

Elza Soares e o humorista Chico Anysio durante show em São Paulo, em 1967

Você se arrepende de algo, Elza?
Eu me arrependo daquilo que eu ainda não fiz. No fundo, é isso. Não tem do que me arrepender, não. Tô aqui só de passagem.

Cantar continua sendo o seu melhor remédio?
Lógico. Cantar é remédio bom. É remédio da alma. É daí que vem toda a minha força.

PARA CONHECER ELZA SOARES:

Para ouvir:

A Mulher do Fim do Mundo
Single Maria da Vila Matilde está disponível no site da Natura Musical. E o álbum já está no Spotify.

Para assistir:

My Name Is Now
Documentário de Elizabete Martins Campos sobre a vida da cantora.

Garrincha, Estrela Solitária
Filme baseado na biografia de Ruy Castro sobre a vida de Mané Garrincha (2003).

Provocações
Em uma das edições do programa de Antônio Abujamra, na TV Cultura, em 2010, Elza fala sobre sua devoção a São Jorge e ter sido eleita cantora do milênio pela BBC. Assista aqui.

Para ler:

Cantando para não enlouquecer
Biografia de Elza Soares escrita por José Louzeiro, lançada pela Editora Planeta.

Estrela solitária: Um brasileiro chamado Garrincha
Biografia de Mané Garrincha, escrita por Ruy Castro, em que a história de Elza também é lembrada.


Fonte: Brasil Post

6 trechos inspiradores da entrevista de Malala a Emma Watson (que você precisa assistir)

De Andréa Martinelli


Malala Yousafzai tem apenas 18 anos, mas já construiu uma trajetória linda -- que se transformou em ativismo. A paquistanesa recebeu um Nobel da Paz por lutar pela educação feminina e, em comemoração a seu último aniversário, abriu uma escola para garotas refugiadas no Líbano.

Agora, o documentário He Named Me Malala (Ele me chamou de Malala, em tradução livre), do aclamado diretor Davis Guggenheim quer mostrar como Malala, seu pai Ziauddin e sua família estão comprometidos com a luta pela formação de todas as adolescentes de todo o mundo.

Como uma das ações para divulgar o filme, a atriz Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres, foi convidada para fazer uma entrevista com a adolescente paquistanesa. se reuniram para um bate-papo inspirador na première do documentário sobre a vida da paquistanesa.


Após a entrevista, Emma Watson escreveu em seu Facebook: "Hoje conheci Malala. Ela é absolutamente elegante, encantadora e inteligente. Isso pode ser óbvio, mas me surpreendeu ainda mais pessoalmente”. E completou: "Não vamos tornar assustador vocês dizerem que são feministas. Eu quero fazer isso da forma mais cordial e inclusiva possível. Vamos dar as nossas mãos e caminhar para produzir alguma mudança rea!"

A entrevista teve falas tão emblemáticasde Malala que o HuffPost Brasil escolheu separar os melhores trechos do que destacar apenas um. Aqui estão eles:

1. Malala e sua missão de conquistar uma educação de qualidade para todas as crianças no Líbano:

“Estou fazendo o meu melhor para que as crianças tenham educação de qualidade. E para fazer com que os sonhos deles se tornem realidade, é preciso trabalhar duro. Precisamos agir, e é nisso que estamos fazendo na 'Malala Found' todos os dias. Uma de nossas metas é que não só as crianças tenham acesso à educação primária, mas também à faculdade. Queremos que isso aconteça e estou fazendo o meu melhor para isso. Por isso, espero que esse filme não seja apenas um filme, mas um movimento. ”.

2. Watson perguntou sobre a importância do pai de Malala em sua causa, e ela respondeu:

“Meu pai é um exemplo para todos os pais e homens em geral... Se nós queremos igualdade, igualdade de direitos para as mulheres, os homens precisam dar um passo adiante. Se reclamamos que as mulheres não têm os mesmos direitos, significa que tudo tem sido feito pelos homens. Eles precisam voltar atrás e dizer: ‘Nós queremos apoiar. Isso não pode continuar acontecendo’. Todos nós precisamos andar juntos. É assim que a mudança virá”,

3. Malala achava a palavra "feminista" complicada, repleta de entendimentos pejorativos - e então se recusava a ser associada ao termo, mas...

“A palavra feminista é um pouco difícil. Depois de ouvir um discurso seu [como embaixadora da Boa Vontade de ONU Mulheres], eu decidi que não tem nada de errado em se considerar feminista. Então, eu sou uma feminista e todos nós deveríamos ser feministas, porque feminismo é uma outra palavra para igualdade”

4. Watson não hesitou também em questionar a paquistanesa sobre religião. E a resposta:

“As pessoas têm esquecido o principal objetivo da religião. Para mim, ela existe para ajudar, apoiar, ensinar a ser paciente e a amar uns aos outros. Eu não sei por que as pessoas enlouquecem e matam uns aos outros, praticam terrorismo. Apenas vivam uma vida melhor, seja legal... Por que é tão difícil amar uns aos outros?”

5. E o último livro que de Malala leu foi...

"Atualmente eu estou lendo 'A Thousnand Splendid Suns', que é um livro lindo. Todos veriam ler. É o melhor livro de todos".

6. E se fosse invisível por um dia, o que Malala faria?

"Faz três anos que eu não volto ao meu país. Eu adoraria voltar ao Paquistão. Até para confirmar as minhas metas, porque, às vezes as pessoas pensam que eu tenho um Nobel da Paz, o filme, e o livro que foi lançado e eu não sei se as pessoas lá entendem qual é o meu objetivo realmente, que é fazer com que crianças tenham acesso à escola. É isso que eu quero ver acontecendo. E é muito importante estamos juntos e apoiar uns aos outros. Isso é sobre o futuro de 66 milhões de garotas que não tem acesso à educação no mundo".

Atualmente, Malala vive na cidade inglesa de Birmingham com sua família – eles se mudaram após a tentativa de assassinato. Ela estuda história, matemática, religião e planeja entrar na Universidade de Oxford, na Inglaterra, ou de Stanford, na Califórnia, Estados Unidos. Muito bem, Malala :)


Fonte: HuffPost Brasil

Gal Costa: 'Num mundo machista eu dou a minha cara a tapa'

Cleber Facchi Favoritar



"Não sou mais tola
Não mais me queixo
Não tenho medo
Nem esperança

Nada do que fiz
Por mais feliz
Está à altura
Do que há por fazer"

Os versos que inauguram Estratosférica (2015), 36º álbum de estúdio de Gal Costa, dizem muito sobre a força da cantora baiana. Aos 70 anos de vida - 50 deles dedicados à carreira -, Gal, que já trabalhou ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Milton Nascimento, se considera "abençoada". "Fui muito abençoada esses anos. Ainda tem bastante gente [para trabalhar]", disse a cantora em entrevista ao HuffPost Brasil.

Sucessor do "eletrônico" Recanto, álbum lançado em 2011 e composto de faixas assinadas apenas por Caetano Veloso, com o novo disco de inéditas, Gal investe na pluralidade de colaboradores.

"Para Estratosférica, o [jornalista] Marcus Preto quem me ajudou a escolher as músicas. Ele foi pedindo músicas aos compositores que conhecia, que gostava. Fomos ouvindo e escolhendo até chegar nessas canções"
Segundo Gal, a proposta era apresentar canções apenas de novos artistas. Músicos como Marcelo Camelo e Lirinha (ex-Cordel do Fogo Encantado), responsáveis pelas inéditas Espelho d'Água e Jabitacá, respectivamente. "Eu queria cantar um repertório novo, de gente jovem ou de uma geração que está há muito tempo na carreira, mas que eu não tivesse gravado ainda", completou.


Entre os responsáveis pelos versos que preenchem Estratosférica, um time de mulheres formado por Céu, Thalma de Freitas, Marisa Monte e Mallu Magalhães, esta última, responsável pela pegajosa Quando Você Olha Pra Ela. Segundo a cantora, essa foi uma escolha "proposital". Quando questionada se seria "feminista", Gal respondeu:

"Não me considero feminista. Acho que o mundo é menos machista do que foi no passado, isso é uma conquista gradual e aos poucos, com o tempo, vai transformar cada vez mais. Me considero feminista no sentido que eu atuo e exerço o meu trabalho. Acabo sendo feminista nesse sentido, pois num mundo machista eu dou a minha cara a tapa. Mas não faço pensando em ser feminista".
Com lançamento de Estratosférica em CD, vinil e também em formato digital - como iTunes e streaming pelo Spotify -, Gal Costa afirma lidar com as diferentes mídias com naturalidade. "Eu uso muito a internet para ouvir música. Eu baixo no meu celular ou no meu iPad e gosto de ouvir com fone de ouvido", respondeu.


Fonte: Brasil Post

Município japonês começa a emitir certificados de união homossexual

Agência Brasil


O município de Shibuya, do distrito de Tóquio, começou hoje (5) a despachar os primeiros certificados do Japão que reconhecem a união civil de casais do mesmo sexo, um importante precedente no país, que não prevê o casamento homossexual.

Hiroko Masuhara, de 37 anos, e Koyuki Higashi, de 30, foram o primeiro casal a obter o documento, com o qual posaram para emissoras de televisão.


As mulheres pediram o certificado em 28 de outubro deste ano, dia em que o município começou a aceitar as solicitações de certificados.

"Espero que isso sirva para dar maior visibilidade aos casais do mesmo sexo”, afirmou Masuhara, segundo informações divulgadas pela agência de nóticias Kyodo.

Para Higashi, trata-se "de um grande passo". O certificado é assinado por Ken Hasebe, o político que impulsionou, de forma pioneira no Japão, o reconhecimento desses casais. Ele foi eleito presidente do município nas eleições de abril deste ano, informou a agência.


Fonte: Brasil Post

Jean Wyllys é eleito pela The Economist uma das 50 personalidades da diversidade no mundo

HuffPost Brasil


O deputado Jean Wyllys foi escolhido pela revista The Economist como uma das 50 maiores personalidades da diversidade em todo o mundo, na chamada Global Diversity List.

O político tem a companhia de nomes de peso, como Barack Obama, Malala Yousufzai, Caitlyn Jenner, Angelina Jolie e Bill Gates.

Outra presença marcante da lista é da brasileira Maria Aparecida Silva Bento, diretora-executiva do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT). "Em um país ainda dividido por práticas de emprego tendenciosas, a estratégia dela é expor a discriminação", disse a publicação.

A Economist cita a trajetória de Wyllys, do nascimento na pobreza ao estrelato e a vitória na primeira edição do Big Brother Brasil.

"O acadêmico gay, nascido na pobreza , já tinha ganhado um cargo de professor quando ele entrou para o show (BBB) e cinco anos mais tarde tornou-se o primeiro deputado federal para fazer campanha para o movimento LGBT".

A publicação cita ainda o PSol, o partido ao qual Wyllys é filiado. Segundo a Economist, a legenda "defende uma maior despesa em saúde, educação e ação em favor das comunidades marginalizadas".

Em sua página no Facebook, o deputado agradeceu a inclusão na lista. " Devo esse reconhecimento do meu trabalho a vocês, meus eleitores e minhas eleitoras, seguidores (as), assessores (as), colaboradores (as), companheiros e companheiras do PSol e da militância! Obrigado por estarem junto comigo nesta caminhada!"


Fonte: Brasil Post

'Posso ser candidato de novo', diz Lula, em entrevista

De Grasielle Castro



Em meio à crise do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (5) ao jornalista Kennedy Alencar que pode “ser candidato outra vez”, em mais uma manifestação sobre a possibilidade de voltar a disputar a presidência do País.


Em agosto, Lula já tinha expressado que voltaria a disputar o Planalto, caso fosse preciso.

"Não posso dizer que sou nem que não sou candidato. Sinceramente, espero que outras pessoas sejam candidatas. Agora, uma coisa é certa: se a oposição acha que vai ganhar, que não vai ter disputa, e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", afirmou na época.
Nesta quinta-feira, de acordo com o jornalista, Lula também falou sobre os equívocos do governo Dilma, a Operação Zelotes, na qual seu filho é investigado, e respondeu críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).


Fonte: Brasil Post

Polícia do Rio de Janeiro vai quebrar sigilo de 30 perfis do Facebook suspeitos de ofensas racistas a atriz Taís Araújo

Huffpost Brasil  |  De Andréa Martinelli



Após a atriz Taís Araújo ser alvo de comentários racistas em sua página do Facebook, a Polícia Civil do Rio iniciou uma investigação e informou que vai quebrar o sigilo de cerca de 30 perfis suspeitos.

Taís prestou depoimento nesta quarta-feira (4) na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. E, por meio de nota, afirmou que sabe que seu caso não foi algo isolado: “Presto depoimento porque sei que meu caso não é isolado e é exatamente o que acontece com milhares de outros negros no País".

Ela ainda agradeceu as mensagens de apoio que recebeu e disse crer que seu trabalho “é a melhor resposta para o preconceito”.


Segundo o G1, os investigadores disseram que os perfis são de usuários que moram no Rio e em São Paulo.

O delegado também disse à Veja São Paulo que a polícia já tem suspeitos identificados. Mesmo que os perfis tenham sido apagados, ainda é possível rastreá-los.

Em entrevista ao Estadão, o delegado Alexandre Thiers afirmou que foi identificada uma possível ligação entre as pessoas, o que indica a hipótese de formação de quadrilha para prática de crimes de injúria racial e preconceito.

O crime de injúria está previsto no artigo 140 do Código Penal e consiste em ofender a dignidade ou o decoro de alguém “na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. A pena para o crime de racismo pode chegar até três anos de prisão.

Entenda o caso

Em cartaz com uma peça sobre Martin Luther King em São Paulo, a atriz Taís Araújo foi vítima racismo em seu perfil no Facebook neste sábado (31).

Alguns dos comentários debochavam da cor da pele da atriz, faziam piada com o cabelo dela e chegaram até a chamar a atriz de "macaca" e mandaram ela "voltar para a senzala". Os comentários foram feitos na foto do perfil da atriz, que foi publicada há cerca de um mês.

Já no Facebook, outros usuários combateram os comentários racistas. "Racistas não passarão", escreveu uma fã. "Você é maravilhosa mulher, um exemplo, seu cabelo é lindo, sua pele é linda", disse outra.

Em resposta aos ataques, no começo da tarde deste domingo (1), a atriz lamentou, em pleno 2015, ainda ter que lidar com casos de racismo explícitos como este. Segundo ela, todos os comentários estão protocolados e serão levados à Polícia Federal.

A atriz escreveu:

"Faço questão que todos sintam o mesmo que senti: a vergonha de ainda ter gente covarde e pequena nesse país, além do sentimento de pena dessa gente tão pobre de espírito. Não vou me intimidar, tampouco abaixar a cabeça. Sigo o que sei fazer de melhor: trabalhar."


Esta não é a primeira vez que casos de racismo envolvendo as redes sociais acontecem. Em julho deste ano, a jornalista Maria Julia Coutinho também foi vítima de comentários criminosos na internet ao assumir a previsão do tempo do Jornal Nacional.

Em entrevista a revista Cosmopolitan Brasil do mês passado, Taís falou sobre ela e seu marido, Lazaro Ramos, serem ume referência no país.

"Cresci sem ter um casal negro que me representasse. As próprias atrizes negras que existiam quando era pequena eras muito mais velhas que eu, com idade pra serem minhas avós, minhas mães... Era muito distante de mim. Eu não tinha esse referência. Então, hoje quando vejo comentários de que sou exemplo de mulher negra, que o Lázaro e eu somos um exemplo de casal negro além te achar importante de existir isso, fico superorgulhosa. Não acho que é peso, não. É uma alegria, de verdade"

Segundo o site da revista Veja, ao fim da sessão da peça 'O Topo da Montanha', sobre o líder negro Martin Luther King no último domingo (1), o casal evitou mencionar ataques sofridos pela atriz na internet, mas tirou selfie com os fãs para as redes sociais e falou em 'respeito'.

Eles incitaram a plateia a carregar o bastão de Martin Luther King e combater o racismo. "Essa peça fala de respeito e afeto", disseram. "O bastão agora está com vocês."


Fonte: Brasil Post

Evidências apontam que avião russo pode ter sido derrubado por bomba

Reuters


A Grã-Bretanha disse nesta quinta-feira (5) que há uma possibilidade significativa de um grupo afiliado ao Estado Islâmico estar por atrás de um suposto atentado com bomba em um avião russo que caiu na Península do Sinai, no Egito, matando 224 pessoas.

A Rússia disse que tais teorias são apenas especulação nessa fase e só a investigação oficial poderá determinar o que aconteceu. O Egito afirma não haver nenhuma indicação até agora de que uma bomba foi a causa do desastre.

O tema é sensível para a Rússia, cujos aviões de guerra realizam ataques contra o Estado Islâmico na Síria, e para o Egito, que depende fortemente das receitas do turismo.

Perguntado se considerava que o Estado Islâmico era o responsável pelo desastre, o secretário britânico de Relações Exteriores, Philip Hammond, afirmou: "O ISIL-Sinai assumiu a responsabilidade por derrubar a aeronave russa. Eles fizeram isso imediatamente após o acidente. Nós olhamos todo o quadro de informações, incluindo essa afirmação, mas naturalmente uma porção de outros fragmentos de informação, e concluímos que há uma possibilidade significativa", disse ele à televisão Sky.

Os EUA e fontes de segurança europeias dizem agora que as evidências sugerem que uma bomba plantada por um grupo afiliado do Estado Islâmico no Egito –o Província do Sinai, conhecido em inglês como ISIL-Sinai- foi a causa provável do acidente. As fontes salientaram que ainda não chegaram às conclusões finais sobre o acidente.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin, disse que os aviões russos continuam usando o aeroporto de Sharm al-Sheikh, local de origem do voo, apesar de proibições da Grã-Bretanha e Irlanda.

"Nós dissemos isso antes e vamos repetir novamente: teorias sobre o que aconteceu e as causas do acidente só podem ser pronunciadas pela investigação", afirmou Peskov em resposta aos comentários de Hammond. "Até agora, não ouvimos nada (como isso) da investigação. Qualquer tipo de premissa semelhante a essa é baseada em informações que não foram verificadas, ou são especulações."

O ministro da Aviação Civil do Egito, Hossam Kamal, disse em um comunicado: "A equipe de investigação não tem ainda qualquer prova ou dados confirmando essa hipótese."


Brasil Post

Saiba como ajudar as vítimas do rompimento de barragens em Bento Rodrigues (MG)

Agência Brasil, com HuffPost Brasil



Após o rompimento de duas barragens em Bento Rodrigues ontem (5), diversas entidades e voluntários se mobilizam para receber donativos e acolher as vítimas, que passam de 500.

De acordo com a prefeitura de Mariana, as prioridades são doações de materiais de uso pessoal como escovas de dente, toalhas de banho, copos, talheres e pratos descartáveis, além de água potável.

Para doações fora do município, a prefeitura de Mariana disponibilizou uma conta bancária no Banco do Brasil através do CNPJ: 18.295.303/001-44, Agência: 2279-9, Conta Corrente: 10.000-5.

Moradores da cidade podem levar os donativos durante todo o dia ao Centro de Convenções Alphonsus Guimaraens, na Rua Avenida Getúlio Vargas, s/n, Centro.

Para as famílias da região que estiverem dispostas a acolher desabrigados, é necessário preencher um cadastro de voluntários que está sendo feito na Arena Mariana, na Avenida do Contorno, no centro.

Em Ouro Preto, cidade vizinha a Mariana, doações estão sendo recolhidas na Câmara de Vereadores. A prefeitura da cidade disponibilizou veículos para buscar as doações de moradores de Ouro Preto e encaminhar até Mariana. O telefone para contato é 31 3552-8500.

Entenda o caso

Uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco rompeu-se na tarde desta quinta-feira (5), entre as cidades mineiras de Mariana e Ouro Preto, a cerca de 100 km da capital Belo Horizonte (MG). Com o acidente, o distrito de Bento Rodrigues, foi alagado.

"Uma avalanche de lama destruiu casas, escola, igreja, posto de saúde e carros. Muitas famílias estão desalojadas e sem notícias de seus familiares. O resgate é difícil e somente com helicópteros é possível chegas às áreas destruídas", relatou ao jornal O Estado de S. Paulo o secretário de Saúde de Mariana, Juliano Duarte.

"Muitos desabrigados estão alojados provisoriamente em uma escola. É uma das cenas mais tristes que já vi", lamentou.


Fonte: Brasil Post

Por que precisamos falar sobre feminicídio?

Claudia  |  De Ana Carolina Castro


A dançarina cearense Ana Carolina de Souza Vieira, de 30 anos, foi encontrada morta na manhã desta quarta-feira (4) no apartamento em que morava na Rua Vergueiro, no Sacomã, Zona Sul de São Paulo. O corpo da dançarina foi encontrado pelos zeladores do prédio, que suspeitaram do forte mau cheiro vindo do apartamento onde Ana Carolina morava. Ao entrar no local, eles encontraram o corpo da jovem na cama do quarto, coberto. As janelas estavam fechadas, havia um ventilador ligado e muitos incensos acesos. A polícia revelou que o corpo tinha sinais de violência e que a dançarina teria morrido há pelo menos três dias.

O ex-namorado dela, Anderson Rodrigues Leitão, confessou o crime. Em depoimento à polícia ele assumiu que estrangulou Ana Carolina e disse ainda que tomou veneno de rato para morrer abraçado com a ex-namorada. Anderson vai responder por homicídio e ocultação de cadáver.

Por que esse assunto é tão sério?

A violência contra as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras todos os dias. Segundo dados revelados no Balanço dos atendimentos realizados em 2014 pela Central de Atendimento à Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR), 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 35%, a agressão é semanal.

Outro dado alarmante é que em 23,51% dos atendimentos os episódios de violência tiveram início logo nos primeiros meses de relacionamento. Em 23,28% as agressões se iniciaram no período de um a cinco anos. Embora muitos avanços tenham sido alcançados com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), ainda assim, hoje, o Brasil contabiliza 4,4 assassinatos a cada 100 mil mulheres. A estatística coloca nosso país no 7º lugar no ranking de países nesse tipo de crime.

Uma pesquisa inédita, realizada com apoio da SPM-PR e Campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha, revelou um aumento da preocupação da sociedade com a violência doméstica e os assassinatos de mulheres pelos parceiros ou ex-parceiros no Brasil. Os dados revelam que o problema está bem mais perto do que imaginamos. Os casos de violência contra a mulher não estão restritos a uma classe social específica. Entre os entrevistados, de ambos os sexos e todas as classes sociais, 54% conhecem uma mulher que já foi agredida por um parceiro e 56% conhecem um homem que já agrediu uma parceira.

Mas o que é feminicídio?


A definição é simples. O feminicídio é caracterizado quando a mulher é assassinada justamente pelo fato de ser mulher. Tratam-se de crimes praticados com requintes de crueldade que tenham relação com o gênero feminino ou assassinatos cometidos pelos parceiros, por exemplo.

Sancionada no dia 9 de março pela Presidenta Dilma Rousseff, a lei do feminicídio é uma vitória para igualdade entre os sexos. A lei de número 13.104 altera o código penal para prever o feminicídio como um tipo de homicídio qualificado e incluí-lo na categoria dos crimes hediondos. Na prática, isso quer dizer que casos de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher passam a ser vistos como qualificadores do crime. Os homicídios qualificados têm pena que vai de 12 a 30 anos, enquanto os homicídios simples preveem reclusão de 6 a 12 anos. Já os crimes hediondos são aqueles considerados de extrema gravidade e que, por isso, recebem um tratamento mais severo por parte da justiça. Eles são inafiançáveis e não podem ter a pena reduzida.

Crime passional? Não mesmo!


Mais do que propor providências mais rigorosas em resposta aos altos índices de violência contra as mulheres no Brasil, a lei do feminicídio traz a perspectiva de importantes mudanças. Graças a ela, fica cada vez mais evidente a existência de homicídios de mulheres por questões de gênero, possibilitando a criação de políticas publicas de prevenção e combate à violência contra a mulher.

Chamar casos como o de Ana Carolina de "crimes passionais" parece cada vez mais absurdo. Eles foram, por acaso, movidos por amor? De maneira nenhuma. O que ainda leva muitas mulheres à morte não é a paixão dos companheiros, mas sim a ideia de poder que eles têm sobre elas. E é essa ideia de poder que os leva a acreditar que são proprietários do corpo e da alma de suas parceiras.

Ao usar o termo "crime passional", polícia e sociedade como um todo reforçam a ideia de que o amor levou à agressão, mas uma paixão supostamente arrebatadora nunca poderá servir como justificativa para violência contra a mulher. Quem ama não agride, não mata.


Fonte: Brasil Post

Vaquinha Digital se populariza no Brasil e mais projetos são lançados

Tahiana D’Egmont 


O mercado de vaquinha digital está em constante evolução. A prática começou a aparecer em 2005 e ganhou escala mundial a partir de 2009, com o lançamento da primeira plataforma americana. No Brasil, apareceu em 2011, e hoje está disponível em mais de 160 países.

Para quem tem dúvida sobre a diferença entre vaquinha digital, crowdfunding e financiamento coletivo, saiba que é a mesma coisa. É quando várias pessoas financiam para que um determinado projeto saia do papel. Não existe uma quantia fechada, cada um colabora com a quantia que se sentir confortável.
Por isso, a "vaquinha digital" deve ficar ainda mais popular. Em um país em que se torna cada vez mais difícil conseguir investidores, esta opção de financiamento aparece como uma alternativa simples e sem burocracia de realizar seus sonhos.

Hoje em dia, há mais de 1.250 plataformas de crowdfunding no mundo, sendo mais de 20 ativas no Brasil. E, para se destacar, as elas precisam inovar a fim de atrair um público cada vez mais conectado e exigente.

Mesmo ainda sendo uma novidade, poucos empreendedores que embarcaram na onda do financiamento coletivo no Brasil conseguem fazer plataformas com diferenciais visionários e que transmitam a confiança necessária para quem investe e para quem está captando recursos para a realização de seus sonhos. Temos também a necessidade de profissionalizar o setor em nosso país. Com essa profissionalização, a tendência é aumentar o número de atletas, artistas e startups que buscam o crowdfunding para conseguir verba de maneira rápida e segura.

Como é a Vaquinha Digital no Brasil

O Brasil vem tomando cada vez mais conhecimento do que é o crowdfunding e o modelo de economia coletiva deve ficar ainda mais popular. Em um país em que se torna cada vez mais difícil conseguir investidores, o crowdfunding aparece como uma alternativa simples e sem burocracia de realizar seus sonhos.

O crowdfunding representa entre 0,3% e 0,03% dos formatos de arrecadação de fundos no Brasil. Embora não haja uma pesquisa exata sobre a fatia de mercado, existe um consenso de que sua utilização ainda é baixa, principalmente se considerarmos a adesão da população às redes sociais - que se mostraram um dos principais instrumentos de divulgação para as campanhas de sucesso.
Os brasileiros são muito generosos por natureza, mas poucos já tinham o hábito de colaborar e investir em projetos novos. Então, os fundadores de plataformas sentiram a necessidade de criar um local para criar uma cultura de contribuição que ainda não existia.

Todas os sites brasileiros seguem o modelo tradicional de financiamento coletivo, porém, se esforçam para oferecer diferenciais e adaptações que tragam melhores resultados.

O público brasileiro foi estudado meticulosamente para que as plataformas existentes pudessem oferecer diferenciais como a "Campanha Flexível", trazida ao Brasil pela Kickante. Diferente do modelo de campanha tradicional, a "Campanha Tudo ou Nada" - em que os fundos são devolvidos aos contribuidores se a meta não for alcançada -, essa flexibilidade permite que o criador da campanha leve o valor que arrecadar, independente de atingir a meta ou não.

Outro diferencial, pensado para o público brasileiro, foi a inclusão da opção de parcelar o pagamento das contribuições campanhas em até seis vezes - sendo que o criador da campanha recebe o todo valor à vista. Este é um grande diferencial para as plataformas de crowdfunding, já que foi constatado um aumento no valor da contribuição mediante esta opção.

O passo mais importante para o funcionamento do crowdfunding no nosso país é otimizar a capacidade do brasileiro de se solidarizar e acreditar em projetos.

Nosso país tem um verdadeiro potencial de crescimento no mercado do crowdfunding, ainda pouco vislumbrado pelos brasileiros. O formato inovador de financiar projetos online ainda tem muito a ampliar e contribuir não só para o fortalecimento da economia, mas também para a melhoria de problemas sociais brasileiros.


Fonte: Brasil Post

Ciro Gomes e Cristovam Buarque disputam pelo PDT candidatura a presidente em 2018

Grasielle Castro Favoritar


Oficialmente independente da base do governo, o PDT entregou o Ministério do Trabalho com a missão de lançar candidato próprio para disputar a presidência em 2018. A dúvida, porém, ainda pairava sobre os principais nomes.

Inicialmente, o ex-ministro da Integração de Lula, Ciro Gomes, recentemente filiado ao partido, parecia liderar sozinho a disputa interna, entretanto, as apostas começaram a mudar e outro ex-ministro de Lula, o senador Cristovam Buarque (DF) entrou na corrida pelo posto.

Em setembro, o líder do PDT, André Figueiredo (CE) confirmou a estratégia do partido, mas negou Ciro ou Cid Gomes, ex-ministro da Educação de Dilma, seriam os presidenciáveis. “Não houve condicionante”, disse Figueiredo sobre a filiação dor irmãos Gomes.

Os dois deixaram o Pros e se filiaram ao PDT em setembro deste ano. Na ocasião, Figueiredo disse que procurava lideranças de todo País.

"Nós esperamos, com isso, abrir mais espaço ainda, para que possamos, com essas pessoas e com muitas outras que podem vir pra dentro desse projeto, a gente começar a visualizar algo para 2018”, disse ao Valor.
Cristovam já foi candidato pelo PDT à presidência em 2006. Ele ficou em quarto lugar, com 2,6% dos votos válidos, atrás de Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Heloísa Helena (PSol).

Ex-petista, Cristovam se filiou ao PDT em 2005. Na época, ele afirmou que não saiu do PT, “foi o PT que saiu de mim”. "O partido é de gente honesta, mas acomodada. A corrupção é de alguns petistas”, emendou, na época em que o escândalo do Mensalão foi denunciado.


Fonte: Brasil Post

Homens agressivos são recompensados e mulheres que agem da mesma forma são punidas (PESQUISA)

The Huffington Post  |  De Rebecca Adams



Os estudos científicos podem ser fascinantes... mas também, bem confusos. Por isso decidimos retirar todo o jargão científico e explicá-los por partes para vocês.

O Contexto

Na newsletter de Lena Dunham, Lenny Letter, lançada no mês passado, a atriz Jennifer Lawrence descreveu um cenário em que várias mulheres poderiam se identificar. Ao dar a sua opinião a um colega (um homem que trabalhava para ela) recebeu a seguinte resposta:

"Opa! Nós aqui estamos todos no mesmo time!". Ele praticamente a acusou de ser agressiva e emotiva demais, deixando Lawrence extremamente chateada. "O que mais vejo e ouço todos os dias são homens dando opiniões e eu fiz exatamente o mesmo. Você pode até achar que eu falei algo ofensivo, mas não foi", escreveu ela.

Histórias como a de Lawrence são comuns.

A paixão intensa da CEO do Yahoo, Marissa Mayer, contribuiu para a sua descrição como alguém "absurdamente obsessiva com os detalhes"; a Senadora Claire McCaskill foi rotulada de "agressiva" em vez de se mostrar "como uma dama" na corrida eleitoral de 2012; e Sonia Sotomayer, ministra da Corte Suprema dos Estados Unidos, na discordância minoritária do caso “Schuette” versus “Coalition to Defend Affirmative Action” (Coalizão de Defesa das Ações Afirmativas) foi desacreditada por ser "esquentada demais" e se deixar levar pelas "emoções", em 2014.

Essa duplicidade de critérios pode ser bem frustrante, especialmente quando uma pesquisa acadêmica é necessária para dar suporte à enorme quantidade de evidências do que as mulheres vivem no dia a dia..

Pesquisas anteriores sugerem que as mulheres não só são estereotipadas como emotivas demais, mas também são vistas como menos influentes, competentes e racionais do que os homens em discussões de grupo.

Além disso, as mulheres são punidas especialmente quando demostram comportamento dominante e com uma postura firme.

Para investigar esta dinâmica, os pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona e da Universidade de Illinois em Chicago conduziram um estudo para ver como as pessoas reagiam às mulheres versus homens que expressavam sua raiva quando estavam em grupo.

A Situação

Os pesquisadores juntaram 210 estudantes universitários para participar de um falso julgamento em uma simulação computadorizada, que aconteceria em um programa de mensagem instantânea.

Os participantes foram sorteados, de forma aleatória, e divididos em dois grupos virtuais de seis "jurados". Para começar a simulação, os pesquisadores apresentaram uma evidência de um julgamento real de um assassinato. Antes de entrar em contato com quem seria julgado por eles, eles reportaram seu veredicto.

A partir deste movimento, a conversa foi roteirizada com base no veredicto inicial dado a cada participante. Em cada conversa, quatro dos outros "jurados" concordariam com o veredito do participante e um "jurado" discordaria – os pesquisadores chamavam esse de "o jurado retentor".

O "jurado retentor" era um homem (Jason) ou uma mulher (Alicia). Na simulação, o retentor tinha duas escolhas: ou ele não usava emoção ou ele usava "uma clara expressão de raiva" do tipo: "É sério, isso me deixa com muita raiva", ou "OK, isso está ficando bem frustrante", escrito em letra maiúscula.

Depois da discussão acabar, os participantes relataram seus veredictos finais e o quão confiante estavam com as suas decisões. Eles também preencheram uma avaliação sobre os seus colegas jurados em termos de emotividade, raiva, confiança, influência, carisma, competência, credibilidade, persuasão e racionalidade.

A Descoberta

Depois de analisar a simulação completa, os pesquisadores chegaram à conclusão de que as mulheres acabam sendo prejudicadas quando demonstram emoções intensas como raiva ou insatifação, enquanto, para aqueles que analisaram os homens, este comportamento é uma "poderosa" ferramenta de persuasão e credibilidade.

Segundo a pesquisa, quando o "jurado retentor" era um homem que tinha expressado raiva, os participantes duvidavam, de forma significativa, da sua própria opinião, mesmo quando a maioria tinha a mesma opinião, por exemplo.

Mas se o jurado retentor era uma mulher que tinha expressado raiva, ela tinha bem menos influência sobre os participantes – tanto que foi o único cenário no estudo em que os participantes se sentiam mais seguros nas suas próprias opiniões, ou seja, quando estas eram contrárias às da mulher.

As pesquisas de percepção após a simulação lançaram luz sobre o motivo de terem descoberto essa dinâmica. Os retentores, tanto homens quanto mulheres, usaram exatamente o mesmo tipo de linguagem. Desta forma, os participantes não conseguiam julgar as possíveis diferenças de gênero no estilo de comunicação, nem na expressão facial. Mesmo assim as percepções tendenciosas ainda apareciam.

Quando o homem parecia emotivo, ele era considerado menos crível. Mas quando era a mulher, os participantes tinham mais certeza de suas próprias opiniões, mesmo que eles considerassem a mulher mais crível. Nas palavras dos pesquisadores: "quando uma mulher expressa raiva, isso não a deixa menos crível, mas parece que a sua credibilidade é irrelevante".

A Conclusão

De acordo com os pesquisadores essas descobertas demonstram que a "influência social é determinada, em parte, pelo efeito interativo entre qual emoção está sendo expressada e por quem". Isso poderia ajudar a contextualizar muitas narrativas de gênero que ouvimos – como, por exemplo, a liderança precisa de Mayer tem sido chamada de "robótica, metida e absurda" enquanto a de Steve Jobs, que é comparavelmente rigorosa em termos de gerenciamento, tem sido valorizada como admiravelmente "meticulosa".

Não se sabe ao certo o quanto essas descobertas são generalizadas ou se elas são capazes de serem replicadas. Mas incluir este estudo aos vários outros que sugerem preconceito na dinâmica de gênero pode ajudar a mitigar as frustrações das mulheres.

Pelo menos por enquanto, queridas mulheres do mundo, da próxima vez que alguém insinuar que vocês são sensíveis ou paranóicas demais, saibam que terão razões de sobra para ficarem com raiva.

(Tradução: Simone Palma)

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.


Fonte: Brasil Post

Justiça brasileira barra cooperação com o FBI nos casos de corrupção na Fifa

Estadão Conteúdo


Uma decisão da Justiça Federal brasileira barrou a cooperação do Brasil com o FBI nos EUA para investigar dirigentes de futebol ligados ao escândalo envolvendo a Fifa. A decisão foi tomada pela juíza Débora Valle de Brito, da 9.ª Vara Criminal do Rio, no dia 13 de outubro.

O Ministério Público Federal vai agora recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para manter a colaboração com a Justiça americana, justamente no momento em que o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, chega aos EUA para iniciar seu julgamento.

Pela decisão, a Justiça ordena que os documentos e informações coletados pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Judiciária Internacional do Ministério da Justiça envolvendo empresas e pessoas sob investigação nos EUA sejam devolvidos aos donos e que os valores sejam desbloqueados.

A pedido da Justiça americana, o MP brasileiro bloqueou bens de dirigentes e de empresas, ainda em agosto de 2015. A solicitação de cooperação feita pela promotoria de Nova York ocorreu depois da prisão de Marin, em maio, e da abertura de investigações contra Marco Polo Del Nero e Ricardo Teixeira.

"Trata-se de pedido de cooperação jurídica internacional, formulado pelos EUA, por meio da promotoria Federal de Nova York", explicou a juíza em sua decisão. "Foram impetrados mandado de segurança e habeas corpus requerendo, em síntese, o desbloqueio de valores bloqueados", apontou.

Um dos mandados de segurança é de Kleber Leite, dono da Klefer e apontado na investigação do FBI como suspeito de ter pago propinas aos dirigentes da CBF. A juíza, porém, também ordena que sua decisão de barrar a cooperação se estenda "a todos os demais afetados pelas decisões proferidas neste procedimento".

"Suspendo, por ora, todos os efeitos da decisão 215/22", indicou, em referência ao caso do bloqueio dos bens dos suspeitos realizados à pedido dos EUA. "Informe às instituições financeiras que ainda não atenderem à determinação para obstar a remessa de mais documentos", decidiu.

Ela ainda ordena a "restituição do material enviado em 3 de agosto de 2015, em sua declaração de nulidade e imprestabilidade para instruir qualquer processo criminal".


Fonte: Brasil Post

Após 40 anos de luta, companheiro de Honestino Guimarães é anistiado

Grasielle Castro 



Pouco mais de um ano após representar o companheiro Honestino Guimarães na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o advogado, jornalista e ex-preso político Wílon Wander Lopes, 71 anos, voltou ao mesmo local. Desta vez, para o seu julgamento, no qual fez, pessoalmente, as suas honras, com um discurso emocionado.

Wílon foi anistiado nesta quarta-feira (4), recebeu oficialmente o pedido de desculpas do Estado brasileiro e foi reintegrado ao quadro de funcionários do Senado Federal, do qual foi obrigado a se desligar por medo de se tornar mais um desaparecido político.

“Foi um tribunal que reparou efetivamente os danos da perseguição política que a gente sofreu. O julgamento foi bem claro, fiquei muito emocionado. São 40 anos de luta, de angústia. Foi tanta maldade, com tantas mortes. Algo muito triste, que agora é coisa do passado. Só a nossa luta pela democracia que continua dia após dia”, disse ao HuffPost Post.
Aluno do curso de Direito da Universidade de Brasília, em 1965, Wílon relata que foi coagido a trancá-lo, vítima de perseguição política. Em seguida, foi demitido do cargo de professor da Fundação Educacional do Distrito Federal.

Nos documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI), ele é classificado entre “elementos que não devem exercer o magistério”, “pelas suas implicações de caráter subversivo”.

Honestino e Wílon foram colegas na UnB, ingressaram no mesmo ano, companheiros de militância e ambos presidiram a Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB). Honestino em 1968, mesmo estando preso e Wílon, no ano seguinte.

Quando esteve no comando da Feub, a opressão contra Wílon ficou ainda mais intensa. Em 1971 foi obrigado a pedir licença sem vencimento do cargo que ocupava no Senado, três anos mais tarde, foi indiciado por abandono do cargo.

Vice-presidente da Comissão de Anistia, José Carlos Filho considerou o caso emblemático.

“Quando Honestino foi anistiado, foi ele quem fez as honras da casa e falou em nome da família. E agora, fez outra manifestação emocionada no caso dele. Eles lutaram juntos, foram próximos. Tiveram um papel importante na luta contra a ditadura."


Fonte: Brasil Post

Do cérebro aos pulmões. Conheça 4 benefícios surpreendentes da maconha

Superinteressante  |  De Lucas Baptista



Já se sabe que a maconha pode ter uso medicinal para tratar doenças como náuseas, dor crônica, glaucoma e até retardar os efeitos do Mal de Alzheimer.

Mas os benefícios não param por aí e podem ser surpreendentes. Confira:

1. Faz bem para os pulmões


Cof cof cof? Apesar da fumaça densa provocar muita tosse, a maconha pode até melhorar o funcionamento deles. Pelo menos é o que diz um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA. Eles fizeram um teste com pulmões de pessoas que fumavam cigarros comuns e com os que fumavam só maconha. E os fumantes da erva tinham pulmões mais saudáveis.

"Inalar a maconha profundamente quando fuma pode ser um exercício que ajuda a expandir a capacidade pulmonar", diz Mark Pletcher, médico responsável pelo estudo.

2. Faz bem para o cérebro

A maconha foi utilizada em alguns estudos para estimular a criatividade - pelo menos até certo ponto. Pesquisadores da University College London, na Inglaterra, observaram que a maconha aumentou a fluência verbal - teste que faz você dizer o maior número de palavras começando com determinada letra - dos participantes de um estudo.

Mas espera aí, não acende ainda. A maconha não vai melhorar 100% da sua criatividade. Você não vai sair por aí tendo as ideias mais inovadoras do mundo.

3. Inibe o câncer


O THC é uma substância química presente na maconha. E muitos pesquisadores acreditam que ele inibe o crescimento de tumores. Isso porque muitos estudos como o da Universidade Harvard, EUA, descobriram isso testando em ratos de laboratório. Além disso, ela alivia as dores causadas pelo câncer e pelos tratamentos para atacá-lo - como rádio e quimioterapia.

4. Ajuda a manter o peso

Apesar da maconha despertar a famosa larica, evidências mostram que fumar a erva está associado com menores taxas de obesidade e diabetes. Outro estudo vindo da Universidade de Harvard sugere que os fumantes de maconha têm a cintura menor. Para realizar o estudo, eles mediram as cinturas e o nível de glicose no sangue de homens e mulheres adultas de 2005 a 2010. A maioria das pessoas que fumava tinha a medida de cintura menor. Não vai sair comendo no fast food também, né? Malandro, se segura. Para fazer a cabeça tem hora.


Fonte: Brasil Post

'Dilma é vítima do seu próprio sucesso', diz Lula em entrevista

HuffPost Brasil  |  De Grasielle Castro


Ao citar a baixa taxa de desemprego (4,8%) registrada no fim de 2014, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em entrevista ao SBT Brasil, que a presidente Dilma Rousseff foi “vítima do seu próprio sucesso”. O ex-presidente também criticou apadrinhada política, disse que Dilma precisa fazer girar a roda gigante da economia. A atual taxa de desemprego é de 8,7%.

“Quando você está do lado de fora, você acha, pensa e acredita. Quando está dentro, você faz ou não faz, toma decisão. Percebe que vazou e tenta mudar. Acho que é isso que Dilma está fazendo agora. Tem três anos de mandato pela frente, não pode continuar vivendo nesse clima de incerteza, esse pessimismo maluco, sem nenhuma necessidade.”
Questionado sobre as investigações da Operação Zelotes, que envolvem seu filho, e sobre as investigações contra seu amigo pessoal, o pecuarista José Carlos Bumlai, Lula disse que isso é “normal”. “Resultado de 12 anos de governo que permitiu que fosse criada sistemas de transparência.”

Lula também negou ter tido conhecimento sobre os casos de corrupção na Petrobras. “Quantas coisas acontecem dentro da sua casa e você não sabe?"

Ao jornalista Kennedy Alencar, o ex-presidente acrescentou que não teme ser preso. “Duvido que alguém, pior inimigo, melhor amigo, qualquer pessoa, empresário diga que um dia teve uma conversa ilícita comigo.Tenho minha consciência tranquila. (…) Vivemos na república da suspeição. Não é preciso de prova, basta suspeitar, que já está condenado”, emendou.

Críticas a FHC

Quanto as críticas feitas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de que o petista foi encantado pelas delícias do poder, Lula voltou a falar sobre sucesso. Disse que o tucano deveria se lembrar que nenhum processo contra ele era investigado e que a reeleição foi o
“único mensalão comprovado”.

“Acho que ele tem um problema comigo, de soberba. FHC sofre com o meu sucesso. (…) Fizemos a maior inclusão social deste País.”


Fonte: Brasil Post