Saiba como cadastrar o trabalhador doméstico

Da Agência Brasil

Amanhã (31) termina o prazo para o cadastro do empregador e do trabalhador doméstico no eSocial. Com o cadastramento, será possível gerar o boleto unificado de recolhimento dos encargos. O primeiro pagamento deverá ser feito até o dia 6 de novembro.

Veja o passo a passo para fazer o cadastro:

1) Verifique se o CPF e o NIS estão aptos para ser utilizados no sistema antes de fazer o cadastro dos trabalhadores



2) Após a verificação, acesse o módulo do Empregador Doméstico do eSocial para fazer o cadastro. O empregador pode acessar a opção para o primeiro acesso. Se já tiver feito o cadastro, acesse o campo que pede o código de acesso. O código de acesso deve ser utilizado pelo usuário que não tem certificado digital. Serão solicitadas as seguintes informações: CPF, data de nascimento e o número dos recibos de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física dos últimos dois anos. Caso o empregador não tenha feito declaração do IR no último ano, deverá informar CPF, data de nascimento e título de eleitor para o sistema gerar o código de acesso


3) Após ser aceito, aparecerá a tela do Empregador Doméstico. Preencha os dados solicitados


4) Se a operação ocorrer sem problemas, será exibido um símbolo verde na parte superior da tela. Se a operação não for bem sucedida, será exibido um símbolo vermelho



5) É obrigatório preencher os campos com asterisco vermelho.



6) No momento do cadastro,  o sistema já vai apresentar CPF e nome completo do empregador. Clicar no botão Salvar após inserir todos os dados. O empregador pode alterar os dados cadastrais ao clicar no botão Alterar, localizado na parte inferior direita da tela Dados do Empregador


7) Para cadastrar o trabalhador, clique na aba Trabalhador e depois na opção Gestão do Trabalhador. Serão exigidos o número do CPF, a data de nascimento, o país de nascimento, o número do NIS (NIT/PIS/Pasep/SUS), raça/cor e escolaridade. Após preencher os campos,  clique no botão Cadastrar/Admitir.  O campo Data de admissão deverá ser preenchido com a mesma data de assinatura na carteira de trabalho. Os campos Grupo e Categoria do Trabalhador já são preenchidos automaticamente e não permitem alterações.


8) Na tela jornada de trabalho, o empregador poderá escolher três opções. Para fazer consulta ou alteração de dados cadastrais e contratuais do trabalhador, vá à aba Trabalhador e depois à Gestão do Trabalhador



9) O eSocial fornece ainda modelos de documentos como contrato de trabalho; folha de ponto; recibo de vale-transporte; acordos de prorrogação de jornada, de compensação de jornada e para acompanhamento em viagem; aviso prévio e acordo de redução do intervalo para repouso e alimentação.

Fonte: Manual eSocial


Documento do PMDB deve ser analisado com cuidado, diz líder do governo

Karine Melo e Carolina Gonçalves – Repórteres de Agência Brasil Edição: José Romildo

Um dia após o lançamento pelo PMDB de um documento com críticas à política econômica do governo e propostas para a retomada do crescimento econômico, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), avaliou que o documento tem recados que precisam ser analisados com cuidado.

“É uma contribuição importante e, claro, precisamos analisar com muito cuidado o que está nas entrelinhas. O governo tem de ficar atento a algumas mensagens do documento, principalmente em se tratando do PMDB, o maior partido da aliança”, disse Delcídio à Agência Brasil.

O senador disse ainda que considera normal o manifesto dos peemedebistas. Segundo ele, o documento ainda não pode ser interpretado como uma ameaça de ruptura com o governo, que poderia ser anunciada na reunião do PMDB marcada para março. “Não são ameaças. Por enquanto, são recados. O PMDB não podia lançar um manifesto dizendo amém para todas as políticas. Cada partido tem autonomia, independência para propor aquilo que é melhor para o país. Depois, dentro do governo, com demais partidos e ministros, discute-se o que é viável ou não”, disse.

Ainda na avaliação do líder do governo, algumas propostas, apesar de flexibilizarem as decisões do ponto de vista econômico, teriam reações difíceis de administrar de movimentos sociais e partidos. Exemplos disso, disse, seriam as que defendem o fim da indexação de benefícios ao salário-mínimo e o fim das despesas constitucionais obrigatórias com saúde e educação acabariam.

Para o presidente do DEM, senador Agripino Maia (DEM-RN), o manifesto do PMDB tem um objetivo claro. “É o grito de independência do PMDB que sempre reclamou de não participar das decisões do governo”, avaliou. O senador disse que o DEM compartilha do pensamento em relação a grande parte dessas medidas que, segundo ele, demostram que o governo está atrapalhado nas soluções propostas para tentar tirar o país da crise.

Para o professor do Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto, o líder do governo tem razão quando pede atenção para os recados mandados pelo PMDB por meio do documento. “O PMDB nunca vai ser um partido coeso. Temos hoje um PMDB que está trabalhando numa posição ‘pró impeachment’ e outro PMDB que trabalha com a possibilidade do governo conseguir permanecer. Você tem um rompimento de parte significativa do partido”, disse.

Barreto afirma que a ruptura ocorreu “lá atrás”, destacando, como exemplo, o programa veiculado em rádio e televisão pelo partido que reforçou mensagens sobre o compromisso de recuperar a economia do país e, o mais grave, na opinião do especialista, é a posição dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) na análise das contas do governo Dilma Rousseff : eles se manifestaram pela rejeição dos gastos. “A maioria dos ministros são indicações do PMDB e é ali que, de fato, você cria a razão material para discutir o processo de impedimento. [O PMDB] vai jogando nas duas pontas e, no final, vai estar bem posicionado naquela que tiver a maior possibilidade de acontecer”, concluiu.



Para Edward Snowden, resolução do Parlamento Europeu é um gesto "extraordinário"

Da Agência Lusa

Edward Snowden, conhecido pelas denúncias sobre a atuação dos serviços de segurança dos Estados Unidos, considerou "extraordinário" o gesto de apoio do Parlamento Europeu, que pediu ontem (29) aos Estados membros da União Europeia (UE), que acolham o norte-americano e lhe ofereçam proteção. Em uma resolução, os legisladores pediram aos 28 Estados-Membros que protejam Snowden como "defensor dos direitos humanos".

Usando a rede social Twitter, Edward Snowden disse que a votação foi "extraordinária" e descreveu-a não como "um golpe contra o governo dos EUA, mas uma mão aberta estendida por amigos, uma oportunidade para avançar".

Os eurodeputados pediram que os países do bloco europeu abandonem quaisquer acusações criminais contra Edward Snowden, a concedam-lhe proteção e, consequentemente, impeçam sua extradição, "em reconhecimento da sua condição de defensor internacional dos direitos humanos".

Snowden tem vivido no exílio na Rússia desde junho de 2013, enfrentando acusações norte-americanas de espionagem e de roubo de propriedade do Estado, com pena prevista de até 30 anos de prisão.

Em sua defesa, Edward Snowden alega que cumpriu um dever cívico, ao informar os demais cidadãos sobre os programas de vigilância que reuniam enormes quantidades de dados pessoais em nome da segurança nacional.

No início do mês, Snowden elogiou a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia de pôr fim a um acordo transatlântico de envio de dados pessoais aos Estados Unidos por empresas, como a rede social Facebook.

O Tribunal disse que o acordo Porto Seguro, estabelecido entre os EUA e a Comissão Europeia, era inválido por não garantir a proteção dos dados pessoais dos europeus.

Na resolução, os legisladores pedem à Comissão Europeia para garantir que todas as transferências de dados aos Estados Unidos prevejam um "nível de proteção equivalente ao garantido pela União Europeia".

Para os parlamentares, muito pouco tem sido feito para resguardar os direitos fundamentais dos cidadãos, depois das revelações de Snowden, que chocaram muitos membros da União Europeia, especialmente a Alemanha, ao revelarem que os serviços de segurança norte-americanos tinham, inclusive, acessado chamadas feitas pela chanceler Angela Merkel a partir do seu celular.


Cristina Kirchner quebra silêncio e pede apoio de militantes no segundo turno

Da Agência Ansa

A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, quebrou o silêncio sobre as eleições presidenciais do último domingo (25), quando seu partido, o Peronista, sofreu um revés. O oposicionista Mauricio Macri disparou nas urnas e levou o pleito para o segundo turno, o primeiro na história do país. Com 36% dos votos, o governista Daniel Scioli teve a mais baixa votação da história dos peronistas.

Com o resultado, Cristina Kirchner retomou a campanha eleitoral destacando as diferenças entre os dois presidenciáveis. "Peço a reflexão da cidadania porque isso não significa somente que teremos um novo presidente. É um presidente que representa um modelo e as políticas de um país", disse a presidenta.

Tido como menos radical, o governista Scioli não representa a continuidade do kirchnerismo. Segundo a imprensa local, sua ausência no pronunciamento na Casa Rosada pode ser mais uma evidência de um desentendimento com a presidenta. Além disso, em declaração de mais de três horas, ela não citou o nome de seu candidato nenhuma vez.

"Somos diferentes dentro de nossa própria força, mas somos uma força política que está disposta a levar adiante essas políticas que permitiram que milhões de pessoas carentes saíssem da pobreza", disse Cristina.

Scioli, por sua vez, negou hoje (30) qualquer desavença, dizendo que "a mensagem da presidenta foi muito clara e contundente. Ela convocou a militância, que é o coração daqueles que defendem essas ideias e propostas. Foi um respaldo claro e contundente."

 Em 22 de novembro, os argentinos definirão o sucessor de Cristina Kirchner.


Prorrogado para 30 de novembro prazo para renovação de contratos do Fies

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

O Ministério da Educação prorrogou para o dia 30 de novembro o prazo para renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do 1° e 2° semestres de 2015. A medida consta de portaria publicada na edição de hoje (30) do Diário Oficial da União. Com o Fies, os estudantes financiam cursos superiores em instituições privadas.

A portaria prorroga para a mesma data o prazo para transferência integral de curso ou de instituição de ensino e para solicitação de dilatação do prazo de utilização do financiamento referentes ao 1º e 2º semestres de 2015.

Também fica liberado até 30 de novembro o aditamento de suspensão temporária e encerramento antecipado do prazo de utilização do financiamento, referente ao 2º semestre de 2013, 1º e 2º semestres de 2014 e ao 1º semestre de 2015.

A renovação do financiamento e demais operações devem ser feitas por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies), disponível nos sites www.mec.gov.br e www.fnde.gov.br

Provas do Enem estão disponíveis no site do Inep

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger



As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana estão disponíveis, a partir de hoje (30), no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Os candidatos fizeram o exame nos dias 24 e 25 de outubro.

Os cadernos de provas aplicados nos dois dias do Enem têm questões de ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e a proposta de redação. Os estudantes podem usar provas passadas para se preparar para as próximas edições do exame e para vestibulares.

Neste ano, o tema da redação foi “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Os gabaritos das provas objetivas foram divulgados na quarta-feira (28) e os resultados individuais devem ser liberados em janeiro de 2016.

A edição de 2015 do Enem registrou percentual de abstenção de 25,5%, o menor da série histórica do exame. Nos dois dias de provas, foram eliminados 743 participantes, menos da metade dos 1.519 excluídos em 2014.

ONU considera propostas de redução de emissão de gases poluentes "insuficientes"

Da Agência Lusa

A ONU considerou hoje (30) que as reduções de emissão de gases poluentes que os países se comprometeram voluntariamente a cumprir são "insuficientes" para evitar a alta da temperatura global a valores inferiores a dois graus Celsius.

O aviso veio da secretária-geral da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, da sigla em inglês), Christiana Figueres, ao apresentar, em Berlim, o resumo dos planos nacionais, de 146 países, para combater o aquecimento global.

Citada pela agência EFE, Christiana explicou que, se a comunidade internacional não agir em conjunto e determinadamente, as temperaturas médias globais poderão subir entre quatro a cinco graus Celsius até 2100, tendo por base as estimativas feitas recentemente pela Agência Internacional da Energia (AIE).

A responsável da UNFCCC salientou que, mesmo que os 146 países implementem totalmente as medidas que aprovaram, a elevação das temperaturas atingirá os 2,7 graus, o que significa que os cortes propostos são "insuficientes".

"É uma boa notícia, um passo muito bom e notável na direção correta para travar a alta das temperaturas e trazê-la para a linha de defesa dos dois graus, mas ainda é insuficiente", alertou.

Ela destacou, no entanto, destacou o "compromisso verdadeiramente sem precedentes" da comunidade internacional, já que todos os países industrializados, "sem exceção", bem como 75% dos emergentes, apresentaram planos para a redução de emissões de gases com efeito estufa, o que classificou como um "feito histórico".

O relatório síntese sobre o efeito conjunto das contribuições, apresentado por Christiana, surge a cerca de um mês do início da Conferência sobre o Clima, que ocorrerá em Paris, e onde se pretende alcançar um acordo global e vinculativo para o combate às alterações climáticas.

Termina neste sábado prazo para empregador doméstico fazer cadastro no eSocial

Daniel Lima – Repórter da Agência Brasil* Edição: José Romildo

O prazo para cadastrar o empregador e o trabalhador doméstico admitidos até setembro deste ano no eSocial termina amanhã (31). Com o cadastramento, será possível gerar o boleto unificado de recolhimento dos encargos da categoria. O primeiro pagamento deverá ser realizado até o dia 6 de novembro.

Até às 10 hs de hoje (29), 965 mil empregadores domésticos fizeram o cadastramento no site do eSocial e 932.921 empregados foram cadastrados. A diferença entre os números deve-se aos casos em que os empregadores aguardam o empregado repassar as informações e, por isso, deixaram de preencher os dados dos trabalhadores. A Receita Federal espera a adesão de 1,5 milhão de trabalhadores ao sistema.

Para formalizar a situação do trabalhador doméstico, o empregador deve registrar seus dados e os do funcionário na página do programa. Para funcionários contratados até setembro deste ano, os formulários eletrônicos devem ser preenchidos até o fim deste mês. Os empregados contratados a partir de outubro devem ser cadastrados até um dia antes de começarem a trabalhar.

Para gerar o código de acesso ao eSocial, o patrão precisa do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), da data de nascimento e do número de recibo das duas últimas declarações do Imposto de Renda Pessoa Física. O empregador precisará cadastrar ainda o telefone e o e-mail dele e inserir os seguintes dados do trabalhador: CPF, data de nascimento, país de nascimento, Número de Identificação Social (NIS), dados da carteira de trabalho, raça, escolaridade, telefone, e-mail, dados do contrato e local de trabalho.

Por meio do novo sistema, o patrão recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que varia de 8% a 11% da remuneração do trabalhador e paga 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia também inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho, 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98).



Fonte: Receita Federal






China adverte EUA que "pequeno incidente pode desencadear guerra"

Da Agência Sputinik Brasil

O comandante Naval da China, almirante Wu Shengli, avisou o chefe das Operações Navais dos EUA, almirante John Richardson, que qualquer "ato perigoso e provocativo" da Marinha dos EUA poderia desencadear a guerra no Mar do Sul da China.

"Se os Estados Unidos continuarem com esse tipo de ações perigosas e provocativas, certamente poderia aparecer uma situação séria e muito tensa entre as forças da linha de frente de ambos os lados no mar e no ar. Mesmo um pequeno incidente poderia desencadear a guerra".

O comandante chinês fez a declaração durante uma teleconferência entre os almirantes dos EUA e China na quinta-feira (29).

"Espero que o lado norte-americano aprecie as boas relações entre as marinhas da China e dos Estados Unidos, que não são fáceis de manter, e evite que esses tipos de incidentes aconteçam", disse Wu.

Os dois oficiais da Marinha conversaram, depois que um navio de guerra norte-americano navegou dentro de 12 milhas náuticas de uma das ilhas artificiais de Pequim, no Arquipélago Spratly, apesar dos repetidos alertas da China de que tal ação ostensiva seria considerada uma provocação nas relações já tensas entre os dois países.

A China considera as Ilhas Spratly como seu território e por isso considera que os EUA prejudicam a soberania e segurança do seu país. Os Estados Unidos dizem que vão continuar patrulhando as águas, se considerarem que isso está em conformidade com o direito internacional.

Segundo afirmou Wu Shengli, as marinhas chinesa e norte-americana têm muito espaço para cooperação conjunta e devem "desempenhar um papel positivo na manutenção da paz e da estabilidade no mar do Sul da China".


Netflix repudia agência de atores brasileira que procurou 'negro bonito' para elenco

 De Redação Veja


A Netflix se isentou de qualquer culpa e repudiou o método de trabalho da agência + Add Casting, responsável por encontrar atores para a primeira série brasileira original do canal de streaming, batizada de 3%.

A agência, contratada pela produtora Boutique Filmes, está sendo acusada de racismo por causa da mensagem de um e-mail, que vazou na internet esta semana, que diz ser difícil encontrar um ator negro e bonito.

"Precisamos de um ator jovem, na faixa dos 20/25 anos, muito bonito. A direção gostaria que ele fosse negro, então o ideal seria ter um ator negro e muito bonito, mas conscientes do grau de dificuldade, faremos teste também com os bons atores, lindos, que não sejam negros", diz um trecho da mensagem.


Já a agência de casting pediu desculpas pelo conteúdo e afirmou que o texto foi mal interpretado, pois o número de negros disponíveis no mercado é baixo:

"A dificuldade a que nos referíamos estava relacionada à quantidade de pessoas com o perfil a ser selecionado. Daí a necessidade, inclusive de se buscar pessoas em diversos locais e a intenção do e-mail, mal interpretado, em trazer um número maior de pessoas negras à seleção de elenco".

A resposta não foi bem aceita por usuários das redes sociais, que entraram no perfil da agência para fazer comentários de repúdio e ironia.

Com sete episódios em sua primeira temporada, 3% começa a ser gravada no ano que vem e está prevista para estrear em todos os países que possuem o serviço de streaming no fim de 2016.

Os atores João Miguel e Bianca Comparato são os protagonistas do programa.


Fonte: Brasil Post

Malala Yousafzai está entre os 30 jovens mais influentes do mundo

De Ana Carolina Castro

A revista Time divulgou sua tradicional lista com os 30 jovens mais influentes do mundo. A lista contempla diferentes áreas de atuação, como política, esporte, artes e música e traz nomes já muito conhecidos, como Malala Yousafzai, de 18 anos, defensora feroz do acesso de mulheres e meninas à educação.

A história de Malala impressiona pela determinação e pelo posicionamento da jovem.

Ela cresceu no Vale do Swat, no noroeste do Paquistão, região controlada desde 2007 pelo grupo extremista Talibã. Filha do dono de uma escola que sempre incentivou a filha a estudar, Malala viu seu direito à educação ameaçado em 2008, quando o líder talibã local exigiu que todas as escolas parassem de dar aulas a meninas por um mês. Seu pai foi um dos únicos a não cumprir a exigência.

Sua notoriedade veio com a criação de um blog chamado Diário de uma Estudante Paquistanesa. Seus textos sobre o desejo de continuar estudando começaram a atrair os olhos do mundo para a jovem, mas foi uma tragédia que a alçou ao posto de ativista feminista mundialmente conhecida.

Em 9 de outubro de 2012, aos 15 anos, Malala levou um tiro ao sair de sua escola durante um ataque orquestrado pelo grupo extremista. Desde então a jovem se mudou para o Reino Unido, onde continua sua luta.


"Nossos livros e nossos lápis são nossas melhores armas. A educação é a única solução, a educação em primeiro lugar", afirmou em seu primeiro pronunciamento público, na Assembleia de Jovens da Organização das Nações Unidas (ONU), nove meses após o atentado.

"Os terroristas pensaram que mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram", declarou.

O trabalho de Malala incita o debate em torno das relações de poder que os homens exercem sobre as mulheres em muitos países e a transformou em uma das jovens mais influentes do mundo. Seu poder inspirador começou dentro da própria casa, quando motivou a mãe, Tor Pekai, a voltar a estudar.

Apesar da pouca idade, Malala coleciona prêmios importantes.

Em 2013, a ativista recebeu o prêmio Sakharov, concedido pelo Parlamento Europeu pela liberdade de consciência, e o Prêmio Internacional da Criança por sua luta na área. O mais importante, no entanto, veio em 2014. A paquistanesa conquistou o Prêmio Nobel da Paz e se tornou a pessoa mais jovem da história a receber a premiação.

A lista da Time conta ainda com outros nomes famosos, como Maisie Williams, 18, que interpreta a personagem Arya na série Game of Thrones, as irmãs estrelas das redes sociais Kendall, 19, e Kylie Jenner, 18 e a filha mais velha do presidente dos Estados Unidos, Malia Obama, 17.

Outros destaques são Maddie Ziegler, 13, que ganhou fama mundial ao estrelar os videoclipes da cantora Sia com atuações impressionantes e Jazz Jennings, 15, que vive como menina desde os cinco anos e este ano estreou uma série no canal TLC onde compartilha suas experiências como adolescente transgênero.


Fonte: Brasil Post

Kim Kataguiri celebra título de jovem influente da Time e dispara contra Cunha: 'Não será salvo'

 De Grasielle Castro


Eleito pela revista Time um dos 30 jovens mais influentes do mundo, Kim Kataguiri, 19 anos, um dos líderes do Movimento Brasil Livre, tem um recado para o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ):

“Não tem acordo com o impeachment que o consiga manter no poder. A situação é insustentável.”

Kim nega se sentir refém da boa vontade de Cunha para dar início ao processo de impeachment.

“Essa pauta só chegou ao Congresso por causa da pressão das ruas, do nosso trabalho. Nós pautamos, depois que os políticos entraram. O próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG) já chegou a falar em golpismo e Cunha sempre foi contra o impeachment até se declarar de oposição."
Para o ativista, esse é um processo que depende da Câmara. “Vamos pressionar o próximo presidente”, promete. Ele afasta a possibilidade de o governo ter feito acordo para salvar Cunha da cassação em troca do engavetamento do impeachment.

“O governo já não salva mais ele, pela gravidade de todas as denúncias com as respostas vazias que ele tem dado. Isso torna a situação dele muito delicada. Ainda que ele queria, não tem acordo que o salve, ele não consegue mais sair dessa.”

O presidente da Câmara foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro e é alvo de uma investigação sobre o suposto abastecimento de contas na Suíça com propina.

Influência

Nesta semana, as palavras de Kim ganharam um peso a mais. O ativista de 19 anos foi eleito pela revista Time um dos 30 jovens mais influentes do mundo. Ao lado dele, estão personalidades como Malala Yousafzai, 18 anos, prêmio Nobel da Paz, e Jazz Jennings, 15, que até os cinco anos viveu como menina e compartilha suas experiências como adolescente transgênero, em uma série no cala TLC.

Para Kim, o título mostra que o movimento está no caminho certo. “Isso mostra que nossa ideia de descentralização do poder e liberdade está se espalhando. Isso ajuda a pressão imediata, já que vemos muita resistência do governo ao nosso movimento.”

Na quarta-feira (28), integrantes do movimento de Kim entraram em conflito com um grupo do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Mas não adianta, não vão conseguir nos tirar daqui.”

À revista Time, Kim reclamou da política no Brasil. "Todo mundo rouba. Mas eu tenho a esperança de que, em 20 anos, as coisas possam ser diferentes. Eu tenho a esperança de que a nossa geração pode mudar o modo como as coisas são feitas”.

A publicação destacou que o jovem se inspira no ex-presidente dos EUA Ronald Reagan e nos ex-primeiros-ministros britânicos Winston Churchill e Margaret Thatcher como referências.

"Desde que despertou para a política, tem estudado os economistas liberais Milton Friedman e Ludwig von Mises. Embora seus vídeos sejam ancorados na economia, são elaborados num estilo anárquico. Em um deles, ele aparece vestido de ninja”, descreve a Time.


Fonte: Brasil Post

Cervejaria doará parte do valor de chopes vendidos para Instituto que acolhe refugiados no País

 De Luiza Belloni




Durante o Downtown Oktoberfest, que acontece a partir de hoje no Rio de Janeiro, uma cervejaria vai vender chopes que terão parte do valor doados para o Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus).

A cervejaria Trópica doará para o Instituto R$ 1 a cada chope vendido entre hoje e 1º de novembro, último dia do evento. Segundo o sócio da marca, Bernardo Guttmann, o objetivo é provocar discussão e reflexão sobre o tema, além de ajudar financeiramente a integração dos refugiados no País.

A campanha também lançou um hot site para quem quiser doar mais valores ou se voluntariar para a causa.

“Nos sensibilizamos com a crise migratória envolvendo refugiados mundo afora e resolvemos olhar para a questão aqui no Brasil", disse Guttmann. "Reconhecemos a importância em acolher de forma humanitária o refugiado, buscando sua reintegração, valorização e inserção social, econômica e cultural."

A cerveja à frente da ação recebeu uma nova fórmula, chamada de Mali -- nome de um dos países que sofrem com a ação de grupos islâmicos radicais. O país tem cerca de 8,5 mil refugiados de 81 nacionalidades -- número que cresce cada vez mais.

O valor arrecadado com as vendas do chope será destinado para a construção de um quiosque em Pinheiros, na cidade de São Paulo, que será administrado pela Adus e contará com a participação dos refugiados para cozinhar e vender pratos típicos de seus países de origem.

Uma família ficará à frente do negócio a cada 30 dias, conseguindo renda e aprimorando as habilidades e relacionamento com os brasileiros. Dessa forma, a intenção é que estas famílias consigam criar condições de manter a venda dos pratos a longo prazo.


Fonte: Brasil Post

Abolicionista que libertou mais de 500 escravos será reconhecido pela OAB

Estadão Conteúdo


Negro liberto que se tornou libertador de negros, Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882) ficou conhecido como um rábula que conseguiu alforriar, pela via judicial, mais de 500 escravos. O rábula exercia a advocacia sem ser advogado.

Numa reescrita tardia da História, sua designação vai mudar. Na noite da próxima terça-feira (3), em cerimônia na Universidade Presbiteriana Mackenzie, Luiz Gama deve receber da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 133 anos após a sua morte, o título de advogado. "No atual modelo da advocacia brasileira, é a primeira vez que tal homenagem é conferida", afirma o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho.

"Já era hora de ele ter esse reconhecimento oficial", avalia o advogado Silvio Luiz de Almeida, professor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie e presidente do Instituto Luiz Gama (ILG). "Além de ter sido um homem importante na questão do abolicionismo, foi grande jurista e advogado de teses brilhantes."

"Embora não fosse advogado, Gama era um grande defensor da abolição e sua atuação como rábula livrou inúmeras pessoas dos grilhões escravistas", pontua o presidente da OAB.

Na cerimônia, Luiz Gama será representado por um tataraneto, um de seus 20 e tantos descendentes vivos, o engenheiro e empresário Benemar França, de 68 anos. "Tomei contato com a biografia desse meu antepassado quando estava no 2º ano do ginasial e um professor de História pediu que pesquisássemos, cada um, sobre as nossas famílias, a nossa genealogia", conta. "O que descobri encheu-me de orgulho." Além da condecoração póstuma, o evento Luiz Gama: Ideias e Legado do Líder Abolicionista prevê dois dias de palestras e debates no Mackenzie.

Autor da biografia Luiz Gama: O Advogado dos Escravos, publicada pela editora Lettera.doc em 2010, o advogado Nelson Câmara acredita que a iniciativa da OAB é correta "embora serôdia", ou seja, tardia. "Era um sujeito de grande luminosidade", afirma Câmara.

Autodidata

Nascido em Salvador, filho de um português com uma escrava liberta, foi vendido como escravo pelo próprio pai quando tinha 10 anos. Alforriado sete anos mais tarde, estudou Direito como autodidata e passou a exercer a função, defendendo escravos. Também foi ativista político, poeta e jornalista.

Ele bem que tentou cursar Direito no Largo São Francisco. "Mas a aristocracia cafeeira da época não permitiu, porque ele era negro", atesta Câmara. "Mesmo assim, era assíduo frequentador da biblioteca de lá." No prefácio do livro, o jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça, afirma que Gama foi "o negro mais importante do século 19".

Por complicações da diabete, o abolicionista Gama, entretanto, morreria seis anos antes de a Lei Áurea ser promulgada. Dez por cento da população paulistana, de acordo com estimativas da época, compareceu ao seu enterro - São Paulo contava então com 40 mil habitantes.

A multidão começou a chegar ao Cemitério da Consolação, onde ocorreu o sepultamento, ao meio-dia - o enterro estava marcado para as 16 horas. Não houve transporte oficial para o cortejo fúnebre. Do bairro do Brás, onde ele morava, o caixão veio passando de mão em mão até chegar à sepultura, num gesto coletivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Brasil Post

Alemanha pretende substituir os combustíveis nucleares e fósseis por fontes renováveis

Por: Robert Kunzig
 
A revolução da energia poderá ser um modelo para todo o mundo?

Hamburgo sabia que as bombas viriam. Por isso, os prisioneiros de guerra e trabalhadores forçados tinham só meio ano para construir o gigantesco bunker antiaéreo. Em julho de 1943, ele estava pronto. O cubo, sem janelas de concreto reforçado, com paredes de 2 metros de espessura e teto ainda mais grosso, se destacava como um castelo medieval em um parque próximo ao Rio Elba. Os canhões que se projetavam de seus quatro torreões varreriam do céu os bombardeiros dos Aliados, prometeram os nazistas, enquanto dezenas de milhares de cidadãos estariam seguros, no interior de suas paredes impenetráveis.

Os bombardeiros britânicos chegaram à noite vindos do Mar do Norte poucas semanas depois de concluído o bunker, e voaram na direção da torre da Igreja de São Nicolau, no Centro da cidade. Despejaram nuvens de tirinhas metálicas para despistar o radar e a artilharia antiaérea alemã. Bombardearam bairros residenciais populosos e provocaram uma insaciável tempestade de fogo, que devorou metade de Hamburgo e matou mais de 34 mil pessoas. Imensas paredes de chamas produziram ventos tão fortes que arremessavam as vítimas contra as labaredas.

A agulha da torre de São Nicolau, que sobreviveu não se sabe como, é hoje um mahnmal – um memorial para lembrar a Alemanha do inferno nazista. O bunker é outro mahmal. Só que hoje tem novo significado: foi transformado de um lembrete do vergonhoso passado alemão em uma visão esperançosa do futuro do país.

No centro do bunker, onde as pessoas se encolheram durante a tempestade de fogo, um tanque de água quente de seis andares e 2 milhões de litros fornece calor e água quente a cerca de 800 casas no entorno. A água é aquecida pela queima de gás de tratamento de esgoto e de dejetos de uma fábrica próxima e por painéis solares que agora cobrem o teto do bunker, sustentados por escoras afixadas nos velhos torreões dos canhões. O bunker também converte luz solar em eletricidade: uma estrutura de painéis fotovoltaicos (PV) injeta energia na rede de força capaz de atender mil residências. No parapeito norte, um café ao ar livre oferece uma vista do horizonte transformado: dali se veem 17 turbinas eólicas.

Turbinas eólicas circundam uma termelétrica a carvão em Garzweiler. Fontes renováveis geram, hoje, 27% da eletricidade do país, em comparação com 9% de uma década atrás. Um dia tomarão o lugar do carvão, mas a Alemanha primeiro irá fechar suas usinas nucleares - Foto: Luca Locatelli

Energiewende - Revolução na produção de energia

A Alemanha é pioneira em uma postura que batizou de energiewende – uma revolução na produção de energia que, segundo os cientistas, todas as nações precisarão concluir para que evitemos um desastre climático. Entre os principais países industrializados, a Alemanha é líder. Em 2014, 27% de sua eletricidade proveio de fontes renováveis, como energia eólica e solar. É o triplo do que ela produzia uma década antes e mais que o dobro desse tipo de energia gerada hoje nos Estados Unidos. A mudança acelerou-se depois do vazamento na usina nuclear de Fukushima, que levou a chanceler Angela Merkel a declarar que a Alemanha desativaria todos os seus reatores até 2022. Até agora foram desligados nove deles.

No entanto, a questão que torna a Alemanha tão importante é: o país pode liderar o abandono dos combustíveis fósseis? Cientistas dizem que mais ou menos em meados deste século as emissões de carbono que provocam o aquecimento no planeta têm de cair até praticamente zero. A Alemanha, quarta maior economia do mundo, prometeu alguns dos cortes mais expressivos das emissões: até 2020, 40% a menos em relação aos níveis de 1990, e até 2050, no mínimo, 80%.

Futuro incerto

O destino dessas promessas ainda é incerto. A revolução alemã nasceu na base da sociedade: indivíduos e genossenschaften – associações locais de cidadãos – são responsáveis por metade do investimento em fontes renováveis. Mas as concessionárias convencionais, que não previram a mudança, estão pressionando o governo de Angela Merkel a frear o ritmo da mudança. O país ainda obtém bem mais eletricidade do carvão que das fontes renováveis. Há um caminho ainda mais longo a percorrer nos setores de transporte e aquecimento que, juntos, emitem mais dióxido de carbono (CO2) que as usinas de força.

A energia de fontes renováveis está em alta, mas a Alemanha não diminuiu o uso de linhito, o carvão mais poluente. As reservas ainda são imensas. Na mina de Welzow-Süd, da Vattenfall, algumas das maiores máquinas do mundo cavam 20 milhões de toneladas por ano em um veio de 14 metros de espessura. - Foto: Luca Locatelli
Alguns políticos alemãs comparam a energiewende ao pouso da Apollo na Lua. Mas essa foi uma façanha que levou menos de uma década, e a maioria das americanos apenas a assistiu pela televisão. Já a energiewende demorará bem mais e envolverá todos os alemães – hoje mais de 1,5 milhão deles, quase 2% da população, estão vendendo eletricidade à rede de força. “É um projeto para uma geração. Vai demorar até 2040 ou 50”, diz Gerd Rosenkranz, um ex-jornalista do Der Spiegel que agora é analista da Agora Energiewende, um think tank berlinense. “Isso está encarecendo a eletricidade para os consumidores individuais. Mesmo assim, quando entrevistadas em uma pesquisa de opinião, 90% das pessoas dizem que desejam a energiewende.”

Por quê? É o que me perguntei durante a minha viagem pela Alemanha no ano passado. Por que o futuro da energia está acontecendo aqui, num país que foi arrasado por bombardeios 70 anos atrás? E pode ocorrer em todos os lugares?

OS ALEMÃES TÊM UM MITO DE ORIGEM segundo o qual eles teriam vindo do coração escuro e impenetrável da floresta. Esse mito remonta aos escritos do historiador romano Tácito sobre as hordas teutônicas que massacraram legiões romanas, e ganhou floreios do romantismo alemão no século 19. Nas convulsões do 20, diz o etnógrafo Albrecht Lehmann, o mito permaneceu como uma fonte estável da identidade germânica. A floresta é o lugar aonde os alemães vão para restaurar a alma – um hábito que os predispõe a se preocuparem com o meio ambiente.

Assim, em fins dos anos 1970, quando as emissões dos combustíveis fósseis levaram à morte de florestas alemãs pela chuva ácida, a nação inteira se indignou. O governo e as concessionárias tentaram empurrar a energia nuclear – mas muitos alemães iam em sentido contrário. Quando a reconstrução do país já estava completa, uma nova geração começou a desafiar aquela que havia começado e perdido a guerra. “Reina uma certa rebeldia, resultado da Segunda Guerra”, me diz um cinquentão chamado Josef Pesch. “Não mais se aceita cegamente a autoridade.”

Pesch está sentado em um restaurante no topo da montanha na Floresta Negra, na orla de Freiburg. Encosta acima, em uma clareira coberta de neve, veem-se duas turbinas eólicas de 98 metros de altura, financiadas por 521 investidores privados da cidade recrutados por Pesch. Com um engenheiro chamado Dieter Seifried, conversamos sobre o reator nuclear que nunca foi construído, próximo ao vilarejo de Wyhl, a 30 quilômetros seguindo pelo Rio Reno.

O governo do estado insistia que era preciso construir o reator, senão as luzes se apagariam em Freiburg. Mas, a partir de 1975, agricultores e estudantes da região ocuparam o local. Em protestos que duraram quase uma década, eles forçaram o governo a abandonar seus planos. Foi a primeira vez em que se impediu a construção de um reator nuclear na Alemanha.

O movimento Energiewende

As luzes não se apagaram, e Freiburg tornouse uma cidade solar. Sua sucursal do Instituto Fraunhofer é líder mundial em pesquisas no setor. Seu Povoado Solar, projetado pelo arquiteto local Rolf Disch, que havia militado nos protestos de Wyhl, contém 50 casas, que produzem, todas, mais energia do que consomem. “Wyhl foi o ponto de partida”, diz Seifried. Em 1980, um instituto que ele ajudou a fundar publicou um estudo que se intitulava Energiewende – e que daria o nome ao movimento ainda por nascer.

O movimento não surgiu de uma única luta. Mas a oposição à energia nuclear, numa época em que pouco se falava sobre mudança climática, claramente foi um fator decisivo. Vim para a Alemanha achando que os alemães estavam bobeando ao abandonar uma fonte de energia livre de carbono que, até Fukushima, produzia um quarto da eletricidade que eles usavam. Volto pensando que não teria havido nenhuma energiewende na ausência do sentimento antinuclear – o medo de vazamentos é motivo bem mais poderoso e imediato do que o temor da lenta elevação de temperaturas e mares.

Por toda a Alemanha, ouço a mesma história. De Disch, sentado em sua casa cilíndrica que gira para acompanhar o Sol como um girassol. De Gerd Rosenkranz em Berlim, que, nos anos 1980, deixou por meses seu curso de pós-graduação em física para ocupar o local de um proposto depósito de resíduos nucleares. Ou de Wendelin Einsiedler, um produtor de leite bávaro que ajudou a transformar seu vilarejo em um dínamo verde. Todos eles dizem que a Alemanha deve de se tornar independente da energia nuclear e dos combustíveis fósseis ao mesmo tempo. “Não se pode expulsar o demônio com Belzebu”, explica Hans-Josef Fell, um político do Partido Verde. “Ambos têm de ir.” Na Universidade de Ciências Aplicadas em Berlim, o pesquisador de energia Volker Quashning declara: “A energia nuclear me afeta pessoalmente. A mudança climática afeta os meus filhos. Essa é a diferença.”

Se perguntarmos por que o sentimento antinuclear inspira muito mais ações na Alemanha que, digamos, do outro lado do Reno, na França, que ainda obtém 75% de sua eletricidade da energia nuclear, voltaremos ao tempo da guerra. Ela resultou em uma Alemanha dividida no meio da Guerra Fria entre duas superpotências nucleares. Os manifestantes dos anos 1970 e 80 protestavam não só contra os reatores nucleares mas também contra os planos de implantar mísseis nucleares americanos na Alemanha Ocidental. Quando o Partido Verde alemão foi fundado, em 1980, o pacifismo e a oposição à energia nuclear eram seus princípios fundamentais.

Chernobyl e Fukushima

Em 1983, os primeiros representantes dos verdes tomaram posse no Bundestag, o Parlamento nacional, e começaram a injetar ideias ambientalistas nos círculos políticos dominantes. Quando explodiu o reator nuclear soviético de Chernobyl, em 1986, os esquerdistas social-democratas (SPD), um dos dois principais partidos da Alemanha, converteram-se à causa antinuclear. Embora Chernobyl estivesse a mil quilômetros de distância, sua nuvem radioativa passou pelos céus da Alemanha, e os pais foram aconselhados a manter seus filhos dentro de casa. “Ainda hoje nem sempre é seguro comer cogumelo ou javali da Floresta Negra”, diz Pesch. “Chernobyl foi um divisor de águas.”

Na prática, apenas a tragédia de Fukushima, 25 anos depois, convenceu Angela Merkel e sua União Democrata-Cristã (CDU) de que todos os reatores nucleares deviam ser desativados até 2022. Nessa época, a energia renovável já fazia grandes progressos. E uma lei que Hans-Josef Fell ajudara a criar em 2000 foi a principal razão.

A CASA DE FELL EM HAMMELBURG, cidade no norte da Bavária onde ele nasceu e cresceu, é fácil de avistar em meio ao pálido estuque do pós-guerra: é aquela, construída de madeira escura de lariço, com grama no telhado. Do lado sul, de frente para o quintal, a grama é parcialmente coberta por painéis fotovoltaicos e solares para aquecimento de água. Quando não há sol o bastante para produzir eletricidade e calor, uma unidade cogeradora no porão queima óleo de semente de girassol ou colza para produzi-los. Na manhã de março em que o visito, o interior de madeira da casa está banhado em luz solar e em calor vindo da estufa. Em poucas semanas, diz Fell, flores silvestres vão se abrir no telhado.

Alto, careca e de barba grisalha, Fell, de jeans e sandália Birkenstock, às vezes lembra um pregador, mas ele não é asceta ambientalista. Em um galpão no quintal, ao lado do tanque para nadar, ele tem uma sauna, aquecida pela mesma eletricidade ecológica que abastece sua casa e seu carro. Em suas palavras: “O maior erro do movimento ambientalista é dizer ‘Faça menos. Aperte os cintos. Consuma menos’. As pessoas associam tudo isso a uma queda na qualidade de vida. ‘Faça as coisas de outro modo, com energia barata e renovável’ – essa é a mensagem”.

Do jardim de Fell, em dias claros, era possível ver os penachos de vapor branco do reator de Grafenrheinfeld. Seu pai, o prefeito conservador de Hammelburg, apoiava a energia nuclear e a base militar local. O jovem Fell participou das manifestações em Grafenrheinfeld e foi levado à Justiça por se recusar a prestar serviço militar. Anos mais tarde, depois que seu pai já se aposentara, Fell acabou sendo eleito para a Câmara Municipal de Hammelburg.

Projetos de lei favorável à energia renovável

Isso foi em 1990, ano da reunificação oficial da Alemanha – e, enquanto o país se absorvia na tarefa monumental, um projeto de lei em favor da energiewende foi aprovado pelo Bundestag, sem despertar grande atenção no público. Com apenas duas páginas, o projeto consagrava um princípio crucial: os produtores de energia renovável tinham o direito de fornecer sua energia excedente à rede elétrica, e as concessionárias tinham de pagar-lhes uma tarifa, que foi apelidada de “feed-in”. Turbinas eólicas começaram a brotar no ventoso norte.

Mas Fell percebeu que a nova lei nunca resultaria em uma expansão no país todo: ela determinava que se pagasse às pessoas para produzir energia, mas não o suficiente. Em 1993, ele liderou na Câmara Municipal a aprovação de uma lei que obrigava à concessionária local garantir a qualquer produtor de energia renovável um preço superior aos seus custos. Fell organizou prontamente uma associação de investidores para construírem uma usina de energia solar de 15 quilowatts – é pequena para os padrões atuais, mas a associação foi uma das primeiras de seu gênero. Hoje existem centenas delas na Alemanha.

Em 1998, na esteira de seu sucesso em Hammelburg, Fell chegou ao Bundestag ao lado de outros representantes do Partido Verde. Eles formaram uma coalizão com o SPD. Fell aliouse a Hermann Scheer, um destacado defensor da energia solar do SPD, para formularem uma lei que, em 2000, disseminou por todo o país o experimento de Hammelburg e, desde então, vem sendo imitada no mundo todo. Suas tarifas feed-in foram garantidas por 20 anos, e pagavam bem. “Meu princípio básico era de que o pagamento tinha de ser alto o suficiente para que os investidores tivessem lucro”, diz Fell. “Afinal, vivemos em uma economia de mercado. É a lógica.”

FELL FOI UM dos raríssimos alemães que encontrei que não se disseram surpresos pelo crescimento explosivo que sua lógica desencadeara. “Na época, não acreditei que seria possível nessa magnitude”, diz o produtor de leite Wendelin Einsiedler. Do lado de fora de seu solário com vista para os Alpes, nove turbinas eólicas giram preguiçosamente na crista do morro atrás do galinheiro. Um cheiro de esterco entra com a brisa. Einsiedler começou sua energiewende particular nos anos 1990 com uma única turbina e um fermentador de esterco para produzir metano. Ele e seu irmão Ignaz, também produtor de leite, queimavam o metano em uma unidade cogeradora de 28 quilowatts, produzindo calor e eletricidade para suas fazendas. “Não pensávamos em dinheiro”, diz Einsiedler. “Era idealismo.”

Depois que a lei da energia renovável entrou em vigor, em 2000, os Einsiedler expandiram suas instalações. Hoje, possuem cinco fermentadoras, que processam silagem de milho e esterco de oito fazendas leiteiras. Eles canalizam o biogás produzido por 5 quilômetros até o vilarejo de Wildpoldsried, onde é queimado em centrais cogeradoras para aquecer os prédios públicos, um parque industrial e 130 casas. “É um princípio maravilhoso e poupa uma quantidade inacreditável de CO2”, diz o prefeito Arno Zengerle.

O biogás, os painéis solares em muitos telhados e, sobretudo, as turbinas eólicas permitem a Wildpoldsried produzir quase cinco vezes mais eletricidade do que consome. Einsiedler administra as turbinas, e não teve dificuldade para recrutar investidores. Trinta pessoas aplicaram recursos na primeira; 94 na segunda. As turbinas são uma adição de grande efeito, e às vezes polêmica, à paisagem alemã: um cenário feito de “aspargos gigantes de metal”, ironizam os críticos.

Mas a atitude das pessoas muda quando elas têm interesse financeiro nesses aspargos. Não foi difícil convencer agricultores e proprietários de casas a instalarem painéis fotovoltaicos em seus telhados; a tarifa feed-in, que lhes pagava 50 centavos por quilowatt-hora quando começou, em 2000, era um bom negócio. No auge, em 2012, foram instalados 7,6 gigawatts de painéis na Alemanha em um só ano – equivalentes, quando o sol está brilhando, a sete usinas nucleares.

A energia de fontes renováveis está em alta, mas a Alemanha não diminuiu o uso de linhito, o carvão mais poluente. As reservas ainda são imensas. Na mina de Welzow-Süd, da Vattenfall, algumas das maiores máquinas do mundo cavam 20 milhões de toneladas por ano em um veio de 14 metros de espessura. - Foto: Luca Locatelli

Assim, a lei de Fell ajudou na queda do custo da energia solar e eólica, tornando-a competitiva com os combustíveis fósseis em muitas regiões. Um sinal disso: a tarifa, na Alemanha, para novas instalações de energia solar de grande porte caiu de 50 centavos de euro o quilowatt-hora para menos de 10. “Criamos uma situação totalmente nova em 15 anos. Esse é o tremendo sucesso da lei da energia renovável”, diz Fell.

Os alemães pagaram por esse sucesso não com impostos, mas por meio de uma sobretaxa de energia renovável em suas contas de eletricidade. Neste ano, a sobretaxa é de 6,17 euros por quilowatt-hora, o que, para o consumidor médio, representa cerca de 18 euros mensais. É meio pesado para alguns, mas não para o trabalhador alemão médio. A economia alemã como um todo aloca para a eletricidade a mesma fatia do seu produto nacional bruto que alocava em 1991.

Nas eleições de 2013, Fell perdeu sua cadeira no Parlamento, prejudicado pela política interna do Partido Verde. Está de volta a Hammelburg, mas não precisa mais ver os penachos de vapor de Grafenrheinfeld: em junho, o reator tornouse o último a ser desligado. Ninguém, nem mesmo a indústria, acha que a energia nuclear voltará à Alemanha. O carvão, porém, é outra história.

Carvão

A ALEMANHA OBTEVE do carvão 44% de sua eletricidade no ano passado: 18% do antracito, boa parte importado, e 26% do linhito, ou carvão marrom. O uso do antracito diminuiu substancialmente nas duas últimas décadas, mas o do linhito não. Eis uma razão para que o progresso da Alemanha em sua meta de emissões de gases do efeito estufa até 2020 não seja tão expressivo.

A Alemanha é o principal produtor mundial de linhito. Esse carvão emite ainda mais CO2 que o antracito, mas é o combustível fóssil mais barato – mais até que o antracito, que, por sua vez, custa menos que o gás natural. Idealmente, para reduzir as emissões, a Alemanha deveria substituir o linhito por gás. Porém, como a energia de fontes renováveis inunda a rede de força, outra coisa ocorreu: no mercado atacadista em que os contratos para fornecer eletricidade são comprados e vendidos, o preço da eletricidade despencou, e com isso termelétricas a gás e até algumas a carvão deixaram de ter preços competitivos e não puderam se manter no mercado. As velhas termelétricas movidas a linhito continuam a pleno vapor, enquanto as modernas termelétricas a gás, com metade das emissões, andam ociosas. “Obviamente, temos de encontrar um caminho para nos livrar do nosso carvão”, diz Jochen Flasbarth, secretário de estado do Ministério do Meio Ambiente. “Mas é muito difícil. Não somos um país rico em recursos, e o único recurso que possuímos é o linhito.”

Restringir seu uso fica ainda mais difícil porque as grandes concessionárias de energia vêm perdendo dinheiro na Alemanha – por causa da energiewende, dizem; porque não se adaptaram, rebatem seus críticos. A maior dessas concessionárias, E.ON, proprietária da Graferheinfeld e muitas outras usinas, declarou um prejuízo superior a 3 bilhões de euros no ano passado. “As concessionárias de energia na Alemanha tinham uma estratégia”, diz Flasbarth, “que era a de defender sua linha, a do combustível nuclear somado ao fóssil. Não tinham nenhuma estratégia B.” Perderam o bonde da energiewende quando ele partiu da estação, e agora o estão perseguindo. A E.ON está se dividindo em duas companhias, uma para lidar com carvão, gás e energia nuclear; a outra, com fontes renováveis.

A Vattenfall, uma estatal sueca que é outra das quatro grandes concessionárias da Alemanha, segue empenhada em uma evolução semelhante. “Somos um modelo para a energiewende”, diz alegremente o porta-voz Lutz Wiese, ao me receber na Welzow-Süd – uma mina a céu aberto na fronteira com a Polônia, que produz 20 milhões de toneladas anuais de linhito. Em uma cava de 29 quilômetros quadrados de extensão e até 100 metros de profundidade, 13 colossais escavadoras trabalham em sincronia – movem a cava na paisagem, expondo e removendo o veio de linhito e despejando os rejeitos atrás delas para que a terra possa ser replantada.

É um belíssimo dia de primavera na região. A única nuvem que se vê é o penacho de vapor que sobe lentamente da usina de força de 1,6 gigawatts em Schwarze Pumpe, que processa a maior parte do carvão extraído em Welzou- Süd. Em uma sala de reunião, Olaf Adermann, gerente de ativos das operações com linhito da empresa, explica que a Vattenfall e outras concessionárias nunca imaginavam que as fontes de energia renováveis decolariam tão rápido.

“Temos de nos defrontar com algum tipo de limpeza do mercado”, reconhece Adermann. Mas ele afirma categoricamente que o linhito não deve ser a fonte eliminada, pois é “o parceiro confiável e flexível” quando o sol não está brilhando ou quando não venta. Adermann, que é da região e trabalhou para as minas de linhito antes de pertencerem à Vattenfall, prevê que elas continuarão ativas até 2050, e talvez além.

A Vattenfall, porém, pretende vender suas usinas de linhito, se conseguir encontrar comprador, para se concentrar nas fontes renováveis. Está investindo bilhões de euros em dois novos parques eólicos no Mar do Norte – porque há mais vento em alto-mar que em terra e porque uma grande companhia precisa de um projeto grande para custear suas despesas gerais. “Não podemos trabalhar em terra na Alemanha”, diz Wiese. “É um negócio pequeno demais.”

A Vattenfall não está sozinha: o surto de expansão da energia renovável disseminou-se pelos mares Norte e Báltico e, cada vez mais, pelo controle das concessionárias. O governo de Angela Merkel incentivou a transição, limitando a construção de usinas solares e eólicas em terra e mudando as regras de modo a deixar de fora associações de cidadãos. No ano passado, a quantidade de energia solar adicionada à rede de força diminuiu para cerca de 1,9 gigawats, um quarto em relação ao pico de 2012. Os críticos dizem que o governo está ajudando as grandes concessionárias em detrimento do movimento de cidadãos que lançou a energiewende.

Quase 90 metros acima do Mar do Norte e a mais de 50 quilômetros da Alemanha continental, um engenheiro trabalha em uma turbina eólica operada pela Dong Energy. Dezenove parques eólicos foram feitos ou estão em construção nas águas dos mares Norte e Báltico - Foto: Luca Locatelli

No fim de abril, a Vattenfall inaugurou oficialmente seu primeiro parque eólico alemão no Mar do Norte, um projeto de 80 turbinas chamado DanTysk, situado aproximadamente a 80 quilômetros da costa. A cerimônia, em um salão de dança em Hamburgo, foi uma ocasião feliz também para a cidade de Munique. A concessionária municipal, Stadtwerke München, é dona de 49% do projeto. Como resultado, hoje Munique produz eletricidade renovável suficiente para abastecer suas casas, seu metrô e suas linhas de trem. E até 2025 pretende suprir toda a sua demanda com fontes renováveis.

POR AINDA CONSERVAR boa parte da indústria pesada, a Alemanha continua a ser responsável pelo maior volume de emissões de carbono per capita da Europa Ocidental. Sua meta para 2020 é reduzir essas emissões em 40% em relação aos níveis de 1990. A partir de 2014, já atingiu 27%. O sistema europeu de créditos de carbono, pelo qual os governos emitem autorizações de emissão de gases negociáveis pelas empresas poluidoras, não tem sido muito útil até o momento. Existem autorizações demais em circulação, e elas são tão baratas que a indústria tem pouco incentivo para reduzir suas emissões.

Comprometimento alemão

Embora a Alemanha não esteja progredindo muito em direção à sua meta para 2020, segue à frente no cronograma da União Europeia. Poderia se acomodar nesse nível – e muitos no partido de Angela Merkel (CDU) querem que ela faça isso. Mas a presidente e o ministro da Economia Sigmar Gabriel, chefe do SPD, reafirmaram seu comprometimento com os 40% em fins de 2014.

Ainda não provaram que podem cumpri-lo, porém. No segundo trimestre de 2014, Gabriel propôs um imposto especial sobre as emissões de termelétricas a carvão velhas e ineficientes; logo havia 15 mil mineiros e trabalhadores, incentivados por seus patrões, protestando às portas do ministério. Em julho, o governo recuou. Em vez de tributar as concessionárias, disse que lhes pagaria para fechar algumas termelétricas a carvão – e obteve apenas metade da economia de emissões planejada. Para que a energiewende tenha êxito, a Alemanha precisará fazer mais.

Precisará parar de usar gasolina e diesel também: o setor de transportes reponde por 17% das emissões no país. Assim como as concessionárias de energia, as famosas fabricantes de veículos – Mercedes-Benz, BMW, Volkswagen e Audi – estão atrasadas na energiewende. Além disso, a imagem do setor sofreu um abalo em setembro, com o escândalo que revelou que milhões de veículos a diesel da Volkswagen no mundo todo estavam equipados com um dispositivo para manipular a emissão de gases poluentes.

As montadoras alemãs já oferecem mais de duas dezenas de modelos de carros elétricos. A meta do governo é ter 1 milhão deles nas ruas até 2020 – por enquanto, são cerca de 40 mil. O problema é que esses veículos ainda são caros demais para muitos alemães, e o governo não oferece incentivos substanciais para sua compra.

A situação é bem semelhante para as construções, cujos sistemas de aquecimento emitem 30% dos gases do efeito estufa na Alemanha. A Alemanha não está erguendo muitos prédios novos. “A estratégia sempre foi modernizar construções antigas, e suprir a energia que elas utilizam com fontes renováveis”, diz Matthias Sandrock, pesquisador do Instituto de Hamburgo. “Esse é o plano, só que não está funcionando. Estamos fazendo muito, mas não o suficiente.”

Por toda a Alemanha, prédios antigos estão sendo envoltos em 15 centímetros de espuma isolante e ganhando janelas modernas. Empréstimos a juros baixos do banco que ajudou a reconstruir o oeste arrasado pela guerra com o Plano Marshall financiam projetos. No entanto, apenas 1% do total das construções do país está sendo renovado por ano. Para que todas as construções sejam quase neutras para o clima até 2050 – a meta oficial –, esse ritmo teria que dobrar. Em uma ocasião, conta Sandrock, o governo aventou a ideia de obrigar os proprietários de residências a fazerem a renovação. A gritaria do público estourou esse balão de ensaio.

“Depois de Fukushima, por algum tempo, houve aufbruchstimmung. Durante meio ano, ocorreu uma verdadeira euforia”, diz Gerd Rosenkrantz. Essa palavra alemã quase impronunciável significa mais ou menos “a alegria da partida”; é o que um alemão sente quando sai para uma longa excursão em companhia de amigos. Com todos os partidos da Alemanha de acordo, explica Rosenkranz, a energiewende dava essa sensação. Mas não durou. Interesses econômicos agora provocam conflitos. Alguns alemães dizem que talvez seja preciso outra catástrofe como a de Fukushima para catalisar uma nova arrancada de progresso. “O ânimo está ruim”, diz Rosenkranz.

Mas eis o que os alemães fizeram de importante: eles sabiam que a energiewende não iria ser um passeio pela floresta, e mesmo assim a iniciaram. O que podemos aprender com eles? Não precisamos transplantar seu desejo de rejeitar a energia nuclear. Nem nos apropriar de sua experiência com dois grandes projetos que transformaram a nação – reconstruir o país quando isso parecia impossível, 70 anos atrás, e reunificá-lo quando ele parecia dividido para sempre, há 25 anos. Mas podemos nos inspirar e achar que é possível acontecer uma energiewende em outros países também. Ao nosso redor.

Em um ensaio recente, William Nordhaus, um economista de Yale que passou décadas estudando o problema de lidar com a mudança climática, identificou o que considera sua essência: os aproveitadores. Como o problema é global e fazer alguma coisa tem um custo, muitos países se conformam em não fazer nada e ficar torcendo para que outros tomem providências. Enquanto a maioria das nações quer pegar carona dessa forma, a Alemanha tem outro comportamento: tomou a frente na iniciativa. E, ao fazer isso, facilitou a jornada para o resto de nós.


Fonte: NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL ONLINE

Universidade Federal do Paraná abre as portas para refugiados universitários estudarem

De Larissa Baltazar


Sem a necessidade de prestar vestibular e com pronta entrada para 2016, a Universidade Federal do Paraná irá abrir as portas para refugiados que queiram dar continuidade nos estudos.

O vice-reitor, Rogério Mulinari, disse ao site CGN a intenção é inserir esses grupos com melhor qualificação no mercado de trabalho, e assim dar condições de melhor sustento familiar.

As vagas disponíveis para o programa são as remanescentes de cada curso em caso de evasão de estudantes, mudança de curso ou pelo não preenchimento durante o vestibular.

A solicitação é gratuita e deve ser feita na própria universidade até o dia 13 de novembro. São necessários um formulário bilíngue próprio da universidade, um histórico escolar, documento de identidade, cópia da página do passaporte e cópia do documento do CPF.


Mais detalhes estão na página da UFPR e no edital da proposta.

Braços abertos

O Brasil é o país latino-americano que mais recebe refugiados sírios. Atualmente, o país tem quase 3.000 deles reconhecidos.

A cultura de braços abertos se estende também a outros países. O último levantamento do Conare indica que já foram concedidos 7.752 vistos para refugiados - a maioria nas embaixadas do Brasil no Líbano, Jordânia e Turquia.


Fonte: Brasil Post

Tradução Bahia

Rádio Cabriola: Segunda à sexta, 12h (ou 13h no horário de verão)

Pauta do dia 30.10.2015

- Viva Maria: Margareth Menezes se orgulha de raízes indígenas;
- História Hoje: Saiba mais sobre Lévi-Strauss, expoente da antropologia;
-Trocando em Miúdo: Dia Mundial da Poupança é comemorado neste sábado ;
- Minuto da Inclusão: Disco de Cartola ganha descrição visual;

Ouça ssas e outras notícias

Apresentação: Heraldo Souza

Para ouvir no site: www.radiocabriola.com
Para ouvir no celular, baixe o nosso aplicativo: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.maxcast.radiocabriola&hl=pt_BR

Em vídeo emocionante de campanha do IBCC, famosos ficam frente a frente ao câncer de mama (VÍDEO)

MdeMulher  |  De Aline Gomiero



Vinte anos depois de ser lançada no nosso país, a campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda", do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), volta a chamar a atenção das pessoas para o fato de que, mesmo com possíveis sequelas, o câncer de mama pode, sim, ser vencido.

Em ação especial para o Outubro Rosa e para celebrar as duas décadas da iniciativa, foi criado um filme que contou com a participação de dez famosos: Rafael Cardoso, Wanessa Camargo, Isabel Salgado, Flavio Canto, Vanessa Gerbelli, Miá Melo, Sheron Menezes, Luciano, Tande e Marcos Pasquim.

A princípio, todos achavam que participariam apenas de um ensaio fotográfico. Mas, no dia das fotos, foram surpreendidos.

Cada celebridade foi convidada para um bate-papo com a diretora de cena Meran Vargens. O que ninguém sabia é que ela era justamente a protagonista da campanha, uma sobrevivente da doença. No final da conversa, Vargens tirou a camiseta e cada um teve uma reação diante dela. Por fim, ela clicou novamente os famosos, um a um.

O objetivo da diretora era conseguir um retrato de quem fica frente a frente com o câncer de mama. E o resultado do vídeo é emocionante! Confira o vídeo acima.

Fonte: Brasil Post

Em apenas seis meses, projeto da ANS em parceria com o Hospital Albert Einstein reduz taxa de cesárea em 8%

Estadão Conteúdo


Um projeto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement iniciado em março conseguiu reduzir em 8 % a taxa de cesarianas realizadas nos 42 hospitais públicos e privados participantes da iniciativa.

De acordo com balanço divulgado nesta terça-feira (27), o índice de parto cesáreo nessas unidades de saúde passou de 80,1% em 2014 para 72,8% em setembro deste ano. "Em seis meses, conseguimos, nesses hospitais, reverter o aumento de cesarianas que tivemos ao longo dos últimos dez anos", diz Martha Oliveira, diretora de desenvolvimento setorial da ANS.

Ela se refere à taxa de cesáreas realizadas na rede privada brasileira. Em 2005, 75,5% dos nascimentos ocorreram pelo parto cirúrgico. Em 2015, a taxa subiu para 85,5%.

A queda na taxa de cesarianas só foi observada, por enquanto, nos hospitais participantes do projeto-piloto, batizado de "Parto Adequado". Juntos, os 42 hospitais que integram o programa realizam 85 mil partos por ano, 6% do total feito no Brasil.

"A ideia é que após a conclusão do projeto, essas práticas sejam disseminadas para os demais hospitais", explica Martha. O projeto termina em setembro de 2016.

As principais operadoras do País, no entanto, já mostraram interesse em participar. Representantes de 35 empresas estiveram no evento desta terça para conhecer os primeiros resultados do projeto.

De acordo com Rita Sanchez, coordenadora da maternidade do Einstein e obstetra do projeto, foram implantados três conjuntos de medidas nos hospitais para tentar reverter as altas taxas de cesáreas. O primeiro foi propor melhorias na estrutura física e de recursos humanos das unidades de saúde.

"Tinha hospital sem espaço adequado para receber a gestante ou o acompanhante, ou então não tinha médico plantonista ou enfermeiras obstetras. Agora estão contratando esses profissionais. Essas mudanças são necessárias porque não adianta só aumentar o número de partos normais se não tiver segurança", diz ela.

Os outros dois pilares de medidas foi a capacitação e conscientização dos médicos, com revisão de literatura e cursos, e das gestantes. "Até o fim do projeto teremos 280 profissionais treinados no nosso centro de simulação realística que reproduz todas as situações de um parto", conta Rita.

Para Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Einstein e do projeto Parto Adequado, o engajamento da paciente é fundamental para o sucesso da iniciativa. "Não adiantaria a ANS baixar normas sem a mudança de cultura. Temos um grande desafio que é mostrar às gestantes os riscos da cesárea desnecessária, o quanto isso aumenta a chance de o bebê ir para a UTI neonatal, principalmente por problemas respiratórios, porque o pulmão dele ainda não está pronto", diz ele.

Para conscientizar as futuras mães sobre os benefícios do parto normal, o Einstein fez alterações no seu curso de gestante, com maior foco nos procedimentos do trabalho de parto, e colocou em sua maternidade cartazes com os direitos do bebê. "Muitas vezes percebemos que a cesárea é agendada por uma questão de conveniência de data para a família, e o bebê fica em segundo plano", afirma Neto.

(Com reportagem de Fabiana Cambricoli)


Fonte: Brasil Post

Obama: futebol feminino ensinou que 'jogar como menina' significar ser f*dona

De Rafael Nardini



Barack Obama é um presidente que ama o esporte. Nesta terça-feira (27), o presidente dos Estados Unidos foi até Chicago para acompanhar a vitória dos Bulls contra o Cleveland Cavaliers, de LeBron James.

Mais cedo, na Casa Branca, em Washington, ele fez as honras para receber a equipe feminina de futebol. O tradicional rito que leva os atletas campeões até a residência oficial do presidente.

Quebrando completamente qualquer tipo de rito burocrático, em seu discurso ao lado das atletas campeãs da Copa do Mundo do futebol feminino meses antes, Obama foi direto ao ponto:

"Este time ensinou para todas as crianças americanas que jogar como uma garota significa que você é fodona!", disse.

Depois completou, tentando amenizar... "Talvez não devesse ter usado essa. Jogar como uma garota significa que você é a melhor... (risos)"

As americanas foram campeãs mundiais, no Canadá, depois de golear o Japão por 5 a 2 na final.

Mas o presidente aproveitou para desejar boa sorte e cobrar - ainda que brincando - um bom desempenho na Olimpíada do ano que vem.

"Não poderíamos estar mais orgulhosos de vocês. Vamos trazer o ouro para casa no Rio!"

É esperar para ver.




Fonte: Brasil Post

'Esquadrão Suicida': Amanda Waller, personagem de Viola Davis, será a grande vilã do filme

De Caio Delcolli



A atriz Viola Davis é a grande vilã de Esquadrão Suicida, aguardado filme de super-vilões baseado nos quadrinhos da DC Comics.

Em recente entrevista à Empire, o diretor David Ayer fez a revelação. Disse que, em seu filme, haverá "o mal versus o mal", em vez do frequente maniqueísmo de produções hollywoodianas, e que a personagem de Davis, Amanda Waller, será a pior de todos.

Na trama de Esquadrão Suicida, um grupo de super-vilões é recrutado por uma agência secreta do governo dos Estados Unidos para resgatar algo valioso. Waller é a responsável pela operação.

Também entrevistada pela Empire, Davis comentou:

"Ela é implacável em sua vilania. Quando você a vê, não há nela algo que parece ser perigoso. O único poder dela é a inteligência e a completa falta de culpa".
Davis comentou também que leu um livro chamado Confessions of a Sociopath ("confissões de um sociopata", em português) para o papel. "Foi assustador, mas me ajudou bastante", disse a atriz.

Esquadrão Suicida estreia no Brasil em 4 de agosto de 2016.

Ok, a gente sabe são vários meses de espera, mas até lá, vale se divertir com o trailer:





Fonte: Brasil Post

Audiência pública discute liberação de veículos leves a diesel no Brasil

Maiana Diniz – Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

Os carros leves movidos a diesel, com fabricação atualmente proibida no Brasil, produzem 25% a menos de dióxido de carbono [CO²], porém são mais caros e a indústria automobilística brasileira, além de não ter investimentos nesta tecnologia, já investe no etanol, que também consome menos CO² que a gasolina.

Essas foram algumas das argumentações apresentadas em uma audiência pública hoje (28) na Câmara dos Deputados que reuniu representantes do setor automobilístico para debater o Projeto de Lei 1.013, de 2011, que trata da fabricação e venda de carros leves movidos a diesel no Brasil. Este tipo de automóvel está proibido desde 1976, quando o país enfrentou uma crise de petróleo e determinou que só poderiam ser fabricados e vendidos veículos a diesel com carga transportável superior a 1 tonelada.

Mario Massagardi, presidente da Aliança Pró-Veículos Diesel (Aprove Diesel), formada por empresas do setor de auto peças e sistemistas de tecnologia, diz que não existem justificativas para a proibição desse tipo de veículo no país.

Audiência na Câmara tratou do Projeto de Lei 1.013, de 2011, que trata da fabricação e venda de carros leves movidos a diesel no Brasil.Marcelo Camargo/Agência Brasil
Massagardi disse que em 2014 foram vendidos 10 milhões de carros a diesel no mundo e que, só na Europa, esse tipo de carro corresponde a 53% dos veículos vendidos no último ano. “O consumo de um carro a gasolina médio gira em torno de 20 quilômetros por litro [km/l], enquanto o de um à diesel é 25km/l, ao mesmo tempo em que gera 25% a menos de CO²”.

Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), reconheceu que a eficiência energética do diesel é superior a da gasolina, mas disse que o preço dos carros a diesel são, em média, 30% maiores. “Fizemos o calculo da diferença de preço. O consumidor leva de 12 a 18 anos para compensar o custo adicional.”

Segundo Moan, a Anfavea é contrária a liberação desses veículos no país. “Na Europa se usa o diesel principalmente para evitar a emissão do dióxido de carbono, mas aqui, no Brasil, já temos o etanol, que além de ser renovável, emite muito menos CO² que o óleo diesel. Outra questão é a da disponibilidade do diesel. Na matriz energética do Brasil, hoje não tem”, concluiu.

O diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen do Brasil, Antônio Megale, disse que  investir nesse tipo de motor requereria uma mudança radical nos rumos dos investimentos das empresas do setor, pois nos últimos anos, com incentivo do governo, as montadoras investiram grande volume de recursos no desenvolvimento de tecnologia nacional no etanol e nos carros modelo flex.

“Depende da posição do governo brasileiro sobre o tema. Temos convicção de que os veículos a diesel têm boa qualidade, mas o primeiro passo é o governo refletir sobre essa matriz energética e definir o que é melhor para o país, para o meio ambiente e para o acerto da balança comercial. Precisamos de visão a longo prazo para saber sobre a oferta de combustíveis no país”, disse.


Transporte público
O deputado Sarney Filho (PV/MA) discorda da liberação dos carros a diesel e defende que o Brasil deveria estar discutindo a melhoria do transporte público e coletivo no país, e não pensando em promover o transporte individual, especialmente de veículos que usam combustíveis fósseis.

“Nós temos que investir em veículos elétricos e transporte de massa, é nisso que precisamos investir”, disse. Para ele não faz sentido o Brasil trazer para o país uma tecnologia que não é nacional e que exige mais consumo de combustíveis fosseis, pois o país já tem a tecnologia nacional do etanol e dos carros flex.

Sarney Filho também criticou os incentivos que o país deu nos últimos anos para o transporte individual e defende mais investimentos em mobilidade urbana. “Nós tivemos a isenção de IPI para montadoras durante vários anos, por exemplo, isso sem nenhuma exigência de contrapartida, apenas para baratear e dar acesso a esses veículos. Isso é bom por um lado, mas por outro lado é ruim. Não há nenhuma cidade com mais de 500 mil habitantes no Brasil que não tenha problemas de mobilidade urbana.”

Governo admite que CPMF pode não ser exclusiva para Previdência

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


Arquivo/Agência  Brasil
O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou hoje (28) que impostos são sempre "antipáticos" para população, mas que o poder público precisa, muitas vezes, "convencer" as pessoas de que o conjunto de serviços prestado tem que ser financiado "de alguma forma".

Em entrevista à TV NBR, emissora do governo federal, o ministro disse que o governo concorda com a proposta dos prefeitos e governadores de aumentar a alíquota da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para 0,38%, para dividi-la com estados e municípios, e de repartir os recursos para bancar, além da Previdência, a saúde e a assistência social.

A proposta de emenda à Constituição que recria um imposto nos moldes da antiga CPMF foi enviada no mês passado ao Congresso Nacional com alíquota de 0,20%, destinada ao custeio da Previdência Social. Nos últimos dias, o governo tem conversado com entidades municipalistas para discutir o assunto.

De acordo com o ministro, o intuito do governo é contribuir para as finanças dos estados e municípios por meio de uma CPMF "repartida entre os três níveis da federação". Na semana passada, ele já havia admitido a possibilidade de financiamento para os demais entes.

"O que estamos propondo é que se estabeleça novamente essa proposta, que nós recolhemos de prefeitos e governadores, que a alíquota seja de 0,38%, que 0,09% seja objeto do Orçamento estadual e 0,09% dos municipais, de modo que tenhamos benefícios para o orçamento da Previdência, da saúde e da assistência social para União, estados e municípios", disse Berzoini.

Durante a entrevista, o ministro reconheceu que o sistema tributário do país não é "o mais justo", mas que o governo tem feito esforço para criar mais justiça tributária. "No Brasil, temos um sistema tributário que, na minha opinião, não é o mais justo do mundo. É pouco progressivo, tributa mais os pobres que os ricos", afirmou.

Berzoini disse ainda que impostos são "sempre antipáticos" e que empresários e trabalhadores sempre rejeitam qualquer ideia de aumento. "Muitas vezes, temos que convencer a população de que o conjunto de serviços prestados por estados, municípios e União tem que ser financiado de alguma forma."

Impeachment

O ministro classificou de "aventura golpista" as propostas de impeachment protocoladas na Câmara dos Deputados e disse que o governo tem de combater esses movimentos mostrando que a presidenta Dilma Rousseff é "uma pessoa honesta, íntegra e comprometida com o futuro do país".

"O impeachment é uma cláusula prevista na Constituição e não é, por si só, antidemocrático. Mas, da maneira como está sendo tratado no Brasil, me parece que beira a uma aventura golpista, porque não há a identificação de um fato para se buscar um impeachment", afirmou.

"O que há é o desejo de setores da oposição de promover a mudança do governo, [setores] que perderam as eleições recentemente, que criam toda sorte de ilações para tentar justificar um frágil pedido de impeachment", acrescentou o ministro.


ONU alerta para catástrofe se ataques persistirem entre Israel e Palestina

Da Agência Lusa

As Nações Unidas alertaram hoje (28) que a escalada de violência entre israelenses e palestinos vai levá-los a “uma catástrofe”, enquanto novos esfaqueamentos foram registrados na Cisjordânia.

Uma mulher israelense ficou ferida em um desses ataques. Um palestino que tentou esfaquear um soldado israelense foi morto a tiros em outro ataque, indicaram a polícia e o exército israelenses.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad Al-Hussein, disse que a mais recente escalada do conflito de seis décadas é “extremamente perigosa”.

“A violência entre palestinos e israelenses vai nos levar até mais perto do que nunca de uma catástrofe, se não for detida imediatamente”, frisou.

Em Washington, o secretário de Estado, John Kerry, afirmou que o derramamento de sangue “é mais uma indicação da loucura de acreditar que, de alguma forma, não vale a pena prosseguir os esforços para alcançar paz e reconciliação duradouras”. “A continuação da atual situação é simplesmente insustentável”, acrescentou.

Os líderes mundiais querem ressuscitar as negociações de paz entre israelenses e palestinos que fracassaram em abril de 2014, para impedir que um alastramento da violência possa conduzir a uma terceira intifada palestina.

Mas o presidente palestino, Mahmoud Abbas, declarou que “já não é útil desperdiçar tempo em negociações” e avisou que a continuação da violência poderá “matar a última réstia de esperança para a solução de paz seja assentada na coexistência de dois Estados”.

Abbas instou ainda a ONU “a criar um regime especial de proteção internacional para o povo palestino”.


Projeto Rural Sustentável vai beneficiar produtores da Amazônia e Mata Atlântica

Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O Projeto Rural Sustentável, que vai atender, especificamente, pequenos e médios produtores rurais da Amazônia e da Mata Atlântica, começou a operar hoje (28). Os produtores beneficiados terão mais facilidades de acesso a crédito para investimento em tecnologias agropecuárias e extrativistas de baixa emissão de carbono e conservadoras do meio ambiente.

Lançado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o projeto é resultado de parceria com o Departamento do Meio Ambiente, da Alimentação e dos Assuntos Rurais do Reino Unido, que doa US$ 26 milhões (em torno de R$ 102 milhões no câmbio de hoje) para execução nos próximos quatro anos.

O projeto tem apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco do Brasil (BB), que será responsável pelo repasse dos recursos e pelo monitoramento das ações financiadas, de acordo com o diretor de Agronegócios do banco, Clenio Severo Teribele.

A novidade no caso, diferentemente do crédito rural tradicional, é o “pagamento por resultado alcançado”, disse Severo. Por esse instrumento, o beneficiário só recebe os recursos contratados depois da constatação, pelo BB e pelo agente de assistência técnica do projeto, de que foram implantadas tecnologias de baixo carbono.

Como não há possibilidade de atender a todos, de acordo com a ministra Kátia Abreu, a meta é beneficiar 3.710 produtores de três estados da Amazônia (Mato Grosso, Pará e Rondônia) e de quatro estados da Mata Atlântica (Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul).

Hoje foi aberta a primeira chamada de propostas para os produtores dispostos a oferecer suas propriedades para unidades demonstrativas em sete municípios escolhidos para a fase piloto do projeto: Machadinho D’Oeste (RO), Marabá (PA), Alta Floresta (MT), Nilo Peçanha (BA), Teófilo Otoni (MG), Francisco Beltrão (PR) e Passo Fundo (RS).

Durante a solenidade também foi lançado o Portal Rural Sustentável, voltado para entidades técnicas envolvidas no projeto e entidades de ensino e pesquisa de ciências agrárias e sociais relacionadas ao meio rural.

STF: Justiça Federal deve julgar publicação de pornografia infantil na web

André Richter - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (28) que cabe à Justiça Federal julgar a publicação na internet de conteúdo pornográfico envolvendo menores da idade. Por maioria de votos, os ministros entenderam que os crime não podem ser processados pela Justiça Estadual, pelo fato de a disponibilização das imagens ocorrer de forma irrestrita na rede mundial de computadores, podendo ser acessada fora do país.

O caso foi decidido em um recurso no qual um acusado de divulgar material pornográfico envolvendo menores de idade alegava que a competência para julgar seu processo é da Justiça Estadual. A defesa do investigado sustentou que seus atos não implicaram em acesso das imagens fora do país e que as fotos estavam em um site hospedado em servidor no Brasil.  A decisão do Supremo deverá ser aplicada em 16 processos que estavam parados no Judiciário e aguardavam o pronunciamento do tribunal.




Correios vão oferecer novos serviços do governo federal aos cidadãos

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

As agências dos Correios vão passar a emitir documentos como quitação de dívidas, certidões públicas, passaportes e outros serviços públicos federais. O anúncio foi feito hoje (28), durante a Feira Futurecom 2015, em São Paulo, depois da assinatura de um termo de compromisso entre a Telebras, o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e os Correios, órgãos responsáveis pela estruturação do projeto.

A ideia é disponibilizar os serviços nas máquinas de autoatendimento (totens) disponíveis nas agências dos Correios em todo o país. O projeto piloto será implantado ainda este ano em duas agências de Brasília, a do edifício-sede e a do Setor Hoteleiro Sul. Inspirada nas agências do Poupatempo, do Rio de Janeiro e São Paulo, e do Na Hora, no Distrito Federal, a proposta vai agregar, inicialmente,  apenas serviços relativos ao governo federal, para depois incluir também serviços do governos municipais e estaduais.

Os Correios têm cerca de 6,4 mil agências próprias no país, distribuídas em todo território nacional. Ainda não há definição das próximas cidades que vão participar do projeto.

“Juntamos a rede da Telebras que está no Brasil todo, a inteligência da informação do Serpro e a presença nacional dos Correios”, destacou Wagner Pinheiro, presidente dos Correios. Ele ressaltou que a proposta é universalizar e dar capilaridade aos serviços federais, especialmente para setores excluídos da sociedade.
Jorge Bittar, presidente da Telebras, lembrou que parte dos serviços já está disponível na internet, mas nem todos os cidadãos conseguem acessá-los.

O presidente do Serpro, Marcos Mazoni, disse que a iniciativa é uma resposta às demandas por mais serviços públicos. “As pessoas querem mais qualidade do serviço público e temos certeza que isso se faz com uso intensivo de tecnologia da informação”, destacou. Os gestores não informaram os custos desta iniciativa, pois os valores ainda estão sendo levantados.