Portugal ajudará Espanha a combater incêndio

Da Agência Lusa

Portugal vai enviar nas próximas horas mais de 100 soldados e 30 veículos para ajudar no combate ao fogo florestal que atinge há três dias a província espanhola da Extremadura. Pelo menos 2.500 pessoas estão desabrigadas.

Três grupos de combate a incêndios serão deslocados para combater as chamas.

O fogo, que começou na quinta-feira na Sierra de Gata, já consumiu mais de 6.500 hectares e é combatido por centenas de bombeiros de várias regiões da Espanha, apoiados por 16 helicópteros e aviões de combate a incêndios.

Cerca de mil habitantes da aldeia de Hoyos deixaram hoje suas casas, juntando-se aos cerca de 1.400 retirados na sexta-feira de outras duas aldeias próximas, informou hoje o governo regional da Extremadura.

A causa do incêndio ainda não foi apurada, mas, segundo o chefe do governo regional, Guillermo Fernández Vara, “tudo parece indicar”  origem criminosa.
Segundo os bombeiros, o vento forte e em constante mudança de direção está dificultando a ação dos bombeiros.

Ex-presidente do Egito faz greve de fome na prisão

Da Agência Lusa

O ex-presidente do Egito, Mohamed Mursi, revelou hoje em um tribunal que está fazendo greve de fome, depois de ter sido alvo de "incidentes" dentro da prisão.

Numa mensagem de vídeo exibida durante uma sessão do tribunal e transmitida pela cadeia de televisão Al Jazeera, Morsi afirmou que não confia nas refeições que lhe são servidas, que já sofreu pelo menos cinco incidentes que puseram em causa a sua integridade física.

Mohamed Morsi foi deposto por um golpe militar no dia 3 de julho de 2013 e aguarda julgamento porque responde a vários processos.
Em junho, ele foi condenado à pena de morte, considerado culpado, juntamente com mais 108 pessoas, de ter ajudado na libertação de mais de 20 mil reclusos de três prisões egípcias em 2011.


Cinco funcionários da ONU estão entre os mortos em ataque a hotel no Mali

Da Agência Lusa Edição: Graça Adjuto

Cinco funcionários que trabalhavam para a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Mali estão entre os 12 mortos de um ataque com sequestro de reféns, em um hotel em Sevaré, no centro do país. A informação foi divulgada hoje (8) pela ONU.

O ataque ocorreu ontem, quando homens armados - supostos jihadistas - invadiram o hotel onde estavam instalados vários estrangeiros. As forças especiais do Mali combateram o ataque, mas 12 pessoas morreram na operação.

A informação da Minusma, a missão da ONU no Mali, é que entre os 12 mortos, cinco são funcionários de empresas subcontratadas pela organização no país: um malinês, um nepalês, um sul-africano e dois ucranianos.

Uma fonte do governo maliano informou, em comunicado, que sete pessoas ligadas ao assalto foram detidas.

Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento, mas as autoridades suspeitam do envolvimento de seguidores de Amadou Kouffa, um jihadista local próximo da Al Qaeda no Magrebe Islâmico.
O último atentado contra estrangeiros no Mali ocorreu em março, em um restaurante da capital, Bamako, e deixou cinco mortos, dois deles europeus.


Relator da OEA diz que regulação da mídia está atrasada na América Latina

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Os governos da América Latina tiveram pouco sucesso ao enfrentar a falta de pluralidade e de diversidade na mídia, ocasionada pela concentração dos meios de comunicação. A avaliação é do relator especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), Edison Lanza.

No Brasil para cumprir agenda com parlamentares e órgãos de governo, ele se reúne segunda-feira (10), em Brasília, com o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, e com o Assessor Regional de Comunicação eInformação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) para o Mercosul e Chile, Guilherme Canela.

 Lanza disse que a ausência de controle sobre a mídia na região, por anos, é uma das origens da falta de pluralidade e diversidade. Assim, com base em acordos internacionais para garantia da liberdade de expressão e de informação, ele defendeu a atuação dos estados, a contragosto de empresas do setor.

“Os meios de comunicação são veículos para o exercício de poder que, agora, se veem com razão muito forte de dizer: 'já tenho direito adquirido aqui, não me toque'”, avaliou. Porém, ponderou, “monopólios ou oligopólios privados ou públicos afetam a liberdade de expressão e é obrigação dos estados fomentar uma comunicação que tenha pluralidade de proprietários e vozes”.

Na região, o relator disse que grupos de mídia tentam polarizar o debate com falsas premissas, principalmente, depois de experiências regulatórias da Argentina, Equador e Uruguai.

No Brasil, a professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Suzy dos Santos, afirmou que os oligopólios e monopólios que tentam interditar o debate, alegando que a regulação é uma forma de censura, têm origem no “coronelismo eletrônico”. Segundo ela, no país as mesmas famílias que dominam a política são donas dos meios de comunicação. O efeito, avaliou, é a falta de diversidade de ideias na sociedade a invisibilidade de grupos sociais.

O relator da OEA destacou, ainda, que a regulação deve ser feita sob a perspectiva da democracia e dos direitos humanos, como na Europa e nos Estados Unidos. Nos países onde não há clima, sugere que os primeiros passos se deem por meio de políticas públicas.

“Uma lei [que regula a mídia] é ótima, mas há medidas parciais que podem ser tomadas por meio de atos administrativos como, por exemplo, a reserva de espectro para incluir rádios comunitárias [no dial] com facilidade para que consigam as concessões”, citou. Outra medida pode ser a “orientação para que as polícias e os ministérios públicos não reprimam aqueles que fazem uso da liberdade de expressão” como as rádios comunitárias.“A aplicação do direito penal nesses casos é condenada por ser desproporcional e desnecessária”, afirmou o relator.

Políticas para que a sociedade civil tenha condições de produzir e veicular informação própria também são fundamentais. Edison Lanza contou que, no Uruguai, seu país de origem, onde se aprovou recentemente uma lei para regular a mídia, a principal central sindical do país, ao receber um canal de televisão, avaliou que era caro mantê-lo e cogitou devolvê-lo ao governo.

À espera de mudanças no cenário nacional, um dos organizadores do evento com o representante da OEA, a organização Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social - não vê possibilidade de avanços na aprovação de um marco regulatório no Brasil, tampouco crê em medidas administrativas para enfrentar o monopólio de grupos que interditam o debate.

“Nossa cobrança é pelo que já pode ser feito”, disse Iara Moura, da coordenação executiva da entidade, sobre as leis que impedem a concessão de canais de rádio e televisão a políticos, por exemplo. “Atos administrativos requerem uma boa vontade que, atualmente, o governo brasileiro não tem”, frisou. “A criminalização das rádios comunitárias escancara isso”, completou.


Brasil conquista medalhas de ouro no primeiro dia do Parapan

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Brasil conquista medalhas de ouro no primeiro dia dos Jogos Parapan-Americanos 3448705_1.jpgJogos Parapan-Americanos de Toronto
As competições dos Jogos Prapan-Americanos começaram hoje (8) em Toronto, no Canadá, e o Brasil já conquistou quatro medalhas, três de ouro e uma de bronze. O primeiro ouro do Brasil veio do halterofilismo. A atleta, de apenas 1,29m, levantou 73 quilos (kg), bateu o recorde da competição e levou o primeiro lugar na categoria até 50 kg feminina.

Também no halterofilismo, na categoria até 54 kg, o atleta Luciano Dantas, o Montanha, levantou 138 kg e ficou com o bronze. A segunda medalha de ouro veio do ciclismo, quando o atleta Lauro Chaman venceu a prova de estrada, na categoria C4-5.

O Brasil também foi ouro na bocha, nos Pares BC4, vencendo o Canadá no tie-break após empate em 3 a 3. Nas duas primeiras rodadas dessa categoria, o Brasil venceu o México por 14 a 0 e a Argentina por 11 a 0.

Na bocha, na primeira rodada nos Pares BC3, o Brasil perdeu para a Colômbia por 3 a 7 e na segunda rodada, ganhou da Argentina por 8 a 1. Na primeira rodada por Equipe BC1 e BC2, a equipe brasileira venceu os Estados Unidos por 11 a 2 e na segunda, venceu a Argentina por 14 a 4.

Na categoria C4-5 do ciclismo de estrada, Soelito Gohr terminou em sétimo. Na categoria mista handbike, Jady Malavazzy terminou em quarto. No ciclismo classe tandem mista, Luciano da Rosa e Edson de Rezende (guia) chegaram em quarto e Marcia Fanhani e Mariane Ferreira em sétimo.

No goalball, o Brasil venceu a Argentina por 11 a 6 no torneio masculino e na primeira partida do futebol de sete, o Brasil venceu a Venezuela por 7 a 0. O próximo jogo será dia 10, contra a Argentina.

O Brasil também entrou em quadra hoje com o basquete masculino e feminino. As meninas do Brasil estrearam com vitória sobre o México por 58 a 31. No masculino, o Brasil derrotou Porto Rico por 114 a 40.

Com os resultados, o Brasil está em terceiro no quadro de medalhas, atrás da Colômbia, que tem nove, e dos Estados Unidos, que tem seis.


Fiscalização encontra cama de casal e eletrodomésticos em celas no Rio

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

A fiscalização do sistema prisional do estado, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), encontrou cama de casal, micro-ondas, geladeiras, entre outras regalias, nas celas de policiais militares (PMs) presos, na Unidade Prisional da Polícia Militar,

Após visita feita nesta semana, a juíza responsável pela fiscalização, da Vara de Execuções Penais do TJRJ, Daniela Barbosa Assumpção de Souza, determinou um prazo de 72 horas para a retirada dos aparelhos eletrodomésticos apreendidos. Sete policiais militares foram encaminhados à Corregedoria da Polícia Militar para prestar esclarecimentos. Foi fixado ainda prazo de 30 dias para a realização de reformas nas instalações da unidade prisional, visando à regularização das condições das celas dos 215 presos, entre oficiais e praças.

“Várias celas tinham cama de casal, paredes decoradas com pintura em textura e cortinas com bloqueadores de luz, impedindo que os seguranças fiscalizassem a movimentação dos presos”, revelou a juíza.

Também foram apreendidos R$ 3 mil em espécie, fornos de micro-ondas, além de produtos piratas, aparelhos celulares, carregadores, churrasqueira, engradados de refrigerantes e carnes, que estavam sendo preparadas para um churrasco para os presos. Foram suspensas, temporariamente, as visitas de familiares aos detentos, até que sejam criadas condições para a visita fora das celas. Também estão proibidas as autorizações para as visitas íntimas.

“As celas não podem ter bloqueios impedindo sua visibilidade e muito menos podem ser transformadas em suítes. Será aberto inquérito para a instauração dos procedimentos administrativos, com o objetivo de apurar os responsáveispela permissão das regalias. Além da apreensão dos aparelhos encontrados, a unidade deverá ser reformada, em um prazo de 30 dias, para retornar às condições de normalidade”, determinou a juíza, ao adiantar que as operações de fiscalização prosseguirão nas demais 55 unidades prisionais do estado.


Dilma confirma indicação de Janot para novo mandato na PGR

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Graça Adjuto

Dilma confirma indicação de Janot para novo mandato na PGR (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff confirmou hoje (8) a indicação do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para um novo mandato de dois anos à frente do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi informada ao próprio procurador-geral na manhã deste sábado, em reunião no Palácio do Alvorada, com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Após a reunião, Cardozo afirmou que a escolha da presidenta reflete respeito pela autonomia do MPF, que já havia aprovado a recondução do procurador-geral ao cargo.

Sobre as críticas de alguns investigados à atuação de Janot na condução da Operação Lava Jato, o ministro voltou a defender a autonomia do MPF e ressaltou que a Constituição garante liberdade investigatória aos que atuam nessa área.

“É evidente que nós não podemos jamais condenar pessoas sem que lhes seja assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa, também estabelecidos na Constituição. Mas as instituições do Brasil, na medida em que a Constituição estabelece essas prerrogativas, devem funcionar e funcionar com eficiência. E a autonomia é o que está assegurado na Constituição Federal", acrescentou Cardozo.

Na última quarta-feira (5), Rodrigo Janot foi eleito em primeiro lugar, com 799 votos, para elaboração de lista tríplice da Associação Nacional dos Procuradores da República.

A indicação deverá ser publicada no Diário Oficial da União.

O próximo passo é a aprovação da indicação pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo plenário do Senado. Em seguida, haverá a nomeação, por decreto presidencial, para a recondução ao cargo por mais dois anos.




Receita esclarece que não fiscaliza rascunho do Imposto de Renda

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

Uma ferramenta que facilita a vida de quem preenche a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física provocou preocupação em alguns contribuintes. Disponível na página da Receita Federal na internet e nos dispositivos móveis dos sistemas Android e iOS o rascunho da declaração trouxe receios em relação ao armazenamento das informações.

Segundo a Receita, contribuintes têm procurado o Fisco para saber se os dados preenchidos no rascunho são analisados antes mesmo do preenchimento da declaração. O Fisco nega, esclarecendo que as informações ficam armazenadas nos computadores, mas não são fiscalizadas.

“As informações do rascunho ficam armazenadas em uma nuvem. É um espaço que a Receita Federal destina nos servidores [computadores] para o contribuinte poder acessar o rascunho pelo computador pessoal ou pelos dispositivos móveis. Agora, o que está lá não interessa a gente. Só analisamos os dados a partir do momento em que o contribuinte entrega a declaração finalizada”, diz o subsecretário de Atendimento e Arrecadação da Receita, Carlos Roberto Occaso.

Usado pela primeira vez no ano passado e relançado este ano, o rascunho facilita a vida do contribuinte, que não precisa guardar documentos durante o ano inteiro e inserir os dados somente no período de entrega da declaração. Na prática, o rascunho funciona como um gerenciador fiscal, que permite o preenchimento gradual das informações, poupando tempo na hora de entregar a declaração do Imposto de Renda, em março e abril de cada ano.

O rascunho para a declaração de 2016 está disponível desde o fim de julho. O contribuinte pode usar a ferramenta até 28 de fevereiro. A partir de 1º de março, quando começa o prazo de entrega da declaração de 2016, o rascunho não poderá ser atualizado.

O contribuinte poderá apenas transferir os dados para o programa preenchedor da declaração. Segundo Occaso, em 2016, a Receita pretende lançar o rascunho da declaração de 2017 em 1º de maio, no dia seguinte ao fim do prazo de entrega das informações do Imposto de Renda.

Neste ano, o rascunho da declaração do Imposto de Renda trouxe novidades. O contribuinte pode importar as informações da declaração do ano anterior para o rascunho e pode informar doações. A ferramenta agora permite a declaração de rendimentos recebidos de pessoas físicas (indicando o CPF da fonte pagadora), de rendimentos com exigibilidade suspensa (discutidos na Justiça) e de rendimentos isentos de lucro na alienação de bens. Ao contrário do ano anterior, o contribuinte pode alterar a palavra-chave usada para entrar no rascunho.

Cardiologistas alertam para os problemas causados pelo colesterol alto

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

Considerado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como grave problema de saúde pública, o colesterol alto não tem sintomas, a menos que a situação seja grave. Hoje (8), quando é promovido o Dia de Combate ao Colesterol Elevado, voluntários da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Associação de Pacientes com Hipercolesterolemia Familiar estarão entre as 8h e as 16h no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, fazendo a medição da dosagem de colesterol e dando orientações sobre alimentação.

A campanha é voltada especialmente para quem tem hipercolesterolemia familiar, ou seja, quem tem o problema de colesterol alto por origem genética. Segundo a cardiologista Tânia Martinez, a doença faz com que os membros da família estejam sujeitos ao infarto precoce, que ocorre antes dos 30 anos e, em alguns casos, até na adolescência.

A especialista explica que, embora não haja estatísticas, a estimativa é que uma em cada 250 pessoas apresenta o problema que, se não identificado e tratado, provoca um número muito grande de mortes evitáveis, e principalmente entre os jovens.

Segundo a SBC, a boa notícia é que o tratamento de hipercolesterolemia familiar é fácil e muito eficiente e a identificação das famílias com a tendência genética também. Se em uma família há registro de duas ou mais pessoas que tiveram infarto, principalmente antes dos 40 anos, e se o pai e amãe de uma criança têm colesterol elevado e precisam de tratamento, é recomendável o acompanhamento do nível de colesterol dos filhos. Em muitos casos, é possível identificar o problema antes dos 10 anos.

“É muito importante que as pessoas com parentes que tenham tido infarto ou derrame em idade precoce e quem apresentam algum outro fator de risco, como pressão alta, tabagismo, que seja diabético, tenham o colesterol dosado”, aconselha Tânia. Se a doença for tratada precocemente, a pessoa tem grandes chances de levar uma vida normal e evitar infarto.

A médica esclarece que, embora a dieta possa ajudar, quando o problema é familiar geralmente é necessário tratamento com remédios. A preocupação com o consumo de  alimento como verduras, frutas, legumes e fibras e a recomendação de atividade física intensa sempre é importante.

O colesterol é um lipídio que auxilia no bom funcionamento do organismo, mas, em excesso, torna-se perigoso, sobretudo para os maiores de 60 anos, e pode causar doenças cardiovasculares, como infarto.

“Só quando o colesterol passa de uma concentração ideal é que começa a se depositar nas artérias. Começa a fazer umas estrias gordurosas e depois umas placas de gordura e ai as placas, dependendo da área do corpo, coração ou cérebro, promoverão eventos como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, angina”, explica Tânia.

Há dois tipos de colesterol: o “bom” (HDL) e o “ruim” (LDL). O consumo de fibra solúvel ajuda a reduzir a absorção de colesterol na corrente sanguínea. Esse tipo de fibra é encontrado na aveia, maçã, pera, ameixa e no feijão.

Peixes como truta, sardinha, atum, salmão, linguado, entre outros, são aliados contra o colesterol alto, pois contêm altos níveis de ômega-3, os ácidos gordos, que podem reduzir a pressão arterial e o risco de desenvolvimento de coágulos sanguíneos. Outros alimentos que ajudam a manter o bom colesterol e a evitar o mau são azeite e castanhas, iogurtes e suco de laranja.


Morre aos 86 anos, ex-chefe de polícia da ditadura Pinochet

Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil /EBC Edição: Beto Coura

O general Manuel Contreras – chefe da temida polícia secreta chilena, durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) – morreu na sexta-feira (7) a noite, sem ter jamais reconhecido sua participação na repressão. Desde o último dia 28 de julho, ele estava internado em um hospital militar, porque sofria de câncer do cólon e não reagia aos tratamentos.

Ele foi condenado a 526 anos de cadeia, pelos crimes na tortura, assassinato e desaparecimento de pessoas. Logo depois do golpe militar de 1973, que derrubou o governo do presidente Salvador Allende e inaugurou 17 anos de ditadura, Contreras assumiu o comando da Direção de Inteligência Nacional do Chile (Dina).

Segundo os organismos de Direitos Humanos, a polícia secreta foi responsável pela execução de 1.500 opositores. Mas o general atuava além das fronteiras chilenas. Ele é considerado o arquiteto da Operação Condor – um plano de cooperação com as ditaduras dos países vizinhos (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai), para perseguir e eliminar opositores.

A Dina começou a ser questionada em 1976, depois que o ex-chanceler chileno Orlando Letelier e sua assistente norte-americana Ronni Moffit, morreram em um atentado em Washington, executado por agentes da repressão.

Por pressão dos Estados Unidos, Contreras se afastou da Dina dois anos depois, mas só foi julgado pelo assassinato de Letelier em 1993 – três anos depois da saída de Pinochet. O general – que conquistou fama internacional como um dos maiores repressores da ditadura chilena – será enterrado sem honras militares.


Pezão: Legalização das drogas não vai acabar com violência do tráfico

Da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou hoje (7) que, enquanto houver consumidores, a violência gerada pelo tráfico de drogas vai continuar. Pezão disse também que não acredita na legalização do uso de entorpecentes como solução para o problema. O governador fez as declarações durante a inauguração da Nova Avenida do Contorno, em Niterói.

"A polícia está trabalhando e enfrentando a marginalidade, mas, enquanto houver consumo, as pessoas procurando a droga e se viciando, vai ter a guerra pelo tráfico. A boca de fumo dá muito dinheiro: uma boca de fumo da Rocinha dá R$ 2 milhões por semana. Não é trivial ter R$ 100 milhões no faturamento sem colher imposto, sem nada, dentro da zona sul do Rio de Janeiro. Então, essa guerra vai continuar, infelizmente", disse o governador.

De acordo com Pezão, o Rio não está preparado para discutir a legalização das drogas. "Não acredito que seja o melhor caminho agora. Tenho visto alguns países que liberaram a maconha recuando. A própria Holanda tem hoje muita gente defendendo o recuo, por causa de pessoas que partiram para drogas mais pesadas. Alguns locais estão discutindo muito essa liberação e eu acho que, hoje, não estamos preparados. A cultura do crime, da droga, foi há 30, 40 anos instalada dentro dessas comunidades, muito perto do asfalto; então, sinceramente, não sou favorável a essa liberação das drogas."

A Nova Avenida do Contorno, um dos principais eixos viários da região metropolitana do Rio, vai beneficiar diariamente mais de 99 mil veículos, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres. O trecho inaugurado hoje, de 2,2 quilômetros, melhorará a mobilidade no transporte, o acesso à Ponte Rio-Niterói e a circulação entre as duas cidades e outros municípios da região metropolitana, como São Gonçalo. A obra, iniciada em 2013, teve investimento de R$ 90 milhões e gerou cerca de 250 empregos.

"Estamos solucionando um gargalo histórico na região metropolitana, que deu muito trabalho e precisou de muito esforço dos governos”, disse o secretário de Obras do estado, Carlos Roberto Osório.


Papa pergunta a jovem brasileira quem foi melhor: Pelé ou Maradona?

Da Agência Brasil* Edição: Nádia Franco

Resposta de Ana Carolina faz o papa sorrirEttore Ferrari/EPA/Agência Lusa/Direitos Reservados
O papa Francisco quis saber hoje (7) de uma jovem brasileira quem foi melhor no futebol: Pelé ou o argentino Diego Maradona, seu conterrâneo. A paulista Ana Carolina Cruz, de 19 anos, prontamente respondeu “Pelé”, arrancando uma risada do pontífice. “Lógico, sou brasileira, né?”, disse Ana Carolina em entrevista à Rádio Vaticano.

A jovem foi selecionada para fazer uma pergunta ao papa durante o encontro do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ) que reuniu hoje no Vaticano 2 mil representantes jovens de diversas partes do mundo.

A pergunta da brasileira foi sobre a dificuldade do papa em sua missão apostólica. Segundo Ana Carolina, a dúvida surgiu porque ela tem dificuldades para agregar jovens ao movimento ao Movimento Eucarístico no Brasil. “[A resposta do papa] foi uma resposta em que ele, além de responder totalmente ao que perguntei, me motivou mais ainda a continuar, mesmo que seja difícil”, disse Ana Carolina.

*Com informações da Rádio Vaticano

Forças Armadas reforçarão segurança dos Jogos Olímpicos com 38 mil militares

Da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Cerca de 38 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão reforçar a segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, informou hoje (7) o Ministério da Defesa. No Rio de Janeiro, serão mobilizados 20 mil homens, além de 18 mil militares em Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Salvador e São Paulo, que receberão jogos de futebol.

A operação deve custar, ao todo, R$ 580 milhões, valor aplicado desde o ano passado, conforme o ministério. O custo total é menor que o gasto na Copa do Mundo de 2014 pela Defesa (R$ 709 milhões), já que algumas estruturas do torneio devem ser aproveitadas nas Olímpiadas.

“A Defesa é responsável pelo espaço aéreo, pelo espaço marítimo, pelas áreas contra terrorismo e pela área de controle de estruturas estratégicas – como energia e torres de transmissão, segurança cibernética”, explicou o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi. O policiamento nas ruas cabe à Polícia Militar.

Segundo o ministério, mais de 15 mil atletas de 205 países vão participar dos Jogos, que começam em agosto do ano que vem. A pasta diz que cerca de 100 autoridades estrangeiras deverão passar pelo Brasil durante os eventos.

As Forças Armadas vão atuar na segurança de 65 modalidades, 44 eventos-teste e quatro cerimônias. Também está previsto o monitoramento da passagem da tocha olímpica por 300 cidades do país, que vai começar em 3 de maio de 2016 e deve durar 100 dias.

De Nardi disse que não descarta a possibilidade de atentado terrorista durante os Jogos. “A minha grande preocupação é de um lobo solitário. Esse, nem os Estados Unidos conseguem interceptar. E a Olimpíada tem esse viés”, afirmou o general. Ele destacou a necessidade de integração entre a Polícia Federal, a Interpol e as forças de segurança de outros países para o sucesso dos Jogos.

“Pela experiência que nós temos dos grandes eventos, estamos em condições de fazer o melhor e termos a melhor Olimpíadas dos últimos tempos”, finalizou De Nadai.

Festivais de Amsterdã e Copenhague vão avaliar 20 documentários brasileiros

Paulo Virgílio -Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) divulgou hoje (7) a lista de filmes selecionados pelos curadores do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) e do Festival Internacional de Documentários de Copenhague (CPH:DOX) para a segunda etapa da 12ª edição do Programa Encontros com o Cinema Brasileiro, num total de 20 películas, duas das quais para os dois eventos.

Para o evento na capital da Holanda, foram selecionados dez filmes, enquanto o curador do CPH:DOX, na capital da Dinamarca, vai avaliar 12 documentários brasileiros. Os longas selecionados pelas duas curadorias são Carregador 1118, de Eduardo Consommi e Rodrigo T. Marques, e O que eu Poderia ser se eu Fosse, de Bruno Jorge.

Ao contrário do que vem ocorrendo em outras etapas do programa da Ancine, desta vez os curadores não virão ao Brasil para ver os filmes. Segundo a agência, a avaliação será feita pessoalmente por cada um dos curadores, em seus próprios países, mas os filmes enviados a eles foram dispensados dos custos de inscrição nos dois eventos.

Na lista de filmes a serem analisados pelo representante do IDFA, que ocorre de 18 a 29 de novembro, estão ainda A Grande Nuvem Cinza, de Marcelo Munhoz; Corpo vodu, de Will Martins; Eu Sou Carlos Imperial, de Renato Terra e Ricardo Callil; Jonas e o Circo sem Lona, de Paula Gomes; Olhar iIstigado, de Chico Gomes; Orestes, de Rodrigo Siqueira, e Um Filme de Cinema, de Walter Carvalho.

A seleção feita pelo curador do festival dinamarquês, que será realizado de 5 a 15 de novembro, inclui mais 10 títulos. São eles: 5 Vezes Chico, de Gustavo Spolidoro, Ana Rieper, Camilo Cavalcante, Eduardo Goldenstein e Eduardo Nunes; Banco Imobiliário, de Miguel Antunes Ramos; Em Três Atos, de Lucia Murat; Flutuantes, de Rodrigo Savastano; Largou as Botas e Mergulhou no Céu, de Bruno Graziano; A Longa Espera, de Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel; Mestiço, o Novo Ritmo do Brasil, de Leandro Lehart; NK+EP, de Leonardo Luiz Ferreira; A Noite Escura da Alma, de Henrique Dantas, e Vilanova Artigas: O Arquiteto e a Luz, de Laura Artigas e Pedro Gorski.

Iniciativa da Ancine em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, o programa Encontros com o Cinema Brasileiro já trouxe ao país curadores de consagrados festivais internacionais de cinema, como os de Cannes, na França, Veneza, na Itália, Berlim, na Alemanha, San Sebastián, na Espanha, Sundance, nos Estados Unidos, e Locarno, na Suíça. Segundo a Ancine, os encontros promovidos pelo programa são planejados de acordo com o calendário de realização dos festivais, com o objetivo de aumentar as chances de participação dos filmes brasileiros.


Dilma reúne-se domingo com Temer e ministros da coordenação política

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

A presidenta Dilma Rousseff marcou para este domingo (9) à noite a reunião de coordenação política. O encontro, que costuma ocorrer todas as segundas-feiras, desta vez foi adiantado em decorrência da viagem que Dilma fará segunda-feira (10) a São Luís.

A reunião está marcada para as 19h, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência. Além do vice-presidente Michel Temer, participam ministros do governo de diferentes partidos, como tradicionalmente ocorre nas reuniões semanais promovidas pela presidenta.

Ontem (6) ela se encontrou com ministros do PT e pediu que reforçassem o papel de articulação com o Congresso Nacional que tem sido desempenhado por Temer.

Na capital maranhense, Dilma vai entregar unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Petistas fazem ato de repúdio a atentado ao Instituto Lula em São Paulo

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg

Da janela do Instituto Lula, o ex-presidente joga rosas para militantes Daniel Mello/Agência Brasil
Militantes do PT, sindicalistas e integrantes de movimentos sociais fizeram hoje (7) um ato de repúdio ao atentado sofrido pelo Instituto Lula na noite de quinta-feira (30), quando um artefato explosivo foi arremessado contra o portão da instituição, de dentro de um carro.

Ninguém ficou ferido, e ainda não foram apontados suspeitos pela ação. Em março, o Diretório Municipal do PT em São Paulo também foi alvo de um ataque a bomba. Duas semanas antes, a sede do partido em Jundiaí, na região metropolitana da capital, havia sido incendiada.

Os manifestantes se reuniram em frente ao instituto, que fica no bairro do Ipiranga, zona sul paulistana. Para o secretário municipal de Relações Governamentais de São Paulo, Alexandre Padilha, o ataque foi um ato terrorista: “O gesto de hoje é um repúdio a atentados terroristas, a manifestações de ódio e intolerância, que não fazem bem para a democracia”, ressaltou. Padilha enfatizou que o protesto também cobrava elucidação do crime. “É um gesto para cobrar punição para os responsáveis por esse atentado.”

Ao chegar, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ovacionado pelos militantes, que se esforçavam para se aproximar dele e tirar fotos. Da janela do instituto, Lula jogou rosas aos manifestantes e agradeceu o apoio.

Militante petista há 34 anos, a administradora Joana Solitari disse que existe um movimento que tenta apartar o partido do poder. “Foi muita luta, muita batalha para a gente chegar aqui. E agora querem tirar a gente de tudo quanto é forma. Porque o PT está com o povo e eles acham que quem está com o povo está sempre errado”, afirmou.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a posição dos partidos oposicionistas em relação às ações de intolerância. “Não vi uma declaração de nenhuma liderança [da oposição] contra esse atentado aqui, contra o ex-presidente da República. Eles estão compactuando com setores que flertam com o fascismo e não estão se diferenciando. As próprias passeatas têm setores pedindo a volta da ditadura militar”, disse Lindberg, em referência aos protestos contra a presidenta Dilma Rousseff em que houve presença de grupos favoráveis ao regime autoritário.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que tem críticas à política econômica do governo. Para ele, o ajuste deveria se iniciar pelo próprio governo, pelos empresários e, em último caso, chegar aos trabalhadores. "Mas nós começamos pelos trabalhadores”, reclamou. Patah disse, porém, que apoia a presidenta Dilma Rousseff e criticou a estratégia de alguns grupos de oposição. “Nós temos que buscar alternativas de governabilidade. Porque tem aqueles do quanto pior melhor, de uma certa forma, expressando opiniões odiosas que não levam a lugar nenhum.”


"Ninguém vai tirar a legitimidade que o voto me deu", afirma Dilma

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Em discurso durante a entrega de 747 unidades do Prorama Minha Casa, Minha Vida, em Boa Vista, Dilma disse que respeita a democracia e prometeu honrar o voto que recebeu da populaçãoDivulgação/Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7), em Boa Vista, durante cerimônia de entrega de 747 casas do Programa Minha Casa, Minha Vida, que respeita a democracia no Brasil, que sabe o que é viver numa ditadura e que sabe suportar pressões. "Por isso, eu respeito a democracia e o voto. Podem ter certeza que, além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram. A primeira característica de quem honra o voto que lhe deram é saber que ele é a fonte da minha legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu".

No discurso, ela afirmou ainda  que se dedicará, “com grande empenho” nos próximos meses e anos do mandato, a “assegurar a estabilidade política” do país.

No pronunciamento, a presidenta reconheceu que o Brasil passa por dificuldades e concordou que falta muita coisa para ser feita. Para Dilma, o país hoje é “robusto”, tem reservas internacionais e avançou muito ao tirar milhões de pessoas da pobreza extrema e transformar a sociedade brasileira.

“Antes, a gente era, principalmente, país só de pessoas bem pobres. Hoje, somos país de classe média. Podem ter certeza de que me dedicarei, dia e noite, hora por hora, a garantir que o país saia o mais rápido possível de suas dificuldades”, acrescentou a presidenta.

Democracia

Sobre a proposta do PSDB e do DEM, que ontem (6) defenderam novas eleições, Dilma disse que, ao longo da vida, passou muitos momentos difíceis. "Então, sou uma pessoa que aguenta pressão, que aguenta ameaça. Aliás, sobrevivi a grandes ameaças à minha própria vida. O Brasil hoje pode ser muito diferente daquele em que tive de enfrentar as temíveis dificuldades. O país hoje é uma democracia, que respeita, sobretudo, uma eleição direta pelo voto popular.”

“Eu respeito a democracia do meu país. Sei o que é viver numa ditadura. Por isso, respeito a democracia e o voto. E podem ter certeza de que, além de respeitar, honrarei o voto que me deram. A primeira característica de quem honra o voto é saber que é ele a fonte da minha legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu.”

A presidenta também falou sobre a necessidade de dedicação pela estabilidade “institucional, econômica, política e social” do Brasil, que tem uma democracia em que se deve respeito aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

“Sei que tem brasileiros sofrendo. Por isso, me comprometo a trabalhar diuturnamente. A gente tem horário de serviço um pouco longo, mas acho que é minha obrigação, meu dever. Além disso, me comprometo também a contribuir e me esforçar pela estabilidade. Me disponho a trabalhar incansavelmente para assegurar a estabilidade política do país. Quero dizer que me dedicarei com grande empenho a isso nos próximos meses e anos do meu mandato.”

A presidenta participou da entrega de 747 moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida na capital de Roraima. As unidades habitacionais fazem parte dos residenciais Pérola VI e VII e Ajuricaba. Ao todo, R$ 46 milhões foram investidos na infraestrutura e implantação rede de transporte público, escolas, creches e centro de saúde. As casas são destinadas a pessoas com renda familiar de até R$ 1,6 mil.


Temer nega que deixará articulação política do governo

Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

O vice-presidente da República, Michel Temer, negou hoje (7) que esteja deixando a articulação política do governo. “São infundados os boatos de que deixei a articulação política. Continuo. Tenho responsabilidades com meu país e com a presidente Dilma”, escreveu o vice-presidente em sua conta no Twitter.

A informação de que o vice-presidente estaria deixando o comando da articulação do governo com o Congresso Nacional, função que assumiu em abril deste ano, foi publicada no serviço em tempo real do jornal Valor Econômico. De acordo com a reportagem, Temer teria comunicado sua intenção de deixar o cargo durante conversa que teve com a presidenta Dilma Rousseff na quinta-feira (9).

Lançados novos manuais de Comunicação para projetos do Fazcultura e Fundo de Cultura


A Secretaria de Cultura do Estado (Secult) lançou os novos Manuais de Comunicação e Identidade Visual para projetos patrocinados pelo Fazcultura e apoiados financeiramente pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). As publicações apresentam as novas marcas dos mecanismos de fomento, que devem substituir as anteriores, a partir de agora, nas peças de comunicação, produtos culturais, espetáculos, atividades, releases, sites e perfis em redes sociais dos projetos apoiados.

Além das orientações gerais para o uso das marcas, os manuais trazem orientações para a citação do FCBA e do Fazcultura em releases, eventos e peças que demandem locução. As publicações estão disponíveis no site da Secult. Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é administrado pelas secretarias estaduais da Cultura e da Fazenda (Sefaz-BA). O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito publico ou privado. Os manuais podem ser acessados no link do sites da Secult.

As propostas financiadas pelo FCBA são preferencialmente aquelas que, apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O Fundo está estruturado em quatro linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação - Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos, Eventos Culturais Calendarizados, Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.

O Fazcultura é resultado da parceria entre a Secult e a Sefaz-BA, com o objetivo de promover ações de patrocínio cultural, por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas.

Secom Bahia

Cônsul geral dos Estados Unidos visita a Fundação Pedro Calmon


Cônsul geral dos Estados Unidos visita a Fundação Pedro Calmon
A parceria entre a Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado e o Consulado Geral dos Estados Unidos (no Rio de Janeiro) ganhou mais força na tarde desta quinta (6) com a visita do cônsul geral, James Story, ao diretor geral da Fundação, Zulu Araújo. Em reunião, foram discutidas propostas de intercâmbio e a colaboração do Consulado nos projetos da instituição, dentre eles o Fórum do Pensamento Crítico. Estavam presentes a cônsul e diretora da Seção Imprensa, Educação e Cultura do Consulado, Jessica Simon, o chefe de gabinete e o assessor chefe da Fundação, Ary da Mata e Marinho Soares, respectivamente, e a diretora da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, Mariângela Nogueira.

Em parceria com o Consulado, a Fundação Pedro Calmon trará para o Brasil, em novembro, a exposição do linguista Lorenzo Turner, que reúne artefatos, fotografias e gravações inéditas de cantigas, rezas e toques entoados nos candomblés da Bahia em 1940. O diretor Zulu Araújo falou da importância desta exposição para a Bahia. “Para nós é uma honra poder receber este rico acervo de Turner, tanto do ponto de vista acadêmico como histórico, pois são raros os registros que se têm da religiosidade afro-brasileira deste período”.

Para o cônsul, é fundamental que se busque mais oportunidades de troca entre os países por meio da cultura. “É necessário que busquemos levar a cultura afro-brasileira para os EUA e ampliar o acesso ao inglês aqui no país, em especial ampliar o trabalho dos jovens embaixadores no Brasil”, frisou Jimmy, que é diplomata de carreira e já atuou em São Paulo, como Cônsul Geral Adjunto, além de Brasília, também cumprindo funções para o Departamento de Estado dos EUA, que integra desde 1998.

Acervo americano

O Consulado Geral dos Estados Unidos mantém, em Salvador, o projeto American Corner, também chamado Espaço Benjamin Franklin, na Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Costa Azul), unidade da Fundação. O American Corner é um centro de referência da cultura norte-americana, reunindo um acervo de cerca de dois mil títulos, incluindo material audiovisual com informações sobre a cultura e literatura dos EUA. O Corner também é um ponto de intercâmbio, congregando palestras, grupos de discussão, programas eletrônicos interativos, encontros, exposições e demais atividades para divulgar o tema.

Combate à discriminação racial

Ainda na quinta-feira (6), o cônsul esteve reunido com a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), Vera Lúcia Barbosa, e dirigentes governamentais, além de representantes do movimento negro e organizações sociais, no Hotel Sheraton, em Salvador.

No âmbito das parcerias e cooperações construídas para eliminação da discriminação racial e étnica, o Estado da Bahia possui um Memorando de Entendimento com o Governo do Condado de Fulton (Geórgia, EUA), onde são firmados compromissos de colaboração bilateral visando a promoção de políticas com foco na ampliação de oportunidades, principalmente nas áreas da educação, saúde, cultura, comunicação, justiça ambiental e segurança pública, além do turismo e negócios.

Secom Bahia

Jogos Parapan-Americanos de Toronto começam hoje com 272 atletas brasileiros

Da Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Os Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá, começam nesta sexta-feira (7). A cerimônia de abertura será no estádio CIBC Parapan Am Athletics Stadium, na Universidade de York, às 19h do horário local (20h de Brasília). O evento vai até o dia 15.

Nesta edição, o Brasil disputará o Parapan com a maior delegação da competição, com 272 paratletas. As maiores delegações são do atletismo, com 50 atletas, seguido da natação, com 40, e do tênis de mesa, com 28.

A velocista Terezinha Guilhermina, que é cega, será a porta-bandeira brasileira na cerimônia de abertura dos jogos, acompanhada do guia Guilherme Santana.

Nas últimas edições do Parapan, o Brasil foi líder do quadro de medalhas em Guadalajara, no México, em 2011, e no Rio de Janeiro, em 2007. Em Toronto, a expectativa dos brasileiros é repetir o primeiro lugar.

Os atletas paralímpicos já estão instalados na Vila Olímpica, em Toronto. São 1,6 mil competidores de 28 países.


Jihadistas executaram mais de 2 mil pessoas na cidade iraquiana de Mossul

Da Agência Lusa

O grupo Estado Islâmico executou mais de 2 mil pessoas na região de Mossul, no Norte do Iraque, desde junho de 2014, quando a segunda cidade mais importante do país foi conquistada pela organização jihadista, informaram hoje (7) fontes locais.

Em comunicado divulgado hoje, o presidente do Parlamento, Salim Al Joubouri, informou “a execução de mais de 2 mil cidadãos pela organização terrorista Daesh [nome árabe do Estado Islâmico]”.

Os nomes das pessoas foram inscritos em uma lista compilada pelo grupo radical sunita. Alguns nomes foram exibidos em uma parede de uma unidade local do Ministério de Saúde iraquiano, relataram testemunhas.

Fontes locais afirmaram que as vítimas que incluídas na lista foram acusadas pelo Estado Islâmico “de promover ideias que distorcem o Islã”.

O grupo extremista controla grande parte da província de Nineveh, da qual Mossul é a capital.


Ministério das Cidades lança manual de instruções para o Minha Casa, Minha Vida

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo

O programa é destinado a famílias com renda mensal bruta de até R$1,6 milTomaz Silva/Agência Brasil
O Ministério das Cidades publicou no Diário Oficial da União de hoje (7) o manual de instruções para a seleção de beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, no âmbito do Programa Nacional de Habitação Urbana.

Presente em mais de 900 municípios com população acima de 50 mil habitantes, o programa é destinado a famílias com renda mensal bruta até R$ 1,6 mil, cadastradas e indicadas pelos municípios participantes.

Para participar do programa, as prefeituras devem firmar o termo de adesão com o ministério. Já as construtoras interessadas em participar do Minha Casa, Minha Vida devem apresentar projeto aos entes públicos – no caso, estados, Distrito Federal e municípios – ou diretamente ao Banco do Brasil.

No manual publicado hoje, há informações sobre como as operações relacionadas às cotas no Fundo de Arrendamento Residencial devem ser feitas. São apresentados também os critérios de seleção dos candidatos ao benefício, o que inclui, entre outros, os itens que definem o perfil de candidatos a residências financiadas por meio do programa.

O documento mostra como serão feitas a apresentação da relação dos candidatos e a verificação das informações apresentadas, bem como a publicação do resultado da seleção, além de descrever como as operações com recursos transferidos ao Fundo de Desenvolvimento Social devem ser feitas.

O programa financia imóveis populares para famílias de baixa renda, com subsídio de até 95% do valor. De acordo com o Ministério das Cidades, desde que foi criado, em 2009, o programa já beneficiou mais de 9,2 milhões de pessoas, com a entrega de 2,3 milhões de moradias em todo o país. Há, no momento, mais 1,5 milhão de residências em construção.

No dia 5 de agosto, a presidenta Dilma Rousseff anunciou que 3 milhões de unidades habitacionais serão contratadas na nova fase do programa, que tem início no dia 10 de setembro. Segundo ela, não há hipótese de o programa acabar em decorrência das dificuldades econômicas do país.

Conselho de Segurança aprova investigação sobre uso de armas químicas na Síria

Da Agência Lusa

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou hoje (7) por unanimidade a criação de um grupo de peritos para investigar os responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria.

A Rússia, aliada de Bashar Al Assad, votou favoravelmente à resolução, ao lado dos outros quatro membros permanentes – Estados Unidos, China França e Reino Unido – e dos dez não permanentes.

A resolução cria um “mecanismo conjunto de investigação” composto por especialistas das Nações Unidas e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).

A comissão deve ser formada no prazo de 20 dias e terá mandato de um ano, prorrogável pelo Conselho por meio de nova resolução. O prazo para publicação do primeiro relatório é de 90 dias, após o início das investigações.

Segundo o texto da resolução, a missão dos peritos é identificar, tanto quanto possível, indivíduos, entidades, grupos e governos responsáveis pela organização, patrocínio ou realização dos ataques com gás de cloro.

O governo sírio é obrigado a “cooperar plenamente” com a comissão, fornecendo “qualquer informação pertinente” e permitindo o acesso ao local dos ataques para o recolhimento de amostras e depoimentos de testemunhas.

Após a votação, os embaixadores dos Estados Unidos, Samantha Power, e da Rússia, Vitali Tchurkin, congratularam-se com a rara demonstração de unidade do Conselho de Segurança, paralisado pelas divisões entre os membros permanentes em relação à Síria.

Samantha Power disse que há expectativa de que “esta unidade se manifeste igualmente para encontrar urgentemente uma solução política” para o conflito. Tchurkin, por sua vez, considerou a decisão “um bom exemplo da vontade de cooperar e da perseverança para chegar a um bom resultado”.

Contrariamente aos Estados Unidos, o Reino Unido e a França, que responsabilizam o regime sírio, a Rússia considera não haver provas irrefutáveis da responsabilidade de Damasco pelo uso de armas químicas.

Número de mortos em atentado na capital do Afeganistão chega a 15

Da Agência Lusa Edição: Juliana Andrade

O número de mortos no atentado com um caminhão-bomba ocorrido hoje (7) em Cabul subiu para 15, informou um porta-voz da Presidência do Afeganistão, Sayed Zafar Hashemi. Mais de 240 pessoas ficaram feridas no ataque, entre elas 47 mulheres e 33 crianças, disse Hashemi à agência France-Presse.

Segundo comunicado da presidência afegã, o chefe de Estado, Ashraf Ghani, visitou os feridos no ataque, que estão recebendo cuidados médicos em um hospital gerido pela organização não governamental (ONG) italiana Emergency a Kaboul.

O elevado número de feridos deve-se ao fato de o ataque ter ocorrido em uma zona residencial a leste de Cabul. A forte explosão quebrou as janelas de várias casas, ferindo moradores que estavam dormindo no momento do ataque, que ocorreu nas primeiras horas desta sexta-feira.

A força da explosão deixou uma enorme cratera na estrada, com uma profundidade de cerca de 10 metros, tendo ainda danificado diversos edifícios nas imediações.

Nenhum grupo reivindicou, até o momento, a autoria do ataque, ocorrido em um momento em que os rebeldes islâmicos afegãos têm feito diversos atentados, apesar das divergências sobre a transição de poderes no movimento talibã.

Os insurgentes anunciaram há uma semana a nomeação do líder mulá Akhtar Mansur, antigo colaborador do mulá Omar, cuja morte foi anunciada em 29 de julho, para a liderança do movimento. Porém, a designação de Mansur não tem obtido consenso, com várias vozes criticando a nomeação e questionando a legitimidade dele para assumir o posto de “comandante dos fiéis”.


ONU pede à França plano de emergência para migrantes de Calais

Da Agência Lusa

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu hoje (7) à França para apresentar um plano global de “emergência civil” para criar acomodação digna para os milhares de migrantes acampados em Calais, no Norte do país, na esperança de conseguirem viajar para o Reino Unido.

O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) advertiu, por outro lado, que um reforço das medidas de segurança no Canal da Mancha apenas levará os migrantes que tentam atravessá-lo a correr riscos maiores.

“Vamos tratar isso como uma emergência civil”, disse Vincent Cochetel, chefe da Divisão Europa do Acnur, depois de ressaltar que o Alto Comissariado pede há um ano uma “resposta urgente, abrangente e sustentável” para o agravamento da crise migratória.

Cochetel destacou que um plano de emergência civil é uma resposta apenas parcial para o problema, mas que pode ser facilmente aplicada desde que haja vontade política. “Esta é uma situação gerenciável”, disse ele.

Cerca de 3 mil migrantes e refugiados, muitos deles fugidos de conflitos e perseguições em países como a Síria, a Líbia e a Eritreia, estão acampados em Calais à espera de uma oportunidade para passar para o Reino Unido em "condições terríveis", segundo descrição de Cochetel.

O Acnur manifestou também preocupação com o crescente número de mortes de pessoas que arriscam a vida ao tentarem passar o túnel sob o canal – foram mais de dez desde o início de junho.

Cochetel sublinhou que tanto o governo britânico quanto o francês têm se oposto à construção de um centro de acolhimento em Calais por recear que se torne um atrativo para mais migrantes. Ele salientou, no entanto, que esse receio não os isenta da responsabilidade de encontrar uma solução adequada. Para o chefe do Acnur, a França poderia transformar algumas das suas muitas instalações militares em centros de acolhimento.

O Acnur pediu também ao governo francês para resolver os “atuais significativos atrasos” na resposta aos pedidos de asilo, com uma espera de sete meses para que um pedido seja simplesmente registrado em Calais e mais meses de espera por um local de acolhimento.

O Alto Comissariado criticou igualmente a falta de cooperação das autoridades britânicas, afirmando que Londres recusou-se a avaliar pedidos de transferência legal de candidatos a asilo na França com fortes ligações ao Reino Unido.

Admitindo que as medidas de segurança tomadas de ambos os lados do túnel são compreensíveis, Cochetel frisou, no entanto, que elas são apenas parte da solução. “Não é com mais cães e mais cercas que vamos resolver Calais. Precisamos de um plano abrangente e de uma resposta sustentável”, insistiu. "Este problema existe há 14 anos e vai continuar, porque não se pode mudar a geografia”.


Estudo mostra que países ricos enfrentam maior risco de inundações

Da Agência Lusa

Os países ricos enfrentam riscos maiores com as alterações climáticas e as atividades humanas, que tornam as populações costeiras mais vulneráveis a inundações devastadoras. A conclusão é de um estudo publicado no US Journal Science.

O resultado do estudo contraria o que há muito tempo se pensava: que os países ricos, por terem mais dinheiro para investir em infraestruturas, enfrentam menos riscos de inundação. A notícia foi divulgada hoje (7) pela Agência France Presse.

Embora as nações ricas tenham mais recursos para se proteger de cheias com a construção de barragens, por exemplo, as alterações climáticas podem aumentar a severidade e frequência das inundações e tempestades.

As alterações feitas pelo homem estão também aumentando o risco que as comunidades costeiras enfrentam. O estudo cita, como exemplo, a produção agrícola que pode provocar erosão e reduzir as proteções naturais em relação a inundações.

Os investigadores calcularam os desafios que mais de 340 milhões de pessoas podem enfrentar em 48 comunidades costeiras em todo o mundo e sinalizaram a foz dos rios Mississippi (nos Estados Unidos) e Reno (que corta vários países europeus) como potencialmente vulneráveis, afirmando que, em alguns casos, o risco pode ser multiplicado por quatro ou oito vezes.

O estudo afirma ainda que as obras de infraestrutura são essenciais para prevenir as inundações e recomenda que os países ricos façam "investimentos inteligentes já". “Habilidade econômica e decisões para aplicar soluções de engenharia serão fatores-chave em determinar quão sustentáveis se tornarão a foz dos rios, a longo prazo”, afirma o estudo.

Em um editorial, também publicado no US Journal Science, os investigadores Stijn Temmerman, da Universidade de Antuérpia, e Matthew Kirwan, do Instituto de Ciência Marinha da Virgínia, afirmaram que as comunidades costeiras têm de planejar estratégias para diminuir os riscos de inundações, sugerindo que a opção "é restaurar sedimentos na foz dos rios".

Dados recentes estimam que até 2050, se o nível do mar continuar subindo no ritmo atual, as inundações serão mais frequentes e poderão custar mais de US$ 10 bilhões anuais, causando sérios danos em 136 grandes cidades costeiras do mundo.


Comissão Europeia estende ajuda aos agricultores afetados por embargo russo

Da Agência Lusa Edição: Talita Cavalcante

A Comissão Europeia aprovou hoje (7) formalmente a decisão de estender o apoio aos produtores de frutas e legumes até 2016 para minimizar o impacto do embargo russo às importações de produtos agrícolas da União Europeia.

“Introduzida pela primeira vez no ano passado, em resposta à proibição russa às importações de produtos agroalimentares da União Europeia, o anúncio de hoje surge após a decisão da Rússia de prorrogar as medidas restritivas por um período adicional de 12 meses”, acrescentou, em comunicado, a Comissão Europeia.

A medida abrange vários produtos e prevê, aos estados-membros, volume adicional de referência até 3 mil toneladas, em função das exportações para a Rússia nos três anos que antecederam o embargo.

O governo russo restringiu as importações de vários produtos agroalimentares provenientes da União Europeia, como carne, produtos lácteos e frutas e hortaliças.

Em 2013, as exportações de produtos agrícolas para a Rússia atingiram 5,2 bilhões de euros (4% do total de bens agroalimentares).


Inscrições para seminário sobre gestão da EBC terminam nesta sexta

Dayana Vítor - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

O debate ocorrerá nos dias 11 e 12 agosto, na sede da empresa, em BrasíliaValter Campanato/Agência Brasil
Qualquer cidadão que tenha interesse em contribuir com propostas para o modelo, funcionamento e gestão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) pode se inscrever até hoje (7) no Seminário Modelo Institucional da EBC, balanço e perspectivas. O debate ocorrerá na próxima semana, nos dias 11 e 12 agosto, na sede da empresa em Brasília. As inscrições podem ser feitas pelo site ebcnare.de/seminariomodelo.

O seminário será divido em três eixo de discussão: vinculação e autonomia dos veículos da empresa, financiamento e sustentabilidade da EBC e, por último, gestão do conteúdo e participação.

A ideia do seminário surgiu das discussões do Conselho Curador, formado por membros da sociedade, do governo e por um funcionário da empresa. O papel do grupo é zelar pelo cumprimento de todos os princípios e objetivos da comunicação pública. Os membros do conselho se reúnem a cada dois meses para deliberar sobre a linha editorial e as diretrizes educativas, artísticas e culturais dos veículos EBC. Após a concepção da ideia, foi criada uma comissão organizadora do seminário que deve ser o primeiro de outros que servirão para aprimorar a comunicação pública da empresa.

Segundo a vice-presidenta do Conselho Curador e coordenadora da comissão organizadora, Rita Freire, que é jornalista, pós-graduada em Política Internacional pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e dirigente da Associação Internacional de Comunicação Compartilhada (Compas); o seminário terá o papel de mostrar o que a sociedade espera da EBC, sua forma de atuação e autonomia. “O seminário vai trazer mais elementos de políticas públicas que servirão para discussões internas e para melhoria da empresa.”

Além do conselho, participarão do evento os funcionários e diretores, acadêmicos, representantes da Secretaria de Comunicação, do Ministério das Comunicações, da Cultura, da sociedade, produtores independentes e qualquer pessoa que tenha interesse em discutir mídia pública.

O Seminário Modelo Institucional da EBC, promovido pelo Conselho Curador, será transmitido ao vivo, via streaming, pelo endereço conselhocurador.ebc.com.br/transmissaoaovivo. O evento será transmitido na íntegra, em formato de programa de TV, e, além da programação prevista, contará com entrevistas e depoimentos dos participantes. Os jornalistas da EBC Juliana Nunes, Mara Régia e Pedro Henrique Moreira fazem a apresentação. O streaming é aberto e poderá ser retransmitido por sites e páginas que tenham interesse.


Coreia do Norte atrasa relógio em meia hora para fixar sua própria hora oficial

Da Agência Ansa

A Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira (7) que pretende criar um fuso horário próprio a partir da semana que vem. O horário oficial será atrasado em 30 minutos no próximo dia 15 de agosto (passando a GMT +8h30), data em que o país vai celebrar os 70 anos da libertação do domínio colonial japonês.

O fuso GMT +8h30 era o horário de toda a Coreia até 1912 e foi adiantado em meia hora pelo Império Japonês, que dominou a península entre 1910 e 1945. Atualmente, Coreia do Sul, Japão e Coreia do Norte possuem o mesmo fuso.

"A instituição de um horário próprio de Pyongyang servirá para erradicar de vez a memória do passado colonial", informou a agência de notícias local KCNA. A agência também disse que a decisão de "privar a Coreia do Norte de seu horário é um dos crimes imperdoáveis cometidos pelos imperialistas japoneses".

A notícia, no entanto, foi recebida com ressalvas pela vizinha Coreia do Sul. "É provável que a medida provoque problemas às pessoas que frequentam a zona industrial de Kaesong", disse o porta-voz do Ministério da Unificação, Jeong Joon-hee.

Dilma veta projeto de lei que tornava obrigatória gorjeta para garçom

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

A presidenta Dilma Rousseff vetou integralmente o Projeto de Lei nº 1.048 de 1991, que regulamenta a profissão de garçom. Entre outras determinações, o texto tornava obrigatório o pagamento de 10% de gorjeta para a categoria. O veto foi publicado hoje (7) no Diário Oficial da União.

A decisão, segundo Dilma, foi tomada após ouvir os ministérios da Justiça, da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão e do Trabalho e Emprego, além da Secretaria da Micro e Pequena Empresa e da Advocacia-Geral da União. Todos os órgãos se manifestaram favoráveis ao veto.

“A Constituição Federal, em seu Art. 5º, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer dano à sociedade”, argumentou a presidenta.



Cinco pessoas são presas pelo naufrágio no Mediterrâneo de barco com imigrantes

Da Agência Lusa

A polícia italiana deteve cinco traficantes de seres humanos envolvidos em um naufrágio na costa da Líbia, na quarta-feira (5), no qual morreram pelo menos 25 pessoas, informaram hoje (6) os jornais locais. Os detidos são três líbios e dois argelinos que viajavam na embarcação que virou a cerca de 24 quilômetros da costa da Líbia. Os suspeitos são acusados dos crimes de imigração clandestina e de homicídio.

Foram resgatados 373 imigrantes: seis estão em um hospital na ilha de Lampedusa e outras 367 recebem assistência em Palermo, na Sicília. De acordo com relatos de sobreviventes resgatados, entre 400 e 600 pessoas viajavam na embarcação.

Após a tragédia, a Comissão Europeia pediu uma resposta global à crise migratória do Mediterrâneo, em conjunto com os países de origem e de trânsito, e pediu também coragem para aplicar medidas à escala comunitária.

“É fácil chorar em frente da televisão quando assistimos a estas tragédias. É mais difícil levantar-se e assumir responsabilidades”, disseram em uma declaração conjunta o vice-presidente Frans Timmermans, a alta representante para a política externa, Federica Mogherini, e o comissário para as Migrações, Dimitris Avramopoulos.

França começa a buscar destroços de avião da Malásia Airlines na Ilha da Reunião

Da Agência Lusa

As operações francesas de busca começaram hoje (7) na Reunião, ilha francesa no Oceano Índico. O objetivo é tentar encontrar mais destroços do avião que fazia o voo MH370, desaparecido em março do ano passado.

Um avião militar do tipo Casa (de carga tático-militar) partiu, ao meio-dia, da Base Militar de Saint-Marie (norte da Reunião) "para fazer buscas em torno da costa da ilha", disse à agência France Press a comandante Aline Simon.

As autoridades francesas tinham anunciado, nessa quinta-feira (6), o destacamento "de meios aéreos e marítimos suplementares para detectar a eventual presença de novos destroços", depois da identificação de um fragmento da asa do Boeing 777, do voo MH370 da Malásia Airlines, desaparecido em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo.

"Patrulhas a pé, helicópteros de busca e brigadas naúticas" também vão ser mobilizadas, informou o governo francês.

As condições meteorológicas dificultaram o lançamento da operação esta manhã, devido à chuva no norte e leste da ilha. "As condições não são ótimas para um voo ou para a mobilização de um navio da Marinha", disseram fontes próximas das autoridades da Reunião.

O município de Saint-André, área onde foram encontrados o fragmento da asa e pedaços de malas, no dia 29 de julho, anunciou que equipes municipais e voluntárias fariam uma busca minuciosa no litoral. As autoridades das vizinhas Ilhas Maurício mantiveram as buscas, iniciadas na segunda-feira (3) a pedido de Kuala Lumpur. Um avião utilizado pela polícia fez duas saídas nessa quinta-feira. Uma terceira saída foi feita por um avião Defender, usado em buscas marítimas, disse uma porta-voz da polícia das Ilhas Maurício.

A área das buscas é imensa, e as equipes francesas deverão concentrar-se na Corrente Equatorial Sul, entre a Austrália e a Indonésia, em direção a Madagascar.

De acordo com vários oceanógrafos, essa corrente teria levado o destroço do MH370 até a Ilha da Reunião.


Primeiro-ministro grego diz que crise migratória é problema de toda a Europa

Da Agência Lusa

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, disse hoje (7) que a crise migratória é um problema crítico para toda a Europa e não apenas Grécia e Itália. Tsipras se pronunciou na abertura de uma reunião do governo para analisar a crise migratória, depois que o Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou que 124 mil pessoas desembarcaram nas ilhas gregas entre 1° de janeiro e 31 de julho, um aumento de 750% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para Tsipras, o desenvolvimento dos acontecimentos vai pôr à prova a ideia de uma Europa de solidariedade: “Agora vamos se esta é a Europa da solidariedade ou a dos interesses econômicos onde cada um só olha pela sua fronteira e pelo seu país”, disse.

Na opinião do primeiro-ministro grego, para resolver a crise, a União Europeia (UE) tem de estabelecer um diálogo com a Turquia – de onde partiram mais de 2 milhões dos imigrantes que chegaram às ilhas gregas, assim como com países de proveniência dos refugiados como a Síria ou a Líbia.

Além de Tsipras, participaram na reunião no gabinete da vice-ministra da Imigração, Tasia Khristodulopoulo, o ministro de estado para a Coordenação Governamental, Alekos Flaburaris; os ministros do Interior, Nikos Vutsis, e dos Negócios Estrangeiros, Nikos Kotzias; o adjunto da Proteção Civil, Yanis Panusis, o adjunto da Marinha Mercante, Theodoros Dritsas, o vice-ministro da Defesa, Dimitris Vitsas, e a porta-voz do governo Olga Yerovasili.


Pelo menos 230 pessoas são capturadas pelo Estado Islâmico na Síria, diz ONG

Da Agência Lusa Edição: Talita Cavalcante

Pelo menos 230 pessoas, entre as quais dezenas de cristãos, foram capturadas pelo grupo terrorista Estado Islâmico em Al Quariatain, no centro da Síria, região que foi tomada ontem (6) pelos rebeldes, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

A organização não governamental diz que o paradeiro dos prisioneiros, entre os quais 19 menores e 45 mulheres, é desconhecido.

Algumas dessas pessoas foram capturadas por extremistas no mosteiro de Mar Elian, em Al Quariatain. Há dez dias, o abade do mosteiro, Jack Murad, foi sequestrado por um grupo de homens armados.

O Estado Islâmico expulsou, nessa quinta-feira (6), as forças do regime sírio que controlavam a cidade, localizada na província de Homs.

Al Quariatain é importante porque está nas imediações de uma estrada que une a parte oriental de Homs com o leste da região de Al Qalamun, na periferia de Damasco.

O Estado Islâmico avançou em maio pelo leste de Homs, onde tomou várias localidades, como Palmira, que tem ruínas incluídas na lista de patrimônio da humanidade da Unesco.

No final de 2014, o Estado Islâmico proclamou um califado no Norte da Síria e do Iraque, onde controla vastas áreas do território.



EUA e o Vietnã celebram 20 anos de reconciliação

Da Agência Lusa

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, cumprimenta o presidente vietnamita, Truong Tan Sang, durante encontro no palácio presidencial em Hanói Hoang Dinh Nam/Pool/Agência Lusa
O antigo combatente da Guerra do Vietnã e atual secretário de Estado norte-americano, John Kerry, celebrou hoje (7) em Hanói o 20º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países reconciliados.

“Esta viagem em direção à reconciliação entre os nossos países é verdadeiramente uma das maiores grandes histórias de nações que estiveram em guerra e conseguiram encontrar um terreno de entendimento para construir uma nova relação”, disse John Kerry, em um encontro com o Presidente vietnamita, Truong Tan Sang.

Os dois dirigentes deram um aperto de mão no palácio presidencial, de arquitetura colonial francesa, diante de um busto gigante em bronze do herói da independência Ho Chi Minh.

“Recordamos os progressos realizados desde os primeiros dias difíceis até hoje”, em que Washington e Hanói se tornaram “muito bons amigos”, afirmou o Presidente Sang, invocando uma "visão comum de plena parceria” entre os dois países que se enfrentaram militarmente há quase meio século.

No período em que foi senador, a partir dos anos 1980, Kerry abriu a normalização das relações entre Washington e Hanói, multiplicando as viagens ao Vietnã, até o levantamento do embargo econômico, em 1994, e ao estabelecimento das relações diplomáticas no ano seguinte.

Aos 71 anos, John Kerry tem um percurso marcado pelo seu serviço no Vietname (1967-1970) como comandante de um barco patrulha, mas também se transformou num grande cético do intervencionismo militar desenfreado.

Com os seus interlocutores, Kerry deverá falar sobre saúde, educação, alterações climáticas, segurança regional e direitos humanos, segundo um diplomata do Departamento de Estado.


ONU considera caótica situação de refugiados que chegam à Grécia

Da Agência Lusa

A Organização das Nações Unidas (ONU) qualificou hoje (7) de caótica a situação dos refugiados que chegam por mar à Grécia. Para a ONU, não existem as mínimas condições de acolhimento requeridas para ajudar as vítimas de conflitos e perseguição.

“Há um caos total nas Ilhas Gregas, não há locais de refúgio. Pedimos ao governo grego que assuma a liderança e a coordenação da resposta a essa emergência”, disse o diretor para a Europa da Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Vincent Cohetel.

Ele acrescentou que está ciente das limitações do governo grego, mas pede que seja encontrado um lugar para os refugiados. Cohetel lembra a existência de quartéis militares “que não são utilizados ou de terras não cultivadas”.





Argentina: processo sucessório começa com prévias nacionais no domingo

Monica Yanakiew - Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Graça Adjuto

Disputa pela Casa Rosada, sede do governo argentino, começa com prévias no domingoAgência Telam/Divulgação
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, conclui o segundo e último mandato em dezembro, mas o processo para escolher o seu sucessor começa com as prévias nacionais no domingo (9). No total, 32 milhões de argentinos vão às urnas para decidir quem tem direito a se candidatar ao cargo que, nos últimos 12 anos, foi ocupado por um Kirchner – primeiro por Néstor (2003-2007), depois por sua mulher, Cristina (reeleita em 2011, um ano após a morte do marido).

Na Argentina, como no Brasil, o voto é obrigatório. A diferença é que os eleitores argentinos também têm a obrigação de votar nas prévias nacionais para escolher os candidatos de cada aliança partidária às eleições presidenciais de 25 de outubro.

“Por serem simultâneas, nacionais e obrigatórias, as prévias acabam sendo quase um primeiro turno”, explicou, em entrevista à Agencia Brasil, o analista político Roberto Bacman. “Se tivermos que realizar um segundo turno, este ano, o eleitor argentino terá que ir três vezes às urnas para votar para presidente.”

Nas prévias, o candidato que obtiver menos de 1,5% dos votos válidos será automaticamente eliminado do pleito. Se mais de uma pessoa se postular ao cargo por uma mesma legenda, o finalista será escolhido pelo voto popular (e não em eleições internas partidárias). Além de presidente e vice-presidente, os argentinos vão eleger este ano 130 deputados federais, 24 senadores e governadores.

Quinze alianças partidárias disputam a Presidência, mas, segundo todas as pesquisas de opinião, apenas duas têm chance de eleger o sucessor de Cristina Kirchner. Nenhum dos candidatos hoje teria votos suficientes para ganhar no primeiro turno (45% ou 40% e uma diferença de 10% em relação ao segundo colocado).

O favorito, segundo as pesquisas de opinião, é Daniel Scioli – candidato único do partido governista Frente para a Vitória (FPV), com mais de 35% dos votos. Ele foi vice-presidente de Néstor Kirchner, antes de ser eleito governador da província de Buenos Aires (a maior e mais rica da Argentina, onde está concentrado um terço do eleitorado nacional).

Em segundo lugar está o prefeito da cidade de Buenos Aires, Mauricio Macri, líder do partido PRO e favorito da oposição, com cerca de 30% dos votos. Ele e um dos três pré-candidatos da coligação partidária Cambiemos, mas está bem à frente dos outros dois: Ernesto Sanz (UCR) e Elisa Carrio (Coalición Cívica).

“Grosso modo, um terço do eleitorado argentino quer manter as coisas como estão e votará em Scioli. Outro terço quer mudanças e votará em Macri. Mas um terço do país quer manter a situação, mas, ao mesmo tempo, mudar algumas coisas – e é nesse poço do centro que os dois candidatos estão buscando votos”, disse a analista política Mariel Fornoni. Segundo Bacman, nesse contexto, as prévias têm papel importante.

“Como as prévias ocorrem dois meses e meio antes das eleições, elas funcionam como pesquisa de opinião publica, muito mais representativa e com muito mais credibilidade do que qualquer pesquisa de opinião feita pelas consultoras”, disse Bacman. “E isso fortalece ou enfraquece a posição dos candidatos nas eleições de 25 de outubro e ajuda a definir o voto estratégico. O eleitor que não votaria no candidato X, por questões ideológicas, pode acabar votando nele porque constatou nas prévias que é o único capaz de impedir a vitória do candidato Y, que ele detesta.”

 As pesquisas de opinião também demonstraram que, depois de ter passado por sucessivas crises (a mais grave em 2001), os argentinos estão cada vez mais avessos a mudanças radicais. Desde o retorno da democracia, a Argentina enfrentou uma hiperinflação (nos anos 80), que superou na década de 90 com um programa econômico neoliberal, equiparando o peso ao dólar norte-americano e privatizando as estatais. Mas, depois de um período de crescimento e estabilidade, veio a recessão. Sucessivos planos de ajuste elevaram o índice de desemprego e desencadearam a crise de 2001, provocando a queda do governo e levando o país a decretar moratória da divida externa.

Na era Kirchner, a empresa aérea Aerolineas Argentinas e a de petróleo Yacimentos Petroliferos Argentinos (YPF) voltaram a ser estatizadas, e o governo investiu em planos sociais. O pais voltou a crescer, em parte graças a uma conjuntura internacional favorável, de alta dos preços das commodities. Nos últimos anos, a situação mudou.

“Existem problemas sérios que vão ter que ser enfrentados, como a inflação alta de cerca de 30% ao ano e o déficit fiscal, equivalente a 7% do Produto Interno Bruto (PIB)", disse Fornoni. “Mas cerca de 15 milhões a 17 milhões de argentinos hoje recebem um cheque do Estado ao final do mês – e isso inclui desde salários, pensões e aposentadorias até ajuda social. Eles ainda se lembram da crise de 2001 e é natural que tenham medo de mudanças bruscas”, concluiu.

Segundo Bacman, isso explica porque tanto Scioli quanto Macri tenham adotado posições mais moderadas – ambos agora disputam o voto do centro.


Presidente da Petrobras está satisfeito com balanço e ressalta transparência

Cristina Indio do Brasil - Repórter Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, e o diretor financeiro e de relações com investidores, Ivan Monteiro, durante divulgação do balanço contábil do segundo trimestre de 2015 (Tomaz Silva/Agência Brasil)
O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine (à esquerda), ao lado do diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, destacou a transparência do balançoTomaz Silva/Agência Brasil

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse que ficou muito satisfeito com os resultados alcançados pela companhia no segundo trimestre deste ano, quando teve lucro líquido de R$ 531 milhões, em especial com o resultado operacional, que ocorreu dentro da política de transparência que a empresa vem desenvolvendo e a busca da previsibilidade no tratamento do seu planejamento tributário.

Ele destacou  que  foram feitos alguns lançamentos no balanço do segundo trimestre, que refletiram diretamente no resultado líquido da empresa. No primeiro semestre de 2015, a empresa registrou lucro líquido de R$ 5,9 bilhões, o que equivale a 43% de queda em relação ao mesmo período do ano anterior. Já de abril a junho, o lucro líquido de R$ 531 milhões representou queda de 90% na comparação ao mesmo trimestre de 2014.

Bendine explicou que um dos fatores não recorrentes que afetaram o resultado líquido foi a baixa contábil. Ele disse que a Petrobras tinha uma ação em curso relativa a pagamentos de IOF entre os anos 2007 e 2010. Ao todo, eram quatro processos e o de 2008 foi julgado. Segundo o presidente, não havia provisão para o julgamento e, diante da vantagem que a companhia conseguiria ao assumir este pagamento, a opção foi pagar o tributo. “Entendemos que a tese que defendíamos era frágil para dar uma continuidade nesse processo por via judicial. Conseguimos então um bom desconto. O valor dessa ação era de R$ 3,3 bilhões e conseguimos reduzir para R$ 1,6 bilhão, sendo que parte pagamos por caixa e o restante por compensação de prejuízo fiscal”, disse.

Quanto às outras três ações, semelhantes a que já foi julgada e que ainda estão em curso, o presidente esclareceu que, dentro da prática de conservadorismo e planejamento tributário que está sendo seguida pela empresa para resolver todo o passivo tributário e para que tenha uma previsibilidade maior no futuro, foi lançado no resultado uma provisão de R$ 2,6 bilhões.

O gerente-executivo de desempenho empresarial, Mário Jorge da Silva, destacou o resultado de fluxo de caixa livre de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre de 2015, enquanto no período anterior tinha sido negativo em R$15,8 bilhões. “A geração operacional da companhia foi maior do que os seus investimentos no período, o que é uma variável importante para uma companhia que está buscando desalavancagem e recuperação nos seus indicadores de endividamento”, completou.

Mário Jorge da Silva informou ainda que a companhia confirma a meta de produção de petróleo para este ano em 2 milhões 796 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). No primeiro semestre, a produção no Brasil e no exterior teve média diária de 2 milhões 784 mil boed, o que significou alta de 9% em relação a igual período do ano passado. Na camada do pré-sal, em junho, a Petrobras registrou recorde mensal de produção de petróleo de 747 mil barris/ dia.

Mário Jorge revelou que a companhia projeta para 2015 o equivalente a US$ 28 bilhões em investimentos. Desse total, já foram realizados US$ 12 bilhões. Já nos desinvestimentos, a empresa definiu o total para o ano de US$ 3 bilhões. Até agora a contribuição ao caixa atingiu US$ 0,2 bilhão. Com relação às captações, a Petrobras trabalha com o volume de US$ 12 bilhões. “Já realizamos US$ 10,6 bilhões de captação até o momento, objetivando fechar o ano de 2015 com um saldo em caixa de US$20 bilhões”, contou.

A diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, informou que a Petrobras vai participar da 13ª rodada dos blocos exploratórios da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombuatíveis (ANP), mas vai levar em consideração, de forma bastante séria, a situação da empresa.  “A estratégia será de avaliar as oportunidades”, comentou, acrescentando que a companhia ainda está em fase de análise do edital.




Moedas e nova série de selos são lançados em homenagem às Olimpíadas

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Os Correios lançaram hoje (6), no Rio de Janeiro, uma nova série de selos e moedas sobre as Olimpíadas e Paralimpíadas de 2016. A cartela tem 20 selos e retrata nove esportes olímpicos e um paralímpico. A Casa da Moeda lançou a terceira série de moedas com mais três esportes Olímpicos – voleibol, judô e futebol – e um paralímpico, o atletismo.

O presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, informou que a série de selos já está em circulação em todas as agências do país, com tiragem de 2,4 milhões, no valor de R$ 1,40 cada. “É o registro de um evento esportivo mundial muito importante para a história do Brasil. Uma alegria para os Correios, que também são o operador logístico do evento”, disse Pinheiro.

Ele adiantou que, futuramente, haverá selos estampados pelos atletas brasileiros que ganharem medalhas. “Os selos são para registrar momentos históricos especiais. Parte da cultura e da história de um país”. Os Correios patrocinam equipes olímpicas de esportes aquáticos, tênis e handebol.

A série lançada pela Casa da Moeda inclui nove moedas, uma de ouro, quatro de prata e quatro de circulação comum. Os projetos foram desenvolvidos pelas equipes do Banco Central e da Casa da Moeda, com suporto do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos.

A moeda de ouro homenageia o Cristo Redentor e a Luta Olímpica. As de prata apresentam imagens de atividades como remo, corrida, ciclismo e vôlei de praia. Os reversos contêm imagens da cultura e da natureza do país.

As moedas de R$ 1 entrarão em circulação pela rede bancária e parte será vendida em embalagens especiais para coleção. Também será iniciada a comercialização de cartelas com conjuntos de quatro moedas de circulação comum. São três cartelas diferentes, contendo as moedas de cada um dos três lançamentos realizados.

Elas poderão ser compradas na página do Banco do Brasil ou em algumas agências do banco. A moeda de ouro terá valor de face de R$ 10 e custa R$ 1.180. O valor de face da de prata é R$ 5 e ela custa R$ 195. As de circulação comum, com valor de face de R$ 1, custam R$ 13.

O lançamento, no Estádio do Maracanã, foi feito pelo presidente da Casa da Moeda, Francisco Franco, que destacou o trabalho da instituição. “São 36 moedas ao todo. Hoje, estamos lançando nove, que é o terceiro lote. A Casa da Moeda investiu em maquinário e nossos artistas participaram da confecção das moedas”, concluiu Franco.


Itamaraty admite que Brasil poderá antecipar entrega de contribuição à COP21

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg

O Brasil poderá antecipar a data de entrega da Contribuição Nacional Determinada (INDC, do nome em inglês) à Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), que ocorrerá em Paris, França, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano. O prazo final para a apresentação das propostas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) pelos países que fazem parte da Convenção do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) é o dia 1º de outubro.

“Nada impede que o Brasil, uma vez feito todo o trabalho técnico-científico, que já está em fase final, e aprovação política, apresente antes”, admitiu hoje (6) o diretor do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Itamaraty, ministro Raphael Azeredo. A contribuição brasileira engloba as ações que o país pretende fazer em termos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. “Nós pretendemos fazer a apresentação antes (da data limite)”, enfatizou.

As contribuições de alguns países chamam a atenção. “O Brasil é um deles, porque é uma grande economia, por ser um país que sempre teve um destaque muito elevado nas negociações de mudanças do clima. A convenção foi adotada durante a Rio-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento). Então, o Brasil está intimamente associado a todas as questões relativas a um acordo multilateral na mudança do clima”, disse o ministro.

Todos os setores relacionados com a questão de mitigação e adaptação foram ouvidos para a elaboração do relatório brasileiro à COP21. Por sugestão do governo, foi feito um esforço, desde o ano passado, para ouvir representantes dos vários segmentos da sociedade civil organizada, organizações não governamentais (ONGs), empresariado, e receber sugestões. Segundo Azeredo, essa consulta direta à sociedade civil “foi algo que pouquíssimos países fizeram”.

O documento está agora na fase final de elaboração. “O Brasil quer ter números muito consistentes. O Brasil tem uma clareza muito grande sobre a necessidade de demonstrar ambição necessária, inclusive para sinalizar para o mundo que esse é um problema grave, que exige políticas de governo sérias e voltadas exatamente para a questão do clima e é um problema que não pode ser dissociado da questão do desenvolvimento”.

Clima e desenvolvimento sustentável estão intimamente ligados e que isso é uma verdade para países em desenvolvimento, como o Brasil, disse Azeredo, segundo o qual as ações que forem feitas para combater as mudanças climáticas têm que estar em consonância com o projeto de desenvolvimento.

“E o governo tem todo o interesse de que nossa resposta às mudanças do clima se encaixe em uma estratégia de desenvolvimento sustentável”. Daí a importância de se ouvir os setores produtivos, como indústria, transportes e agricultura, uma vez que essas políticas afetarão a atividade econômica, acrescentou Raphael Azeredo.

O Brasil já encerrou o processo formal de consultas à sociedade civil e está agora em fase de reunir as sugestões e apresentar a contribuição consolidada do país aos vários ministérios envolvidos e à Presidência da República, para a decisão do que será efetivamente adotado pelo país. As metas constantes na declaração conjunta Brasil-Estados Unidos, divulgada durante recente viagem da presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos, são uma antecipação dos elementos que deverão constar da contribuição brasileira, admitiu Azeredo.
No caso do Brasil, grande parte do perfil de emissões de GEE sempre veio do setor de uso da terra, ou seja, do desmatamento. O ministro Azeredo lembrou, porém, que o perfil vem mudando na medida em que o país tem sido exitoso no combate ao desmatamento. Destacou, ainda, que o acordo que for firmado em Paris, no final do ano, entrará em vigor a partir de 2020 “e ele pretende ser um acordo de duração longa”.

Para Azeredo, o Brasil permanece na liderança nas negociações climáticas mundiais. “A única proposta sobre a mesa para resolver a questão da diferenciação é do Brasil”. A proposta brasileira de “diferenciação concêntrica” respeita o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, reconhecendo que as condições dos países podem mudar ao longo do tempo, o que implicaria em que assumissem mais compromissos de redução das emissões no próximo acordo. (Alana Gandra)





Programa do PT no rádio e na TV destaca legado do partido

Da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso

Em Brasília, militantes assistiram ao programa do partido num telão em frente  à Torre de Televisão, ponto turístico da cidadeValter Campanato/Agência Brasil
O Partido dos Trabalhadores veiculou hoje (6), no rádio e  na televisão, um programa em que assumiu os desafios e os problemas do país, ao mesmo tempo em que enumerou as conquistas sociais. O partido rememorou políticas que o governo federal adotou nos últimos anos para amenizar as dificuldades financeiras. O Programa de Investimentos em Logística, a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Proteção ao Emprego são citados como projetos que o governo vem implementando atualmente.

Além disso, foram lembrados investimentos em programas sociais e políticas de desonerações para amenizar os efeitos da crise econômica internacional. Com Dilma, afirmou o locutor do programa, o Brasil teve melhorias em áreas como a exportação, salário, no campo e no combate à pobreza e ao desmatamento.

A presidenta Dilma Rousseff disse que está com o “ouvido e coração” abertos para “os que mais precisam” e que o país vai superar o atual momento.

Primeiro integrante do partido a aparecer no programa, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou que as dificuldades estão em “toda parte”, em referência a outros países que também enfrentam dificuldades na economia.

“Uma coisa é cobrar e criticar o governo. Outra, bem diferente, é tentar desestabilizar um governo eleito democraticamente", afirmou. "Aos que não se conformam, pedimos juízo, pois o povo saberá defender grande conquista de todos brasileiros: nossa nova e vibrante democracia."

Dilma relembrou que a população passou a exigir mais direitos e que, diante desse cenário, nenhum governante pode se acomodar. “Quem pensa que nos faltam energia e ideias para vencer os problemas está enganado. Sei suportar pressões e até injustiças”, disse a presidenta.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou sobre a crise. “Sei que a situação não está fácil e que a crise já chegou em nossas casas. Também sei que essa não é a pior crise que enfrentamos. Nosso pior momento ainda é melhor para o trabalhador que o melhor momento dos governos passados”, afirmou.

Em frente à Torre de Televisão, ponto turístico de Brasília, militantes do PT assistiram ao programa num telão e soltaram fogos de artifício durante a transmissão e promoveram cinco minutos de foguetório após o fim do programa. Os maiores aplausos ocorreram nas aparições do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. Os militantes também bateram palmas no trecho do programa que citou os panelaços, dizendo que o povo não passa fome.

Na capital federal, houve panelaço durante a exibição do programa em bairros como Asa Norte, Asa Sul e Sudoeste. Em São Paulo, motoristas promoveram buzinaço e moradores piscaram as luzes e bateram panelas nas janelas dos apartamentos em bairros como Jardins, Bela Vista e na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro,o panelaço programado pelas redes sociais ocorreu em bairros como Flamengo, Botafogo, Laranjeiras, Copacabana, Lagoa, Ipanema e Leblon.