Explosão deixa mais de 200 feridos em parque de diversões em Taiwan

Da Agência Lusa

Mais de 200 pessoas ficaram feridas numa explosão hoje (27) em um parque de diversões na capital de Taiwan, Taipei. De acordo com responsáveis pelo estabelecimento, o acidente aconteceu depois que um pó colorido inflamável foi lançado sobre a multidão. Entre os feridos, 81 estão em estado grave.

“O que pensamos por enquanto é que a explosão e o fogo foram causado pelo pó vaporizado. Pode ter sido devido ao calor das luzes no palco”, disse um porta-voz dos bombeiros da cidade de New Taipei, adiantando que 205 pessoas foram hospitalizadas, incluindo as 81 em estado grave.

A explosão ocorreu quando centenas de pessoas estavam concentradas no parque aquático Formosa Fun Coast, em um município próximo da capital. A televisão local mostrou imagens do palco em chamas e uma multidão tentando fugir. As pessoas vestiam apenas trajes de banho e estavam cobertas de pó colorido. De acordo com os responsáveis pelo socorro, o incêndio foi controlado rapidamente.

“Tudo começou no lado esquerdo do palco. No início pensei que fazia parte dos efeitos especiais do espetáculo, mas depois percebi que algo estava errado e as pessoas começaram a gritar e a correr”, disse uma testemunha à televisão local CTI. Segundo a imprensa, algumas vítimas tinham queimaduras em mais de 40% da superfície do corpo.

“Estamos tristes e lamentamos este acidente”, disse o presidente da Câmara de New Taipei, Eric Chu, a jornalistas, adiantando ter ordenado o “fechamento imediato do parque e a abertura de um inquérito rigoroso”.


Zico mantém candidatura à Fifa e critica corrupção na entidade

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O ex-jogador Zico deseja sucesso à delegação da Special Olympics, que representará o Brasil nos EUA, e reafirma sua candidatura à presidência da Fifa Tânia Rêgo/Agência Brasil
O ex-jogador de futebol Artur Antunes Coimbra, conhecido como Zico, reafirmou hoje (27) que é candidato à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e comentou a atitude do atual presidente da entidade, Joseph Blatter, que declarou em entrevista a um jornal suíço, na última quinta-feira (25), que não teria renunciado, deixando em aberto uma possível volta ao cargo. Zico participou no Rio de Janeiro, ao lado do ministro do Esporte, George Hilton, da cerimônia de despedida da delegação brasileira que participará do Special Olympics, nos Estados Unidos – competição para jovens com deficiências intelectuais.

“Estamos na fase de aguardar o desenrolar dos fatos. A gente já vê o presidente [Blatter] dizer que não falou – o que muita gente colocou – e que não era bem aquilo que ele tinha dito. Acho que todos esses fatos denegriram muito o futebol mundial, e a gente espera que haja uma solução definitiva, para o bem do futebol. Não podemos ter dirigentes importantes presos e denunciados, indiciados. Isso contamina. A gente vê uma oportunidade ímpar para uma entidade importante passar a ser democrática, passar a ter decisões que beneficiem o futebol, e não pessoas”, comentou.

Zico disse que desde o dia em que anunciou sua candidatura, em 10 de junho, vem recebendo inúmeros apoios. Para se candidatar à Fifa, ele precisa de um mínimo de cinco federações nacionais lhe apoiando. Ele conta com a do Japão, país onde ajudou a popularizar o futebol, e vai à Índia, em busca de voto.

“Tivemos uma aceitação muito grande de todos os lugares, nacional ou internacional, e eu fiquei muito feliz com isso. Agora, já começamos a trabalhar, independente[mente] do que vai acontecer ou não. Vamos montar um programa. Estou me reunindo com pessoas importantes, que têm conhecimento de diversas áreas do futebol. [A candidatura] Está de pé. Dei minha palavra, botei minha cara. Estou esperando o desenrolar dos fatos. Vou enviar o meu programa, com a plataforma, para todas as federações do mundo”, enfatizou.

Em relação a Michel Platini, ex-jogador francês e atual presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), cotado como possível candidato à Fifa, Zico disse que ele não teria demonstrado interesse em participar da eleição. “Ele está em dúvida. Acho que é bem possível que continue na Uefa, pois está muito bem lá. Uma parte dos europeus quer que ele se candidate, mas não vi ele muito empolgado à Fifa, não”, acrescentou.

Tânia Rêgo/Agência Brasil
Zico é um dos embaixadores da Special Olympics, que este ano ocorre na cidade norte-americana de Los Angeles, de 25 de julho a 2 de agosto. A delegação brasileira tem 39 atletas, todos com algum tipo de deficiência intelectual. O ministro George Hilton disse que a competição “é um evento de inclusão social. São atletas especiais que nos ensinam muito mais do que nós podemos oferecer a eles. O Ministério do Esporte tem hoje um foco nisso. Temos uma política arrojada para o alto rendimento, mas sem perder de vista o esporte de inclusão”.

Um dos atletas do Brasil no Special Olympics é o carioca Breno Viola, judoca do Clube de Regatas Flamengo. Ele salientou que sua meta é de trazer medalhas, e ressalvou que "o judô não vai fazer feio". Tenho síndrome de Down e o ritmo no esporte é lento, mas com o tempo a gente vai conseguindo, disse ele. mas admite que "o esporte traz coisas na vida como determinação, disciplina e amor pelo que a gente faz. A gente tem que realizar o nosso próprio sonho, e eu só paro com o judô quando minhas pernas não aguentarem”.


Banco Central Europeu se reúne amanhã para debater situação da Grécia

Da Agência Lusa

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje (27) uma reunião do seu Conselho de Governadores, no momento em que a Grécia se encaminha para uma situação de não cumprimento da dívida. Segundo fontes do setor bancário, ela deve ocorrer neste domingo (28).

O Conselho de Governadores, que reúne os seis membros da diretoria da instituição e os 19 governadores dos bancos centrais dos países da zona euro, toma decisões, entre outras, sobre a manutenção dos bancos gregos com empréstimos de emergência. Mas a concessão desses empréstimos pode estar em xeque, já que depende da existência de um programa de ajuda ao país e da solvência dos bancos.

Nem uma nem outra das condições parecem estar reunidas hoje, depois da zona euro ter indicado não estar pronta a estender o programa de ajuda à Grécia além do dia 30 de junho e de Atenas não ter aceitado as condições colocadas na sexta-feira (26) para que houvesse esse prolongamento.

Dia 30 de junho é o prazo para a Grécia pagar 1,6 bilhão de euros que deve ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na noite de ontem, o governo grego anunciou a chamada de um referendo, no dia 5 de julho, para que o povo grego decida se aceita, ou não, o acordo proposto pelos credores - Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e BCE.


França impõe três condições para acordo com Irã sobre armas nucleares

Da Agência Lusa

O chefe da diplomacia francesa expôs hoje (27) três condições para um acordo com o Irã sobre seu programa nuclear: limitação das capacidades iranianas, inspeções internacionais e sanções em caso de violação. Em sua chegada a Viena, capital da Áustria, que recebe a última e decisiva rodada de negociações com o Irã, o ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, disse que busca “um acordo robusto, que reconheça ao Irã o direito a um programa nuclear civil, mas que garanta que o Irã renuncie efetiva e definitivamente às armas nucleares”.

Para isso, a França identifica três condições “indispensáveis”: uma "limitação duradoura" das capacidades nucleares iranianas; o acesso internacional a todas as instalações iranianas, incluindo as militares; e o retorno automático das sanções internacionais contra o Irã, em caso de violação do acordo. Estas exigências “ainda não foram aceitas por todos” os negociadores, mas constituem “uma base indispensável para um acordo”, na opinião da França, que considera que “respeita a soberania do Irã”.

Irã de um lado; Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha do outro; tentam chegar a um acordo neste domingo (28) ou segunda-feira (29), já que o prazo para um decisão é terça-feira (30). A alta representante da União Europeia, Federica Mogherini, que coordena o grupo internacional, chegará a Viena neste domingo.

Os principais pontos de discórdia são o regime de inspeções a que o Irã deve se submeter e as modalidades de levantamento das sanções internacionais, que Teerã exige suspensão imediata após o cumprimento do acordo.


ONGs querem suspensão da retirada de ribeirinhos afetados por Belo Monte

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo

Representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) querem que a Justiça suspenda a remoção das famílias afetadas pela construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, na região de Altamira, no norte do Pará. A Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca Brasil) divulgou nesta semana uma nota cobrando o envio, por parte do conselho, de uma recomendação ao Tribunal de Justiça do Pará e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedindo a suspensão das remoções. De acordo com a Dhesca, a providência foi aprovada na última reunião do CNDH, nos dias 11 e 12 deste mês, em Curitiba, e deve ser implementada.

A Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República nega que as recomendações tenham sido aprovadas. O CNDH está vinculado à SDH e é presidido pelo ministro Pepe Vargas, que não estava presente no primeiro dia da reunião – quando a recomendação foi votada, de acordo com os conselheiros da sociedade civil.

Questionado sobre o assunto nesta sexta-feira (26), no Rio de Janeiro, o ministro reafirmou que a orientação do conselho é que as medidas condicionantes para o licenciamento de Belo Monte sejam cumpridas. “Se não forem cumpridas, que não se dê a licença. Entre essas condicionantes está a questão da população eventualmente atingida. Esta é a decisão”, disse o ministro, afirmando que o conselho tem atuado para evitar desrespeitos aos direitos humanos.

Dois conselheiros do CNDH estiveram na região de Altamira no início do mês. Um deles, Darci Frigo, integrante da Dhesca Brasil, classificou a situação de preocupante. Segundo ele, famílias já removidas não receberam as indenizações devidas e outras ganharam valores considerados irrisórios uma vez que, com as mudanças, perderam suas antigas fontes de renda. Além disso, a especulação imobiliária fez com que os preços dos aluguéis nos centros urbanos, sobretudo em Vitória do Xingu, disparassem, obrigando muitas famílias a deixar as casas em que moravam.

Frigo diz que os dois fizeram um informe preliminar durante a reunião. “Adiantamos algo sobre as graves denúncias que ouvimos dos ribeirinhos e de outras pessoas afetadas pela hidrelétrica e narramos o que vimos nos locais que visitamos. A partir daí, o conselho decidiu acionar a Justiça e o Ibama em caráter de urgência”, afirmou. O relatório final sobre a missão deverá ser entregue na próxima reunião, prevista para os dias 23 e 24 de julho.

De acordo com a SDH, durante a reunião, os conselheiros que foram a Altamira em missão oficial apenas relataram o que viram no local. A secretaria diz que o tema Belo Monte não constava da ordem do dia e que, pelo regimento interno, qualquer resolução do conselho deve ser discutida nessa etapa da reunião.

Controvérsia

Em entrevista à Agência Brasil, outros cinco conselheiros representantes da sociedade civil confirmaram a aprovação do pedido de intervenção da Justiça no caso das famílias atingidas pela construção de Belo Monte. Eles esperam que, além de acatar a sugestão de suspender as remoções, a Justiça estabeleça mecanismos de mediação de eventuais conflitos entre o Consórcio Norte Energia, responsável pela obra, e os moradores das áreas atingidas, e atualize o cadastro das famílias afetadas.

Representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Rildo Marques de Oliveira diz que a decisão do CNDH visa a “equacionar os impactos” constatados na região. “A solicitação para que a Justiça suspenda as remoções obrigatórias até que as famílias possam ser transferidas para locais satisfatórios tem efeitos simbólicos e políticos. Significa que o conselho nacional identifica violações aos direitos humanos”, disse Oliveira afirmando que caberá às entidades favoráveis cobrar o cumprimento da proposta já aprovada.

O Ibama, que participou da recente missão do Ministério Público Federal na região, informou que está reavaliando, junto com a Secretaria-Geral da Presidência da República, se todas as condicionantes previstas na licença estão sendo cumpridas.

A Norte Energia diz que cumpre todos os pontos estabelecidos no Projeto Básico Ambiental, mantendo o diálogo e a negociação com os moradores das áreas afetadas e respeitando a legislação e os interesses de ribeirinhos e pescadores. O consórcio afirma que quase 15% de todo o valor investido no empreendimento, o equivalente a R$ 3,7 bilhões, é aplicado em ações de melhorias, como a construção de cinco bairros com saneamento, água potável e energia elétrica. Esses locais abrigarão, segundo a empresa, mais de 3 mil famílias. Para atendê-las, constam do projeto a construção de três hospitais, 30 unidades básicas de saúde, escolas, pontes e investimento em segurança pública.

A Norte Energia diz ainda que outros R$ 40 milhões estão sendo investidos em colônias de pescadores e em equipamentos que ajudarão a tornar a atividade pesqueira mais rentável e sustentável. E que mais de 700 casas, 34 unidades de saúde, 34 escolas, casas de farinha e sistemas de água potável vão ser instaladas em comunidades indígenas, a um custo de R$ 212 milhões.

Sobre as resoluções anunciadas por conselheiros do CNDH, o consórcio diz não ter sido ouvido ou oficialmente comunicado, mas afirma estar sempre disponível ao diálogo.


Presidente do Eurogrupo duvida que Grécia execute medidas mesmo após referendo

Da Agência Lusa

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse hoje (27) que não sabe como será possível confiar e trabalhar com o atual governo grego, caso ganhe o 'sim' no referendo sobre a aceitação ou não da última proposta dos credores. "Se ganhar o 'sim', a grande questão é em quem vamos confiar, com quem vamos trabalhar para implementar esse programa", afirmou Dijsselbloem, em Bruxelas, colocando assim em dúvida a confiança das instituições do governo grego, depois que o Syriza, partido que lidera o governo, ter dito que iria defender o 'não' na consulta popular marcada para 5 de julho.

Questionado sobre o que é que exatamente o povo grego irá votar, se tanto o programa de resgate quanto o prazo de validade da proposta dos credores, com as medidas a implementar no país, expiram na próxima terça-feira (30), o presidente do Eurogrupo, disse que é essa é uma questão que deve ser feita ao governo grego. “Não posso responder a isso", afirmou.

Jeroen Dijsselbloem, que também é ministro das Finanças da Holanda, não respondeu sobre o que acontecerá aos bancos gregos após o fim do programa de resgate, na terça-feira, dizendo que isso é um assunto que cabe ao Banco Central Europeu (BCE), que até agora os tem financiado através da linha de emergência da instituição.

O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, respondeu às dúvidas de Jeroen Dijsselbloem sobre a credibilidade do governo grego para levar a cabo um programa. "Então, entendo que o senhor Dijsselbloem ficaria feliz se implementássemos propostas sem termos o voto do povo grego, mas se tivermos o voto do povo grego já será um problema", disse ele.

Yanis Varoufakis garantiu que o governo de que faz parte está completamente empenhado em executar a decisão do povo grego qualquer que ela seja e que se a resposta for "sim" – o que considerou mesmo "altamente provável" – farão de tudo para isso, mesmo que signifique mudanças no governo.

O ministro das Finanças grego mostrou ainda vontade de que continuem nos próximos dias e noites as negociações com os credores para "melhorar as propostas das instituições". "Nesse caso, a recomendação do nosso governo mudaria. Em vez de recomendarmos aos eleitores que votem contra este acordo, mudaríamos para uma recomendação de voto no 'sim'", adiantou.

No entanto, as instituições já deram a entender que depois da suspensão "unilateral" das negociações pelo governo grego já não têm nada a discutir. Antes da reunião do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, lamentou a decisão sobre o referendo e que o governo grego tenha rejeitado as últimas propostas da instituição, "e mais uma vez com uma recomendação negativa", fechando assim uma porta que, do lado europeu, sustentou, "ainda estava aberta".

Depois da reunião do Eurogrupo com os 19 ministros da zona euro, acontece uma segunda sessão de trabalho, mas sem o executivo grego, para discutir as consequências do programa de assistência à Grécia expirar na terça-feira sem acordo.


Pelourinho continua com forró e celebração dos festejos juninos


Foto: Amanda Oliveira/GOVBA
Nem a chuva da noite desta sexta-feira (26) esfriou o clima de animação no Pelourinho. A continuidade da comemoração dos festejos juninos no Pelô animou a noite de turistas e baianos, que estavam dispostos a dançar o característico forró desta época do ano. No Largo Quincas Berro D'Água, Neto do Procópio e seu trio de forró fez a festa do público, com sucessos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro e Adelmário Coelho. Com mais de 20 anos de estrada, o trio também apresentou composições autorais, como a música 'Devolva Meu São João', que reforça o clima característico das festas juninas.

Já no Largo Tereza Batista, Jorge Gonzaga e seu trio nordestino, composto por membros da sua família, animaram o espaço com sucessos de Luiz Gonzaga, como 'Asa Branca', 'Riacho do Navio' e 'Vida de Viajante'. O grupo ainda tocou diversos sucessos de Flávio José, Trio Nordestino, Adelmário Coelho e Virgílio. A noite teve também a apresentação do Forró do Zé, no Largo Pedro Archanjo.

A programação do Pelourinho inclui trios nordestinos e grupos de forró pé-de-serra, com atrações dos credenciados do Ciclo Junino da Secretaria de Cultura do Estado (Secult) e shows apoiados pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). Todas as atrações dos festejos juninos do Pelourinho são gratuitas.

A festa não para

O sábado (27) segue animado com o forrozeiro Val Macambira, que leva o show Made In Brasil ao Largo Pedro Archanjo, às 21h. No Largo Quincas Berro D'Água, a folia junina começa às 20h, com Coração Forrozeiro. Pra forrozear no domingo (28), as opções são os shows de Forró Laska Coco e de Jaqueline Damasceno, ambos às 17h, no Largo Tereza Batista e no Largo Quincas Berro D'Água, respectivamente.

Na segunda (29) é dia de festejar São Pedro e encerrar o Ciclo de Festejos Juninos do Pelô. No Largo Pedro Archanjo, às 20h, tem o forró da Banda Marana. No Largo Quincas Berro D'Água, também às 20h, a festa fica por conta da banda Ceguera de dá Nó. E o forrozeiro Bruninho do Acordeon agita a noite de encerramento no Largo Tereza Batista, no mesmo horário.

Secom Bahia

Papa Francisco cria ministério para juntar todas as mídias do Vaticano

Da Agência Brasil* Edição: Stênio Ribeiro

O papa Francisco decretou hoje (27) a criação de um ministério dedicado à Comunicação, que será dirigido pelo diretor do Centro de Televisão do Vaticano (CTV), padre Dario Viganò, e vai começar a funcionar na próxima segunda-feira (29), anunciou o Vaticano em comunicado.

De acordo com a mensgem, o para ressaltou que “o contexto midiático atual, caracterizado pela presença e o desenvolvimento das mídia digitais, pela convergência e interatividade, requer uma redefinição do sistema de informação da Santa Sé". O cenário midiático também obriga a uma reorganização que conduza a uma "integração e gestão unitária”, acrescentou.

O novo ministério reagrupa o Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, o Gabinete de Imprensa, a Rádio Vaticano, o CTV, o jornal L'Osservatore Romano, o departamento de fotografia, a editora do Vaticano, a tipografia e o serviço de internet. Ele também ficará encarregado do site institucional do Vaticano e da conta do papa na rede social Twitter.

O papa Francisco se prepara para uma viagem à América Latina, entre os dias 5 e 12 de julho. Hoje, as conferências episcopais dos três países que ele visitará – Equador, Bolívia e Paraguai – divulgaram um vídeo de saudação do papa aos fiéis. De modo especial, ele lembrou dos mais necessitados, idosos, enfermos, encarcerados, pobres e das “vítimas desta cultura do descarte”.

Será a nona viagem internacional do papa Francisco, quando completará 14 países visitados. Entretanto, essa viagem é a primeira em que os anfitriões falam o mesmo idioma de Francisco, o espanhol.

*Com informações da Agência Lusa e Rádio Vaticano


Chega a 200 número de mortos pelo Estado Islâmico na cidade síria de Kobane

Da Agência Lusa

O balanço de civis mortos em dois dias de ataques do Estado Islâmico contra a cidade de Kobane, na Síria, já passa de 200, anunciou hoje (27) o Observatório Sírio de Direitos Humanos. “O número de civis mortos em Kobane e nos arredores aumentou para 206, depois de terem sido encontrados mais corpos hoje, a maioria com marcas de bala", disse o diretor do observatório, Rami Abdel Rahman.

Entretanto, segundo ativistas e jornalistas locais, os combatentes curdos conseguiram retomar o controlo de Kobane e expulsar os militantes do Estado Islâmico, grupo fundamentalista que pretende instaurar um califado islâmico na Síria e no Iraque.

Durante dois dias, os jihadistas, que entraram em Kobane na madrugada de quinta-feira (25) disfarçados de combatentes das unidades de Proteção do Povo Curdo, controlaram alguns bairros e ocuparam edifícios das zonas sul e sudoeste da cidade, na fronteira com a Turquia.

Os ataques são entendidos como vingança por uma das mais pesadas derrotas do Estado Islâmico para as milícias curdas, na mesma cidade, em janeiro.

Na sexta-feira (26), mais de mil refugiados civis aguardavam do lado sírio da fronteira, controlados por tropas e polícias turcas do outro lado. Pelo menos 230 mil pessoas foram mortas desde que o conflito na Síria começou, em 2011.

Dilma embarca para os Estados Unidos onde tem encontros com Obama e empresários

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

A presidenta Dilma Rousseff viajou hoje (27) para uma visita oficial de cinco dias aos Estados Unidos. O embarque, que estava marcado para as 9h, atrasou e a comitiva saiu às 10h30 da Base Aérea de Brasília. Além da reunião de trabalho com o presidente norte-americano Barack Obama, em Whashington, Dilma tem compromissos com empresários em Nova York e visitas à sede do Google, ao Centro de Pesquisas da Nasa e à Universidade Stanford, na Califórnia.

Esta é a primeira viagem de Dilma aos Estados Unidos após as denúncias, em 2013, de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) teria espionado as comunicações de empresas estatais e autoridades do governo brasileiro, incluindo a própria presidenta. As denúncias foram feitas por Edward Snowden, ex-consultor de informática da NSA.

Durante entrevista de preparação para a viagem presidencial, o subsecretário-geral Político do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Antonio da Rocha Paranhos, disse que o tema da espionagem está superado e que a visita de Dilma representa a retomada do diálogo político bilateral entre os países.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não conseguiu viajar com a comitiva, mas embarca hoje à noite em um voo comercial. Ele teve uma embolia pulmonar na noite de ontem (26), mas passa bem e mantém a agenda com a presidenta.

Dilma deve retornar ao Brasil na manhã de quinta-feira (2).



Dez das 38 vítimas do atentado na Tunísia são identificadas

Da Agência Lusa

Dez dos 38 mortos no atentado de ontem (26) na Tunísia foram identificados. “São oito britânicos, um belga e um alemão", disse Naoufel Somrani, o diretor dos Serviços de Urgência do Ministério da Saúde da Tunísia.

Centenas de turistas estrangeiros foram retirados hoje (27) da Tunísia, um dia depois do atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) a um hotel. Depois do ataque, feito por um estudante tunísio, o primeiro-ministro Habib Essid assegurou que perto de 80 mesquitas acusadas de "incitamento à violência" serão fechadas. Ele anunciou ainda que vai recorrer às reservas militares para reforçar a segurança em locais sensíveis.

O autor do atentado era um estudante que se fez passar por turista. Ele escondia uma arma em um guarda-sol e disparou na praia e à beira das piscinas do hotel Riu Imperial Marhaba, em Kantaoui, perto de Sousse – 140 quilômetros ao sul da capital, Túnis.

O atentado ocorreu no mesmo dia em que o Estado Islâmico reivindicou o atentado em uma mesquita xiita no Kuwait, que provocou 26 mortos, e em que um homem foi decapitado em Lyon, na França, a três dias do primeiro aniversário da instituição do califado proclamado pelo grupo jihadista sobre os territórios conquistados na Síria e no Iraque.

Neste sábado estão marcados 13 voos de Túnis para Londres, Manchester, Amsterdã, Bruxelas e São Petersburgo. "Temos medo, não nos sentimos seguros", disse um turista do País de Gales. "A nossa agência aconselhou-nos a voltar de imediato ao nosso país, a Bélgica. Tornou-se uma obrigação deixar a Tunísia de imediato", disse uma jovem turista belga.

O atentado ocorreu três meses depois do ataque ao Museu do Bardo, na Tunísia, que fez 22 mortos, também reivindicado pelo Estado Islâmico. O grupo reivindicou nos últimos meses atentados na Líbia, Yemen, Egito e Arábia Saudita.


Eurogrupo reúne-se hoje para analisar anúncio de referendo na Grécia

Da Agência Lusa

Os ministros das Finanças da zona do euro (Eurogrupo) reúnem-se hoje (27), em Bruxelas, para tratar novamente da situação da Grécia. A reunião é marcada pelo anúncio, em Atenas, da convocação de um referendo para 5 de julho sobre as propostas dos credores.

Na sexta-feira (26) à noite, o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou que iria propor no Parlamento a realização de um referendo, para que o povo grego decida se aceita o acordo proposto pelos credores: Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE).

Além da continuidade do clima de incerteza enfrentado pela Grécia, o anúncio feito pelo ministro também levou, nas primeiras horas de hoje, alguns cidadãos a formar filas em frente a caixas eletrônicos, por receio de uma eventual imposição de medidas de controle de capitais a partir de segunda-feira (29).

O encontro de hoje em Bruxelas culminará, assim, numa série de intensas negociações nos diversos níveis – autoridades gregas com instituições, Eurogrupos, reuniões de líderes da zona euro – que não permitiram ainda selar um compromisso entre Atenas e seus credores, apesar de em 30 de junho (terça-feira da semana que vem) expirar o atual programa de assistência e a Grécia ter de pagar 1,6 bilhão de euros ao FMI.

Segundo fontes diplomáticas – antes do anúncio da intenção de Alexis Tsipras, de convocar um referendo –, se houvesse acordo e se o Parlamento grego passasse as medidas no domingo (28) ou na segunda-feira (29), seriam desbloqueados imediatamente para a Grécia 1,8 milhão de euros de lucros que o BCE fez com a dívida pública grega, a tempo de Atenas pagar o dinheiro devido ao FMI.

A proposta dos credores, ora em vigor, passa pela extensão do atual programa de resgate, com mais financiamento até novembro.

No total, poderão ir para os cofres gregos 15,5 bilhões de euros nos próximos cinco meses para que a Grécia cumpra as obrigações financeiras com o FMI e o BCE, mas a liberação desse dinheiro, em parcelas, será condicionada à execução das medidas eventualmente acordadas.


Estudantes elogiam maior transparência nas regras do Fies

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

As instituições particulares de ensino e os estudantes elogiaram a maior transparência na divulgação das novas regras do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), mesmo tornando o acesso ao financiamento estudantil mais rigoroso. A oferta de vagas no segundo semestre era incerta até o início do mês.

"Recebemos a notícia com bastante entusiasmo, pois é necessário que o governo se mobilize e ofereça oportunidade para os estudantes terem acesso ao ensino superior. Tem restrição, mas faz parte da política pública", diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior, Sólon Caldas. A entidade representa mais de 800 mantenedoras e instituições de ensino superior.

As novas regras incluem juros maiores e menor limite de renda para contratrar o financiamento. Os juros dos novos financiamentos serão reajustados para 6,5% ano. Atualmente, a taxa de juros é 3,4%. A oferta de vagas vai priorizar os cursos com conceitos 4 e 5 nas avaliações do MEC, sendo um quarto das vagas nos cursos de conceito 5 – nível máximo. Ele ressalta que as novas regras foram construídas depois de consultas às instituições. Ao contrátrio do que foi feito no final do ano passado, quando instituições e estudantes foram pegos de surpresa com as restrições ao financiamento.

Atualmente, estudantes com renda familiar bruta de até 20 salários mínimos (R$ 15,760 mil) podem contratar o Fies. Agora, esse limite passa para 2,5 salários mínimos (R$ 1,970 mil) por pessoa. As instituições, em contrapartida, oferecerão mensalidades 5% mais baratas aos estudantes que contrataram o Fies. "Neste momento em que o país passa por restrição orçamentária, ter disponibilizado as vagas é algo considerável", diz Caldas.

"É importante que o governo tenha mudado e anunciado as regras de forma mais transparente", diz a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral. "As instituições precisarão seguir determinadas regras que garatem maior segurança aos estudantes", acrescentou.

Carina também comemorou a prioridade dada aos cursos com maior qualidade. "Isso significa que o dinheiro público será investido em cursos de maior qualidade, e nós, estudantes, vamos estudar em cursos de maior qualidade. Isso é importante". Os novos juros, no entanto, poderão gerar dificuldade aos estudantes de baixa renda, segundo ela, uma vez que "eles necessitam do subsídio, por parte do governo, num programa tão importante".

Nas redes sociais, muitas pessoas manifestam dúvidas em relação às novas regras. Os comentários se dividem entre empolgação com novos contratos e reclamações. "Esse vai ser mais tenso do que o primeiro!", diz um usuário do Facebook em grupo de discussão sobre o financiamento. Outro reclama do aumento dos juros: "O juro está muito alto, não compensa fazer. Quem tiver a chance de rever o financiamento interno fica mais em conta".

Atualmente, mais de 2,1 milhões de estudantes de instituições de educação superior privadas usam o financiamento para cursar o ensino superior. As novas regras valerão para os novos contratos do Fies. O edital com as datas e os detalhes sobre a inscrição deverá ser divulgado no dia 3 de julho. Na edição do segundo semestre, serão ofertadas 61,5 mil novas vagas.


Joaquim Levy passa bem e viaja hoje aos Estados Unidos

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi diagnosticado com embolia pulmonar, ontem, mas acompanha a presidenta Dilma Rousseff aos Estados Unidos, hoje  Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, viaja hoje (27) à noite para os Estados Unidos. Ele acompanha a presidenta Dilma Rousseff em sua visita oficial ao país – a primeira após as denúncias de espionagem da agência de inteligência norte-americana, em 2013. Levy foi hospitalizado na noite de ontem (26), em Brasília, e diagnosticado com embolia pulmonar, mas manteve a agenda.

A assessoria do Ministério da Fazenda informou que Levy deixou o Hospital do Coração do Brasil no início da madrugada deste sábado, dormiu em casa e passa bem. A embolia pulmonar se dá quando ocorre coágulo em uma artéria pulmonar. Os sintomas mais frequentes são dores torácicas, falta de ar, apneia e tosse seguida de sangramento.

O ministro embarcará à noite, em voo comercial, e lá se integrará à comitiva da presidenta. Em 2013, Dilma cancelou a viagem que faria aos Estados Unidos após as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança do país espionou empresas estatais e autoridades brasileiras, incluindo a própria presidenta.

A agenda nos Estados Unidos inclui compromissos com empresários, em Nova York; reunião de trabalho com Barack Obama, em Washington, e visitas à sede do Google, ao Centro de Pesquisas da Nasa e à Universidade Stanford – todas na Califórnia. Dilma deve retornar ao Brasil na manhã de quinta-feira (2).

Senado muda regra para sabatina de indicados pela Presidência da República

Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O plenário do Senado aprovou esta semana projeto de resolução para alterar as regras de sabatinas dos indicados pela Presidência da República para ocuparem cargos públicos. Caso dos diretores de agências reguladoras, ministros do Supremo Tribunal Federal e do presidente do Banco Central, por exemplo.

Pelas novas regras, os senadores terão dez minutos para perguntas ao sabatinado, e não mais cinco como funciona atualmente. O sabatinado, por sua vez, deverá responder a todas elas diretamente, uma a uma. Atualmente, o presidente da comissão pode determinar que as respostas ocorram por blocos de perguntas.

Com a mudança, a réplica do questionador e a tréplica acontecerão também imediatamente, melhorando o debate. Cada uma delas deverá acontecer em até cinco minutos. “Impõe-se evitar a formação de blocos de senadores para perguntas em conjunto, o que, sem dúvida, compromete a resposta individualizada do interpelado”, argumenta o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), autor do projeto.

Cunha Lima alega que as alterações vão aperfeiçoar o andamento das sabatinas e a análise das indicações presidenciais. “Entendemos que deve ser garantido aos senadores, que fazem a arguição dos indicados nas comissões, o tempo suficiente para estabelecer o adequado contraditório sobre temas polêmicos, que não podem ficar restritos ao tempo de apenas cinco minutos, que é aquele previsto para o encaminhamento de votação de matéria pelo plenário, adotado, também, pelas comissões”, alega.



Aloysio Nunes diz que recebeu doação legal de investigado na Lava Jato

Andre Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) divulgou nota hoje (26) na qual afirma que recebeu legalmente R$ 200 mil do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa. O empresário ficou preso durante quatro meses em função das investigações da Operação Lava Jato.

De acordo com as reportagens publicadas nesta sexta-feira, o senador é uma das pessoas citadas na delação premiada assinada entre Pessoa e o Ministério Púbico Federal (MPF), que comanda as investigações. Em nota, o parlamentar reconhece que recebeu a quantia para a sua campanha eleitoral ao Senado em 2010, mas disse que o valor foi legalmente declarado à Justiça Eleitoral.

O senador disse ainda que não conhece o empreiteiro e que não tem nada a esconder. “Nunca fui procurado por Ricardo Pessoa, nem antes e nem depois da campanha, para patrocinar pleitos junto à Petrobras, uma vez que, entre outras razões, é pública e notória a minha frontal oposição ao governo petista, à sombra do qual esse senhor prosperou.Aliás, não conheço Ricardo Pessoa; nunca o vi mais gordo e muito menos mais magro".

Mais cedo, os ministros da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que também foram citados, de acordo com as reportagens, afirmaram que as
doações recebidas de Pessoa foram legais e declaradas à Justiça Eleitoral.


Lava Jato: ministros negam recebimento de doações ilegais de campanha

André Richter e Marcelo Brandão - Repórteres da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Os ministros Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, negaram hoje (26) terem recebido doações ilegais, em dinheiro, do presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, preso durante quatro meses pelas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. De acordo com reportagens divulgadas nesta sexta-feira pela imprensa, Pessoa teria citado, em acordo de delação premiada, o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele.

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, que atuou como tesoureiro da campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014, confirmou que recebeu R$ 7,5 milhões, mas ressaltou que em doações flícitas, conforme prevê a legislação.

“O ministro Edinho Silva esteve com o empresário Ricardo Pessoa por três vezes para tratar de doações de campanha. A primeira, quando o conheceu, foi quando o empresário esteve no comitê da campanha, em Brasília. O empresário, após o primeiro contato, organizou o fluxo de doações em três parcelas que totalizaram R$ 7,5 milhões.  O ministro Edinho jamais tratou de assuntos relacionados a qualquer empresa ou órgão público com o referido empresário. As contas da campanha presidencial de Dilma Rousseff foram auditadas e aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral”, declarou o ministro.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, confirmou que recebeu dois pagamentos de R$ 250 mil, da UTC e da Constran, para sua campanha ao governo de São Paulo, em 2010. Disse, no entanto, que os valores foram recebidos de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral, que aprovou a prestação de contas. A direção do PT também reafirmou que todas as doações recebidas pelo partido são legais e registradas na Justiça Eleitoral.

Durante duas horas e meia, a presidenta da República, Dilma Rousseff, se reuniu com Edinho Silva e Mercadante, no Palácio da Alvorada. O encontro, que não estava previsto na agenda presidencial, também teve a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de Giles Azevedo, assessor especial de Dilma. Eles começaram a deixar a residência oficial às 20h10, sem falar com a imprensa. Amanhã (27), às 9h, Dilma embarca para os Estados Unidos, onde cumpre uma série de compromissos em Nova Iorque, Washington e São Francisco.


Clérigos muçulmanos condenam ataques na França, Tunísia e no Kuwait

Da Agência Lusa

Clérigos muçulmanos condenaram os ataques terroristas ocorridos hoje (26) na França, Tunísia e no Kuwait, que provocaram mais de 50 mortes, incluindo turistas.

A Al-Azhar, principal instituição sunita de interpretação do Alcorão, sediada no Cairo, considerou que os disparos “hediondos”, que resultaram na morte de 28 pessoas – a maioria europeus – em uma estância turística na costa da Tunísia, constitui uma “violação de todas as normas religiosas e humanitárias”.

Em comunicado, a instituição condena também o atentando à bomba, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), contra uma mesquita xiita, na capital do Kuwait, que resultou na morte de 25 fiéis.

“A Al-Azhar apela à comunidade internacional para empenhar todos os esforços na luta contra esse grupo terrorista”, informa comunicado da instituição sunita, referindo-se ao EI.

O grupo jihadista, que controla parte da Síria e Iraque, e tem afiliados em vários países, apelou a ataques durante o mês sagrado do Ramadã, que começou há mais de uma semana.

Um grupo de trabalho contra o extremismo, implementado pelo mufti do Egito – o académico do governo a quem é reconhecida a capacidade de interpretar a lei islâmica – também condenou os ataques. Em comunicado, o grupo externa que “o EI fez mais do que qualquer outra pessoa, islâmica ou não, para caluniar a imagem do Islã”.

O proeminente clérigo sunita Youssef al-Qaradawi sugeriu que os autores dos ataques agiram pior do que “bestas”. “As bestas não matam outros animais, a não ser para se alimentarem, mas há quem nunca satisfaça a sua sede por sangue”, escreveu no Twitter.

As principais organizações muçulmanas na França também condenaram o atentando ocorrido na cidade de Lyon, no Leste do país, apelando à “vigilância, unidade e solidariedade”.


Governo deve abrir edital para o Ciência sem Fronteiras no fim do ano

Bruno Bocchini e Daniel Mello - Repórteres da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O Ministério da Educação deverá abrir edital no fim de 2015 do Programa Ciência sem Fronteiras. Segundo o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, poderão ocorrer mudanças no programa, mas elas ainda não foram definidas. Há um mês, nota do ministério informou que haveria cortes de vagas no Ciência sem Fronteiras e no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

“Nós vamos abrir um edital, provavelmente no final do ano. E vamos, de fato, estudar que mudanças podem ser feitas. Mas, por enquanto, não temos nada definido. Esse é um programa estratégico. Ele mudou o perfil da universidade brasileira ao colocar muita gente em contato com os melhores centros internacionais. É um programa que vai ser continuado”, disse o ministro, após participar de reunião no Instituto Lula, na capital paulista.

O Ciência sem Fronteiras tem editais de graduação e pós-graduação lançados ao longo de todo o ano. No ano passado, a presidenta Dilma Rousseff renovou o programa e garantiu 100 mil bolsas até 2018, além das 101 mil prometidas até o fim de 2014.

O ministro falou também sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), De acordo com Renato Janine, até ontem (25), mais de 5 mil municípios já tinham aprovado o plano de educação nas respectivas Câmaras de Vereadores. “O que a lei diz é que até ontem os estados e municípios deveriam ter elaborado seu projeto de lei. Isso praticamente todos fizeram”, disse. O prazo para a elaboração dos projetos de lei terminou nessa quinta-feira.

Segundo o ministro, poucos municípios e estados atrasaram na elaboração de seus planos, não havendo necessidade de buscar uma punição para os que não cumpriram o prazo. “Alguns tiveram problemas [em razão de] suspensão de aulas, a própria campanha eleitoral inibiu muito essa discussão, em muitos casos começou mesmo este ano”, justificou.

Renato Janine ressaltou ainda que considera mais positivo uma discussão madura sobre o plano do que sua implementação rápida. Ele disse também que o aperto orçamentário pouco deverá afetar o PNE. “O aperto orçamentário é este ano, esse plano vai até 2024”.


Brasil permite casamento gay, mas ainda há preconceito, diz associação LGBT

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

O Brasil é um dos poucos países no mundo em que o casamento homoafetivo é permitido, desde 2013. O país, no entanto, está longe de acabar com o preconceito e a violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT). "O país, que deveria atuar de forma mais contundente, pelo tamanho e influência que tem na América Latina, está caminhando para uma situação que, a médio prazo, vai ser extremamente difícil", afirma o secretário de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Beto de Jesus.

Hoje (26), o casamento gay tornou-se legal em todos os estados dos Estados Unidos. A questão é considerada uma conquista pelos movimentos LGBT e uma vitória, pelo próprio presidente Barack Obama.

No Brasil, o casamento homoafetivo é estendido a todo o país desde maio de 2013, quando entrou em vigor a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).  Segundo ela, os cartórios de todo o país não podem se recusar a celebrar casamentos civis de pessoas do mesmo sexo. Antes disso, já havia decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Apesar de já garantir esse direito, o Brasil ainda está entre os que mais matam por homofobia, o preconceito contra homossexuais. Em 2014, ocorreram 326 mortes, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia. Na avaliação de Jesus, o fundamentalismo religioso e a intolerância, crescentes no país, são as principais causas da violência. Ele cita a retirada das discussões de gênero nas escolas, nos planos de educação, a falta de ênfase para a criminalização da homofobia, cujo projeto de lei foi apensado no projeto do Novo Código Penal, em tramitação no Senado, e outros "retrocessos".

Na sociedade brasileira, um levantamento feito pela agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research mostrou que 49% da população brasileira se diz contra a legalização do casamento gay, 21% são indiferentes e 30%, a favor. Foram entrevistados mil brasileiros com mais de 16 anos, em 70 cidades de todas as regiões e classes sociais.

A luta para que não haja mais brasileiros discriminados por identidade de gênero ou orientação sexual faz parte do programa de governo apresentado pela então candidata à reeleição Dilma Rousseff. Na opinião de Jesus, falta um posicionamento mais firme do Executivo para que a questão seja, de fato, efetivada. "A diferença é incrível. Nos Estados Unidos, Obama enfrenta essa discussão com os fundamentalistas, e afirma os direitos humanos", diz.

Em comparação com outros países latino americanos, Jesus, que é também secretário da América Latina e Caribe da International Lesbian, Gay, Trans and Intersex Association (ILGA), diz que o país está atrás da Argentina, cuja legalização do casamento se deu no Congresso Nacional, por meio de voto. "Na identidade de gênero, a Argentina aprovou a lei mais moderna do mundo, as pessoas trans [transexuais] nao precisam de autorização de ninguém que diga a qual gênero pertencem, elas têm autonomia", diz.

No país norte-americano, a decisão favorável ao casamento gay veio também do Judiciário. Depois de décadas de litígios e ações de ativistas que reivindicavam seus direitos em diferentes estados, e em meio ao crescente apoio da população, que agora atinge o número recorde de 60%, de acordo com um recente levantamento da empresa de pesquisa Gallup.

O casamento do mesmo sexo já era permitido em 36 dos 50 estados que compõem os Estados Unidos, mais o Distrito de Columbia, onde está localizada a capital do país, Washington. Outros quatro estados proibiam essa união.

"A decisão do Supremo Tribunal é uma grande vitória para casais do mesmo sexo nos Estados Unidos, e vai repercutir em muitos países que ainda negam às pessoas o direito de se casar com quem amam", disse a organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch. A organização disse que com este passo, os Estados Unidos juntam-se a outros 18 países que já possuem esse direito, incluindo Argentina, Brasil, Canadá, Espanha, Nova Zelândia, África do Sul e Uruguai.

* Com informações da Télam



ONU condena atentados que deixaram 63 mortos na Tunísia, no Kuwait e na França

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil* Edição: Juliana Andrade

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, condenou os ataques na Tunísia, no Kuwait e na França, ocorridos nesta sexta-feira (26), que deixaram 63 mortos. “Os responsáveis por esses atos de violência espantosos precisam ser levados rapidamente à Justiça", disse.

Para Ban Ki-moon, as ações estão longe de "enfraquecer a decisão da comunidade internacional de lutar contra o flagelo do terrorismo"."Esses ataques hediondos apenas reforçam o compromisso das Nações Unidas de ajudar a derrotar os que estão empenhados no assassinato, na destruição e na aniquilação do desenvolvimento humano”, destacou o secretário-geral.

Na Tunísia, pelo menos 37 pessoas morreram e 36 ficaram feridas, em sua maioria turistas, quando um homem armado abriu fogo em um resort em Sousse, a 140 quilômetros ao sul de Túnis. O atirador foi morto pela polícia.

No Kuwait, o ataque, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, a uma mesquita xiita na capital matou 25 pessoas, segundo dados do Ministério do Interior. Em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Kuna, a pasta informou que há 202 pessoas feridas.

Na França, autoridades identificaram Yassin Salhi, de 35 anos, nascido em Pontarlier, na mesma região do ataque, como o autor do atentado a uma fábrica de gás natural em Isère (Sudeste do país), no qual uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma cabeça, coberta com inscrições em árabe, foi encontrada no local, pendurada em uma grade.

Horas depois dos atentados, a Espanha e a Itália elevaram os níveis de alerta antiterrorista.

*Com informações da Agência Lusa


Prêmio internacional estimula jovens inovadores brasileiros

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Inovadores com Menos de 35, promovido pela MIT Tecnology Review, publicação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Estados Unidos. O concurso é feito em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Este é o segundo ano que o prêmio distingue os melhores projetos inovadores, de autoria de pesquisadores e empreendedores brasileiros abaixo de 35 anos de idade. O objetivo é descobrir e incentivar novos talentos.

No ano passado foram premiados dez projetos de jovens que ofereciam soluções para resolução de problemas e carências sociais e econômicas da população, de forma criativa. Um dos vencedores foi o médico David Schlesinger, selecionado pela criação do laboratório Mendelics de diagnósticos genéticos. “O prêmio foi algo excepcional”, disse Schlesinger hoje (26) à Agência Brasil. “As pessoas que ganharam são todas incríveis, e eu me senti humilde junto dos demais premiados tão inteligentes”, completou.

O laboratório Mendelics se dedica a interpretar a informação genética que identifica a causa das chamadas doenças raras, e com isso aumenta as chances de pacientes portadores dessas doenças obterem  diagnósticos mais exatos. Já foram identificadas, no mundo, em torno de 7 mil doenças raras, que afetam 7% da população global. Do total, 80% têm origem genética.

Entre os ganhadores da primeira edição do Prêmio Brasil estão também Gustavo Caetano, que criou um grupo empresarial de internet especializado em soluções de comunicação digital corporativa; Martin Restrepo, que criou uma metodologia de aprendizagem baseada em tecnologia móvel para melhorar a formação empresarial e acadêmica dos jovens; Lucas Strasburg, que desenvolveu próteses ortopédicas de baixo custo, com plástico reciclado; e Mario Adolfi, autor de um programa de gestão hospitalar para cuidados de saúde em populações carentes.

Também foram contemplados Eduardo Bontempo, com uma plataforma de ensino adaptativo para personalizar o ensino em escolas e universidades; Wendell Coltro, inventor de tecnologia de baixo custo para fabricar dispositivos de análises microfluídicas a partir de papel; Guilherme Lichand, que incentivou o recolhimento de dados com telefones móveis de grande penetração para melhorar a gestão de problemas sociais; além de Lorrana Scarpioni, criadora de rede social para a troca de tempo com base em experiências e habilidades; e Vanessa Testoni, que desenvolveu nova técnica para compras seguras na internet.

Até o dia 27 de agosto, os brasileiros podem se candidatar ao prêmio, que é considerado o de maior reconhecimento mundial aos jovens inovadores. As inscrições serão feitas pelo endereeço eletrônico  http://www2.technologyreview.com/tr35brazil/nominate/. Dois projetos inscritos serão reconhecidos também como Inovador do Ano e Inovador Social.

Mais de 150 jovens já tiveram seus projetos premiados na América Latina. Eles integram a comunidade global de inovadores com mais de 35 anos.

“Para o BID, é fundamental reconhecer os jovens inovadores que – com sua visão, esforço e trabalho – estão melhorando vidas. É importante para nós ser parte do sistema que incentiva a inovação e a criatividade que busca soluções para melhorar a qualidade de vida na América Latina e Caribe. Esses jovens se convertem em fonte de inspiração a outros jovens e tomadores de decisão", avaliou Marcelo Cabrol, do Departamento de Relações Externas do banco.


Decisão que garante casamento gay reafirma igualdade, diz Obama

Leandra Felipe – Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Maria Claudia

Após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, proferida hoje (26), que garante o direito do casamento gay para casais homossexuais, o presidente Barack Obama disse que a mudança ressalta a igualdade dos norte-americanos. "Quando todos os americanos são tratados como iguais, nós todos somos mais livres", disse, em um discurso na Casa Branca.

A decisão apertada da Suprema Corte, por cinco votos a quatro, estabeleceu garantias constitucionais da proteção igualitária ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. A partir de agora, os tribunais estaduais não podem mais proibir casamentos entre homossexuais. Todos os 50 estados devem obedecer a lei.

Um dos juízes mais conservadores segundo a imprensa norte-americana, Anthony Kennedy, escreveu em nome da corte que a decisão é uma esperança para os homossexuais que querem se casar. “As pessoas que querem uma união com o mesmo sexo, já não serão condenadas a viver na solidão, excluídas das mais antigas instituições de nossa civilização. Elas pedem a mesma dignidade aos olhos da lei. A Constituição lhes garante esse direito”.

Kennedy votou com os quatro juízes liberais a favor e garantiu que a lei fosse alterada. Do lado de fora da Suprema Corte, manifestações favoráveis e contra a decisão aconteceram durante e após o anúncio da sentença.

A mudança também garante que casamentos celebrados em estados que permitiam o casamento possam ter valor legal nos estados que proibiam.

Antes de se pronunciar na Casa Branca, Barack Obama comentou a decisão em sua conta no Twitter e no Facebook. “Hoje damos um grande passo na busca da igualdade. Agora os casais do mesmo sexo podem se casar”. Ele usou a hashtag #lovewon (o amor ganhou) no Twitter e postou uma foto em seu perfil no Facebook. Milhares de usuários compartilharam a mensagem de Obama.

Após atentados que mataram 63, Itália e Espanha elevam alerta antiterrorista

Da Agência Lusa

A Espanha e a Itália elevaram hoje (26) os níveis de alerta antiterrorista na sequência dos atentados na França, na Tunísia e no Kuwait. Em Madri, o Ministério do Interior elevou o nível de alerta de médio para alto.

“ Considerando a proximidade do nosso país dos países onde alguns desses ataques ocorreram, foi proposto elevar o nível de alerta antiterrorista do terceiro para o quarto de cinco níveis, o que significa um risco alto de atentado", disse o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Díaz, em entrevista à imprensa. “Este aumento implica um reforço da vigilância de alvos suscetíveis e de infraestruturas críticas”, acrescentou.

Na Itália, o ministro do Interior, Angelino Alfano, também anunciou a decisão de aumentar o alerta antiterrorista, sem, entretanto, indicar o nível. “Não há nenhum país com risco zero, por isso decidimos elevar o nível de alerta”, disse Alfano à imprensa durante uma visita a Milão.

Os anúncios foram feitos horas depois dos três ataques terroristas.

Na Tunísia, pelo menos 37 pessoas morreram e 36 ficaram feridas, na sua maioria turistas, quando um homem armado abriu fogo indiscriminadamente em um resort hoteleiro em Sousse, a 140 quilômetros ao sul de Túnis.

No Kuwait, o ataque, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico, a uma mesquita xiita na capital matou 25 pessoas, segundo dados do Ministério do Interior. Em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial Kuna, a pasta informou que há 202 pessoas feridas.

Na França, autoridades identificaram Yassin Salhi, de 35 anos, nascido em Pontarlier, na mesma região do ataque, como o autor do atentado a uma fábrica de gás natural em Isère (Sudeste do país), no qual uma pessoa morreu e duas ficaram feridas. O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, confirmou que uma cabeça, coberta com inscrições em árabe, foi encontrada no local, pendurada em uma grade.

Brasil continuará a negociar acordo automotivo com Argentina após prorrogação

Da Agência Brasil Edição: Aécio Amado

O Brasil e a Argentina continuarão negociando, nos próximos meses, pontos adicionais do acordo automotivo, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O acordo foi prorrogado ontem (25) por mais um ano, até julho de 2016. O documento foi assinado (25) na Secretaria-Geral da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), em Montevidéu, no Uruguai.

A Argentina quer estender as autopeças do país o regime Inovar Auto, que prevê isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fabricantes brasileiros que cumprem metas de investimento em pesquisa e de desenvolvimento de novas tecnologias. O Inovar Auto acaba em 2017 e, até agora, o governo brasileiro não informou se pretende prorrogar o programa.

As regras não mudaram. O mecanismo conhecido como flex foi mantido. Por esse sistema, a cada US$ 1 que a Argentina vende ao Brasil em autopeças e veículos, as montadoras brasileiras poderão exportar ao país vizinho US$ 1,5 com isenção do imposto de importação. Acima disso, os veículos brasileiros pagam tarifas de 35% para entrar no mercado argentino.

O acordo venceria no fim deste mês. Os veículos precisarão ter pelo menos 60% das peças e dos componentes fabricados no Mercosul.

Segundo o ministério, a extensão do acordo entrará em vigor simultaneamente, assim que forem cumpridas as formalidades jurídicas necessárias em cada país para a sua aplicação. “A prorrogação é importante para aprofundar a integração produtiva e preservar a corrente de comércio bilateral”, informou o ministério em nota.

Brasil proíbe importação de louça de mesa da Malásia e da Índia

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

Três empresas que vendiam louça de mesa ao Brasil não poderão mais negociar este produto com o país. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior proibiu a importação de duas empresas da Malásia e uma da Índia sob a alegação de falsa declaração de origem. As portarias com a suspensão das licenças de importação foram publicadas hoje (26) no Diário Oficial da União.

A suspeita é que as empresas estivessem usando a circunvenção, prática que procura burlar restrições à importação de produtos de um país por meio da triangulação com terceiros países, mascarando a origem das mercadorias e fugindo de tarifas antidumping. As tarifas são usadas para punir empresas que exportam produtos abaixo do valor de mercado e ameaçam a sobrevivência de concorrentes.

Desde o ano passado, as louças de mesa da China pagam de US$ 1,84 a US$ 5,14 por quilo de tarifa antidumping para entrar no país. Segundo o ministério, as empresas não conseguiram comprovar que fabricam os produtos seguindo as normas de origem brasileiras. As companhias tiveram as licenças de importação indeferidas, sob a suspeita de que as mercadorias, na verdade, eram fabricadas na China e recebiam retoques na Malásia e na Índia antes de seguir para o Brasil.

As licenças de importação para objetos de louça para mesa são analisadas desde outubro do ano passado após denúncia de fabricantes brasileiros. Apenas este ano, a Secretaria de Comércio Exterior do ministério fez 31 investigações de origem com fabricantes de objetos de louça. Em oito casos, foi comprovado que a empresa de fato era fabricante, segundo as normas brasileiras. Ainda estão sendo feitas duas análises dos mesmos produtos.


Mercosul tem documento contra tráfico de pessoas e trabalho escravo

Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

O  ministro do Trabalho, Manoel Dias, e  os ministros do Trabalho do Merrcosul,  preparam  documento  para  os chefes de Estado da região assinarem na reunião de cúpula agendada para 17 de julho José Cruz/Agência Brasil
Ministros do Trabalho dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) assinaram hoje (26) uma declaração contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. Eles também finalizaram uma proposta de declaração sociolaboral que será submetida à apreciação dos chefes de Estado do Mercosul. O encontro foi na sede do Ministério do Trabalho, em Brasília.

No documento, os ministros se comprometem a impulsionar políticas regionais em matéria de prevenção, combate e reinserção das vítimas no mercado de trabalho. “Essas medidas congregam e refletem alguns dos principais desafios contemporâneos do mundo do trabalho, relacionados ao respeito aos direitos humanos e à garantia de condições dignas de vida dos nossos povos”, explicou o ministro Manoel Dias. Também foram abordados temas como migração de trabalhadores, direitos trabalhistas, trabalho decente e igualdade de oportunidades, independentemente de raça, gênero ou deficiência. Os ministros aprovaram, ainda, a criação de um Plano Estratégico Mercosul de Emprego e Trabalho Decente.

“O Brasil tem muito que ajudar e colaborar na construção de políticas públicas do trabalho e emprego para o Mercosul”, disse Dias. “Foi um encontro positivo, porque [entre outros aspectos] a declaração sociolaboral vai ampliar cada vez mais a participação dos trabalhadores na construção de políticas públicas de trabalho e emprego no Mercosul.”

Segundo Dias, a aprovação do documento facilitará a circulação de trabalhadores no Mercosul. “A livre circulação é fundamental, porque os trabalhadores não podem sofrer qualquer restrição na sua locomoção entre os países que constituem o Mercosul. Além disso, alguns avanços estendem a todos trabalhadores do Mercosul benefícios trabalhistas e previdenciários.”

Além de Manoel Dias, participaram da reunião os ministros Júlio Rosales, da Argentina, Guilhermo Sosa Flores, do Paraguai, Ernesto Murro, do Uruguai, e Nestor Ovalles, da Venezuela. Estiveram presentes também representantes dos empregadores e trabalhadores. As propostas agora serão encaminhadas aos chefes de Estado de todos os países-membros do bloco, a fim de serem assinadas em encontro previsto para o dia 17 de julho.


Câmara vive momento único de independência em relação ao Executivo, diz Cunha

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

A Câmara dos Deputados vive um momento único de de produtividade e de independência em relação ao Executivo, disse hoje (26), o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a correspondentes internacionais, em evento fechado em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro.

“Nós mudamos esse paradigma de que a pauta tem que ser única e exclusivamente a pauta do Executivo”, disse Cunha. Para ele, o Legislativo tem papel mais importante na sociedade do que os demais Poderes.

O deputado enfatizou que, em sua gestão, dezenas de destaques estão sendo votados em quintas-feiras, o que, segundo ele, não ocorria antes. “A oposição abriu mão de obstruir e passou a discutir e votar os temas. Este é o conceito que estamos introduzindo. O Parlamento conseguiu mais de 30 votações de emendas constitucionais em duas semanas. Essas 30 votações são inéditas. Nunca houve, mesmo em um ano, 30 votações de emendas constitucionais."

Para ele, a aprovação do orçamento impositivo para emendas parlamentares é um dos fatores que contribuíram para essa independência. “Em um primeiro momento, pode parecer que o Parlamento está legislando em causa própria, porque seus parlamentares terão a garantia de suas emendas, mas, na prática, é talvez, ou foi, o efeito mais relevante dos últimos 30 anos para efeito da independência do Parlamento”. A proposta obriga o governo a executar as emendas parlamentares aprovadas pelo Congresso para o Orçamento anual.

Cunha afirmou que, antes da aprovação, os parlamentares ficavam reféns da vontade do Poder Executivo de liberar, ou não, as emendas. “E esse parlamentar que votava para o governo, única e exclusivamente para garantir sua emenda, não apenas neste governo, mas em qualquer governo, hoje vota pela sua consciência. O Brasil vive uma crise do presidencialismo“, enfatizou o deputado. Para ele, o Brasil não tem um presidencialismo de coalizão. "Temos um presidencialismo de cooptação", afirmou.

Chefe do Poder Legislativo há quase cinco meses, Eduardo Cunha citou os projetos da regulamentação da terceirização e da reforma política como alguns dos temas tabus no país que precisavam ser votados, promessas de campanha cumpridas.

Além de perguntas sobre o panorama político brasileiro, os correspondentes pediram a opinião de Cunha sobre a redução da maioridade penal e a política de drogas. Ele voltou a defender a diminuição da maioridade penal, cujo projeto de lei está para ser votado na Câmara. “Há 40 anos, o jovem de 16 anos era uma coisa. Hoje ele tem muito mais consciência daquilo que está fazendo. Se ele pode votar e até reproduzir, ele tem a responsabilidade para assumir danos”,  afirmou. “Ele sabe que está praticando um crime, e o pratica porque sabe que não terá punição.”

Cunha considera a política brasileira para as drogas muito liberal e culpou o consumidor pelo  problema do tráfico. “Temos uma elite que quer a droga, mas não quer o traficante, e as duas coisas são indissociáveis. O consumo de drogas é o fator gerador da venda. É óbvio que a liberação das drogas vai aumentar o consumo e estimular maior violência associada ao consumo”, enfatizou Cunha, lembrando que, nos países onde o consumo de drogas foi legalizado, houve aumento do dependência química.


Eduardo Cunha quer votar PEC do Pacto Federativo o mais rápido possível

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

A Comissão Especial do Pacto Federativo concluirá os trabalhos na semana que vem, e a primeira proposta de emenda à Constituição deve ser votada no próximo semestre, informou hoje (26) o presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em coletiva de imprensa para jornalistas internacionais em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo Cunha, “a emenda proíbe transmitir encargos para estados e municípios, sem os respectivos recursos. Esse é o primeiro sinal para acabar com o processo que existe hoje, de transferência de obrigações sem dar capacidade aos entes federados de sobreviverem”.

Ao afirmar que estados e municípios estão no caminho da falência, o deputado garantiu que se esforçará para que o pacto represente um reequilíbrio de forças entre os entes federados. “Ninguém pode gastar aquilo que não tem condições de fazê-lo, nem obrigação que não tenha como financiar. Claro que no tempo, a União, obviamente, terá que pagar alguma coisa. Hoje, no momento de crise, não dá para achar que vai resolver o problema de todos tirando da União. Mas, programadamente essas coisas podem ser corrigidas”, salientou.

A reforma tributária será o passo seguinte, de acordo com ele, para o país alcançar um orçamento realista. “Precisamos efetivamente saber que tributos teremos para financiar despesas. Há uma inversão de valores no Brasil. Aqui o orçamento é votado no último dia do ano, de forma que ninguém conhece, e não tem a mínima seriedade, porque ninguém o aplica. Essa forma de fazer política é errada”, na sua avaliação.


Observatório do Clima propõe metas para limitar emissão de gás carbônico

Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

Documento divulgado hoje (26) pelo Observatório do Clima mostra que o Brasil tem capacidade para chegar em 2030 limitando suas emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa (GGE) a 1 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente. Chamado de INDC – sigla em inglês para Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas – da sociedade civil, o documento consiste em metas que os países deverão apresentar no novo acordo que será assinado na 21ª Conferência para o Clima das Nações Unidas (COP21), na França, em dezembro.

O governo brasileiro ainda não fechou as bases da INDC que levará para a reunião da França. O pacto internacional a ser fechado na COP21 pretende que o aumento da temperatura global não ultrapasse 2º Celsius, valor considerado limite entre cientistas e governos mundiais para evitar mudanças catastróficas.

No Brasil o número indicado para as emissões de GGE, em 2030, equivale a uma redução de 35% do valor estimado em 2010. O Brasil é um dos dez maiores emissores de gás carbônico do planeta.

O Observatório do Clima, em uma das metas apresentadas, propõe que o Brasil assuma o compromisso de definir um conjunto de políticas, medidas e ações de adaptações às mudanças climáticas. O objetivo é diminuir a vulnerabilidade da população, do meio ambiente e da economia aos efeitos das alterações climáticas, incluindo a definição de um Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima. O documento reivindica o estabelecimento de metas e ações para a redução dos impactos sobre as populações e ecossistemas mais vulneráveis.

Também foram apresentadas sugestão para implementar as ações propostas, como zerar a perda da cobertura vegetal nativa; zerar a perda de cobertura florestal; recuperar as áreas degradadas em áreas de preservação permanente de reserva legal; reverter a queda e ampliar a participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira e ampliar a eficiência energética, por exemplo. O Observatório do Clima destaca ainda a necessidade de massificar práticas agrícolas de baixo carbono e universalizar os sistemas de coleta e tratamento de resíduos sólidos.

Especialistas que elaboraram o documento ressaltam que, na prática, o não cumprimento da meta pode resultar em graves problemas para a humanidade, já que pode acarretar no aumento da temperatura maior do que o estimado pelos cientistas. O Observatório do Clima, o documento já foi entregue ao governo federal.

Hospital do Subúrbio recebe prêmio das Nações Unidas na Colômbia


Foto: Divulgação
O projeto de Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital do Subúrbio, em Salvador, é uma das duas únicas iniciativas da América Latina e do Caribe a conquistar, neste ano, o Prêmio do Serviço Público das Nações Unidas, na categoria 'Melhoria na prestação de serviços públicos', após uma disputa que envolveu mais de quatro mil experiências de todo o mundo.

A entrega oficial da premiação aconteceu nesta sexta-feira (26), em Medellín, na Colômbia, como parte da solenidade de encerramento do Fórum do Serviço Público das Nações Unidas, que reúne autoridades e especialistas de todo o mundo. O prêmio foi entregue pelo subsecretário das Nações Unidas, Lenni Montiel, ao coordenador de PPP da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA), Rogério Princhak, e ao diretor-presidente do hospital, Jorge Oliveira.

"Já fomos procurados por representantes de países como Nigéria, Congo, Equador, Peru, Guatemala e Colômbia", conta Rogério Princhak. A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), Princhak fez apresentação sobre a experiência do Hospital do Subúrbio durante o Fórum do Serviço Público, que começou na quarta (24). O evento tem o objetivo de promover o intercâmbio de experiências inovadoras no serviço público entre os países-membros da ONU.

"Durante a apresentação, os participantes fizeram muitas perguntas, demonstrando o interesse pelo nosso modelo de PPP, seu arcabouço legal e seu sistema de garantias, sobretudo por parte de países em desenvolvimento", explicou Princhak. "Trata-se de um contrato robusto que permite, através de uma matriz de indicadores, o acompanhamento e a certificação da qualidade do serviço a ser entregue", observou , destacando que, com este modelo, o Hospital do Subúrbio "conseguiu chegar a um nível de excelência".

Quarto prêmio internacional

Este é o quarto prêmio internacional do Hospital do Subúrbio. Em 2012, o projeto foi laureado pela World Finance e pela KPMG e, em 2013, pelo Banco Mundial. "O reconhecimento internacional é um indicativo importante quanto à qualidade de nossas diretrizes na área de PPP, que estão focadas em parâmetros de eficiência e gestão por resultados", afirmou o secretário da Fazenda, Manoel Vitório.

O secretário da Saúde, Fábio Vilas Boas, ressaltou que o prêmio "reflete a decisão acertada do Governo do Estado em abrir novas formas de gestão da saúde pública na Bahia". Para o secretário, a qualidade da medicina praticada na instituição é "uma prova de que é possível fazer saúde pública com recursos limitados, bem aplicados e bem geridos, traduzindo-se, consequentemente, em qualidade assistencial e bem-estar para a população".

Foto: Divulgação

Exemplo de sucesso

O Hospital do Subúrbio foi o primeiro implantado e operado via parceria público-privada no Brasil. A unidade iniciou o atendimento à população baiana em setembro de 2010. O hospital, que atende a cerca de um milhão de habitantes de todo Subúrbio, além de outros bairros de Salvador e da região metropolitana, possui 373 leitos, dos quais 253 de internação, dez de UTI pediátrica, 50 para adultos e 60 de internação domiciliar, e se destina ao atendimento de alta complexidade para crianças e adultos, urgência e emergências clínicas, cirúrgicas e traumato-ortopédicas. Entre os serviços oferecidos estão ortopedia, cirurgia médica, neurologia clínica e cirúrgica, cirurgia vascular, urologia, pediatria, além de exames de bioimagem (ressonância magnética, raio X e tomografia).

A unidade hospitalar dispõe de uma equipe de cerca de 1.500 profissionais, incluindo 394 médicos das mais diversas especialidades, 270 enfermeiros, 585 técnicos de enfermagem, além de funcionários de apoio técnico, serviços gerais, administração e corpo diretor.

Para a diretora-geral do hospital, Lícia Cavalcanti, o modelo de gestão e operação alternativo através de PPP, sob a responsabilidade da empresa Prodal Saúde S.A., "foi capaz de atuar garantindo bons resultados assistenciais, efetivos, resolutivos e ágeis executados por equipes treinadas e integradas". O prêmio, avalia, "é o reconhecimento de um exaustivo trabalho de equipe, um estímulo a novos desafios e melhorias que venham sobretudo beneficiar os pacientes com uma assistência multidisciplinar, individualizada, cuidadosa e humanizada".
       
Qualificação

Entre as estratégias para a oferta contínua de serviços de qualidade está a capacitação dos profissionais. Periodicamente, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, juntamente com outros funcionários do Hospital do Subúrbio, passam por treinamento. A enfermeira Meire Élide, que atua no setor de hemodiálise, explica como as palestras e os cursos desenvolvidos na instituição de saúde contribuem para o desenvolvimento profissional. "O hospital, com a capacitação, incentiva a busca pelo aprendizado. Os treinamentos são fundamentais para que toda a equipe evolua profissionalmente, e, sem dúvida, contribui para oferecer serviços de qualidade".

Indicadores hospitalares

Desde o dia da inauguração do hospital até 2014, mais de 12 mil internações foram registradas pela unidade. Lesões e envenenamentos estão entre as principais causas, representando 31% dos atendimentos. Doenças dos aparelhos respiratório e digestivo, e doenças infecciosas também são motivos do alto índice de internações. Para acessar as informações da unidade em tempo real, o interessado pode utilizar o aplicativo HS Agora. O software está disponível para download gratuito na Appstore e no Google Play, nos formatos IOS e Android, respectivamente.

Secom Bahia

Festejos juninos continuam no Pelourinho nesta sexta-feira


Foto: Elói Corrêa/GOVBA
O São João ainda não acabou no Pelourinho. O arrasta pé continua na noite desta sexta-feira (26), com o Forró do Zé no Largo Pedro Archanjo, a partir das 21h. No mesmo horário, o forrozeiro Neto de Procópio faz show no Largo Quincas Berro D’Água, enquanto Jorge Gonzaga – Trio Nordestino agita o Largo Tereza Batista. Todas as atrações são gratuitas.

No sábado (27), o forrozeiro Val Macambira leva o show Made In Brasil ao Largo Pedro Archanjo, às 21h. No Largo Quincas Berro D’Água, a folia junina começa às 20h, com Coração Forrozeiro. Para forrozear no domingo (28), as opções são os shows de Forró Laska Coco e de Jaqueline Damasceno, ambos às 17h, no Largo Tereza Batista e no Largo Quincas Berro D’Água, respectivamente.

O Ciclo de Festejos Juninos do Pelô será encerrado com muita folia e animação no Dia de São Pedro, na segunda (29). No Largo Pedro Archanjo, às 20h, tem o forró da Banda Marana. No Largo Quincas Berro D’Água, também às 20h, a festa fica por conta da banda Ceguera de dá Nó. E o forrozeiro Bruninho do Acordeon agita a noite de encerramento no Largo Tereza Batista, no mesmo horário. As apresentações são promovidas pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

Secom Bahia

País deve ter plano nacional para enfrentar intolerância religiosa, diz babalaô

Isabela Vieira - Repórter da Agência Brasil Edição: Stênio Ribeiro

Atos de intolerância religiosa contra adeptos da umbanda e do candomblé não são casos pontuais, de acordo com o babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Por isso, ele cobrou hoje (26) do ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pepe Vargas, a elaboração de um plano nacional para enfrentar o problema.

Em audiência pública no Rio de Janeiro, na seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), para prestar solidariedade à menina Kayllane Campos, de 11 anos – atacada com uma pedrada na cabeça há poucos dias, quando vestia indumentária do candomblé –, o babalaô (babalawo em yorubá) disse que casos de intolerância são frequentes contra crianças – em escolas, principalmente – e templos religiosos. É necessária, portanto, uma ação articulada de Estado para identificar e responsabilizar os culpados.

O plano é fundamental. Um plano que abra uma discussão nacional e que se chame eles [setores conservadores e fundamentalistas] para o debate”, disse Ivanir. “Nosso papel", acrescentou, "é continuar construindo a possibilidade visionária de uma sociedade que se respeita”. Ele defende que constem do plano delegacias especializadas e ações para garantir a Lei 10.639/2003, que obriga o ensino da cultura e da história afro-brasileira nas escolas, além da promoção de uma cultura de tolerância e respeito às diferenças na sociedade.

O ministro Pepe Vargas concordou com a necessidade de uma estratégia de combate à intolerância religiosa, e prometeu conversar com a ministra Nilma Lino, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). “Estamos dispostos a construir um processo dessa natureza. O caso da Kayllane não é um fato isolado”, destacou. Segundo o ministro, para que o plano dê certo, é necessário envolver também os governos estaduais e municipais, bem como o Judiciário.

Segundo Ivanir, muitas crianças do candomblé e da umbanda são proibidas de usar guias (colares religiosos) em sala de aula; são xingadas e humilhadas. Outras, citou, não têm liberdade para praticar a fé, por intervenção do próprio Estado. “Há conselheiros tutelares evangélicos, por exemplo, que se utilizam da função para tirar crianças do roncó (cerimônia de iniciação em que a criança fica reclusa)”, criticou.

Na audiência, a CCIR informou que lançará, dia 18 de agosto, um dossiê com casos de intolerância religiosa em todo país, listando episódios que culminaram, inclusive, em mortes. A direção do órgão avalia até mesmo a possibilidade de denunciar o Brasil à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que analisa violações de direitos nos países.




Animados com fala de Dilma, produtores de mandioca aguardam apoio do governo

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

MandiocaMarcos Santos/USP Imagens
Em meio “a maior crise do setor dos últimos 15 anos”, produtores de mandioca torcem para que o elogio que a presidenta Dilma Rousseff fez à raiz, classificando-a como “uma das maiores conquistas do Brasil”, indique que o governo pretende ajudá-los a superar as dificuldades.

“Os produtores ficaram sensibilizados [com a possibilidade] de a fala da presidenta motivar os ministérios da Agricultura e da Fazenda a liberarem recursos que nos ajudem a superar esta forte crise”, disse à Agência Brasil o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca, João Eduardo Pasquini. Ele fez referência à fala da presidenta no lançamento dos Primeiros Jogos Mundiais Indígenas, que ocorrerão em outubro, em Palmas, no Tocantins.

Segundo o boletim de análise econômica setorial divulgado mensalmente pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, o preço médio mensal pago ao produtor pela tonelada de mandioca caiu de R$ 562,96 em dezembro de 2013 para R$ 175,15 em abril deste ano. De acordo com Pasquini, o valor não parou de cair nos últimos dois meses e há produtores vendendo a tonelada do produto por R$ 140.

“Esses preços estão muito abaixo do custo de produção, que gira em torno de R$ 220 a tonelada. É um prejuízo enorme para os produtores”, acrescentou Pasquini, revelando que há alguns meses o setor vem pleiteando a ajuda do governo. A principal reivindicação é que o governo federal compre o produto industrializado, ou seja, a farinha de mandioca, por um valor mínimo, a fim de forçar a alta do preço.

“Não seriam necessários muitos recursos. Calculamos que entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões poderiam amenizar os problemas que o setor vem enfrentando”, disse Pasquini.

A associação de produtores estima que 1 milhão de pessoas trabalhem na cadeia produtiva da mandioca. Com 26 milhões de toneladas de raiz de mandioca produzidas anualmente, o Brasil é o maior produtor mundial. Os estados do Pará e do Paraná são os maiores produtores. De acordo com Pasquini, o plantio é importante fonte de renda de agricultores familiares e um recurso alimentar de grande valia em regiões carentes.

Procurado, o Ministério da Agricultura disse que o governo estuda a reivindicação dos produtores e que está prestes a publicar uma portaria estipulando preços mínimos para a raiz e seus subprodutos. Além disso, o Conselho Interministerial de Estoques de Alimentos  deve anunciar em breve sua decisão quanto a possibilidade de o governo comprar mandioca diretamente dos produtores para formar estoques.


Brasil e China decidem criar fundo de cooperação produtiva de US$ 20 bilhões

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

O Brasil e a China decidiram criar o Fundo Brasil-China de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva no valor de US$ 20 bilhões. A China vai entrar com US$ 15 bilhões e o Brasil, com US$ 5 bilhões. O anúncio foi feito hoje (26) pelo subsecretário-geral Político 2 do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima, após a reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).

“ A ideia é que passe a vigorar no mais curto prazo possível. O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria por meio de joint ventures [associação de empresas] com companhias locais. O objetivo é permitir que esses projetos possam vir a ser financiados por esse fundo bilateral”, disse o embaixador.

A quarta sessão plenária da Cosban, mecanismo de diálogo político de mais alto nível entre o Brasil e a China. foi coordenada pelo vice-presidente Michel Temer e pelo vice-primeiro-ministro da China, Wang Yang.


China aumentará a importação de carne brasileira

Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura

O vice-presidente Michel Temer disse que a China se comprometeu a agilizar o processo de habilitação de novos frigoríficos brasileiros para aumentar a importação de carne brasileira. Técnicos chineses estão no Brasil fazendo o trabalho. Temer se encontrou com o vice-primeiro ministro da China, Wang Yang.

“Reiteramos a expectativa em relação ao aumento do número de frigoríficos brasileiros autorizados a exportar para a China e obtivemos do vice-primeiro ministro o compromisso de agilizar o processo de habilitação de novos frigoríficos”, disse Temer.

Em julho do ano passado, o governo chinês concordou em retirar o embargo à carne bovina brasileira, vigente desde 2012. As vendas foram suspensas em função da suspeita de um caso da doença da vaca louca, em um animal morto em 2010, em Sertanópolis (PR).

O encontro de Michel Temer e Wang Yang foi hoje (26) durante reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, o mecanismo de diálogo político de mais alto nível entre Brasil e China.

O vice-primeiro ministro chinês destacou também que os países esperam, em breve, que um grupo de especialistas brasileiros, chineses e peruanos inicie estudos de viabilidade para construção de uma ferrovia para ligar o Brasil ao Oceano Pacífico, passando pelo Peru.

A chamada Ferrovia Transoceânica está em um dos 35 acordos firmados entre a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, em maio, quando ele esteve no Brasil.


Anatel lança aplicativo para receber reclamações por tablets e celulares

Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil Edição: Maria Claudia

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou hoje (26) o aplicativo Anatel Consumidor para tablets e celulares, que vai permitir o registro de reclamações e consultas sobre o andamento das solicitações feitas à agência. O objetivo da Anatel é aproximar o consumidor da agência e fortalecer sua autonomia na hora de reclamar dos serviços de telecomunicações.

Segundo o presidente da Anatel, João Rezende, 67% das solicitações ainda são feitas pelo telefone, no call center, e 37% são pelo Fale Conosco na internet. “A ferramenta traz uma série de vantagens. Nossa intenção é substituir essas reclamações, feitas pelo canal tradicional [telefone], para a internet”, disse João, explicando que a Anatel também espera uma economia de custos com essa mudança.

O presidente da agência explica que as reclamações feitas pelo aplicativo terão o mesmo atendimento que as dos outros canais, que devem ser resolvidas em até cinco dias úteis pelas empresas reclamadas. João lembra que a Anatel não é o primeiro recurso do consumidor para tentar solucionar seu problema, que deve antes procurar a empresa que prestou o serviço.

Para registrar uma reclamação na Anatel, por qualquer um dos canais de atendimento, é necessário, inclusive, informar o protocolo do atendimento na empresa, comprovando que o consumidor buscou uma solução com o prestador do serviço.

Segundo a superintendente de Relações com Consumidores da Anatel, Elisa Leonel, o call center tem limitações para o atendimento, que é feito apenas das 8 h às 20 h, com 700 atendentes, e custa de R$ 2,5 a 3 milhões para a Anatel. Para ela, a preocupação é racionalizar os canais de atendimento. “Com o aplicativo queremos dar ferramentas mais rápidas e que não dependa de um atendimento humano para a interpretação do problema. Agora o próprio cliente redige o que quer e do jeito que quer”, explicou.

Elisa conta que 50% das solicitações feitas à Anatel são reclamações, o restante diz respeito a pedidos de informações e sugestões à agência. Segundo ela, os quatro maiores motivos de reclamações, em 2014, foram cobrança indevida, qualidade do serviço e assistência técnica, problemas para cancelar o serviço e problemas relacionados ao próprio atendimento na empresa.

Além de melhorar a comunicação com o usuário, o Anatel Consumidor também disponibiliza informações sobre direitos dos consumidores dos serviços de telecomunicações. O aplicativo está disponível para os sistemas operacionais Android, IOS e Windows Phone.

A Anatel também tem o aplicativo Anatel Serviço Móvel, que disponibiliza informações sobre a prestação do serviço móvel em cada município do país.


STJ mantém condenação de pilotos americanos em acidente com Boeing da Gol

André Richter - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

Os destroços do avião da Gol foram encontrados em uma área densa de floresta amazônica, na Serra do Cachimbo (PA)Divulgação/Força Aérea Brasileira
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o fim do processo que condenou os pilotos americanos Joseph Lepore e Jean Paul Paladino pelo acidente com o Boeing da Gol, em 2006, quando morreram 154 pessoas.  No início do mês, o presidente do STJ, Francisco Falcão, rejeitou o último recurso apresentado pela defesa dos pilotos e manteve a condenação da Justiça Federal. A decisão não significa, no entanto, que os pilotos cumprirão a pena, pois ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Os advogados tentaram reverter a decisão da 5ª Turma do STJ, de agosto do ano passado, que aplicou aos pilotos pena de três anos e um mês de reclusão, em regime aberto, pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O acidente aconteceu em 30 setembro de 2006, quando o Boeing 737-800 da Gol, que voava de Manaus para Brasília, bateu em pleno voo contra um jato Legacy pilotado por Lepore e Paladino. De acordo com as investigações, eles desligaram o transponder – aparelho de uso obrigatório que informa a posição exata das aeronaves aos controladores de voo. O boieng caiu na Floresta Amazônica. Apesar de danificado, o jato Legacy conseguiu pousar na Base Aérea da Serra do Cachimbo (PA).


Sisutec abre inscrições na próxima segunda-feira

Yara Aquino - Repórter da Agência Brasil Edição: Juliana Andrade

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) serão abertas na próxima segunda-feira (29) e vão até sexta-feira (3 de julho). Podem se candidatar estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtiveram nota superior a 0 na redação. O edital foi publicado na edição de hoje (26) do Diário Oficial da União.

A divulgação dos resultados, em primeira chamada, está prevista para o dia 7 de julho. A segunda chamada deve sair no dia 14 de julho. As aulas dos cursos terão início entre os dias 3 e 31 de agosto de 2015, de acordo com o edital.

Por meio do Sisutec, instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica oferecem vagas gratuitas em cursos técnicos para participantes do Enem.

Terão prioridade no preenchimento das vagas os alunos de escolas públicas e os que estudaram na rede privada, na condição de bolsista integral.

Ao fazer a inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções de curso. Também deve definir se deseja concorrer às vagas da ampla concorrência, àquelas destinadas aos estudantes da rede pública ou bolsistas da rede privada, ou às vagas reservadas a negros, pardos e indígenas.

As vagas remanescentes não ocupadas após as chamadas regulares poderão ser preenchidas, mediante inscrição online, por estudantes que concluíram o ensino médio nos últimos três anos, ou seja entre 2012 e 2014, independentemente da data de emissão do certificado. O período de inscrição irá de 20 de julho a 2 de agosto.

A consulta às vagas do Sisutec 2015 e o site para inscrição estarão disponíveis em breve, segundo o Ministério da Educação.