Enem: 65 inscritos foram eliminados por uso indevido de celulares

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


A aplicação das provas do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 transcorreu "dentro da normalidade nos 1.752 municípios", na avaliação do Ministério da Educação (MEC). Em nota divulgada nesta noite, a pasta informa também que 65 inscritos foram eliminados por uso indevido de telefones celulares. O número já ultrapassa os 47 candidatos que foram excluídos do Enem no ano passado.

De acordo com a nota, o MEC, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e parceiros institucionais monitoraram pelas redes sociais as postagens relacionadas ao Enem.

O comunicado diz ainda que o ministro da Educação, Henrique Paim, lamentou profundamente o falecimento da participante Edivania Florinda de Assis na escola em que realizaria a prova, em Olinda (PE), e transmitiu a sua solidariedade aos parentes da candidata. Paim também agradeceu a todos os parceiros e desejou uma boa prova aos estudantes que vão participar do exame amanhã (9).

Neste domingo serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. Os participantes terão 5 horas e 30 minutos para resolver as questões e escrever a redação.

Os portões serão abertos às 12h e serão fechados às 13h, no horário de Brasília. Os participantes devem levar documento de identificação original com foto, cartão de confirmação da inscrição e caneta esferográfica preta em material transparente.

Além de servir como meio de ingresso a instituições federais de educação superior, a nota do Enem permite o acesso a políticas públicas como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e o Ciência sem Fronteiras.

- Assuntos: Enem 2014, Exame Nacional do Ensino Médio, Enem, candidatos, eliminados, MEC, Inep, celular

Professores comentam provas do Enem deste sábado

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas


Para professores que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a prova estava bem elaborada e tratava de questões atuais. À Agência Brasil, eles comentaram algumas questões e destacaram aspectos da prova de hoje (8). Os participantes fizeram provas de ciências da natureza e de ciências humanas.

O professor Carlos Fernado Paschoal Oliveira, coordenador dos terceiros anos do Grupo Educacional Alub, avalia a prova como "tranquila e não muito cansativa". "Os textos não estavam muito longos", diz. Entre o que caiu no exame, ele destaca Sina do Caboclo, do compositor João do Vale, que tratava da desigualdade social.

"Prova bastante social, seguindo a linha do Enem", disse Carlos Fernando. Ele acrescentou que as provas "tinham muito poucas contas" e foram "muito interpretativas de conhecimentos gerais". "O candidato tinha que saber vários aspectos, mas nada muito diferente, que não tenha sido aplicado no ano passado".


O diretor pedagógico do site Descomplica, que oferece aulas pré-vestibular e pré-Enem, Rubens Oda, elogia a prova. Ele avalia como "bem feita, cobrando conteúdos bem atuais". Oda destaca o uso de questões hitóricas que têm relação com conteúdos atuais. Um exemplo é a questão que trata da Revolta do Vintém, que ocorreu em 1879, no Rio de Janeiro, contra a cobrança de um tributo de vinte réis, ou seja, um vintém, nas passagens dos bondes.  De acordo com o diretor pedagógico, a questão remete às manifestações de julho de 2013, que ocorreram sob o mote "Não é só pelos 20 centavos".

"Muita poesia, charges, até quadrinho da Turma da Mônica. O Enem manteve o padrão da utilização da imagem para interpretação e mostrou novamente, este ano, o que ocorreu no ano passado, uma grande quantidade de questões de sociologia e filosofia", avaliou.

A questão que envolvia o quadrinho da Turma da Mônica, de Mauricio de Sousa, era de física. Segundo o professor, a Mônica lançava o coelhinho e errava o Cebolinha. O coelho de pelúcia dava a volta no espaço. A questão envolvia o vetor de aceleração tangencial.

Já o presidente de honra do Cursinho Henfil de São Paulo, Mateus Prado, questiona o ítem da Revolta do Vintém. Diz que uma das opções, que para ele é a correta, trata do uso da violência para salvaguardar o espaço público. Segundo Mateus, a questão legitima a violência. Outra questão abordada foi o conservadorismo no Brasil e a história da África. De acordo com o professor, houve muito pouco de atualidade na prova de ciências da natureza.

A exposição Registros de uma Guerra Surda é reapresentada no Arquivo Nacional durante o seminário Ditadura e Transição Democrática (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Questão do Enem sobre a ditadura militar "busca resgatar história do país", avalia professor do RioFernando Frazão/Agência Brasil

O professor de geografia do Sistema Elite de Ensino, no Rio de Janeiro, Rafael Coelho, destacou a questão sobre a Comissão Nacional da Verdade, que basicamente ressaltava a atuação da entidade que busca resgatar a história do país no período da ditadura militar. "Acredito que o objetivo é mostrar para a sociedade que é importante compreender momentos históricos com uma nova leitura para que o futuro seja melhor e que essas situações não se repitam", diz.

Na avaliação de Coelho, o Enem tem "elementos de conteúdo cada vez mais presentes". O professor considera que a prova tem se tornado mais difícil, justamente por esse aspecto.

"É muito importante administrar bem o tempo. O candidato deve ficar o máximo de tempo possível. A prova é longa e exige atenção grande, especialmente quando se quer ingressar em uma carreira concorrida. A nota de corte é alta e qualquer questão se torna fundamental para alcarçar o objetivo".

Neste anos, o Enem teve mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, de pessoas que farão a prova em mais de 1,7 mil cidades.

Hoje e amanhã, o Portal EBC e as Rádios EBC transmitem um programa ao vivo sobre o Enem 2014. A partir das 20h30, professores estarão nos estúdios, em Brasília, para comentar as questões das provas aplicadas a mais de 8 milhões de estudantes no segundo final de semana de novembro. O programa #CaiunoEnem será exibido simultaneamente em áudio para as rádios MEC AM, do Rio de Janeiro;  Nacional, de Brasília; Nacional da Amazônia e em vídeo pela web, no Portal EBC.

- Assuntos: Enem 2014, Exame Nacional do Ensino Médio, Enem

Fiocruz aposta em atividades lúdicas para dar início a campanha de vacinação

Vinícius Lisboa - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


Barracas de pipoca, balões de gás e jogos interativos foram algumas das atrações que transformaram a vacinação de crianças de até 5 anos contra a poliomielite em uma festa em família na Fundação Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio. A Fiocruz organizou o evento para atrair pais e crianças, além de aproveitar a presença deles para atividades educativas e culturais.

A campanha de vacinação contra a paralisia infantil começou neste sábado em todo o país. A Fiocruz conta com 3 mil doses disponíveis. No ano passado, foram imunizados na instituição pouco mais de 1,5 mil crianças. Além da poliomielite, os pequenos também devem tomar a vacina contra o sarampo. É importante que o responsável tenha em mãos a carteira de vacinação. A expectativa é que mais de 12 milhões de crianças sejam vacinadas até o dia 28 de novembro no Brasil.

O presidente da fundação, Alexandre Gadelha, conta que as atividades lúdicas mostram um outro lado do cuidado com a saúde e levam informações à população. "A gente precisa que a população chegue aqui e associe várias outras coisas. Que entenda o sentido da imunização, mas também tenha a oportunidade de conhecer essa instituição em todos os seus aspectos, com atividades sobre várias questões da saúde, seja como se trata um bebê novo, como se melhora a performance de atividades musculares, questões ligadas a DST [doenças sexualmente transmissíveis], questões dos vetores, como a dengue".

Entre as atividades, estava um jogo eletrônico disponível em dez laptops em que as crianças podiam responder a perguntas sobre a forma correta de lidar com medicamentos. Uma das atrações culturais era uma peça teatral sobre maus tratos e adoção de animais, e, em um "escovódromo", era possível aprender a forma correta de higienizar a boca.


Daiana Carla Moura, 30 anos, levou três sobrinhos para a Fiocruz, incluindo uma de 7 anos, que nem precisaria ser vacinada. Os dois menores, no entanto, não gostaram muito da ideia de precisarem levar injeção. "Eles vieram preocupados, mas quando viram os brinquedos ficaram logo empolgados", conta. Tímida, Kelly, 4 anos, resumiu o que achou da gotinha contra a poliomieliteem uma palavra: "gostosa".

Apesar de todas as atrações, Leandro Vasconcelos, 40 anos, teve que segurar a filha de 3 anos para tomar as gotinhas. Para ele, a iniciativa ajuda a incentivar os pais a saírem de casa no sábado para a imunização dos filhos. "Muita gente foge da vacinação porque não vê nada interessante. Achei muito educativo e muito bom para a família."

- Assuntos: saúde, vacinação, poliomielite, sarampo, vacina, imunização, Fiocruz

Candidatos que perderam o Enem no sábado podem fazer a prova no domingo

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas


Os candidatos que perderam a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste sábado (8) poderão fazer a prova no domingo se desejarem. Pelas regras do exame, nada impedirá que, chegando ao local de prova no horário previsto, até as 13h, no horário de Brasília, o candidato faça a prova.


As notas de apenas um dia de prova, no entanto, poderão não ser suficientes para que o aluno seja aprovado em programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e Programa Universidade para Todos (ProUni).

Neste sábado, os participantes fazem as provas de ciências humanas e ciências da natureza. Amanhã, serão aplicadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação. São mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, que farão a prova em mais de 1,7 mil cidades.

Hoje e amanhã, o Portal EBC e as Rádios EBC transmitem um programa ao vivo sobre o Enem 2014. A partir das 20h30, professores estarão nos estúdios, em Brasília, para comentar as questões da prova. O programa #CaiunoEnem será exibido simultaneamente em áudio para as rádios MEC AM, do Rio de Janeiro; Nacional de Brasília; Nacional da Amazônia; e em vídeo pela web, no Portal EBC.



- Assuntos: Enem 2014, Exame Nacional do Ensino Médio, estudantes, prova, sábado, domingo

Candidata ao Enem morre em Olinda

Da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas


O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota na qual lamenta profundamente a morte da participante do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014, Edivania Florinda de Assis, ocorrida neste sábado (8), em Olinda (PE), no Colégio Santa Emília, onde faria as provas. Em nota, o MEC se solidariza com a família.

O Enem ocorre neste fim de semana. São mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, que fazem a prova em mais de 1,7 mil cidades.

- Assuntos: Enem 2014, Exame Nacional do Ensino Médio, Enem

Na véspera de consulta sobre independência da Catalunha, Espanha tem protestos

Da Agência Lusa

Protestos de diferentes dimensões ocorreram, hoje (8), em frente a autarquias das capitais de província espanhola para denunciar o que dizem ser a “mutilação” da Espanha,  pretendido pelos que apoiam a consulta sobre a independência da Catalunha.

As concentrações, que aconteceram de forma simultânea, foram convocadas pelo movimento “Livres e Iguais”, por meio das redes sociais. Em cada um dos protestos foi lido o mesmo manifesto em defesa da Constituição e da unidade da Espanha e exigindo ao governo espanhol “firmeza” na defesa da cidadania comum de todos os espanhóis.

Numa referência à consulta independentista de domingo, na Catalunha, o texto denuncia o que diz ser um “ato simulado de democracia” que “mutila” os direitos políticos dos cidadãos. “Queremos denunciar alto e claro este atropelo. Queremos continuar a compartilhar com todos os cidadãos espanhóis a nossa soberania”, diz o texto.

Em Barcelona, a concentração ocorreu na Praça Sant Jaume, partilhada pelo Palau da Generalitat e pela autarquia, tendo participado representantes de várias forças contra a consulta, nomeadamente o Partido Popular (PP), Ciutadans (Cs), União Progresso e Democracia (UPyD) e o recém-criado VOX.

Albert Rivera, líder dos Cs, advertiu, durante o protesto, que não se pode “rasgar e pisar” a Constituição. Em Madrid, cerca de 200 pessoas se reuniram na Praça Cibeles, em frente à autarquia. Um dos participantes foi o Prémio Nobel, Mario Vargas Llosa, além de vários dirigentes políticos.

Para Vargas Llosa, a consulta é “um atropelo” e uma “violação” da lei, que requer uma resposta da sociedade civil em defesa da unidade da Espanha, da democracia e da legalidade, algo que “está em perigo”.
As concentrações ocorreram sem qualquer problema, apesar de alguma tensão em Barcelona.

Quando o protesto estava terminando chegou à praça um grupo de pessoas com bandeiras bascas e catalãs, que viajou do País Basco para apoiar a consulta. Houve troca de insultos e alguns empurrões levaram agentes da polícia regional (Mossos d’Esquadra) a criarem um cordão entre os dois grupos, que dispersaram sem mais incidentes.

- Assuntos: Catalunha, consulta popular, Espanha, independência, protestos

Empresários brasileiros mostram interesse em ampliar vendas para Cuba

Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

O mercado cubano corresponde a uma fatia pouco significativa das exportações brasileiras. No ano passado, de US$ 242,17 bilhões exportados pelo Brasil, Cuba respondeu por US$ 528,17 milhões, o equivalente a apenas 0,21%. Mesmo não sendo representativa no bolo, a ilha traz boas perspectivas para muitos empresários brasileiros. Buscando espaço nesse mercado de dinâmica diferenciada, um total de 45 exportadoras do Brasil esteve na Feira Internacional de Havana, evento de negócios organizados pelo governo cubano, que encerra neste sábado (8).

Entre elas, estava a Itallian Hairtech, fabricante de produtos para cabelo. Luiz Carlos Costa, gerente de Comércio Exterior da empresa, explica que ela entrou no mercado cubano há um ano. “Estão abrindo em Cuba salões de beleza privados, mas nosso produto está sendo vendido na cadeia de lojas autorizada pelo governo. Vendemos para a Cimex. Há mais três cadeias estatais: TRD, Palco e Caracol”, relata. Luiz Costa destaca que, em função da presença forte do Estado, o mercado cubano é “totalmente diferente” de outros países, mas a demanda da população por bons produtos é igual.

“As mulheres cubanas não são diferentes das mulheres do mundo. Elas buscam essa parte da beleza, de se sentirem bem consigo mesmas. Existe um dinheiro rodando e, no ano passado, foi regulamentada a profissão de cabeleireiro, manicure e esteticista. No Brasil essa profissão não é regulamentada ainda”, comenta o empresário. A Itallian Hairtech fechou acordo com o governo cubano para qualificar cabeleireiros a usarem seus produtos. Um curso já aconteceu e estão previstos mais quatro.

“Existe uma dificuldade. Por ser uma escola estatal, tem uma estrutura muito degradada”, explica ele. Luiz Costa acrescentou que tem feito contatos para viabilizar uma reforma na área utilizada para os cursos. Costa destaca que, graças ao acordo entre os governos brasileiro e cubano, há alguns incentivos fiscais para a venda dos produtos do Brasil, o que permite um preço final atraente. Segundo ele, o primeiro contrato da Itallian Hairtech com a Cimex foi no valor de US$ 150 mil. Oficializado na feira, o entendimento para 2015 envolveu US$ 450 mil, valor três vezes maior. Além de Cuba, a Itallian Hairtech exporta produtos para os Estados Unidos, o Peru, a Colômbia, o Chile e o Egito.

Mais experiente, a empresa fabricante de chuveiros elétricos Fame iniciou sua inserção no mercado cubano há 20 anos. No entanto, os negócios permaneceram parados por quase uma década, em função da proibição da venda de eletrodomésticos na ilha, entre 2003 e 2011. O motivo era a falta de infraestrutura para o funcionamento de equipamentos de alto consumo.

“Teve esse momento em que ficou proibido. A gente fez um trabalho, trouxe um engenheiro, desenvolveu chuveiro com menor potência, especialmente para o mercado cubano. O cubano, em particular, tem apreço por banho de água quente, mesmo fazendo calor [no país]”, explica Maria Prado, gerente de exportação da empresa.

Ela explica que a Fame exporta para mais de 40 países, com forte presença na América Latina. “Para a gente, desde que abriu de novo, tem sido um mercado muito importante. No Caribe, é o nosso maior mercado. Entre toda a carteira, fica entre os cinco maiores clientes”, informa. Segundo Maria, as vendas a Cuba são feitas por meio de uma trade (empresa de exportação e importação) brasileira.

O gerente de Imagem e Acesso ao Mercado da Apex, Rafael Prado, acredita que a participação brasileira no mercado cubano aumentará. “O Brasil é um dos principais provedores, mas ainda tem o que crescer, pois a economia cubana está se desenvolvendo. As maiores compras são, com certeza, via governo ou parcerias público-privadas. [As vendas] acontecem tanto para o mercado interno quanto para o público circulante [turistas]”, diz. Segundo ele, a Apex ajuda os empresários interessados com estudos de mercado, apontando os produtos que Cuba mais está adquirindo.

No ano passado, os participantes da Feira Internacional de Havana contabilizaram exportações no valor de US$ 97 milhões, imediatas e nos 12 meses seguintes. A Apex ainda não divulgou dados sobre o evento deste ano. O Brasil participa da feira desde 2003.

- Assuntos: Cuba, mercado, exportações, brasileiros, empresas, chuveiros, salão, cubanas

Candidatos postam fotos de cartões de resposta na internet

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Lílian Beraldo


Portões fechados, começa a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nas redes sociais, já começam a aparecer fotos de supostos cartões de resposta da prova deste ano, apesar de ser proibido. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) monitora as redes sociais e esses participantes poderão sem excluídos do exame.

No Instagram, um usuário postou uma foto do cartão com uma caneta e a legenda: "Será que dá cão se tirar foto?". Outros postam a imagem e ainda desejam boa prova. As respostas de outros usuários são imediatas: "Foi eliminado já!", "deleta!".

A regra com relação a smartphones e celulares está no edital: não é permitido portar máquinas calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, pen drives, mp3 ou similar, gravadores, relógios, alarmes de qualquer espécie ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens.

A recomendação é que os candidatos não levem esses objetos, mas, caso estejam com eles, guardem em porta-objetos fornecidos pela empresa responsável pela aplicação da prova. Os equipamentos e o celular deverão estar desligados. A embalagem deverá ser lacrada e identificada com o nome do participante. O porta-objetos deverá ser colocado embaixo da carteira e retirado apenas no fim da prova.

Os candidatos que portarem qualquer um desses objetos durante a prova, que fizerem postagens de texto nas redes sociais ou trocarem mensagens eletrônicas ou e-mails também podem ser eliminados.

Neste sábado, os participantes farão as provas de ciências humanas e ciências da natureza. Mais de 8,7 milhões de inscritos farão a prova em mais de 1,7 mil cidades

- Assuntos: Enem, prova, MEC, eliminação, redes sociais, cartões de resposta, Inep

Fila para a prova do Enem provoca mal-estar em estudantes

Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas


Meio-dia, no horário de Brasília, os portões foram abertos para quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No Centro Universitário de Brasília (UniCeub), uma fila se estendia por mais de uma quadra, com participantes que se anteciparam para não perder a hora. Foram necessários mais de 30 minutos para que todos entrassem.

A estudante Aline dos Santos Coelho, 19 anos, chegou às 10h15 e era a primeira da fila. "É muita ansiedade. Vai que chego atrasada, isso não poderia acontecer". Moradora do Gama, região administrativa a cerca de 30 quilômetros (km) do Plano Piloto, onde está localizado o UniCeub, ela conta que, com a greve de uma companhia de ônibus da cidade, o sogro a trouxe. Ela conciliou estudo e trabalho para se preparar para o Enem e está confiante, quer cursar educação física. Uma surpresa no cartão de confirmação de inscrição, entretanto, desanimou a candidata. Ela disse que marcou espanhol como língua estrangeira, mas, na confirmação, a opção indicada era inglês. "Não sei nada de inglês. Como tive acesso ao cartão em cima da hora, nem consegui reclamar".

Ao lado dela, Arlane de Moraes Santos, 25 anos, que está fazendo o Enem pela terceira vez. Ela pretende pleitear uma bolsa de gastronomia no próprio UniCeub, com o Programa Universidade para Todos (ProUni). Arlane também chegou às 10h. "Tudo já deu errado essa semana, pelo menos isso tem que dar certo. Mas vai dar certo", diz.

A espera no sol, já que o local tem poucos lugares de sombra, somada ao nervosismo fez com que candidatos passassem mal. Uma participante desmaiou na fila. Foi socorrida e conseguiu entrar no local da prova com a ajuda de brigadistas. Luzia Furtado foi quem a socorreu. Ela estava na fila com o filho, Yuri Furtado, 23 anos. Ambos chegaram às 10h30.

Yuri sofreu um acidente e tem problemas de memória. Chegaram mais cedo para tentar conseguir, apresentando a carteira de pessoa com deficiência e os medicamentos, duas horas a mais de prova. "Não sabia que ele tinha direito a isso até chegar o cartão de confirmação de inscrição. Vamos ver se conseguimos alguma coisa", diz a mãe. Yuri mora em Florianópolis, onde cursava educação física. Agora quer usar o Enem para ingressar em um curso de nutrição.

Neste sábado, os participantes farão as provas de ciências humanas e ciências da natureza. Os portões fechara, pontualmente às 13h no horário de Brasília. São mais de 8,7 milhões de inscritos, número recorde, que farão a prova em mais de 1,7 mil cidades.

- Assuntos: Enem, fila, Uniceub, prova, mal-estar

Conteúdo de vídeo com suposta prova do Enem é falso, diz MEC

Do Portal EBC Edição: Lílian Beraldo


O Ministério da Educação (MEC) informou que é falso um vídeo que circulou ontem (7) nas redes sociais com a suposta prova do Exame Nacional do Ensino Médio de 2014 (Enem). De acordo com mensagem postada nos perfis oficiais do MEC no Twitter e no Facebook, o conteúdo do vídeo é falso e a Polícia Federal está apurando os responsáveis pela publicação.

Cerca de 8,7 milhões de alunos participam das provas do Enem que são aplicadas hoje (8) e amanhã (9) em 1,7 mil cidades de todo o país. As provas tiveram início às 13h (horário de Brasília) e tem duração de quatro horas e meia no primeiro dia de aplicação e cinco horas e meia no domingo.

O vídeo divulgado mostra uma pessoa folheando uma suposta prova em branco. O esclarecimento publicado pelo MEC informa que “os procedimentos de segurança do Inep identificaram durante a madrugada a postagem nas redes sociais de um vídeo com uma suposta prova do Enem 2014. Esclarecemos que o conteúdo do vídeo é falso e a Polícia Federal já está apurando os responsáveis pela postagem que, quando identificados, serão punidos com o rigor da lei”.

Não é a primeira vez que boatos são divulgados às vésperas do exame. Em 2012, mensagens foram publicadas no Twitter informando aos candidatos que a prova tinha sido cancelada. Entretanto, a informação se referia à edição de 2009, quando o exame foi de fato adiado depois que um caderno prova foi roubado da gráfica que imprimia o material.



#CaiunoEnem: A partir das 20h30, as Rádios e o Portal EBC transmitem um programa ao vivo com a correção da provas do Enem. Professores estarão nos estúdios, em Brasília, para comentar as questões do exame. O programa #CaiunoEnem será transmitido pelas rádios MEC AM do Rio de Janeiro, Nacional de Brasília, Nacional da Amazônia e pelo Portal EBC.

- Assuntos: Enem, prova, MEC, exame, vídeo, falso, redes socias

Colonizados por brancos, argentinos recuperam ascendência negra

Monica Yanakiew* - Correspondente da Agência Brasil/EBC Edição: Marcos Chagas

No censo de 2010, apenas 150 mil argentinos - menos de 0,5% da população de 41 milhões - se identificaram como negros. Ainda assim, nos últimos anos, o país está recuperando suas raízes africanas. Neste sábado (8), a Argentina comemora o Dia Nacional do Afro-Argentino, graças a uma lei aprovada em 2013.

“Escolhemos essa data em homenagem a Maria Remédios del Valle – uma heroína na guerra da independência, que trabalhou como enfermeira e lutou como militar”, diz Sara Chaves, afro-uruguaia que vive em Buenos Aires e pertence ao Movimento Afro Cultural argentino. “Ela ganhou o título de Capitã e Mãe da Pátria, mas morreu na miséria no dia 8 de novembro”.


A cantora Laura Omega sempre soube de suas raízes africanas e que sua bisavó foi escrava. “Minha família mantém viva a cultura negra, mas aqui a história dos negros é ignorada”, disse. “Parece que não existem negros na Argentina, porque muitos se misturaram aos brancos, para clarear a pele e não sofrer discriminação. Mas não é verdade que nossos antepassados baixaram todos dos navios de imigrantes, muitos vieram nos navios negreiros.”

A sede do Movimento Afro Cultural fica no bairro boêmio de San Telmo, conhecido por seus antiquários, a feira de antiguidades e os artistas de tango. Nos fins de semana, o grupo sai às ruas com seus tambores para tocar candombe. Esse ritmo africano foi herdado dos negros escravizados, trazidos pelos espanhóis para as colônias do Rio da Prata. No Uruguai, o candombe sobreviveu e hoje é tão popular quanto o samba no Brasil. Na Argentina, poucos sabem acompanhar a batucada.

“É preciso lembrar que a população negra na Argentina foi dizimada”, lembra Sara. Nos tempos da colônia, um terço da população argentina era negra. Mas muitos foram enviados para as frentes de batalha, nas guerras internas e também na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870). Outros morreram em sucessivas epidemias de febre amarela – a pior delas, em 1871, matou 8% dos habitantes de Buenos Aires. Como a economia local não dependia de mão de obra intensiva, vários argentinos vendiam seus escravos ao Brasil.

Enquanto a população negra minguava, Buenos Aires era invadida por ondas de imigrantes europeus. Quase 3 milhões de italianos desembarcaram na Argentina, entre 1861 e 1914, sem contar os espanhóis, ingleses, alemães e russos. Em 1920, mais da metade dos habitantes da capital argentina era estrangeira. “Mas muitos dos que acham que descendem dos europeus, porque tem sobrenomes italianos ou espanhóis, tem um pé na África e não sabem”, disse Sara.


É o caso de Carina Vlajovich, de 34 anos. “Quando fui apresentada ao candombe, sei lá, senti a batucada no sangue e não sabia explicar o porquê”, conta Carina. Mesmo com a pele branca e o sobrenome croata, herdado do avô europeu, ela descobriu antepassados africanos vasculhando a história da família materna. “Assumi a minha negritude e hoje me considero afro-argentina”, disse Carina que tem um bisavô negro.



* A matéria foi alterada às 12h39 para correção do título

- Assuntos: Buenos Aires, Dia Nacional Afro-Argentino, lei, movimento, resgate, raízes, africanas

Meninas adolescentes precisam tomar a segunda dose da vacina do HPV

Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil Edição: Marcos Chagas

O Ministério da Saúde, por meio das secretarias estaduais e municipais, tenta identificar as meninas de 11 a 13 anos que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV). Dados da pasta indicam baixa adesão neste segundo momento da cobertura vacinal.


No primeiro mês de aplicação da segunda dose, 914 mil adolescentes foram imunizadas. O número representa 18,4% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos. A vacinação da segunda dose começou no dia 1º de setembro.

O último balanço do governo mostra que, desde 10 de março, quando a imunização passou a ser ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 4,5 milhões de meninas receberam a primeira dose da vacina, o que representa 92,6% do público-alvo.


Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, lembrou que se trata de uma vacina nova, que passou a integrar o calendário básico de imunização apenas este ano. Outra particularidade considerada pelo governo, segundo ele, é o público-alvo: adolescentes, faixa etária que dificilmente procura postos de saúde por não ter de tomar nenhuma outra dose.

“O que vamos fazer é um trabalho mais pontual. Estamos identificando meninas que não tomaram a segunda dose e convocando para comparecer aos postos”, explicou, ao se referir ao plano como uma estratégia para as meninas faltosas.

Chioro ressaltou que, apesar da campanha deflagrada no primeiro semestre deste ano, a vacina contra o HPV foi incorporada ao calendário básico de imunização. Assim, está disponível nos postos de saúde durante todo o ano e não apenas no período da campanha. Dessa forma, meninas que completaram 11 anos apenas agora devem procurar uma unidade de saúde para receber a primeira dose.

O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os últimos dois subtipos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo.

Cada adolescente deve tomar três doses da vacina para completar a proteção: a segunda, seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

- Assuntos: ministro da Saúde, Arthur Chioro, rede SUS, SUS, meninas, adolescentes, vacinação, HPV, postos de saúde